PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

CATEQUESE PAROQUIAL




Hoje, Sábado, dia 6 de Outubro, na Eucaristia, os catequistas da Igreja Matriz celebraram a renovação do seu compromisso. Diante da comunidade, manifestaram a sua disponibilidade para a missão que a Igreja lhes confia: testemunhar Jesus e comunicá-l’O, com o exemplo das suas vidas, às crianças e jovens que, de coração simples e aberto, querem acolher Jesus e os valores da fé cristã. Sendo uma tarefa difícil, confiam na presença do Espírito, na acção da graça de Deus, no amor de Jesus e na colaboração e na oração das famílias. Da fórmula de compromisso, destacamos: “…Comprometemo-nos, na medida das nossas possibilidades,a aprofundar, cada vez mais, a mensagem do Evangelho; a viver, com determinação e esperança, os valores da fé em Jesus Cristo; a fazer ecoar o Evangelho com o testemunho das nossas obras; a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que os catequizandos e as suas famílias possam chegar à comunhão com Jesus Cristo e viverem a sua vida com a marca da Fé…” A paróquia agradece a dedicação destes homens e mulheres que, esquecendo tantos sacrifícios, se dedicam, de alma e coração, ao serviço dos outros.

 

PALAVRAS DO PAPA


- na homilia, no Santuário de Nossa Senhora do Loreto, no dia 4 de Outubro

“…Na crise actual que atinge não apenas a economia, mas vários sectores da sociedade, a Encarnação do Filho de Deus fala-nos de quanto o homem é importante para Deus e Deus para o homem. Sem Deus o homem acaba por deixar prevalecer o seu egoísmo sobre a solidariedade e sobre o amor, as coisas materiais sobre os valores, o ter sobre o ser. É preciso voltar para Deus para que o homem volte a ser homem. Com Deus, mesmo nos momentos difíceis, de crise, o horizonte da esperança não desaparece: a Encarnação diz-nos que jamais estamos sozinhos; Deus entrou em nossa humanidade e acompanha-nos. (…) Existe ainda um ponto importante do relato evangélico da Anunciação que quero destacar; um aspecto que jamais deixa de maravilhar-nos: Deus pede o "sim" do homem; criou um interlocutor livre; pede que a sua criatura Lhe responda com plena liberdade. São Bernardo de Claraval, num dos seus Sermões mais célebres, quase "representa" a espera da parte de Deus e da humanidade pelo "sim" de Maria, dirigindo-se a ela com uma súplica: «O anjo espera a vossa resposta, porque chegou o tempo de voltar ao que o enviou... Ó Senhora, dai essa resposta (…) que os céus esperam. Como o Rei e Senhor de todos desejava ver a vossa beleza, assim deseja ardentemente a vossa resposta afirmativa... Levantai-vos, correi, abri! Levantai-vos com a fé, apressai-vos com a vossa oferta, abri com a vossa adesão!» (In laudibus Virginis Matris, Hom. IV, 8: Opera omnia, Edit. Cisterc. 4, 1966, p. 53s). Deus pede a livre adesão de Maria para se tornar homem. Certo, o "sim" da Virgem é fruto da Graça divina. Mas a graça não elimina a liberdade; pelo contrário, cria-a e a sustém. A fé não tolhe nada à criatura humana, mas permite a sua plena e definitiva realização” (cf. Zenit )

