PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

FESTA DO ACOLHIMENTO




Neste Sábado, 9 de Novembro, as crianças do 1º ano da catequese, da Igreja Matriz, foram acolhidas, solenemente, na comunidade. Na “Festa do Acolhimento”, queremos exprimir a alegria de podermos caminhar juntos na descoberta de Jesus, para sermos, verdadeiramente, seus amigos. A comunidade compromete-se no testemunho, no acompanhamento e na solicitude para que a fé destas crianças cresça e se manifeste na prática do bem. As famílias têm uma missão inigualável: transmitir os valores da fé, com gestos de ternura, numa verdadeira entrega a Jesus.

SEMANA DOS SEMINÁRIOS




de 10 a 17 de Novembro de 2013

PARA QUE CRISTO SE FORME EM NÓS! 5

- Mensagem de D. Pio Alves, Administrador Apostólico do Porto

Estamos na recta final do Ano da Fé. Mas, se Deus quiser, teremos ainda tempo/anos de caminho a percorrer. O que, de qualquer modo, está garantido é que ainda não chegámos, não chegaremos nunca completamente, a esgotar o insondável mistério do amor de Deus.
Na parte final da Porta Fidei (15), o Santo Padre Bento XVI formula o desejo de que “possa este Ano da Fé tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só nele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor autêntico e duradouro”. E, um pouco antes (10), escreve: “A fé é estar com o Senhor, para viver com Ele”.
Numa Semana dos Seminários, num tempo em que é notória – também na nossa Diocese – a escassez de respostas à vocação sacerdotal, pode parecer um desperdício lírico que o tema seja “Para que Cristo se forme em nós” e que esta Mensagem se entretenha a falar de Jesus Cristo. Pode parecer mais avisado fazer balanços sociológicos, estabelecer objetivos, traçar programas de acção.
Efectivamente, como instituição, também humana, que somos, nada disso está a mais. Mas, como não somos uma multinacional que necessita contratar funcionários, temos outros segredos, outros caminhos prioritários: o permanente regresso à Escola do Mestre. E aí aprendemos que “Jesus, ao ver as multidões, encheu-se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor”. E disse aos seus discípulos: “A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” (Mt 9, 36-38).
A proximidade pessoal a Jesus Cristo, por parte de todos, no seio da Igreja, é o garante da solidez dos balanços, dos objectivos, dos programas. Que a Semana dos Seminários seja mais uma oportunidade ”para que Cristo se forme em nós” (cfr. Gal 4, 19).

- da Mensagem do Presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios

«…A Semana dos Seminários constitui uma grande oportunidade para que todas as comunidades cristãs reavivem a consciência de que hão-de estar sempre abertas a acolher Cristo e a permitir que Ele se forme nelas. O caminho da descoberta da vocação sacerdotal passa sempre pela comunidade cristã que possibilita às crianças e aos jovens esse encontro marcante com Cristo, que chama, transforma e envia. (…) A vocação sacerdotal é sempre o fruto da presença de Cristo no coração do jovem, que O acolhe como o Senhor, o amor maior, o único amor. Quando o coração do jovem se deixa habitar pela pessoa de Jesus Cristo e se deixa comover de misericórdia pela humanidade, pode conhecer a vocação ao serviço e ao amor de Deus e dos homens, que é a vocação sacerdotal. (…)
O cristão é convidado a crescer continuamente na força de Cristo, que recebeu e habita nele pela força do baptismo e pelo dinamismo da fé que o anima. O cristão seminarista é, de um modo particular, um homem que assume, com alegria, a tarefa de se identificar progressivamente com Cristo e de crescer até à estatura de Cristo, uma vez que o sacerdócio ministerial é um modo único de configuração com Ele, ou seja, consiste em ser outro Cristo. Neste sentido, o Seminário é um caminho de crescimento, que se sabe onde e quando começa, mas não se sabe onde acaba, pois tornar-se imagem de Cristo, que se entrega totalmente pelos homens nunca tem um fim, senão na glória da plenitude do Amor para a qual se orienta.(…)
O seminarista recebe, portanto, a vocação de permitir que Cristo se forme dentro de si mesmo, para se tornar Seu rosto visível diante da comunidade à qual é enviado como servo…»


 




ORAÇÃO PARA A SEMANA DOS SEMINÁRIOS

Senhor, nosso Deus e nosso Pai: Obrigado pelo dom de Jesus Cristo, Teu Filho e nosso Irmão. Ele vem aos nossos corações; converte-nos e transforma-nos; faz de nós Teus filhos bem-amados. Ajuda-nos a crescer no amor filial, até à estatura do Homem Perfeito, até às alturas do amor e do serviço. Fortalece os nossos seminaristas com o dom do Teu Espírito, para que sejam imagens de Jesus: vejam com o Seus olhos; amem com os Seus sentimentos; sirvam com as Suas disposições filiais. Nesta Semana dos Seminários, nós Te suplicamos, pela intercessão de Maria: concede à Tua Igreja muitas e santas vocações sacerdotais. Amém.

