PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Hás-de temer o Senhor, teu Deus…” (cf. Deuteronómio 6, 2)

Só Deus é Deus e Senhor. E não há outro Deus a quem amar, servir, adorar, acreditar, rezar, agradecer… Temer o Senhor não é ‘ter medo de Deus’. Não precisamos ter medo de Deus: Ele é amor, perdão, misericórdia, alegria, paz, salvação e esperança… Temer o Senhor é reconhecer a grandeza do seu poder; a santidade do seu nome; a ternura que nos dedica; a alegria da vida que nos oferece. Temer o Senhor é acolher a sua Palavra; cumprir os seus mandamentos; responder com fidelidade aos seus apelos; confiar na sua promessa e anunciá-la com a bondade dos nossos gestos. Quem ‘teme a Deus’ procura fazer tudo para não pecar contra ele; fazer nascer no coração o receio e a tristeza de o poder ofender. O apelo feito pela palavra de Deus aponta-nos o caminho da verdade, da justiça, da caridade, da compaixão. Uma grande exigência que nos trará a felicidade e a bênção.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

SANTOS POPULARES



SÃO VALENTIM

Valentim foi um sacerdote romano, no tempo do imperador Cláudio II. Embora este imperador não perseguisse abertamente a religião cristã, muitos cristãos sofreram o martírio pela intolerância e exigências de certos governadores, a quem Cláudio deixava toda a liberdade de agir. Assim aconteceu com Valentim. Tendo sido acusado do crime de ser cristão e sacerdote, foi levado à presença do imperador. A franqueza e a frontalidade com que este servo de Cristo se defendeu agradaram a Cláudio que, com muito interesse, lhe ouviu as exposições da doutrina cristã. Entretanto, Valentim permaneceu sob as ordens do governador Calpúrnio que o entregou ao juiz Astério. Este, propondo-se convencer Valentim da inutilidade e irrelevância da religião de Cristo, levou-o para a sua própria casa. Ao entrar na residência deste magistrado, Valentim pôs-se de joelhos e pediu a Deus que desse aos habitantes daquela casa o conhecimento da luz verdadeira. Astério ouvindo Valentim a falar em luz e não compreendendo o sentido em que empregava este termo, disse-lhe: “Tenho aqui em casa uma menina, minha filha adoptiva que, há dois anos, está privada da vista. Se, como dizes, o teu Deus é um Deus de luz, invoca-o para que ela veja. Se isto acontecer, eu mesmo me curvarei diante de teu Deus”. Valentim impôs as mãos à menina e pronunciou as seguintes palavras: “Senhor Jesus Cristo, Deus verdadeiro e verdadeira luz, daí à vossa serva a luz dos olhos!” A oração do Sacerdote Valentim foi ouvida pelo Senhor… A menina recuperou a vista, imediatamente. Abriram-se também os olhos de Astério que se converteu a Jesus e, com ele, mais quarenta pessoas, que receberam o Baptismo das mãos de Valentim. Poucos dias depois, o Papa Calixto administrou-lhes o Sacramento da Confirmação. Astério, que tinha sob a sua guarda outros cristãos, deu-lhes a liberdade. O imperador Cláudio, tendo conhecimento da conversão de Astério, fê-lo comparecer perante o tribunal, juntamente com Valentim e todos os outros que tinham sido baptizados naquela ocasião. A ira do imperador voltou-se para Valentim, que foi castigado com o suplício da flagelação. Não conseguindo que Valentim renegasse Cristo e o seu Evangelho, condenou- o à morte. Valentim sofreu o martírio, ao fio da espada, no dia 14 de Fevereiro do ano 270. O seu corpo foi sepultado na via Flaminia e muitos milagres aconteceram por intercessão deste santo Mártir. O Papa Júlio I mandou construir, perto da Ponte Mílvio, em Roma – em italiano, Ponte Molle, uma Igreja dedicada a São Valentim. Esta igreja já não existe. A chamada ‘Porta del Popolo’, em Roma, tinha antigamente o nome de São Valentim. Antigamente, aí faziam- se solenes procissões em honra deste Santo, cujas relíquias se encontram nas Igrejas de Santa Praxedes e de São Sebastião. A memória litúrgica de São Valentim faz-se no dia 14 de Fevereiro, data da sua morte.