Hoje, Sábado, dia 6 de
Outubro, na Eucaristia, os catequistas da Igreja Matriz celebraram a renovação
do seu compromisso. Diante da comunidade, manifestaram a sua disponibilidade para
a missão que a Igreja lhes confia: testemunhar Jesus e comunicá-l’O, com o
exemplo das suas vidas, às crianças e jovens que, de coração simples e aberto,
querem acolher Jesus e os valores da fé cristã. Sendo uma tarefa difícil,
confiam na presença do Espírito, na acção da graça de Deus, no amor de Jesus e na
colaboração e na oração das famílias. Da fórmula de compromisso, destacamos:
“…Comprometemo-nos, na medida das nossas possibilidades,a aprofundar, cada vez
mais, a mensagem do Evangelho; a viver, com determinação e esperança, os
valores da fé em Jesus Cristo; a fazer ecoar o Evangelho com o testemunho das
nossas obras; a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que os
catequizandos e as suas famílias possam chegar à comunhão com Jesus Cristo e viverem
a sua vida com a marca da Fé…” A paróquia agradece a dedicação destes homens e
mulheres que, esquecendo tantos sacrifícios, se dedicam, de alma e coração, ao
serviço dos outros.
PALAVRA COM SENTIDO
PALAVRA COM SENTIDO
“… O Senhor ressuscitou, verdadeiramente!…” (cf. Antífona do Domingo de Páscoa)
Hoje ecoa em todo o mundo o anúncio da Igreja: «Jesus Cristo ressuscitou»; «ressuscitou verdadeiramente»!
Como uma nova chama, se acendeu esta Boa Nova na noite: a noite dum mundo já a braços com desafios epocais e agora oprimido pela pandemia, que coloca à dura prova a nossa grande família humana. Nesta noite, ressoou a voz da Igreja: «Cristo, minha esperança, ressuscitou!» (Sequência da Páscoa).
É um «contágio» diferente, que se transmite de coração a coração, porque todo o coração humano aguarda esta Boa Nova. É o contágio da esperança: «Cristo, minha esperança, ressuscitou!» Não se trata duma fórmula mágica, que faça desvanecerem-se os problemas. Não! A ressurreição de Cristo não é isso. Mas é a vitória do amor sobre a raiz do mal, uma vitória que não «salta» por cima do sofrimento e da morte, mas atravessa-os abrindo uma estrada no abismo, transformando o mal em bem: marca exclusiva do poder de Deus.
O Ressuscitado é o Crucificado; e não outra pessoa. Indeléveis no seu corpo glorioso, traz as chagas: feridas que se tornaram frestas de esperança. Para Ele, voltamos o nosso olhar para que sare as feridas da humanidade atribulada.
Hoje penso sobretudo em quantos foram atingidos diretamente pelo coronavírus: os doentes, os que morreram e os familiares que choram a partida dos seus queridos e por vezes sem conseguir sequer dizer-lhes o último adeus.
O Senhor da vida acolha junto de Si no seu Reino os falecidos e dê conforto e esperança a quem ainda está na prova, especialmente aos idosos e às pessoas sem ninguém. Não deixe faltar a sua consolação e os auxílios necessários a quem se encontra em condições de particular vulnerabilidade, como aqueles que trabalham nas casas de cura ou vivem nos quartéis e nas prisões.
Para muitos, é uma Páscoa de solidão, vivida entre lutos e tantos incómodos que a pandemia está a causar, desde os sofrimentos físicos até aos problemas económicos.
Esta epidemia não nos privou apenas dos afetos, mas também da possibilidade de recorrer pessoalmente à consolação que brota dos Sacramentos, especialmente da Eucaristia e da Reconciliação. Em muitos países, não foi possível aceder a eles, mas o Senhor não nos deixou sozinhos! Permanecendo unidos na oração, temos a certeza de que Ele colocou sobre nós a sua mão (cf. Sal 139/138, 5), repetindo a cada um com veemência: Não tenhas medo! «Ressuscitei e estou contigo para sempre» (cf. Missal Romano).
Jesus, nossa Páscoa, dê força e esperança aos médicos e enfermeiros, que por todo o lado oferecem um testemunho de solicitude e amor ao próximo até ao extremo das forças e, por vezes, até ao sacrifício da própria saúde. Para eles, bem como para quantos trabalham assiduamente para garantir os serviços essenciais necessários à convivência civil, para as forças da ordem e os militares que em muitos países contribuíram para aliviar as dificuldades e tribulações da população, vai a nossa saudação afetuosa juntamente com a nossa gratidão.
