“…Também nós hoje, mergulhados numa cultura cheia de
perplexidades, detentora de tantas frustrações humanas, coarctada nos sonhos e
anseios de algo de novo, mas também esperando uma plena realização humana,
somos encaminhados pela Palavra de Deus, ao encontro de Cristo que quer, com a
Sua entrega total na Sua Páscoa, conduzir-nos até à festa de uma vida
plenamente feliz. Há um sonho em cada homem e cada mulher que se traduz no
desejo de viver na alegria total. A vida deve traduzir-se em festa para todos. Contudo
nem todos sentem a alegria e poucos têm motivos para viver a festa. Há sinais
preocupantes na nossa sociedade que levam a reconhecer que a esperança vai
morrendo no coração de tanta gente. Diz-nos o profeta Isaías que Deus não terá
repouso enquanto a justiça não despontar como a aurora e a salvação não resplandecer
como a luz do archote. A pessoa exige que lhe seja salvaguardada a defesa da
sua dignidade profunda através de uma autêntica justiça. Esta não é mera
aplicação de leis, mas é sobretudo reconhecimento do que a cada um é, devido
também à misericórdia e ao amor. Mas esta concepção de pessoa humana e da
sociedade não se alcançará sem um mergulhar no mistério pascal de Cristo que
nos renova e como que nos recria para uma nova visão de toda a realidade. Só aí
compreenderemos que todas as criaturas são irmãs, que ninguém poderá ser
excluído da festa da vida, o amor será a garantia de relações fraternas
profundas e que cada um de nós não se deve restringir a uma solidariedade
exterior, na partilha de bens, mas deve reconhecer que a vivência do amor
fraterno leva cada um a optar por uma doação de si mesmo, das suas capacidades,
dos seus dons pessoais, dos seus bens, do seu tempo e da sua esperança…PALAVRA COM SENTIDO
“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)
O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…
domingo, 27 de janeiro de 2013
FESTA DAS FOGACEIRAS
“…Também nós hoje, mergulhados numa cultura cheia de
perplexidades, detentora de tantas frustrações humanas, coarctada nos sonhos e
anseios de algo de novo, mas também esperando uma plena realização humana,
somos encaminhados pela Palavra de Deus, ao encontro de Cristo que quer, com a
Sua entrega total na Sua Páscoa, conduzir-nos até à festa de uma vida
plenamente feliz. Há um sonho em cada homem e cada mulher que se traduz no
desejo de viver na alegria total. A vida deve traduzir-se em festa para todos. Contudo
nem todos sentem a alegria e poucos têm motivos para viver a festa. Há sinais
preocupantes na nossa sociedade que levam a reconhecer que a esperança vai
morrendo no coração de tanta gente. Diz-nos o profeta Isaías que Deus não terá
repouso enquanto a justiça não despontar como a aurora e a salvação não resplandecer
como a luz do archote. A pessoa exige que lhe seja salvaguardada a defesa da
sua dignidade profunda através de uma autêntica justiça. Esta não é mera
aplicação de leis, mas é sobretudo reconhecimento do que a cada um é, devido
também à misericórdia e ao amor. Mas esta concepção de pessoa humana e da
sociedade não se alcançará sem um mergulhar no mistério pascal de Cristo que
nos renova e como que nos recria para uma nova visão de toda a realidade. Só aí
compreenderemos que todas as criaturas são irmãs, que ninguém poderá ser
excluído da festa da vida, o amor será a garantia de relações fraternas
profundas e que cada um de nós não se deve restringir a uma solidariedade
exterior, na partilha de bens, mas deve reconhecer que a vivência do amor
fraterno leva cada um a optar por uma doação de si mesmo, das suas capacidades,
dos seus dons pessoais, dos seus bens, do seu tempo e da sua esperança…



