“…Também nós hoje, mergulhados numa cultura cheia de
perplexidades, detentora de tantas frustrações humanas, coarctada nos sonhos e
anseios de algo de novo, mas também esperando uma plena realização humana,
somos encaminhados pela Palavra de Deus, ao encontro de Cristo que quer, com a
Sua entrega total na Sua Páscoa, conduzir-nos até à festa de uma vida
plenamente feliz. Há um sonho em cada homem e cada mulher que se traduz no
desejo de viver na alegria total. A vida deve traduzir-se em festa para todos. Contudo
nem todos sentem a alegria e poucos têm motivos para viver a festa. Há sinais
preocupantes na nossa sociedade que levam a reconhecer que a esperança vai
morrendo no coração de tanta gente. Diz-nos o profeta Isaías que Deus não terá
repouso enquanto a justiça não despontar como a aurora e a salvação não resplandecer
como a luz do archote. A pessoa exige que lhe seja salvaguardada a defesa da
sua dignidade profunda através de uma autêntica justiça. Esta não é mera
aplicação de leis, mas é sobretudo reconhecimento do que a cada um é, devido
também à misericórdia e ao amor. Mas esta concepção de pessoa humana e da
sociedade não se alcançará sem um mergulhar no mistério pascal de Cristo que
nos renova e como que nos recria para uma nova visão de toda a realidade. Só aí
compreenderemos que todas as criaturas são irmãs, que ninguém poderá ser
excluído da festa da vida, o amor será a garantia de relações fraternas
profundas e que cada um de nós não se deve restringir a uma solidariedade
exterior, na partilha de bens, mas deve reconhecer que a vivência do amor
fraterno leva cada um a optar por uma doação de si mesmo, das suas capacidades,
dos seus dons pessoais, dos seus bens, do seu tempo e da sua esperança…PALAVRA COM SENTIDO
“…Hás-de temer o Senhor, teu Deus…” (cf. Deuteronómio 6, 2)
Só Deus é Deus e Senhor. E não há outro Deus a quem amar, servir, adorar, acreditar, rezar, agradecer… Temer o Senhor não é ‘ter medo de Deus’. Não precisamos ter medo de Deus: Ele é amor, perdão, misericórdia, alegria, paz, salvação e esperança… Temer o Senhor é reconhecer a grandeza do seu poder; a santidade do seu nome; a ternura que nos dedica; a alegria da vida que nos oferece. Temer o Senhor é acolher a sua Palavra; cumprir os seus mandamentos; responder com fidelidade aos seus apelos; confiar na sua promessa e anunciá-la com a bondade dos nossos gestos. Quem ‘teme a Deus’ procura fazer tudo para não pecar contra ele; fazer nascer no coração o receio e a tristeza de o poder ofender. O apelo feito pela palavra de Deus aponta-nos o caminho da verdade, da justiça, da caridade, da compaixão. Uma grande exigência que nos trará a felicidade e a bênção.
domingo, 27 de janeiro de 2013
FESTA DAS FOGACEIRAS
“…Também nós hoje, mergulhados numa cultura cheia de
perplexidades, detentora de tantas frustrações humanas, coarctada nos sonhos e
anseios de algo de novo, mas também esperando uma plena realização humana,
somos encaminhados pela Palavra de Deus, ao encontro de Cristo que quer, com a
Sua entrega total na Sua Páscoa, conduzir-nos até à festa de uma vida
plenamente feliz. Há um sonho em cada homem e cada mulher que se traduz no
desejo de viver na alegria total. A vida deve traduzir-se em festa para todos. Contudo
nem todos sentem a alegria e poucos têm motivos para viver a festa. Há sinais
preocupantes na nossa sociedade que levam a reconhecer que a esperança vai
morrendo no coração de tanta gente. Diz-nos o profeta Isaías que Deus não terá
repouso enquanto a justiça não despontar como a aurora e a salvação não resplandecer
como a luz do archote. A pessoa exige que lhe seja salvaguardada a defesa da
sua dignidade profunda através de uma autêntica justiça. Esta não é mera
aplicação de leis, mas é sobretudo reconhecimento do que a cada um é, devido
também à misericórdia e ao amor. Mas esta concepção de pessoa humana e da
sociedade não se alcançará sem um mergulhar no mistério pascal de Cristo que
nos renova e como que nos recria para uma nova visão de toda a realidade. Só aí
compreenderemos que todas as criaturas são irmãs, que ninguém poderá ser
excluído da festa da vida, o amor será a garantia de relações fraternas
profundas e que cada um de nós não se deve restringir a uma solidariedade
exterior, na partilha de bens, mas deve reconhecer que a vivência do amor
fraterno leva cada um a optar por uma doação de si mesmo, das suas capacidades,
dos seus dons pessoais, dos seus bens, do seu tempo e da sua esperança…