Nestas semanas, alterou-se improvisamente a vida de milhões de pessoas. Para muitos, ficar em casa foi uma ocasião para refletir, parar os ritmos frenéticos da vida, permanecer com os próprios familiares e desfrutar da sua companhia. Mas, para muitos outros, é também um momento de preocupação pelo futuro que se apresenta incerto, pelo emprego que se corre o risco de perder e pelas outras consequências que acarreta a atual crise. Encorajo todas as pessoas que detêm responsabilidades políticas a trabalhar ativamente em prol do bem comum dos cidadãos, fornecendo os meios e instrumentos necessários para permitir a todos que levem uma vida digna e favorecer – logo que as circunstâncias o permitam – a retoma das atividades diárias habituais.
Este não é tempo para a indiferença, porque o mundo inteiro está a sofrer e deve sentir-se unido ao enfrentar a pandemia. Jesus ressuscitado dê esperança a todos os pobres, a quantos vivem nas periferias, aos refugiados e aos sem abrigo. Não sejam deixados sozinhos estes irmãos e irmãs mais frágeis, que povoam as cidades e as periferias de todas as partes do mundo. Não lhes deixemos faltar os bens de primeira necessidade, mais difíceis de encontrar agora que muitas atividades estão encerradas, bem como os medicamentos e sobretudo a possibilidade duma assistência sanitária adequada. Em consideração das presentes circunstâncias, sejam abrandadas também as sanções internacionais que impedem os países visados de proporcionar apoio adequado aos seus cidadãos e seja permitido a todos os Estados acudir às maiores necessidades do momento atual, reduzindo – se não mesmo perdoando – a dívida que pesa sobre os orçamentos dos mais pobres.
Este não é tempo para egoísmos, pois o desafio que enfrentamos nos une a todos e não faz distinção de pessoas. Dentre as muitas áreas do mundo afetadas pelo coronavírus, penso de modo especial na Europa. Depois da II Guerra Mundial, este Continente pôde ressurgir graças a um espírito concreto de solidariedade, que lhe permitiu superar as rivalidades do passado. É muito urgente, sobretudo nas circunstâncias presentes, que tais rivalidades não retomem vigor; antes, pelo contrário, todos se reconheçam como parte duma única família e se apoiem mutuamente. Hoje, à sua frente, a União Europeia tem um desafio epocal, de que dependerá não apenas o futuro dela, mas também o do mundo inteiro. Não se perca esta ocasião para dar nova prova de solidariedade, inclusive recorrendo a soluções inovadoras. Como alternativa, resta apenas o egoísmo dos interesses particulares e a tentação dum regresso ao passado, com o risco de colocar à dura prova a convivência pacífica e o progresso das próximas gerações.
Este não é tempo para divisões. Cristo, nossa paz, ilumine a quantos têm responsabilidades nos conflitos, para que tenham a coragem de aderir ao apelo a um cessar-fogo global e imediato em todos os cantos do mundo. Este não é tempo para continuar a fabricar e comercializar armas, gastando somas enormes que deveriam ser usadas para cuidar das pessoas e salvar vidas. Ao contrário, seja o tempo em que finalmente se ponha termo à longa guerra que ensanguentou a amada Síria, ao conflito no Iémen e às tensões no Iraque, bem como no Líbano. Seja este o tempo em que israelitas e palestinianos retomem o diálogo para encontrar uma solução estável e duradoura que permita a ambos os povos viverem em paz. Cessem os sofrimentos da população que vive nas regiões orientais da Ucrânia. Ponha-se termo aos ataques terroristas perpetrados contra tantas pessoas inocentes em vários países da África.
Este não é tempo para o esquecimento. A crise que estamos a enfrentar não nos faça esquecer muitas outras emergências que acarretam sofrimentos a tantas pessoas. Que o Senhor da vida Se mostre próximo das populações da Ásia e da África que estão a atravessar graves crises humanitárias, como na Região de Cabo Delgado, no norte de Moçambique. Acalente o coração das inúmeras pessoas refugiadas e deslocadas por causa de guerras, seca e carestia. Proteja os inúmeros migrantes e refugiados, muitos deles crianças, que vivem em condições insuportáveis, especialmente na Líbia e na fronteira entre a Grécia e a Turquia. E não quero esquecer a ilha de Lesbos. Faça com que na Venezuela se chegue a soluções concretas e imediatas, destinadas a permitir a ajuda internacional à população que sofre por causa da grave conjuntura política, socioeconómica e sanitária.
