- na Audiência
Geral, no dia 15 de Janeiro, na Praça de São Pedro, Roma
“…No passado Sábado, começou a
Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que terminará no próximo Sábado, Festa
da Conversão de São Paulo Apóstolo. Esta iniciativa espiritual, tão preciosa,
envolve as comunidades cristãs há mais de cem anos. Trata-se de um tempo
dedicado à oração pela unidade de todos os baptizados, de acordo com a vontade
de Cristo: "que todos sejam um " (Jo. 17,21). Em cada ano, um grupo
ecuménico de uma região do mundo, sob a orientação do Conselho Ecuménico das
Igrejas e do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos,
sugere o tema e prepara os subsídios para a Semana de Oração. Este ano, tais
subsídios são propostos pelas Igrejas e Comunidades eclesiais do Canadá e
referem-se à pergunta feita por São Paulo aos cristãos de Corinto: "Estará
Cristo dividido? " (1 Cor. 1,13).
Certamente Cristo não foi dividido. Mas devemos reconhecer, sinceramente e com a dor, que as nossas comunidades continuam a viver divisões que são um escândalo. As divisões entre nós, cristãos, são um escândalo. Não há outra palavra: um escândalo. " Cada um de vós – escreveu o Apóstolo - ele diz:" Eu sou de Paulo ";" Eu, pelo contrário, sou de Apolo"; " E eu de Pedro"; “E eu de Cristo "(1 Cor. 1,12). Mesmo aqueles que professavam Cristo como seu chefe não são aplaudidos por Paulo, porque usavam o nome de Cristo para separar-se dos outros, dentro da comunidade cristã. Mas, o nome de Cristo cria comunhão e unidade, e não divisão! Ele veio para fazer comunhão entre nós e não para nos dividir. O Baptismo e a Cruz são elementos centrais do discipulado cristão que temos em comum. Em contrapartida, as divisões enfraquecem a credibilidade e a eficácia do nosso compromisso de evangelização e tendem a esvaziar a cruz do seu poder (cf. 1 Cor. 1,17).
Paulo repreende os coríntios
pelas suas disputas, mas também dá graças ao Senhor "por vós, pela graça
divina que vos foi dada em Jesus Cristo. N’Ele, fostes ricamente contemplados
com todos os dons, com os da palavra e os da ciência " (1 Cor. 1, 4-5). Estas
palavras de Paulo não são uma mera formalidade, mas o sinal de que ele vê, em
primeiro lugar - e disto ele se alegra sinceramente - os dons dados por Deus à
comunidade. Esta atitude do Apóstolo é um incentivo para que nós, e toda a
comunidade cristã, reconheçamos com alegria os dons de Deus presentes nas
outras comunidades. Apesar do sofrimento das divisões, que infelizmente ainda
existem, acolhamos as palavras de Paulo como um convite a alegrarmo-nos,
sinceramente, com as graças concedidas por Deus aos outros cristãos. Temos o
mesmo baptismo, o mesmo Espírito Santo que nos deu a Graça: reconheçamo-lo e
alegremo-nos.Certamente Cristo não foi dividido. Mas devemos reconhecer, sinceramente e com a dor, que as nossas comunidades continuam a viver divisões que são um escândalo. As divisões entre nós, cristãos, são um escândalo. Não há outra palavra: um escândalo. " Cada um de vós – escreveu o Apóstolo - ele diz:" Eu sou de Paulo ";" Eu, pelo contrário, sou de Apolo"; " E eu de Pedro"; “E eu de Cristo "(1 Cor. 1,12). Mesmo aqueles que professavam Cristo como seu chefe não são aplaudidos por Paulo, porque usavam o nome de Cristo para separar-se dos outros, dentro da comunidade cristã. Mas, o nome de Cristo cria comunhão e unidade, e não divisão! Ele veio para fazer comunhão entre nós e não para nos dividir. O Baptismo e a Cruz são elementos centrais do discipulado cristão que temos em comum. Em contrapartida, as divisões enfraquecem a credibilidade e a eficácia do nosso compromisso de evangelização e tendem a esvaziar a cruz do seu poder (cf. 1 Cor. 1,17).
É belo reconhecer a graça com que Deus nos abençoa e, mais ainda, encontrar noutros cristãos algo de que precisamos, algo que podemos receber como um dom dos nossos irmãos e das nossas irmãs. O grupo canadiano que preparou os subsídios desta Semana de Oração não convidou as comunidades a pensar no que poderiam dar aos seus vizinhos cristãos, mas exortou-os a encontrar-se para compreender o que todos podem receber, de vez em quando, dos outros. Isto requer algo mais. Requer muita oração, requer humildade, requer reflexão e contínua conversão. Vamos em frente neste caminho, rezando pela unidade dos cristãos, para que este escândalo acabe e não esteja nunca mais entre nós…”