MENSAGEM DO BISPO DO PORTO



“…De partida para o Sínodo dos Bispos, que decorre este mês em Roma, deixo-vos uma breve partilha de algo que levo no pensamento e no coração, a propósito do tema que nele será versado: “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”. Comemoram-se os cinquenta anos do início do Concílio Vaticano II e abre-se o Ano da Fé. Eu e os irmãos Bispos que comigo exercem o ministério na Diocese do Porto, dirigimos-vos, em Junho passado, uma Carta a este propósito, tentando resumir a mensagem central do Concílio e do Catecismo da Igreja Católica, radicando em Cristo o que podemos saber e devemos testemunhar sobre Deus e a vida a partir de Deus. Reconhecendo a real dificuldade em assimilar toda a reflexão eclesial e as propostas do magistério ao longo de meio século, oferecemos-vos um breve roteiro, ou ponto de partida, para a mais fácil compreensão do todo. Estou certo de que o aproveitareis ao
longo do Ano da Fé e das Jornadas Vicariais que o pontearão na Diocese, bem como na reflexão pessoal e comunitária. Na verdade, a nossa sociedade requer a presença consciente e activa dos cristãos, só possível com a consciência mais certa e a consequência mais justa da fé que professamos: Devemo-nos isto, a nós e para os outros. No Sínodo, terei ocasião de participar na grande partilha que faremos sobre o tema da “Nova Evangelização” que o Papa João Paulo II, em boa hora, trouxe à reflexão e à vida da Igreja. De todo o mundo virão contribuições, alimentadas pela vida das Igrejas particulares nas diversas sociedades e culturas. Terei também ocasião de partilhar a experiência portuense e portuguesa, especialmente motivada pelo que tem
sido feito desde a visita ‘ad limina’ de 2007, procurando ‘repensar juntos a pastoral da Igreja em Portugal’…” ( da mensagem de D. Manuel Clemente sobre a Nova Evangelização, 4 de Outubro de 2012, Diocese do Porto)

ANO DA FÉ



“…Não podemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida (cf. Mt 5, 13-16). Também o homem contemporâneo pode sentir de novo a necessidade de ir como a samaritana ao poço, para ouvir Jesus que convida a crer n’Ele e a beber na sua fonte, donde jorra água viva (cf. Jo 4, 14). Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos (cf. Jo 6, 51). De facto, em nossos dias ressoa ainda, com a mesma força, este ensinamento de Jesus: «Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna» (Jo 6, 27). E a questão, então posta por aqueles que O escutavam, é a mesma que colocamos nós também hoje: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?» (Jo 6, 28). Conhecemos a resposta de Jesus: «A obra de Deus é esta: crer n’Aquele que Ele enviou» (Jo 6, 29). Por isso, crer em Jesus Cristo é o caminho para se poder chegar definitivamente à salvação.” ( nº 3, Porta Fidei, Santa Sé )

PARA REZAR



SALMO 128

Felizes os que obedecem ao Senhor
e andam nos seus caminhos.
Comerás do fruto do teu próprio trabalho:
assim serás feliz e viverás contente.

 
A tua esposa será como videira fecunda
na intimidade do teu lar;
os teus filhos serão como rebentos de oliveira
ao redor da tua mesa.

Assim vai ser abençoado
homem que obedece ao Senhor.
O Senhor te abençoe do monte Sião!

Possas contemplar a prosperidade de Jerusalém
todos os dias da tua vida,
e chegues a ver os filhos dos teus filhos.
Paz a Israel!