Queridos irmãos e irmãs,
Verdadeiramente palavras como indiferença, egoísmo, divisão, esquecimento não são as que queremos ouvir neste tempo. Mais, queremos bani-las de todos os tempos! Aquelas parecem prevalecer quando em nós vencem o medo e a morte, isto é, quando não deixamos o Senhor Jesus vencer no nosso coração e na nossa vida. Ele, que já derrotou a morte abrindo-nos a senda da salvação eterna, dissipe as trevas da nossa pobre humanidade e introduza-nos no seu dia glorioso, que não conhece ocaso.
Com estas reflexões, gostaria de vos desejar a todos uma Páscoa feliz. (Mensagem do Papa Francisco na Bênção Urbi et Orbe, no Domingo de Páscoa de 2020).
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
PALAVRAS DO PAPA
- na homilia, no Santuário de Nossa Senhora do Loreto,
no dia 4 de Outubro
“…Na crise actual que atinge
não apenas a economia, mas vários sectores da sociedade, a Encarnação do Filho
de Deus fala-nos de quanto o homem é importante para Deus e Deus para o homem.
Sem Deus o homem acaba por deixar prevalecer o seu egoísmo sobre a
solidariedade e sobre o amor, as coisas materiais sobre os valores, o ter sobre
o ser. É preciso voltar para Deus para que o homem volte a ser homem. Com Deus,
mesmo nos momentos difíceis, de crise, o horizonte da esperança não desaparece:
a Encarnação diz-nos que jamais estamos sozinhos; Deus entrou em nossa
humanidade e acompanha-nos. (…) Existe ainda um ponto importante do relato
evangélico da Anunciação que quero destacar; um aspecto que jamais deixa de maravilhar-nos:
Deus pede o "sim" do homem; criou um interlocutor livre; pede que a
sua criatura Lhe responda com plena liberdade. São Bernardo de Claraval, num
dos seus Sermões mais célebres, quase "representa" a espera da parte
de Deus e da humanidade pelo "sim" de Maria, dirigindo-se a ela com
uma súplica: «O anjo espera a vossa resposta, porque chegou o tempo de voltar
ao que o enviou... Ó Senhora, dai essa resposta (…) que os céus esperam. Como o
Rei e Senhor de todos desejava ver a vossa beleza, assim deseja ardentemente a
vossa resposta afirmativa... Levantai-vos, correi, abri! Levantai-vos com a fé,
apressai-vos com a vossa oferta, abri com a vossa adesão!» (In laudibus
Virginis Matris, Hom. IV, 8: Opera omnia, Edit. Cisterc. 4, 1966, p. 53s). Deus
pede a livre adesão de Maria para se tornar homem. Certo, o "sim" da Virgem
é fruto da Graça divina. Mas a graça não elimina a liberdade; pelo contrário,
cria-a e a sustém. A fé não tolhe nada à criatura humana, mas permite a sua
plena e definitiva realização” (cf. Zenit )
MENSAGEM DO BISPO DO PORTO
“…De partida para o Sínodo
dos Bispos, que decorre este mês em Roma, deixo-vos uma breve partilha de algo
que levo no pensamento e no coração, a propósito do tema que nele será versado:
“A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”. Comemoram-se os cinquenta
anos do início do Concílio Vaticano II e abre-se o Ano da Fé. Eu e os irmãos
Bispos que comigo exercem o ministério na Diocese do Porto, dirigimos-vos, em
Junho passado, uma Carta a este propósito, tentando resumir a mensagem central
do Concílio e do Catecismo da Igreja Católica, radicando em Cristo o que
podemos saber e devemos testemunhar sobre Deus e a vida a partir de Deus.