PALAVRA DO PAPA FRANCISCO


- na Audiência geral de 6 de Novembro, Praça de São Pedro - Roma

“…Queridos irmãos e irmãs:
Na quarta-feira passada, falei da comunhão dos santos, entendida como comunhão entre as pessoas santas, isto é, entre nós crentes. Hoje, gostaria de aprofundar o outro aspecto desta realidade: recordais, certamente, que havia dois aspectos: um, a comunhão: a unidade entre nós; e o outro aspecto, a comunhão nas coisas santas, nos bens espirituais. Os dois aspectos estão intimamente ligados entre si. Na verdade, a comunhão entre os cristãos cresce através da participação nos bens espirituais. De modo muito especial, referimos: os sacramentos, os carismas e a caridade. (Cf. Catecismo da Igreja Católica , nn . 949-953 ) . Crescemos na unidade, na comunhão através dos sacramentos, dos carismas que cada um recebeu do Espírito Santo, e da caridade.
… Os sacramentos exprimem e realizam uma efectiva e profunda comunhão entre nós, porque neles encontramos Cristo Salvador e, por meio d’Ele, os nossos irmãos na fé. Os sacramentos não são aparências, não são ritos, mas são a força de Cristo; é Jesus Cristo presente nos sacramentos. Quando celebramos a Eucaristia, é Jesus vivo que nos une, que faz de nós comunidade, que nos faz adorar o Pai. Cada um de nós, de facto, através do Baptismo, da Confirmação e da Eucaristia, é incorporado em Cristo e unido a toda a comunidade dos crentes. Portanto, se por um lado, é a Igreja que “faz” os sacramentos, por outro lado, são os sacramentos que " fazem " a Igreja, a edificam, gerando novos filhos, agregando -os ao povo santo de Deus e consolidando a sua pertença a este povo.
Cada encontro com Cristo - que nos sacramentos nos dá a salvação - convida-nos a " ir" comunicar aos outros a salvação que pudemos ver, tocar, encontrar, acolher e que é verdadeiramente credível porque é amor. Deste modo, os sacramentos levam-nos a ser missionários e o compromisso apostólico de levar o Evangelho a todos os ambientes, mesmo nos mais hostis, constitui o fruto mais autêntico de uma assídua vida sacramental, enquanto participação na iniciativa salvífica de Deus, que quer dar a salvação a todos. A graça dos Sacramentos alimenta em nós uma fé forte e alegre, uma fé que sabe espantar-se com as "maravilhas" de Deus e sabe resistir aos ídolos do mundo. Por esta razão, é importante fazer a comunhão; é importante que as crianças sejam baptizadas quanto antes; que sejam crismadas, porque os sacramentos são a presença de Jesus Cristo em nós, uma presença que nos ajuda. É importante, quando nos sentimos pecadores, aproximarmo-nos do sacramento da Reconciliação. Alguns poderão dizer: "Tenho medo, porque o padre pode ralhar comigo”. Não!... o padre não ralhará contigo. Tu sabes quem encontrarás no Sacramento da Reconciliação? Encontrarás Jesus que te perdoa! É Jesus que te espera, ali. Este é um sacramento que faz crescer toda a Igreja…”

PARA REZAR



R/. - Senhor, ficarei saciado, quando surgir a vossa glória.

 

Ouvi, Senhor, uma causa justa,

atendei a minha súplica.

Escutai a minha oração,

feita com sinceridade.

 

Firmai os meus passos nas vossas veredas,

para que não vacilem os meus pés.

Eu Vos invoco, ó Deus, respondei-me,

ouvi e escutai as minhas palavras.

 

Protegei-me à sombra das vossas asas,

longe dos ímpios que me fazem violência.

Senhor, mereça eu contemplar a vossa face

e, ao despertar, saciar-me com a vossa imagem.

