PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

domingo, 29 de setembro de 2013

CELEBRAÇÃO DO CRISMA


Na Igreja Matriz de Santa Maria da Feira, houve Pentecostes… A celebração do crisma é compromisso com Jesus, com a Igreja e com as comunidades cristãs que, dia-a-dia, testemunham a alegria de Cristo. O Espírito de Deus abre-nos o coração e a vida para o exemplo transformador e para a missão evangelizadora, recriando os dinamismos do Pentecostes de há dois mil anos. As comunidades que acolhem o Espírito Santo, o dom Deus, renovam-se, partilham, servem, criam comunhão, vivem a caridade, anunciam Cristo, confiam-se à bondade do Pai. Cada crismado fica a pertencer plenamente à “equipa de Jesus”, é convocado para cada jornada, entra em jogo todos os dias. A Igreja Matriz encheu-se com a alegria e a festa dos 127 confirmados pela imposição das mãos do Sr. D. João Lavrador, oriundos das Paróquias da Feira e de Escapães.

 

INÍCIO DA CATEQUESE, NA IGREJA MATRIZ

No próximo Sábado, dia 5 de Outubro, às 17,30 h, daremos início ao novo ano de catequese. Na Eucaristia, às 18,30 h, pediremos a Jesus que anime as crianças e os jovens da nossa catequese e encoraje a generosidade dos catequistas. Estes farão o seu compromisso e acolherão a missão que Jesus lhes pede e a Igreja lhes confia. Na Festa do Envio, fazem sua a missão de todos os discípulos: anunciar Jesus, salvador do mundo.

PALAVRA DO PAPA FRANCISCO


- na Audiência Geral: Roma, 25 de Setembro.

“…Dizemos no Credo: «Creio na Igreja una…», isto é, professamos que é única; a Igreja é uma só para todos. Em todo o lado, mesmo no sítio mais isolado da Terra, na paróquia mais pequenina, aí existe a mesma e única Igreja; aí estamos em casa, somos irmãos e irmãs. Penso na experiência da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro: naquela multidão sem fim de jovens presentes na praia de Copacabana, ouviam-se falar muitas línguas, viam-se rostos com traços muito diversos; e, contudo, estávamos unidos, sentíamo-nos e éramos uma única Igreja. Perguntemo-nos: Sinto eu esta unidade? Quando ouço falar de cristãos que sofrem no mundo, fico indiferente ou sinto-o como se sofresse um da minha família? A unidade da Igreja, porém, não é primariamente fruto do nosso esforço por vivermos de acordo e unidos; o motor desta unidade é o Espírito Santo, que faz a harmonia na diversidade. Peçamos-Lhe que nos faça cada vez mais unidos e não nos deixe ser jamais instrumentos de divisão…”

PARA REZAR

SALMO 146

 

R/. Ó minha alma, louva o Senhor.

 

O Senhor faz justiça aos oprimidos,

dá pão aos que têm fome

e a liberdade aos cativos.

 

O Senhor ilumina os olhos dos cegos,

o Senhor levanta os abatidos,

o Senhor ama os justos.

 

O Senhor protege os peregrinos,

ampara o órfão e a viúva

e entrava o caminho aos pecadores.

 

O Senhor reina eternamente.

O teu Deus, ó Sião,

é rei por todas as gerações.

SANTOS POPULARES



SANTA MARIA FAUSTINA KOWALSKA   ( Irmã Faustina )