Reconhecendo a real dificuldade em assimilar toda a reflexão eclesial e as
propostas do magistério ao longo de meio século, oferecemos-vos um breve
roteiro, ou ponto de partida, para a mais fácil compreensão do todo. Estou
certo de que o aproveitareis ao
longo do Ano da Fé e das
Jornadas Vicariais que o pontearão na Diocese, bem como na reflexão pessoal e
comunitária. Na verdade, a nossa sociedade requer a presença consciente e
activa dos cristãos, só possível com a consciência mais certa e a consequência
mais justa da fé que professamos: Devemo-nos isto, a nós e para os outros. No
Sínodo, terei ocasião de participar na grande partilha que faremos sobre o tema
da “Nova Evangelização” que o Papa João Paulo II, em boa hora, trouxe à
reflexão e à vida da Igreja. De todo o mundo virão contribuições, alimentadas
pela vida das Igrejas particulares nas diversas sociedades e culturas. Terei
também ocasião de partilhar a experiência portuense e portuguesa, especialmente
motivada pelo que temsido feito desde a visita ‘ad limina’ de 2007, procurando ‘repensar juntos a pastoral da Igreja em Portugal’…” ( da mensagem de D. Manuel Clemente sobre a Nova Evangelização, 4 de Outubro de 2012, Diocese do Porto)
ANO DA FÉ
“…Não podemos aceitar que o
sal se torne insípido e a luz fique escondida (cf. Mt 5, 13-16). Também o homem
contemporâneo pode sentir de novo a necessidade de ir como a samaritana ao
poço, para ouvir Jesus que convida a crer n’Ele e a beber na sua fonte, donde
jorra água viva (cf. Jo 4, 14). Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos
da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida,
oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos (cf. Jo 6, 51). De
facto, em nossos dias ressoa ainda, com a mesma força, este ensinamento de
Jesus: «Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que
perdura e dá a vida eterna» (Jo 6, 27). E a questão, então posta por aqueles
que O escutavam, é a mesma que colocamos nós também hoje: «Que havemos nós de
fazer para realizar as obras de Deus?» (Jo 6, 28). Conhecemos a resposta de
Jesus: «A obra de Deus é esta: crer n’Aquele que Ele enviou» (Jo 6, 29). Por
isso, crer em Jesus Cristo é o caminho para se poder chegar definitivamente à salvação.”
( nº 3, Porta Fidei, Santa Sé )
PARA REZAR
SALMO 128
Felizes os que obedecem ao
Senhor
e andam nos seus caminhos.Comerás do fruto do teu próprio trabalho:
assim serás feliz e viverás contente.
na intimidade do teu lar;
os teus filhos serão como rebentos de oliveira
ao redor da tua mesa.
Assim vai ser abençoado
homem que obedece ao
Senhor.O Senhor te abençoe do monte Sião!
Possas contemplar a
prosperidade de Jerusalém
todos os dias da tua vida,e chegues a ver os filhos dos teus filhos.
Paz a Israel!
SANTOS POPULARES
BEATA ALEXANDRINA DE BALASAR
Alexandrina Maria da Costa,
nasceu em Balasar, Póvoa de Varzim, Arquidiocese de Braga, no dia 30 de Março
de 1904. Foi baptizada no dia 2 de Abril, Sábado Santo. Foi educada cristãmente
pela mãe, juntamente com a sua irmã Deolinda. Alexandrina viveu em casa até aos
7 anos. Depois foi para uma pensão dum marceneiro na Póvoa de Varzim a fim de
frequentar a escola primária que não existia em Balasar. Fez a primeira
comunhão, na sua terra natal, em 1911. No ano seguinte, recebeu o sacramento do
Crisma, celebrado pelo Bispo do Porto. Passados 18 meses, voltou a Balasar e
foi morar com a mãe e a irmã, na localidade do “Calvário”, onde irá permanecer
até à morte. De constituição física robusta, começou a trabalhar nos campos,
equiparando-se aos homens e a ganhar o mesmo que eles. A sua infância foi muito
viva: dotada de temperamento feliz e comunicativo, era muito querida pelas
colegas. Aos 12 anos, porém, adoeceu: uma grave infecção colocou-a quase às portas
da morte. Porém, superou a doença, mas a sua saúde ficou abalada para sempre.