SANTOS POPULARES



BEATA ALEXANDRINA DE BALASAR

Alexandrina Maria da Costa, nasceu em Balasar, Póvoa de Varzim, Arquidiocese de Braga, no dia 30 de Março de 1904. Foi baptizada no dia 2 de Abril, Sábado Santo. Foi educada cristãmente pela mãe, juntamente com a sua irmã Deolinda. Alexandrina viveu em casa até aos 7 anos. Depois foi para uma pensão dum marceneiro na Póvoa de Varzim a fim de frequentar a escola primária que não existia em Balasar. Fez a primeira comunhão, na sua terra natal, em 1911. No ano seguinte, recebeu o sacramento do Crisma, celebrado pelo Bispo do Porto. Passados 18 meses, voltou a Balasar e foi morar com a mãe e a irmã, na localidade do “Calvário”, onde irá permanecer até à morte. De constituição física robusta, começou a trabalhar nos campos, equiparando-se aos homens e a ganhar o mesmo que eles. A sua infância foi muito viva: dotada de temperamento feliz e comunicativo, era muito querida pelas colegas. Aos 12 anos, porém, adoeceu: uma grave infecção colocou-a quase às portas da morte. Porém, superou a doença, mas a sua saúde ficou abalada para sempre. Aos 14 anos aconteceu um facto que seria decisivo para a sua vida. Era Sábado Santo de 1918. Nesse dia, ela, a irmã Deolinda e mais uma mocinha aprendiz, estavam a trabalhar de costura, quando perceberam que três homens tentavam a entrar na sala onde se encontravam. Embora estivessem fechadas, os três homens forçaram as portas e conseguiram entrar. Alexandrina, para salvar a sua pureza ameaçada, não hesitou em atirar-se pela janela, de uma altura de quatro metros. As consequências foram terríveis, embora não imediatas. De facto, as várias consultas médicas a que foi submetida diagnosticaram, cada vez com maior clareza, um facto irreversível. Até aos 19 anos, pôde ainda arrastar-se até a igreja, onde gostava de ficar recolhida, com grande dmiração das pessoas. A paralisia foi avançando cada vez mais, até que as dores se tornaram insuportáveis; as articulações perderam qualquer movimento e ficou completamente paralisada. No dia 14 de Abril de 1925, Alexandrina ficou definitivamente acamada. Aí, haveria de passar os restantes 30 anos da sua vida. Até 1928, nunca deixou de pedir a Deus, por intercessão de Nossa Senhora, a graça da cura, prometendo que, se sarasse, partiria para as missões. Depois, compreendeu que a sua vocação era a do sofrimento. Abraçou-a prontamente. Dizia: “Nossa Senhora concedeu-me uma graça ainda maior. Depois da resignação deu-me a conformidade completa à vontade de Deus e, por fim, o desejo de sofrer”. São desse período os primeiros fenómenos místicos: Alexandrina iniciou uma vida de grande união com Cristo nos Tabernáculos, por meio de Nossa Senhora… Quanto mais clara se tornava a sua vocação de vítima, tanto mais crescia nela o amor ao sofrimento. Comprometeu-se com voto a fazer sempre o que fosse mais perfeito. De sexta-feira, 3 de Outubro de 1938 a 24 de Março de 1942, viveu, em todas as sextas-feiras, os sofrimentos da Paixão: Alexandrina, superando o estado habitual de paralisia, descia da cama e com movimentos e gestos, acompanhados de angustiantes dores, repetia, por três horas e meia, os diversos momentos da Via Crucis. “Amar, sofrer, reparar” foi o programa que o Senhor lhe indicou. Desde 1934, Alexandrina punha por escrito tudo quanto, vez por vez, lhe dizia Jesus. Em 1936, por ordem de Jesus, pediu ao Santo Padre, a consagração
do mundo ao Coração Imaculado de Maria. Este pedido foi renovado várias vezes até 1941, pelo que a Santa Sé interrogou três vezes o Arcebispo de Braga a respeito de Alexandrina. No dia 31 de Outubro de 1942, Pio XII consagrou o mundo ao Coração Imaculado de Maria com uma mensagem transmitida de Fátima em língua portuguesa. Este acto foi repetido em Roma, na Basílica de São Pedro, no dia 8 de Dezembro do mesmo ano de 1942. Depois de 27 de arço de 1942, Alexandrina deixou de se alimentar, vivendo exclusivamente da Eucaristia. Em 1943, por quarenta dias e quarenta noites, foram rigorosamente controlados por médicos o jejum absoluto e a anúria, no hospital da Foz do Douro, no Porto. Em 1944, o seu director espiritual, Padre Umberto Pasquale, salesiano, após constatar a profundidade espiritual a que tinha chegado, animou Alexandrina a continuar a ditar o seu diário; fê-lo com espírito de obediência até à morte. No mesmo ano de 1944, Alexandrina inscreveu-se na União dos Cooperadores Salesianos. E quis pôr o seu diploma de Cooperadora «em lugar bem visível a fim de o ter sempre debaixo dos olhos» e colaborar com o seu sofrimento e as suas orações para a salvação das almas, sobretudo juvenis. Rezou e sofreu pela santificação dos Cooperadores Salesianos de todo o mundo Em 1950, Alexandrina festejou o 25º ano de sua imobilidade. E em 7 de Janeiro de 1955, foi-lhe preanunciado que aquele seria o ano da sua morte. De facto, no dia 12 de Outubro quis receber a unção dos enfermos. E no dia 13, aniversário da última aparição e Nossa Senhora de Fátima, ouviram-na exclamar: “Sou feliz porque vou para o céu”. Às 19h30 expirou. A memória litúrgica da Beata Alexandrina de Balasar faz-se a 13 de Outubro. ( f. santa alexandrina blogspot )