Helena Kowalska nasceu no dia 25 de Agosto de 1905, no seio de uma pobre família camponesa, na aldeia de Głogowiec, a oeste de Łódź, na Polónia. O seu pai chama-se Estanislau - carpinteiro e agricultor - e sua mãe Mariana Kowalska. Helena era a terceira de dez filhos do casal. Foi baptizada na igreja paroquial de Swinice Warskie. Juntamente com os seus irmãos, foi educada com grande disciplina espiritual. Por causa da sua pobreza, Helena só frequentou três anos de estudos. Tal era a sua pobreza que Helena e as suas irmãs tinham, apenas, um bom vestido que partilhavam. Por isso, revezavam-se para ir à missa, cada uma a hora diferente. Aos 9 anos, fez sua Primeira Comunhão, na Igreja de São Casimiro. Aos 16 anos de idade, deixou a casa dos pais e rumou para Aleksandrów, perto de Łódź, onde trabalhou como doméstica na casa de uns amigos da família Bryszewski a fim de sustentar-se e ajudar, financeiramente, a família. Em 1922, aos 17 anos, foi viver para Łódź e, durante um ano, trabalhou na loja de Marejanna Sadowska. Desde a infância, distinguiu-se pela sua piedade, pelo amor à oração, pela diligência e obediência, e ainda por uma grande sensibilidade à miséria humana. No “Diário”, por ela escrito numa linguagem extremamente transparente, descreveu exactamente o que queria dizer, sem ambiguidades, e com muita simplicidade e precisão.
A respeito das vivências da sua infância, escreveu: «... eu senti o chamamento à vida religiosa desde os sete anos. Aos sete anos de vida, ouvi pela primeira vez a voz de Deus na minha alma, ou seja, o convite à vida religiosa, mas nem sempre fui obediente à voz da graça. Não me encontrei com ninguém que me pudesse esclarecer essas coisas…» Aos dezasseis anos, o desejo de entrar na vida religiosa começou, aos poucos, a amadurecer nela. Visto que os seus pais não concordavam com tal decisão, Helena procurou abafar o chamamento da sua vocação. Anos depois, escreveu no seu “Diário”:  «…Numa ocasião, eu estava com uma das minhas irmãs num baile. Enquanto todos se divertiam a valer, a minha alma sentia tormentos interiores. No momento em que comecei a dançar, de repente vi Jesus a meu lado: Jesus sofredor, despojado das Suas vestes, todo coberto de chagas e que me disse estas palavras: “Até quando hei-de ter paciência contigo e até quando  me decepcionarás?...” Nesse momento, parou a música animada, não vi mais as pessoas que comigo estavam, somente Jesus e eu ali permanecíamos. Sentei-me ao lado da minha irmã, disfarçando com uma dor de cabeça o que se passava comigo. Em seguida, afastei-me discretamente dos que me acompanhavam e fui à Catedral de Santo Estanislau Kostka. Já começava a anoitecer e havia poucas pessoas na Catedral. Sem prestar atenção a nada do que ocorria à minha volta, caí de bruços diante do Santíssimo Sacramento e pedi ao Senhor que me desse a conhecer o que devia fazer a seguir. Então, ouvi estas palavras: “Vai imediatamente a Varsóvia (capital Polónia) e lá entrarás no convento”. Terminada a oração, levantei-me, fui para casa e arrumei as coisas indispensáveis. Da maneira como pude, relatei à minha irmã o que havia acontecido na minha alma. Pedi que se despedisse por mim dos meus pais e assim, só com a roupa do corpo, sem mais nada, vim para Varsóvia…»
Em Varsóvia, procurou um lugar para si em diversas comunidades religiosas. Mas, em todas, foi recusada. No dia 1 de Agosto de 1925, bateu à porta do convento da Congregação das Irmãs da Divina Misericórdia, na Rua Zytnia, e aí foi aceite. Antes disso, porém, para atender às condições, teve de trabalhar como empregada doméstica numa família numerosa na região de Varsóvia, para dessa forma conseguir o enxoval pessoal. No seu ”Diário”, escreveu os sentimentos que a acompanhavam após ter entrado na vida religiosa: «…Sentia-me imensamente feliz; parecia que havia entrado na vida do paraíso. O meu coração só era capaz de uma contínua oração de acção de graças…» Na Congregação, recebeu o nome de Irmã Maria Faustina. Fez o noviciado em Cracóvia e foi ali que, na presença do bispo Estanislau Rospond, professou tanto os primeiros votos religiosos como, passado cinco anos, os votos perpétuos de castidade, pobreza e obediência. Trabalhou em diversas casas da Congregação. Os lugares onde esteve mais tempo foram Cracóvia, Vilnius, capital da Lituânia e Plock, na Polónia. Em todos os lugares, sempre exerceu as funções de cozinheira, jardineira e porteira. Exteriormente, nada deixava transparecer da sua profunda vida mística. Cumpria, assiduamente, as suas funções, guardando com zelo a regra religiosa. Era recolhida e silenciosa, embora ao mesmo tempo fosse desembaraçada, serena, cheia de amor benevolente e desinteressada para com o próximo. O severo estilo de vida e os extenuantes jejuns que ela se impunha - antes ainda de entrar na Congregação - enfraqueceram tão severamente o seu organismo que, já no postulantado, teve de ser encaminhada para tratamentos de saúde. Após o primeiro ano do noviciado, começou a viver experiências místicas extremamente dolorosas (a chamada noite escura) e, depois, sofrimentos espirituais e morais relacionados com o cumprimento da missão que havia recebido de Jesus Cristo. A Irmã Faustina ofereceu a sua vida a Deus em sacrifício pelos pecadores, a fim de salvar as suas almas e, por essa razão, foi submetida a numerosos sofrimentos. Nos últimos anos de vida, intensificaram-se as enfermidades do seu organismo: contraiu uma tuberculose que lhe atacou os pulmões e o trato alimentar. Por essa razão, por duas vezes, durante alguns meses, permaneceu em tratamento, no hospital. Completamente esgotada fisicamente, mas em plena maturidade espiritual e misticamente unida a Deus, faleceu no dia 5 de Outubro de 1938, com fama de santidade, tendo apenas 33 anos de idade, 13 anos depois de ter entrado na vida religiosa. A Irmã Faustina Kowalska, apóstola da Misericórdia de Deus conhecida em todo o mundo, é considerada, pelos teólogos, como uma pessoa que faz parte de um grupo de notáveis místicos da Igreja. Do legado espiritual de Santa Faustina surgiu a devoção à Divina Misericórdia. Esta devoção considera que a principal prerrogativa de Jesus é a misericórdia e que esta é a última tábua de salvação. Chega-se à misericórdia pela confiança. A Irmã Faustina foi beatificada pelo Papa João Paulo II, no dia 18 de Abril de 1993 e canonizada, no dia 30 de Abril de 2000, na Praça de São Pedro, em Roma, pelo mesmo Pontífice. Estes dois actos de João Paulo II ocorreram no 2º Domingo de Páscoa, dia em que a Igreja Católica estabeleceu como Domingo da Divina Misericórdia. A memória litúrgica de Santa Faustina faz-se no dia 5 de Outubro.