PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

domingo, 3 de março de 2013

ÚLTIMA AUDIÊNCIA DE BENTO XVI



- na Praça de São Pedro, Roma, dia 27 de Fevereiro

“…Agradeço-vos por terem vindo em tão grande número a esta minha última Audiência geral.
Obrigado do coração! Estou realmente tocado! E vejo a Igreja viva! E penso que devemos também dizer um obrigado ao Criador pelo tempo maravilhoso que nos concedeu hoje, apesar de ainda ser inverno. Como o apóstolo Paulo, no texto bíblico que ouvimos, também eu sinto no meu coração o dever de agradecer sobretudo a Deus, que guia e faz crescer a Igreja; que semeia a sua Palavra e, assim, alimenta a fé do seu Povo. Neste momento, a minha alma expande-se para abraçar toda a Igreja espalhada pelo mundo. Dou graças a Deus pelas “notícias” que nestes anos do ministério petrino pude receber sobre a fé no Senhor Jesus Cristo; e da caridade que circula realmente no Corpo da Igreja e o faz viver no amor; e da esperança que nos abre e nos orienta para a vida em plenitude, rumo à pátria do Céu... Tudo e todos acolho na oração para confiá-los ao Senhor: para que tenhamos plena consciência da sua vontade, com toda a sabedoria e inteligência espiritual, e para que possamos agir de maneira digna d’Ele, do seu amor, dando frutos em cada boa obra (cfr Col 1,9-10).
Neste momento, há em mim uma grande confiança, porque sei - todos nós sabemos - que a Palavra de verdade do Evangelho é a força da Igreja, é a sua vida. O Evangelho purifica e renova; traz frutos, onde quer que a comunidade de crentes o escuta, acolhe a graça de Deus na verdade e viva na caridade. Esta é a minha confiança, esta é a minha alegria…”

MENSAGEM DE DESPEDIDA DE BENTO XVI



- em Castel Gandolfo, no dia 28 de Fevereiro, última acção do seu Pontificado

“Obrigado! Obrigado do coração.
Caros amigos, estou feliz por estar convosco, circundado pela beleza do criado e pela vossa simpatia que me faz muito bem, obrigado pela vossa amizade, pelo vosso afecto. Sabeis que este meu dia é diferente dos precedentes, já não sou Sumo Pontífice da Igreja Católica, até às 8 horas da noite sou ainda, depois não. Sou simplesmente um peregrino que inicia a última etapa da sua peregrinação nesta terra. Mas gostaria ainda, de trabalhar, com o meu coração, com o meu amor, com a minha oração, com a minha reflexão, com todas as minhas forças interiores, para o bem comum e o bem da Igreja, da humanidade. E sinto-me muito apoiado pela vossa simpatia. Vamos para a frente juntos com o Senhor para o bem da Igreja e do mundo. Obrigado. Abençoo-vos de todo o coração. Seja bendito Deus omnipotente, Pai, Filho e Espírito Santo. Obrigado, boa noite Obrigado a todos vós.”

PARA REZAR



 
II Hino de Laudes – Quaresma

A clemência de Deus é infinita,
Ele perdoa as culpas do seu povo:
Dá luz ao cego, dá ouvido ao surdo,
Dá voz ao mudo, os mortos ressuscita,
E faz do mundo antigo um mundo novo.

Com poderosas armas se levanta
A negra morte sobre toda a terra;
A palavra de Deus é esquecida,
Cercam as trevas a Cidade Santa,
Em vez da paz é construída a guerra.

Acolhei esta nossa penitência,
Fazei-nos testemunhas da esperança,
Semente duma nova humanidade,
Sinal da vossa eterna complacência,
Povo de Deus que pelo mundo avança.

O vosso Filho nos salvou da morte,
A morte mais infame suportando;
Presos, porém, ainda do pecado,
Vossa misericórdia nos conforte,
No tempo da Quaresma nos guiando.

Deus, nosso Pai, é clemente e compassivo.
Ele nos corrige;  Ele nos dá o seu perdão.

SANTOS POPULARES



SÃO DOMINGOS SÁVIO

Domingos Sávio nasceu no dia 2 de abril de 1842, em Riva, uma pequena povoação perto da cidade italiana de Chieri. Foi aluno de São João Bosco e toda a sua vida foi marcada pela constante busca da santidade, segundo a fé católica. O amado e jovem Domingos Sávio teve uma vida de muita sensibilidade e, em pouco tempo, percorreu um longo caminho de santidade, obra mestra do Espírito Santo e fruto da pedagogia de São João Bosco. Nasceu numa família pobre em bens materiais. O seu pai era ferreiro e a sua mãe era costureira; porém, era uma família rica de fé. A sua infância ficou marcada pela primeira comunhão que, na altura, se fazia por volta dos doze anos. Mas, Domingos fez a sua primeira comunhão aos sete anos, reconhecido que era o seu fervor e a sua entrega ao amor de Jesus. Este menino distinguia-se pelo cumprimento do seu dever, expresso no seu lema: "Prefiro antes morrer do que pecar". Aos doze anos de idade aconteceu um facto decisivo na sua vida: o seu encontro com São João Bosco, que o acolhe, como padre e director, em Valdocco (Turim), convidando-o para fazer os estudos secundários. Ao descobrir, então, os altos ideais da sua vida como filho de Deus, apoiando-se na amizade de Jesus e de Maria, lança-se na aventura da santidade, entendida como entrega total a Deus, por amor. Reza, coloca grande empenho nos estudos, torna-se o companheiro mais amável. Sensibilizado pelos ideais de São João Bosco, deseja salvar a alma de todos e funda a “Companhia da Imaculada”, da qual sairão os melhores colaboradores do fundador dos salesianos. Tomado por uma grave enfermidade, aos quinze anos, regressa ao lar paterno, na aldeia de Mondonio, município de Castelnuovo d'Asti, onde morre serenamente, no dia 9 de Março de 1857, com a alegria de ir ao encontro do Senhor e dizendo aos seus pais: " Adeus queridos pais, estou tendo uma visão linda! Que lindo!" Foi declarado “Venerável” pelo Papa Pio XI, em 1933. Foi beatificado por Pio XII, em 1950, e canonizado pelo Papa Pio XII no dia 12 de Junho de 1954, centenário de sua entrada no Colégio de Dom Bosco, em Turim. A sua memória litúrgica faz-se a 9 de Março.