PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

terça-feira, 2 de julho de 2013

CENTRO SOCIAL PAROQUIAL DE SANTA MARIA DA FEIRA



ao serviço da comunidade

com qualidade e profissionalismo

 

O Centro Social Paroquial de Santa Maria da Feira informa que estão abertas as inscrições para o ano de 2013 / 2014, para crianças do 0 aos 5 anos, nas valências de Creche e Jardim de Infância. O Centro Social Paroquial é uma IPSS e tem protocolo com a Segurança Social. As inscrições fazem-se na Secretaria do Centro Social, no lugar da Remolha – Santa Maria da Feira, de Segunda a Sexta-Feira.

Para qualquer contacto: tel. 256 377 080

FESTA DE ENCERRAMENTO DA CATEQUESE



Este sábado decorreu num clima de festa o encerramento da catequese, os vários grupos optaram por actividades diferentes, como lanches, piqueniques e outras diversões o dia culminou com a Eucaristia.
Nesta celebração dinamizada pelos catequistas a palavra de Deus  sugere que Deus conta connosco para intervir no mundo,  para transformar e salvar o mundo;  e convida-nos a responder a esse chamamento  com disponibilidade e com radicalidade,  no dom total de nós mesmos às exigências do “Reino”.
Por isso os catequistas fizeram passar a mensagem aos catequizandos
de que para Deus não há férias.
A todos boas férias.

PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO



- na homilia de 16 de Junho, na Praça de São Pedro

“…Com esta Eucaristia, no Ano da Fé, queremos agradecer ao Senhor pelo dom da vida, em todas as suas manifestações e, ao mesmo tempo, queremos anunciar o Evangelho da Vida… Jesus é a encarnação do Deus Vivo, Aquele que traz a vida fazendo frente a tantas obras de morte, fazendo frente ao pecado, ao egoísmo, ao fechamento em si mesmo. Jesus acolhe, ama, levanta, encoraja, perdoa e dá novamente a força de caminhar, devolve a vida. Ao longo do Evangelho, vemos como Jesus, por gestos e palavras, traz a vida de Deus que transforma. É a experiência da mulher que unge com perfume os pés do Senhor: sente-se compreendida, amada, e responde com um gesto de amor, deixa-se tocar pela misericórdia de Deus e obtém o perdão, começa uma vida nova. Deus, o Vivente, é misericordioso. Estais de acordo? Digamo-lo juntos: Deus, o Vivente, é misericordioso! Todos: Deus, o Vivente, é misericordioso. Outra vez: Deus, o Vivente, é misericordioso!... Deus é o Vivente, é o Misericordioso. Jesus traz-nos a vida de Deus; o Espírito Santo introduz-nos e mantém-nos na relação vital de verdadeiros filhos de Deus. Muitas vezes, porém – sabemo-lo por experiência –, o  homem não escolhe a vida, não acolhe o «Evangelho da vida», mas deixa-se guiar por ideologias e lógicas que põem obstáculos à vida, que não a respeitam, porque são ditadas pelo egoísmo, o interesse pessoal, o lucro, o poder, o prazer, e não são ditadas pelo amor, a busca do bem do outro. É a persistente ilusão de querer construir a cidade do homem sem Deus, sem a vida e o amor de Deus: uma nova Torre de Babel; é pensar que a rejeição de Deus, da mensagem de Cristo, do Evangelho da Vida leve à liberdade, à plena realização do homem. Resultado: o Deus Vivo acaba substituído por ídolos humanos e passageiros que oferecem o arrebatamento de um momento de liberdade, mas no fim são portadores de novas escravidões e de morte. O Salmista diz na sua sabedoria: «Os mandamentos do Senhor são rectos, alegram o coração; os preceitos do Senhor são claros, iluminam os olhos» (Sal 19, 9). Recordemo-nos sempre disto: O Senhor é o Vivente, é misericordioso. O Senhor é o Vivente, é misericordioso… Consideremos Deus como o Deus da vida, consideremos a sua lei, a mensagem do Evangelho como um caminho de liberdade e de vida. O Deus Vivo faz-nos livres! Digamos sim ao amor e não ao egoísmo, digamos sim à vida e não à morte, digamos sim à liberdade e não à escravidão dos numerosos ídolos do nosso tempo; numa palavra, digamos sim a Deus, que é amor, vida e liberdade, e jamais desilude (cf. 1 Jo 4, 8; Jo 8, 32; 11, 2), digamos sim a Deus que é o Vivente e o Misericordioso. Só nos salva a fé no Deus Vivo; no Deus que, em Jesus Cristo, nos concedeu a sua vida com o dom do Espírito Santo e nos faz viver como verdadeiros filhos de Deus com a sua misericórdia. Esta fé torna-nos livres e felizes…”

PARA REZAR



SALMO 16

O Senhor é a minha herança.

