PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

FESTA DAS FOGACEIRAS


- em honra do mártir São Sebastião

 - dia 20 de Janeiro:

às 11,00 h: celebração da Eucaristia;

às 15,30 h: Procissão.

- preside o Sr. D. Pio Alves, Administrador Apostólico da Diocese do Porto.

SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS


Até ao próximo dia 25 de Janeiro, decorre a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Este ano, tem como tema a interrogação de São Paulo: “Estará Cristo dividido”?
Cristo não está dividido, mas a Igreja de Cristo está dividida. Ao longo dos séculos, aqueles que se confiaram a Cristo desconfiaram uns dos outros com anátemas, politiquices, manias de grandeza… As rupturas tornaram-se abismos que é urgente ultrapassar para que se realize o desejo de Jesus de que “haja um só rebanho e um só pastor”.
Nesta semana, será feita memória do encontro histórico entre o patriarca ecuménico de Constantinopla, Atenágoras e Paulo VI, que teve lugar em Jerusalém, há cinquenta anos.

PALAVRA DO PAPA FRANCISCO


 
- na Audiência Geral, no dia 15 de Janeiro, na Praça de São Pedro, Roma

“…Na quarta-feira passada demos início a uma breve série de catequeses sobre os Sacramentos, começando pelo Baptismo. Também, hoje, gostaria de meditar sobre o Baptismo, para ressaltar um fruto muito importante deste Sacramento: faz-nos ser membros do Corpo de Cristo e do Povo de Deus. S. Tomás de Aquino afirma que todos os que recebem o Baptismo são incorporados a Cristo quase como seus próprios membros e agregados à comunidade dos fiéis, ou seja, ao Povo de Deus. Em consonância com o Concílio Vaticano II, hoje dizemos que o Baptismo faz-nos entrar no Povo de Deus, levando-nos a ser membros de um Povo a caminho, um Povo peregrino na história. Com efeito, assim como a vida se transmite de geração em geração, também, de geração em geração, através do renascimento na pia baptismal, é transmitida a graça, e com esta graça o Povo cristão caminha no tempo como um rio que irriga a terra e propaga no mundo a bênção de Deus. Desde que Jesus disse o que ouvimos do Evangelho, os discípulos partiram a baptizar; e, desde aquela época até hoje, há uma cadeia na transmissão da fé mediante o Baptismo. E cada um de nós é um elo desta corrente: um passo em frente, sempre; como um rio que irriga. Assim é a graça de Deus; assim é a nossa fé, que devemos transmitir aos nossos filhos, às crianças, para que elas, quando forem adultas, possam transmiti-la aos seus filhos. Assim é o baptismo. Porquê? Porque o baptismo faz-nos entrar neste Povo de Deus, que transmite a fé. Isto é deveras importante. Um Povo de Deus que caminha e transmite a fé.
Em virtude do Baptismo, nós tornamo-nos discípulos missionários, chamados a levar o Evangelho ao mundo. «Cada um dos baptizados, independentemente da própria função na Igreja e do grau de instrução da sua fé, é um sujeito activo de evangelização... A nova evangelização deve implicar um novo protagonismo» da parte de todos, de todo o Povo de Deus, um novo protagonismo de cada baptizado. O Povo de Deus é um Povo discípulo - porque recebe a fé; e missionário - porque transmite a fé. É isto que o Baptismo faz entre nós: confere-nos a Graça, transmite-nos a Fé. Todos, na Igreja, somos discípulos; e somo-lo sempre, a vida inteira; e todos nós somos missionários, cada qual no lugar que o Senhor lhe confiou. Todos: até o mais pequenino é missionário; e aquele que parece o maior é discípulo. Mas, algum de vós poderá dizer: «Os Bispos não são discípulos, eles sabem tudo; o Papa sabe tudo; não é discípulo». Não, até os bispos e o Papa devem ser discípulos, pois se não forem discípulos não farão o bem; não poderão ser missionários nem transmitir a fé. Todos nós somos discípulos e missionários.
Existe um vínculo indissolúvel entre as dimensões mística e missionária da vocação cristã, ambas arraigadas no Baptismo. «Ao receber a fé e o baptismo, os cristãos acolhem a acção do Espírito Santo, que leva a confessar a Jesus como Filho de Deus e a chamar a Deus “Abba”, Pai. Todos os baptizados e baptizadas... são chamados a viver e a transmitir a comunhão com a Trindade, pois “a evangelização é um chamamento à participação da comunhão trinitária”» (Documento final de Aparecida, n. 157).
Ninguém se salva sozinho. Somos uma comunidade de fiéis - somos Povo de Deus – e, nesta comunidade, experimentamos a beleza de compartilhar a experiência de um amor que nos precede a todos, mas que ao mesmo tempo nos pede para ser «canais» da graça uns para os outros, apesar dos nossos limites e pecados. A dimensão comunitária não é apenas uma «moldura», um «contorno», mas constitui uma parte integrante da vida cristã, do testemunho e da evangelização. A fé cristã nasce e vive na Igreja e, no Baptismo, as famílias e as paróquias celebram a incorporação de um novo membro a Cristo e ao seu corpo, que é a Igreja (cf. ibid., n. 175b).
A propósito da importância do Baptismo para o Povo de Deus, é exemplar a história da comunidade cristã, no Japão. Ela sofreu uma perseguição árdua, no início do século XVII. Houve numerosos mártires: os membros do clero foram expulsos e milhares de fiéis foram assassinados. No Japão, não ficou nem, sequer, um sacerdote: todos foram expulsos. Então, a comunidade cristã entrou na clandestinidade, conservando a sua fé e a sua oração, no escondimento. E quando nascia uma criança, o pai ou a mãe baptizavam-na, pois todos os fiéis podem baptizar em circunstâncias particulares. Quando, passados de cerca de dois séculos e meio - 250 anos mais tarde - os missionários voltaram ao Japão, milhares de cristãos saíram do escondimento e a Igreja conseguiu reflorescer. Sobreviveram com a graça do seu Baptismo! Isto é fantástico: o Povo de Deus transmite a fé, baptiza os seus filhos e segue em frente. E, apesar do segredo, mantiveram um vigoroso espírito comunitário, porque o Baptismo os tinha levado a constituir um único corpo em Cristo: viviam isolados e escondidos, mas eram sempre membros do Povo de Deus, membros da Igreja. Podemos aprender muito desta história!..”

