PALAVRA COM SENTIDO
“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)
O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…
domingo, 29 de setembro de 2013
CELEBRAÇÃO DO CRISMA
INÍCIO DA CATEQUESE, NA IGREJA MATRIZ
PALAVRA DO PAPA FRANCISCO
“…Dizemos no Credo: «Creio na Igreja una…», isto é, professamos que é única; a Igreja é uma só para todos. Em todo o lado, mesmo no sítio mais isolado da Terra, na paróquia mais pequenina, aí existe a mesma e única Igreja; aí estamos em casa, somos irmãos e irmãs. Penso na experiência da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro: naquela multidão sem fim de jovens presentes na praia de Copacabana, ouviam-se falar muitas línguas, viam-se rostos com traços muito diversos; e, contudo, estávamos unidos, sentíamo-nos e éramos uma única Igreja. Perguntemo-nos: Sinto eu esta unidade? Quando ouço falar de cristãos que sofrem no mundo, fico indiferente ou sinto-o como se sofresse um da minha família? A unidade da Igreja, porém, não é primariamente fruto do nosso esforço por vivermos de acordo e unidos; o motor desta unidade é o Espírito Santo, que faz a harmonia na diversidade. Peçamos-Lhe que nos faça cada vez mais unidos e não nos deixe ser jamais instrumentos de divisão…”
PARA REZAR
SANTOS POPULARES
Em Varsóvia, procurou um lugar para si em diversas comunidades religiosas. Mas, em todas, foi recusada. No dia 1 de Agosto de 1925, bateu à porta do convento da Congregação das Irmãs da Divina Misericórdia, na Rua Zytnia, e aí foi aceite. Antes disso, porém, para atender às condições, teve de trabalhar como empregada doméstica numa família numerosa na região de Varsóvia, para dessa forma conseguir o enxoval pessoal. No seu ”Diário”, escreveu os sentimentos que a acompanhavam após ter entrado na vida religiosa: «…Sentia-me imensamente feliz; parecia que havia entrado na vida do paraíso. O meu coração só era capaz de uma contínua oração de acção de graças…» Na Congregação, recebeu o nome de Irmã Maria Faustina. Fez o noviciado em Cracóvia e foi ali que, na presença do bispo Estanislau Rospond, professou tanto os primeiros votos religiosos como, passado cinco anos, os votos perpétuos de castidade, pobreza e obediência. Trabalhou em diversas casas da Congregação. Os lugares onde esteve mais tempo foram Cracóvia, Vilnius, capital da Lituânia e Plock, na Polónia. Em todos os lugares, sempre exerceu as funções de cozinheira, jardineira e porteira. Exteriormente, nada deixava transparecer da sua profunda vida mística. Cumpria, assiduamente, as suas funções, guardando com zelo a regra religiosa. Era recolhida e silenciosa, embora ao mesmo tempo fosse desembaraçada, serena, cheia de amor benevolente e desinteressada para com o próximo. O severo estilo de vida e os extenuantes jejuns que ela se impunha - antes ainda de entrar na Congregação - enfraqueceram tão severamente o seu organismo que, já no postulantado, teve de ser encaminhada para tratamentos de saúde. Após o primeiro ano do noviciado, começou a viver experiências místicas extremamente dolorosas (a chamada noite escura) e, depois, sofrimentos espirituais e morais relacionados com o cumprimento da missão que havia recebido de Jesus Cristo. A Irmã Faustina ofereceu a sua vida a Deus em sacrifício pelos pecadores, a fim de salvar as suas almas e, por essa razão, foi submetida a numerosos sofrimentos. Nos últimos anos de vida, intensificaram-se as enfermidades do seu organismo: contraiu uma tuberculose que lhe atacou os pulmões e o trato alimentar. Por essa razão, por duas vezes, durante alguns meses, permaneceu em tratamento, no hospital. Completamente esgotada fisicamente, mas em plena maturidade espiritual e misticamente unida a Deus, faleceu no dia 5 de Outubro de 1938, com fama de santidade, tendo apenas 33 anos de idade, 13 anos depois de ter entrado na vida religiosa. A Irmã Faustina Kowalska, apóstola da Misericórdia de Deus conhecida em todo o mundo, é considerada, pelos teólogos, como uma pessoa que faz parte de um grupo de notáveis místicos da Igreja. Do legado espiritual de Santa Faustina surgiu a devoção à Divina Misericórdia. Esta devoção considera que a principal prerrogativa de Jesus é a misericórdia e que esta é a última tábua de salvação. Chega-se à misericórdia pela confiança. A Irmã Faustina foi beatificada pelo Papa João Paulo II, no dia 18 de Abril de 1993 e canonizada, no dia 30 de Abril de 2000, na Praça de São Pedro, em Roma, pelo mesmo Pontífice. Estes dois actos de João Paulo II ocorreram no 2º Domingo de Páscoa, dia em que a Igreja Católica estabeleceu como Domingo da Divina Misericórdia. A memória litúrgica de Santa Faustina faz-se no dia 5 de Outubro.