Defendei-me, Senhor: Vós sois o meu refúgio.
Digo ao Senhor: «Vós sois o meu Deus».
Senhor, porção da minha herança e do meu cálice,
está nas vossas mãos o meu destino.

Bendigo o Senhor por me ter aconselhado,
até de noite me inspira interiormente.
O Senhor está sempre na minha presença,
com Ele a meu lado não vacilarei.

Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta,
e até o meu corpo descansa tranquilo.
Vós não abandonareis a minha alma
na mansão dos mortos,
nem deixareis o vosso fiel sofrer a corrupção.

 
Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida,
alegria plena na vossa presença,
delícias eternas à vossa direita.

 

SANTOS POPULARES



SANTO ANTÓNIO MARIA ZACARIAS

António Maria nasceu em Cremona (actual Itália), em 1502, na importante, rica e nobre família Zaccaria. Foi o único filho de Lázaro Zaccaria e Antonieta Pescaroli. O seu pai morreu quando ele tinha apenas dois anos de idade. A sua mãe - viúva rica e com apenas 18 anos de idade - teve, nessa ocasião, muitos pretendentes a um novo casamento. Mas, Antonieta recusou todas as propostas e pretensões. Tornou-se um exemplo de vida austera, séria, voltada para a fé e dedicada à educação e formação do seu filho. Esta sua entrega deixou belíssimas marcas na vida e na alma do homem que ela preparou para o mundo e para a Igreja. António Maria, rapidamente, ficou conhecido como uma criança muitíssimo inteligente, humilde e com particular afecto pelas obras de caridade. Repartia pelos necessitados, chegando a dar a sua própria capa para cobrir os mendigos que, tantas vezes, encontrava expostos aos rigores do frio. Quando completou dezoito anos, António Maria doou toda a sua herança à sua mãe e foi estudar filosofia em Pavia, e medicina em Pádua. Profundamente dedicados aos estudos, não tinha tempo a perder em diversões, como era uso entre os estudantes daquele tempo. António Maria gastava todo o seu tempo a estudar e a meditar. Vida de fidalgo não era com ele. Usava roupas simples e comportava-se com dignidade, honradez, humildade e alto grau de companheirismo. Terminados os seus cursos, exerceu a medicina junto do povo, cuidando principalmente dos que não tinham recursos. Para além de curar os males do corpo, confortava as tristezas da alma dos seus pobres pacientes. Ao mesmo tempo que distribuía remédios, repartia coragem, esperança e paz de espírito. Entretanto, no seu íntimo, surgiu um pequeno/grande conflito: continuar a exercer medicina ou fazer-se sacerdote. O apelo espiritual foi mais forte que a dedicação à medicina e, em 1528, com 26 anos de idade, António Maria Zacarias foi ordenado presbítero. Com a bênção da mãe - que ficou feliz, mas sozinha – começou a  exercer o seu apostolado em Milão. Ali, com os companheiros Tiago Morigia e Bartolomeu Ferrari, fundou a Congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo, cujos membros ficaram conhecidos como "barnabitas", pois a primeira Casa da Ordem foi erguida ao lado da igreja de São Barnabé, em Milão. Mais tarde, com o apoio da condessa de Guastalla, Ludovica Torelli, fundou a congregação feminina “Angélicas de São Paulo” e, para animar a vida espiritual das famílias, criou o “Grupo de Casais”, para leigos, sendo considerado o pioneiro da Pastoral Familiar, na história da Igreja. Toda a sua Obra tinha como objectivo a reforma do clero e dos leigos, reaproximando-os dos legítimos preceitos cristãos. Tendo como modelo São Paulo, foi um grande devoto da Eucaristia: instituiu as "quarenta horas de adoração ao Santíssimo Sacramento", e introduziu a prática do toque dos sinos às quinze horas, para indicar a Paixão e Morte de Jesus, na cruz. Durante uma das suas numerosas missões de pregação e de oração - que regularmente fazia em toda a região meridional da Itália - foi acometido pela epidemia da peste que alastrava naquela região. Como médico que era, sabia que a morte se aproximava. Regressou, então, à casa materna para passar os seus últimos dias de vida junto da sua dedicada mãe, Antonieta. António Maria morreu, na casa onde nasceu, na tarde do dia 5 de Julho de 1539, na presença da sua mãe, dos seus discípulos e mais directos colaboradores. Tinha, então, 36 anos de idade. Santo António Maria Zacarias foi beatificado pelo Papa Pio IX, em 1849, e canonizado, em 27 de Maio de 1897, pelo Papa Leão XIII. A sua memória litúrgica celebra-se a 5 de Julho.