PARA REZAR



SALMO 29

 

            R/.  Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade.

 

Esperei no Senhor com toda a confiança,

e Ele atendeu-me.

Pôs em meus lábios um cântico novo,

um hino de louvor ao nosso Deus.

 

Não Vos agradaram sacrifícios nem oblações,

mas abristes-me os ouvidos;

não pedistes holocaustos nem expiações,

então clamei: «Aqui estou».

 

«De mim está escrito no livro da Lei

que faça a vossa vontade.

Assim o quero, ó meu Deus,

a vossa lei está no meu coração».

 

Proclamei a justiça na grande assembleia,

não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis.

Não escondi a vossa justiça no fundo do coração,

proclamei a vossa fidelidade e salvação.

SANTOS POPULARES


 
(PARA RELEMBRAR)

SÃO SEBASTIÃO

Sebastião nasceu em Narbonne, na Gália, actual França, mas foi criado por sua mãe em Milão, na Itália, de acordo com os registos de Santo Ambrósio. Pertencia a uma família cristã e foi baptizado ainda pequeno. Mais tarde, tomou a decisão de entrar nas fileiras do exército romano e chegou a ser considerado um dos oficiais predilectos do imperador Diocleciano: chegou a ser comandante da guarda pretoriana. Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto e protector activo dos outros cristãos. Fazia tudo para ajudar os irmãos na fé, procurando revelar o Deus verdadeiro aos soldados e aos prisioneiros. Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao cristianismo. Até mesmo o governador de Roma - Cromácio - e o seu filho Tibúrcio foram convertidos por ele. Mas, um dia, Sebastião foi denunciado e acusado de ser cristão, contrariando a proibição imposta pela lei romana e faltando, assim, ao seu dever de oficial do imperador. Teve, então, que comparecer perante o imperador, para dar satisfações sobre o seu procedimento. O imperador da época era Diocleciano, um homem sanguinário e sem escrúpulos. Diocleciano era amigo de Sebastião. Cresceram juntos e o imperador admirava a sua coragem e valentia. Confiava nele e esperava vê-lo numa destacada posição no seu exército, numa brilhante carreira. Por isso, considerou-se traído. Levado à sua presença, Sebastião não negou a sua fé. O imperador deu-lhe, ainda, oportunidade para escolher: a fé em Cristo ou o seu posto, no exército romano. Sebastião não hesitou: escolheu Cristo. A sentença foi imediata: deveria ser amarrado a uma árvore e executado com flechas. Cumprida a ordem, Sebastião foi dado como morto e, ali mesmo, abandonado, pela guarda pretoriana que ele, antes, chefiava. Entretanto, quando Irene - uma mulher cristã – foi, à noite, ao local da execução, para lhe dar sepultura, encontrou-o vivo! Levou-o para casa; tratou das suas feridas até vê-lo curado. Depois, Sebastião, cumprindo o que lhe vinha da alma, apresentou-se ao imperador anunciando-lhe o poder Cristo; censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusou-o de ser, ele mesmo, o maior inimigo do Estado. Perplexo e enfurecido com tamanha ousadia, Diocleciano entregou-o à guarda pretoriana para que se cumprisse a condenação a que fora sentenciado. Desta vez, levaram-no para o Circo. Sebastião foi executado, então, à paulada e chicoteado com bolas de chumbo. Foi açoitado até a morte… Era o dia 20 de Janeiro do ano 288. Os algozes - cumprida a ordem, e para evitar que fosse considerado um herói e venerado como santo - atiraram o seu corpo para a fossa da cidade de Roma, de onde a piedosa cristã Luciana o tirou, para lhe dar sepultura junto de São Pedro e São Paulo. Mais tarde, em 680, as suas relíquias foram transportadas, solenemente, para a Basílica de São Paulo Fora dos Muros, construída pelo imperador Constantino. Naquela ocasião, em Roma, a peste vitimava muita gente, mas a terrível epidemia desapareceu na hora daquela trasladação. A sua memória litúrgica faz-se no dia 20 de Janeiro.