PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

terça-feira, 23 de outubro de 2012

MISSA NOVA DO P. CÉSAR COSTA



Foi em verdadeiro ambiente de festa que o Padre César Costa, missionário Passionista, da Paróquia da Feira, celebrou a sua Missa Nova. Não faltaram os tapetes de flores, a música e o canto que o acompanharam até à entrada principal da Igreja Matriz.


 
Recebeu-o o Pároco, P. Eleutério, numa Igreja repleta de fiéis que, com a sua presença, quiseram manifestar ao P. César o seu carinho, o seu apreço e, sobretudo, a sua comunhão na acção de graças e na oração para que continue a dar-se a Jesus e aos outros.
 
 
 
 
 
 
 
A beleza da novidade da celebração, o impacto da profundidade e harmonia dos cânticos, as palavras que dirigiu à assembleia tornaram este acontecimento uma memória e um desafio aos mais jovens para que se deixem tocar pelo amor de Jesus e possam dizer-lhe, também: “Pai, eis-me aqui”.
 
 
 
 
 
A nossa alegria partilha da alegria da sua família e da sua congregação. Parabéns ao P. César. Que nos caminhos da sua missão espalhe, sempre, a bondade de Jesus que a todos chama “amigos”.
 
 

PALAVRAS DO PAPA



- na Audiência geral, no dia 17 de Outubro, em Roma, aos peregrinos de língua portuguesa
“…Queridos irmãos e irmãs: Hoje, iniciamos um novo ciclo de catequeses que se inserem no contexto do Ano da Fé, inaugurado recentemente. Com estas catequeses, queremos percorrer um caminho que leve a reforçar ou a reencontrar a alegria da fé em Jesus Cristo, único
Salvador do mundo. De facto, o mundo de hoje está profundamente marcado pelo secularismo, relativismo e individualismo que levam muitas pessoas a viver a vida de modo superficial, sem ideais claros. Por isso, é essencial redescobrir como a fé é uma força transformadora para a vida: saber que Deus é amor, que se fez próximo aos homens com a Encarnação e se entregou na cruz para nos salvar e nos abrir novamente a porta do céu. De facto, a fé não é uma realidade desconectada da vida concreta. Neste sentido, para perceber o vínculo profundo que existe entre as verdades que professamos e a nossa vida diária, é preciso que o Credo, o Símbolo da Fé, seja mais conhecido, compreendido e rezado. Nele, encontramos as fórmulas essenciais da fé: as verdades que nos foram fielmente transmitidas e que são luz para a nossa existência...”

PALAVRA DO BISPO DO PORTO


- da carta de Roma aos diocesanos do Porto
 “ Caríssimos irmãos e amigos: De partida para o Sínodo dos Bispos, partilhei convosco algumas ideias que trazia, em especial respeitantes ao presente e ao futuro das nossas comunidades cristãs. O que tenho ouvido a muitos membros do Sínodo, provenientes de diversas partes do mundo, tem-me reforçado a convicção de que esse mesmo tema os preocupa e positivamente os move. Por um lado, pronunciam-se sobre a necessidade premente de iniciações cristãs propriamente ditas; por outro, requerem para tal a existência de envolvimentos comunitários – famílias, grupos, paróquias – que as proporcionem de facto. Todos reconhecem que ambientes excessivamente secularizados e muito dispersivos, como os actuais, requerem reforçadas integrações comunitárias, alimentadas pela Palavra de Deus, a oração e a prática sacramental, irradiando em iniciativas de caridade concreta. Tem sido muito estimulante ouvir testemunhos nesse sentido, provindos de meios tão distantes como o Sudoeste Asiático, várias partes da África ou a América Latina, para não falar da nossa “velha” Europa, onde tal vai acontecendo também, com promissoras ligações entre paróquias, movimentos e grupos. Não se trata só de almejar o futuro, mas de o ver a despontar aqui e além. Tudo isto me faz sonhar com uma Diocese do Porto cada vez mais densa na sua malha comunitária e intercomunitária, com uma corresponsabilidade crescente de padres, diáconos, consagrados e leigos, com especial referência às famílias e aos catequistas, além de todos os outros dedicados agentes dos vários âmbitos pastorais. A Nova Evangelização tem como sujeito colectivo a Igreja diocesana, mesa de encontro e partilha de tudo quanto o Espírito nos dá ‘para a vida do mundo’…”

ANO DA FÉ

 
SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS

Creio em Deus,
Pai todo-poderoso, Criador do Céu e da Terra;
e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor,
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;
nasceu da Virgem Maria;
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado;
desceu à mansão dos mortos;
ressuscitou ao terceiro dia;
subiu aos Céus;
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
de onde há-de vir a julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo.
na santa Igreja Católica;
na comunhão dos Santos;
na remissão dos pecados;
na ressurreição da carne;
na vida eterna. Amém.

PARA REZAR



SALMO 33

As palavras do Senhor são verdadeiras,
as suas obras nascem da fidelidade.
Ele ama a rectidão e a justiça;
terra está cheia da sua bondade.

Os olhos do Senhor velam pelos seus fiéis,
por aqueles que esperam na sua bondade,
para os libertar da morte
e os manter vivos no tempo da fome.