Aos 14 anos aconteceu um facto que seria decisivo para a sua vida. Era Sábado
Santo de 1918. Nesse dia, ela, a irmã Deolinda e mais uma mocinha aprendiz,
estavam a trabalhar de costura, quando perceberam que três homens tentavam a
entrar na sala onde se encontravam. Embora estivessem fechadas, os três homens
forçaram as portas e conseguiram entrar. Alexandrina, para salvar a sua pureza ameaçada,
não hesitou em atirar-se pela janela, de uma altura de quatro metros. As consequências
foram terríveis, embora não imediatas. De facto, as várias consultas médicas a que
foi submetida diagnosticaram, cada vez com maior clareza, um facto
irreversível. Até aos 19 anos, pôde ainda arrastar-se até a igreja, onde
gostava de ficar recolhida, com grande dmiração das pessoas. A paralisia foi
avançando cada vez mais, até que as dores se tornaram insuportáveis; as
articulações perderam qualquer movimento e ficou completamente paralisada. No
dia 14 de Abril de 1925, Alexandrina ficou definitivamente acamada. Aí, haveria
de passar os restantes 30 anos da sua vida. Até 1928, nunca deixou de pedir a
Deus, por intercessão de Nossa Senhora, a graça da cura, prometendo que, se
sarasse, partiria para as missões. Depois, compreendeu que a sua vocação era a
do sofrimento. Abraçou-a prontamente. Dizia: “Nossa Senhora concedeu-me uma
graça ainda maior. Depois da resignação deu-me a conformidade completa à
vontade de Deus e, por fim, o desejo de sofrer”. São desse período os primeiros
fenómenos místicos: Alexandrina iniciou uma vida de grande união com Cristo nos
Tabernáculos, por meio de Nossa Senhora… Quanto mais clara se tornava a sua
vocação de vítima, tanto mais crescia nela o amor ao sofrimento. Comprometeu-se
com voto a fazer sempre o que fosse mais perfeito. De sexta-feira, 3 de Outubro
de 1938 a 24 de Março de 1942, viveu, em todas as sextas-feiras, os sofrimentos
da Paixão: Alexandrina, superando o estado habitual de paralisia, descia da
cama e com movimentos e gestos, acompanhados de angustiantes dores, repetia,
por três horas e meia, os diversos momentos da Via Crucis. “Amar, sofrer,
reparar” foi o programa que o Senhor lhe indicou. Desde 1934, Alexandrina punha
por escrito tudo quanto, vez por vez, lhe dizia Jesus. Em 1936, por ordem de
Jesus, pediu ao Santo Padre, a consagração
do mundo ao Coração Imaculado
de Maria. Este pedido foi renovado várias vezes até 1941, pelo que a Santa Sé
interrogou três vezes o Arcebispo de Braga a respeito de Alexandrina. No dia 31
de Outubro de 1942, Pio XII consagrou o mundo ao Coração Imaculado de Maria com
uma mensagem transmitida de Fátima em língua portuguesa. Este acto foi repetido
em Roma, na Basílica de São Pedro, no dia 8 de Dezembro do mesmo ano de 1942.
Depois de 27 de arço de 1942, Alexandrina deixou de se alimentar, vivendo
exclusivamente da Eucaristia. Em 1943, por quarenta dias e quarenta noites,
foram rigorosamente controlados por médicos o jejum absoluto e a anúria, no
hospital da Foz do Douro, no Porto. Em 1944, o seu director espiritual, Padre
Umberto Pasquale, salesiano, após constatar a profundidade espiritual a que tinha
chegado, animou Alexandrina a continuar a ditar o seu diário; fê-lo com
espírito de obediência até à morte. No mesmo ano de 1944, Alexandrina
inscreveu-se na União dos Cooperadores Salesianos. E quis pôr o seu diploma de
Cooperadora «em lugar bem visível a fim de o ter sempre debaixo dos olhos» e
colaborar com o seu sofrimento e as suas orações para a salvação das almas,
sobretudo juvenis. Rezou e sofreu pela santificação dos Cooperadores Salesianos
de todo o mundo Em 1950, Alexandrina festejou o 25º ano de sua imobilidade. E
em 7 de Janeiro de 1955, foi-lhe preanunciado que aquele seria o ano da sua
morte. De facto, no dia 12 de Outubro quis receber a unção dos enfermos. E no
dia 13, aniversário da última aparição e Nossa Senhora de Fátima, ouviram-na
exclamar: “Sou feliz porque vou para o céu”. Às 19h30 expirou. A memória
litúrgica da Beata Alexandrina de Balasar faz-se a 13 de Outubro. ( f. santa alexandrina blogspot )
Subscrever:
Comentários (Atom)




