BEATO CARLOS I DA ÁUSTRIA
Bem cedo, cresceu em Carlos um grande amor pela Eucaristia e pelo Coração de Jesus. Carlos rezava sempre, pedindo a luz do Espírito Santo, antes de todas as decisões importantes.
No dia 21 de Outubro de 1911, Carlos casou com a Princesa Zita de Bourbon e Parma. Nos dez anos da sua vida matrimonial, formaram um casal imensamente feliz e extraordinariamente exemplar, que recebeu o dom de oito filhos. No seu leito da morte, Carlos dizia ainda a Zita: «Amo-te sem limites!».
Em 28 de Junho de 1914, após o assassinato, num atentado, do Arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do trono – acontecimento que originou a Primeira Guerra Mundial -, Carlos tornou-se o herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro. Com a morte do Imperador Francisco José, a 21 de Novembro de 1916, Carlos tornou-se Imperador da Áustria. No dia 30 de Dezembro é, também, coroado Rei apostólico da Hungria.
A missão e serviço de governar foram entendidos pelo Imperador Carlos como um caminho para seguir e servir Cristo: no amor pelos povos a ele confiados, no empenho pelo seu bem e no dom da sua vida por eles. O dever mais sagrado de um Rei - o empenho pela paz - foi colocado por Carlos no centro das suas preocupações, no decorrer da terrível guerra. Único entre todos os responsáveis políticos, apoiou os esforços para a paz protagonizados pelo Papa Bento XV.
No que diz respeito à política interna, mesmo nos tempos extremamente difíceis, encetou uma ampla e exemplar legislação social, inspirada no ensinamento social cristão.
O seu comportamento tornou possível, no final do conflito, uma transição para uma nova ordem sem guerra civil. Todavia, foi banido da sua própria pátria. Carlos foi obrigado a abdicar do trono Austro-Húngaro no dia 11 de Novembro de 1918.
Depois de viver algum tempo na Suíça, Carlos foi mandado para o exílio: o seu destino foi a Ilha da Madeira.
Reduzido à pobreza, viveu com a sua família numa casa extremamente humilde e bastante húmida. Por isso, adoeceu gravemente, aceitando a doença como um sacrifício pela paz e pela unidade dos seus povos.
Carlos suportou o seu sofrimento sem lamentações, perdoando a todos aqueles que o tinham magoado e ofendido.
Carlos I, imperador da Áustria morreu no dia 1 de Abril de 1922, com seu o olhar dirigido para o Santíssimo Sacramento e o seu coração entregue a Jesus. Carlos, no leito da morte, recordava, constantemente, o lema da sua vida: «Todo o meu empenho é sempre, em todas as coisas, conhecer o mais claramente possível e seguir a vontade de Deus, e isto da forma perfeita».
Carlos da Áustria foi beatificado, no dia 3 de Outubro de 2004, pelo Papa João Paulo II. O dia litúrgico da sua memória é 21 de Outubro.
