PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

PALAVRAS DO PAPA



- na homilia da missa de 15 de Agosto de 2012

“…O que é que a Assunção de Maria ensina ao nosso caminho, à nossa vida? A primeira resposta é: na Assunção vemos que, em Deus, há espaço para o homem; o próprio Deus é a casa com muitas moradas da qual fala Jesus (Jo 14, 2). O próprio Deus é a casa do homem, em Deus há espaço de Deus. E Maria, unindo-se a Deus, não se distancia de nós, não vai para uma galáxia desconhecida; mas, quem vai a Deus, aproxima-se, porque Deus está perto de todos nós; e Maria, unida a Deus, participa da presença de Deus, está muito perto de nós, de cada um de nós. Há uma bela palavra de São Gregório Magno sobre São Bento que podemos aplicar, também, a Maria: São Gregório Magno diz que o coração de São Bento tornou-se tão grande que toda a criação podia entrar neste coração. Isso vale ainda mais para Maria: Maria, unida totalmente a Deus, tem um coração tão grande que toda a criação pode entrar neste coração. Os testemunhos, em todas as partes da terra, o demonstram. Maria está perto, pode escutar, pode ajudar: está perto de todos nós. Em Deus, há espaço para o homem, e Deus está perto, e Maria, unida a Deus, está muito perto, tem um coração alargado como o coração de Deus. Mas, há ainda outro aspecto: não só em Deus há espaço para o homem mas, também, no homem há espaço para Deus. Também vemos isso em Maria: Maria é a Arca Santa que transporta a presença de Deus. Em nós, há espaço para Deus e esta presença de Deus em nós – tão importante para iluminar o mundo na sua tristeza, nos seus problemas – realiza-se na fé: na fé, abrimos as portas do nosso ser para que Deus entre em nós, para que Deus possa ser a força que dá vida e caminho ao nosso ser. Em nós, há espaço para Deus…Vamos abrir-nos, como Maria se abriu, dizendo: “Seja feita a Tua vontade; eu sou a serva do Senhor”. Abrindo-nos a Deus, não perdemos nada. Pelo contrário: nossa vida torna-se rica e grande. E assim, fé, esperança e amor se combinam. Hoje, dizem-se muitas coisas sobre o mundo melhor que esperamos: é sinal da nossa esperança. Quando é que vai chegar este mundo melhor, não o sabemos; eu não sei. A verdade é que um mundo que se afaste de Deus não se torna melhor, mas pior. Só a presença de Deus pode garantir um mundo bom. Mas deixemos isso. Uma coisa é certa: Deus espera-nos, aguarda-nos; não caminhamos no vazio, somos esperados. Deus espera-nos e, no céu, encontraremos a bondade da Mãe, encontraremos os nossos, encontraremos o Amor eterno. Deus espera-nos: esta é a grande alegria e a grande esperança que nasce exactamente da festa da Assunção de Maria. Maria visita-nos: é a alegria da nossa vida e é a esperança da alegria…”

PARA REZAR



SALMO 34

Em todo o tempo, bendirei o Senhor;
o seu louvor estará sempre nos meus lábios.
A minha alma gloria-se no Senhor!
Que os humildes saibam e se alegrem.

Temei o Senhor, vós que lhe estais consagrados,
pois nada falta aos que o temem.
Os ricos empobrecem e passam fome,
mas aos que procuram o Senhor nenhum bem há-de faltar.

Vinde, meus filhos, escutai-me:
vou ensinar-vos o temor do Senhor.
Qual é o homem que não ama a vida
e não deseja longos dias de prosperidade?

Nesse caso, guarda a tua língua do mal
os teus lábios das palavras mentirosas.
Desvia-te do mal e faz o bem,
procura a paz e segue-a.

SANTOS POPULARES



SANTA ROSA DE LIMA

Isabel Flores y de Oliva nasceu na cidade de Lima, capital do Peru, no dia 20 de Abril de 1586. Foi a décima dos treze filhos de Gaspar Flores e Maria de Oliva. À medida que crescia com o rosto rosado e belo, recebeu dos familiares o apelido de “Rosa”, como ficou conhecida. Os seus pais eram espanhóis ricos que se tinham mudado para a próspera colónia do Peru. Porém, os negócios não correram bem e eles ficaram na miséria. Rosa, desde criança, mostrava grande inclinação para a oração e para a meditação; foi dotada de dons especiais de profecia. Já adolescente, enquanto rezava diante da imagem da Virgem Maria, decidiu entregar a sua vida inteiramente a Cristo. Apesar da oposição da família - que contava com a sua ajuda para o sustento da casa - entrou a fazer parte da Ordem Terceira Dominicana, tomando Santa Catarina de Sena como modelo e exemplo de vida. Dedicou-se ao jejum, a severas penitências e à oração contemplativa, aumentando os seus dons de profecia e de prodígios. E, para não se deixar vencer pela vaidade, cortou os cabelos e trabalhou na lavoura com os pais. Aos vinte anos, pediu e obteve licença para emitir os votos religiosos de Terceira Dominicana, permanecendo em casa e não no convento. Quando vestiu o hábito e se consagrou, mudou o nome para Rosa e acrescentou “Santa Maria”, por causa da sua grande devoção à Virgem Maria. Passou a ser chamada Rosa de Santa Maria. Construiu uma pequena cela no fundo do quintal da casa dos seus pais, levando uma vida de austeridade, de mortificação e de abandono à vontade de Deus. A partir da tomada de hábito, imprimiu ainda mais rigor às penitências: começou a usar, na cabeça, uma coroa de metal espinhoso, disfarçada com botões de rosas; aumentou os dias de jejum; dormia sobre uma tábua com pregos. Passou a sustentar a família com as rendas e bordados que fazia. O seu confessor autorizou que não saísse mais da sua cela, vivendo em inteira clausura, excepto para receber a eucaristia. Vivendo em constante contacto com Deus, atingiu um alto grau de vida contemplativa e de experiência mística, compreendendo em profundidade o mistério da Paixão e Morte de Jesus. Rosa cumpriu a sua vocação, vivendo um grande amor à eucaristia e à Virgem Maria e lutando por afastar o pecado do seu coração, conforme a espiritualidade da época. Aos trinta e um anos de idade, foi acometida por uma grave doença, que lhe causou sofrimentos e grandes danos físicos. Por isso, retirou-se para a casa da sua benfeitora, Maria de Uzátegui - agora transformada em Mosteiro de Santa Rosa - para cumprir a profecia em relação à sua morte. Todos os anos, passava o Dia de São Bartolomeu, 24 de Agosto, em oração, pois, dizia: "este é o dia das minhas núpcias eternas". E assim aconteceu. Morreu no dia 24 de Agosto de 1617. O seu funeral mobilizou toda a população da cidade de Lima, que parou para lhe render uma sincera homenagem. Após a sua morte, muitos milagres aconteceram por sua intercessão. Rosa foi beatificada em 1667. Tornou- se a primeira santa da América Latina ao ser canonizada, em 1671, pelo papa Clemente X. Dois anos depois, foi proclamada Padroeira da América Latina, das Filipinas e das Índias Orientais. A sua festa litúrgica celebra-se no dia 23 de Agosto. A devoção a Santa Rosa de Lima propagou- se rapidamente nos países latino-americanos, sendo venerada pelos fiéis como Padroeira dos Jardineiros e das Floristas (cf. paulinas.org )