SANTOS POPULARES



SANTA INÊS DE Assis

Catarina de Ofreduccio nasceu, em Assis, por volta de 1196. Era a segunda filha de Favarone de Ofreduccio e da bem-aventurada Ortolana, ambos da nobreza da Úmbria. Foi irmã de Santa Clara de Assis e da bem-aventurada Beatriz, também Clarissa e beatificada. A sua vida é praticamente desconhecida, mas teve um papel relevante na Ordem de Santa Clara ( clarissas ). Depois de Santa Clara, foi a primeira a aderir - de alma e coração - ao carisma de pobreza e de fraternidade proposto por São Francisco e concretizado na Ordem das Clarissas. Pode ser considerada como cofundadora da Ordem, pela sua colaboração e dedicação ao projecto nascente. Foi quem mais partilhou com Clara o ideal evangélico. É um exemplo acabado do que deve ser uma Monja clarissa, mesmo nos dias de hoje.
A infância e a adolescência de Catarina foram vividas no palácio da família, na praça da Catedral de São Rufino, em Assis, com breves estadas - durante o Verão - no castelo de Coresano, no caminho de Gúbio, que pertencia aos cavaleiros nobres de Ofreduccio. Residiu em Perugia, onde a família se refugiou durante os anos da guerra que se travou, em Assis, quando o povo se revoltou contra o domínio do Imperador e contra os senhores feudais. Juntamente com Clara e Beatriz, foi educada santamente pela mãe Ortolana, partilhando dos sentimentos de Clara e desejando, como ela, consagrar-se somente a Deus. A sua personalidade foi-se delineando entre as aspirações ao poder e o prestígio da nobre família - que alinhou ao lado dos habitantes de Perugia na guerra contra a cidade de Assis - e os exemplos de devoção e de virtude que via na sua mãe e na sua irmã mais velha, Clara. Entre Catarina e Clara havia um tão grande afecto que tornou muito dolorosa a separação, quando Clara deixou a família para seguir o ideal evangélico de Francisco, no caminho da pobreza e do despojamento.
Aos catorze anos, Catarina iniciou a sua vida de consagrada a Deus. Fugiu de casa - dezasseis dias depois de Clara ter abandonado a família - e foi encontrá-la na Igreja de Sant’Angelo in Panzo, nas encostas do Monte Subasio, perto de Assis, onde vivia um pequeno grupo de mulheres que tinham escolhido viver, mais a sério, a penitência evangélica. Os parentes tentaram força-la a voltar para casa, mas ela resistiu firmemente, com a ajuda e a oração de Clara. Depois deste acontecimento, o próprio São Francisco lhe cortou os cabelos, como sinal de liberdade em relação aos apegos do mundo, e mudou o seu nome de Catarina para Inês, recordando a firmeza da sua opção, que lhe lembrava a virgem e mártir romana, Santa Inês. São Francisco orientou-a no caminho do Senhor. Mais tarde, Frei Francisco, na companhia de Frei Bernardo e Frei Felipe, conduziu Clara e Inês para o pequeno e pobre Mosteiro de São Damião, que reconstruíra, alguns anos antes. Ao Mosteiro foram chegando outras companheiras, tornando São Damião um lugar perfumado de santidade. Aqui, Inês aprendeu, com Clara, a afastar da mente e do coração todo o rumor, para poder aderir unicamente às profundidades do mistério de Deus. Não temia abraçar as penas, as fadigas e as privações da pobreza; acolhia tudo com alegria, na entrega ao Senhor a quem oferecera o coração. Seguindo o mesmo caminho da irmã, gostava de contemplar Cristo Pobre e Crucificado.
A Crónica dos primeiros vinte e quatro Gerais da Ordem dos Frades Menores conservou uma pequena narrativa biográfica de Santa Inês, descrevendo a sua fidelidade e assiduidade à oração. Pela tradição, sabemos que possuía uma terna e afectuosa devoção ao Menino Jesus e ao Crucificado. Diz a tradição que ficou marcada com um sinal no rosto, devido a um beijo do Menino Jesus. Fazia penitências ásperas, mortificações penosas e jejuns rigorosos. Era de um temperamento dócil, delicado, tranquilo. Caridosa e terna, era cheia de solicitude pelas irmãs que sofriam. Era prudente e madura, testemunho de constância e fidelidade ao compromisso assumido no alvor da sua juventude.
Em 1221, dez anos depois dos inícios de São Damião, Inês foi enviada a Florença, para assumir a responsabilidade de abadessa do Mosteiro de Monticeli onde - com o exemplo de santidade da sua vida e com a sua palavra doce e persuasiva, plena de amor de Deus e fervente no desprezo do mundo - plantou naquele mosteiro, como desejava Santa Clara, a observância da pobreza evangélica.
Em 1235, com a aprovação do Papa Gregório IX, Clara decidiu enviar Inês a Mântua, com algumas irmãs de São Damião e de Florença para renovar a vida daquele Mosteiro. O mesmo sucedeu com os Mosteiros de Veneza, Pádua, Milão e de várias outras cidades.
Inês morreu no Mosteiro de São Damião, no dia 27 de Agosto de 1253, dezasseis dias depois da morte da sua irmã Clara. Tinha cerca de cinquenta e seis anos de idade. Na ocasião da morte de Inês, uma multidão da cidade de Assis acorreu ao mosteiro, aclamando-a como santa. Foi sepultada, inicialmente, na cripta ao lado da capela, no Mosteiro de São Damião. Em 1260, o seu corpo foi inumado e transportado para junto do túmulo de Santa Clara, na Basílica, dentro dos muros de Assis. Inês foi solenemente canonizada no dia 15 de Abril de 1752, pelo Papa Bento XIV.
A Igreja faz a memória litúrgica de Santa Inês de Assis no dia 19 de Novembro.