- Domingo de manhã: 8 horas
PALAVRA COM SENTIDO
“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)
O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…
domingo, 27 de outubro de 2013
HORÁRIO DE INVERNO
- Domingo de manhã: 8 horas
PALAVRA DO PAPA FRANCISCO
Podemos interrogar-nos: deixamo-nos iluminar pela fé de Maria, que é nossa Mãe? Ou então pensamos que Ela está distante, que é demasiado diversa de nós? Nos momentos de dificuldade, de provação, de obscuridade, olhamos para Ela como modelo de confiança em Deus que deseja, sempre e somente, o nosso bem? Pensemos nisto, talvez nos faça bem voltar a encontrar Maria como modelo e figura da Igreja nesta fé que Ela tinha!
Falamos de Maria, de Jesus. E nós? Nós que somos a Igreja? Qual é o amor que levamos aos outros? É o amor de Jesus que compartilha, perdoa e acompanha, ou é um amor diluído, como se dilui o vinho que parece água? É um amor forte ou frágil, a ponto de seguir as simpatias, procurar a retribuição, um amor interesseiro? Outra pergunta: Jesus gosta do amor interesseiro? Não, não gosta, porque o amor deve ser gratuito, como o Seu. Como são as relações nas nossas paróquias, nas nossas comunidades? Tratamo-nos como irmãos e irmãs? Ou julgamo-nos, falamos mal uns dos outros, cuidamos cada um dos próprios «interesses», ou prestamos atenção uns dos outros? São perguntas de caridade!
Peçamos ao Senhor que nos conceda a sua graça, a sua força, a fim de que na nossa vida e na existência de cada comunidade eclesial se reflicta o modelo de Maria, Mãe da Igreja. Assim seja!
PARA REZAR
SALMO 34
SANTOS POPULARES
Por diligência do cardeal Francisco delle Rovere (futuro Papa Sisto IV), obteve do Papa Paulo II, a 22 de Abril de 1469, a graça de poder fundar, na Lombardia, três conventos com a invocação de Santa Maria, além do de Santa Maria das Graças de Quinzano. Assim, passou para a sua custódia o Convento de Santa Maria Anunciada de Borno, província e diocese de Brescia, pertencente aos terceiros franciscanos; o de Santa Maria das Graças de São Secondo, na província e diocese de Parma. Eleito Papa com o nome de Sisto IV, o cardeal delle Rovere - que o conhecera e que fora também ministro geral da Ordem de São Francisco - concedeu-lhe, a 24 de Março de 1472, entre outros privilégios, a faculdade de ele e os sucessores receberem na sua congregação frades conventuais ou quaisquer outros - sob a jurisdição do ministro-geral - que desejassem segui-lo… Surgiu, assim, uma nova corrente franciscana, apelidada de ‘amadeítas’, com grande autonomia em relação à Ordem, mas sob a vigilância do ministro-geral dos franciscanos. Frei Amadeu dizia-se apenas da Ordem de São Francisco.
O papa Sisto IV - que cumulou frei Amadeu de privilégios, motivado pela admiração que lhe tinha, nomeadamente quanto à congregação dos seus conventos - nomeou-o seu confessor e secretário particular. Para o ter mais perto de si, doou-lhe o Convento de São Pedro in Montório, junto do palácio apostólico, a 18 de Junho de 1472. Quando fazia uma visita aos seus frades, encontrando-se no Convento de Santa Maria da Paz, em Milão, ali morreu, no dia 10 de Agosto de 1482. O rei Luís XI de França, a quem chegara a fama do Beato Amadeu, contribuiu para as despesas do funeral e para um sepulcro de mármore rodeado por grades numa capela própria, onde eram colocadas muitas lamparinas e velas. Nessa capela, celebrava-se, todos os anos, a festa do Beato, a 10 de Agosto. A sepultura já não existe, pois foi destruída durante as Invasões Francesas, embora se saiba onde estava situada. A sua canonização chegou a ser tentada, segundo alguma documentação do final do século XVI. Entretanto, devido a muitas pressões e a muitos problemas surgidos na Ordem, a congregação dos amadeitas foi extinta por São Carlos Borromeu, cardeal de Milão e reconhecido protector dos amadeitas. Os trinta e nove conventos, então existentes, foram integrados na Ordem de São Francisco da Observância, em 1568, por bula do papa Pio V. Embora desconhecido em Portugal, o Beato Amadeu foi muito apreciado e venerado em toda a Itália e, durante mais de quatro séculos, o seu culto manteve-se ininterrupto, em torno da sua imagem aureolada, sobre a sua sepultura. Apesar do esmorecimento deste culto popular ao Beato Amadeu da Silva, a sua memória litúrgica faz-se, agora, no dia 1 de Novembro.