A nossa alma espera no Senhor;
le é o nosso amparo e o nosso escudo.
Nele se alegra o nosso coração
e em seu nome santo confiamos.

enha sobre nós, Senhor, o teu amor
pois depositamos em ti a nossa confiança.

SANTOS POPULARES



BEATO GONÇALO DE LAGOS

Gonçalo nasceu em 1360, em Lagos, no Algarve. Era filho de pescadores de atum e, desde muito cedo, ainda criança, revelo grande dedicação e carinho para com os mais pobres, com quem repartia o atum das dornas do seu pai. Esta atitude está ligada aos primeiros milagres que lhe foram atribuídos; muitos diziam que, depois de distribuir o peixe, encontravam as barricas sempre cheias, como se delas nada se tivesse retirado. Mais tarde, foi com uns seus parentes para Lisboa, onde começou a clarificar a sua vocação e entrou no Convento da Graça, da ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. A sua inteligência tornou-o notado pelos seus superiores que, depois do noviciado, o mandaram frequentar as Escolas Gerais Universitárias, então instaladas próximas daquele mosteiro. A sua humildade levou-o a recusar doutorar-se em Teologia, preferindo ficar apenas como pregador. Foi prior do Mosteiro da Graça, em Santarém; do Convento de S. Lourenço dos Francos e do Convento da Graça, em Lisboa. Finalmente, em1412, tornou-se Prior do Convento da Graça de Torres Vedras. Este convento era tão pobre, que o próprio frei Gonçalo “tinha de andar de alforges às costas a pedir esmolas para manter os seus irmãos”. Sempre que necessário, exercia outras funções, como as de “porteiro, de cozinheiro e, muitas vezes, de enfermeiro, já que para ele cuidar e auxiliar os doentes era uma missão de que não prescindia”. O seu testemunho de pobreza era extraordinário: a sua cama era “um molho de vides, sem travesseiro nem cobertores, vides que eram renovadas todos os anos pelas colheitas”; dormia muito pouco e levava o tempo que lhe restava “em oração e penitência”. Para uma melhor e mais eficiente evangelização, Gonçalo sentava-se todos os dias, ao pôr do sol, à porta do seu convento - por onde passavam os trabalhadores que vinham dos campos e muitos dos que exerciam as suas profissões na vila - para lhes dar conselhos salutares e ensinar-lhes a Doutrina Cristã. A porta do seu convento de Torres Vedras era a sua cátedra. Nas suas visitas pelos montes e casas, pedindo auxílio para o seu convento de Torres Vedras, sentava-se à porta das residências onde aproveitava a oportunidade para ensinar a doutrina cristã e dar bons conselhos, regressando muitas vezes apenas com alguns bocados de pão e pouco mais, mas sempre alegre e contente, dando graças a Deus.“Diz-se que todos muito se honravam por possuírem os bancos onde o Santo Prior se sentava”… Sendo Prior do Convento da Graça de Torres Vedras e realizando-se, em 1413, o Capítulo Provincial no seu Convento (...), em face da pobreza da casa, viu-se na necessidade de se deslocar a Lisboa a pedir uma esmola ao Arcebispo D. João Escudeiro, seu antigo aluno das primeiras letras. (...) O arcebispo em face de semelhante pedido e de quem o fazia (...), ordenou que lhe dessem tudo o que quisesse, mas Gonçalo limitou-se aos pães que os alforges podiam comportar e encheu uma pequena almotolia de azeite e uma borracha de vinho, o que podia conduzir a pé de Lisboa a Torres Vedras. E partiu contente, como sempre, dando graças a Deus pelo que tinha obtido do seu grande amigo.
Porém, o arcebispo enviou-lhe, seguidamente, azémolas carregadas de pão, vinho, carnes, pescado e tudo o que fosse necessário para o funcionamento do Capítulo, ficando o referido prelado edificado com a atitude humilde de Frei Gonçalo de Lagos. Foi, neste convento de Torres Vedras, que viveu os seus últimos anos de vida tendo aí falecido no dia 15 de Outubro de1422. Após a sua morte, continuaram a ser-lhe atribuídos muitos milagres, correndo veloz a sua fama, pelo que, à “sua sepultura, no Convento da Várzea Grande, (...) ía imensa gente, de toda a parte. Como a afluência fosse muita e o presbitério, onde o corpo do Santo se encontrava, fosse pequeno, resolveu a comunidade do convento colocar as relíquias de S. Gonçalo dentro de um arco, na capela onde estava sepultado, do lado do Evangelho, “em rico cofre fechado com duas chaves”. No século XVI, construíram um novo convento. Então, os seus restos mortais foram trasladados para o novo edifício, em 5 de Agosto de 1559. O velho túmulo de pedra só seria levado para o novo convento em 1570. Antes, e por sugestão de D. João II, de 26 de Setembro de 1495, a Câmara de Torres elegeu, no dia 13 de Outubro desse ano, o beato Gonçalo como padroeiro e defensor da vila e concelho de Torres Vedras. Foi beatificado pelo Papa Pio IV, no dia 27 de Março de 1778. O dia da sua memória litúrgica é a 27 de Outubro. ( cf. vedrografias…)