PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Hás-de temer o Senhor, teu Deus…” (cf. Deuteronómio 6, 2)

Só Deus é Deus e Senhor. E não há outro Deus a quem amar, servir, adorar, acreditar, rezar, agradecer… Temer o Senhor não é ‘ter medo de Deus’. Não precisamos ter medo de Deus: Ele é amor, perdão, misericórdia, alegria, paz, salvação e esperança… Temer o Senhor é reconhecer a grandeza do seu poder; a santidade do seu nome; a ternura que nos dedica; a alegria da vida que nos oferece. Temer o Senhor é acolher a sua Palavra; cumprir os seus mandamentos; responder com fidelidade aos seus apelos; confiar na sua promessa e anunciá-la com a bondade dos nossos gestos. Quem ‘teme a Deus’ procura fazer tudo para não pecar contra ele; fazer nascer no coração o receio e a tristeza de o poder ofender. O apelo feito pela palavra de Deus aponta-nos o caminho da verdade, da justiça, da caridade, da compaixão. Uma grande exigência que nos trará a felicidade e a bênção.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

EM DESTAQUE



- PALAVRAS DO SR. BISPO DO PORTO NA SOLENE DESPEDIDA DE D. JOÃO LAVRADOR

- na Homilia da Solenidade de Cristo Rei, na Sé Catedral do Porto

“…É com este mesmo sentido de serviço e com este igual exemplo de obediência que hoje vivemos esta celebração como momento maior e público de acção de graças a Deus e de gratidão a D. João Lavrador, antes de partir para os Açores.
Queremos dizer-lhe a nossa comunhão de irmãos; expressar-lhe o nosso reconhecimento pelo bem que nos deixa nestes mais de sete anos de ministério episcopal no Porto; afirmar-lhe o reconhecimento pelo exemplo que a todos nos oferece ao assumir com serenidade e prontidão a bela e exigente missão a que a Igreja o chama e que o Papa Francisco lhe confia.
A nossa vida como pessoas e a nossa história como Igreja são tecidas dos momentos em que sabemos juntar a alegria que nos dão os que em cada dia chegam, em passos significativos de disponibilidade para novos ministérios, à gratidão e pelo testemunho a cada hora recebidos dos que partem com liberdade e coragem para a nova missão.
Esta é a bela experiência de uma Igreja de portas abertas, que diariamente acolhe com alegria os que entram na Igreja, lhes confia serviços e ministérios e sabe acompanhar com igual dedicação os que partem para novos horizontes, como se a sua vida cristã e a sua missão eclesial aí começassem de novo com o encanto da primeira hora e o entusiasmo dos primeiros passos.
Assim se constrói a história de cada tempo e de cada terra. A Igreja do Porto não seria o que hoje é sem o testemunho, a dedicação, a alegria, a disponibilidade e a entrega, numa palavra, sem a vida dada por inteiro, de todos quantos, de forma mais sentida ou de modo mais discreto, edificam o reino de Deus, como reino de verdade e de vida, de santidade e de graça, de justiça, de amor e de paz (Prefácio da Missa de hoje).
Entre muitas referências de construtores do reino de Deus e nesta proximidade e comunhão da Igreja do Porto com a Igreja dos Açores, que a partir de agora mais se fortalece e estreita, quero evocar a memória de D. António Augusto de Castro Meireles, membro do nosso presbitério diocesano, que foi ordenado presbítero e bispo, nesta Catedral, e daqui partiu para os Açores, em 1924, como Bispo de Angra.
D. João Lavrador vai encontrar na vida e na história da Igreja dos Açores a memória, a bênção e a acção pastoral deste grande bispo, que também foi nosso bispo desde 1929 a 1942, ano em que faleceu, com apenas 57 anos.
Aí te acompanharemos, caríssimo D. João, com a oração e na comunhão da Igreja que serviste. Pedimos-te que rezes também por nós, teus irmãos bispos, por esta amada Igreja do Porto, com os seus presbíteros, diáconos, seminaristas, consagrados e leigos, com os seus sonhos, projectos e esperanças e pela acolhedora Comunidade humana que aqui encontraste nos caminhos da missão…”

 

- O PAPA EM ÁFRICA

O Papa Francisco encontra-se em África, realizando a sua primeira viagem a este continente. O Papa já visitou o Quénia; prossegue a sua visita no Uganda; e partirá para a República Centro-Africana, onde terminará a visita a África. O Papa Francisco tem no coração a preocupação pelo desenvolvimento, a salvaguarda do meio ambiente, a educação, a paz e o diálogo entre religiões.
A visita do Papa começou em Nairobi, capital do Quénia, onde foram mortos cerca de 150 universitários cristãos, num ataque da milícia islamita Al-Shabab, em Garissa, no dia 2 de Abril.
Na sexta-feira, o Papa Francisco visitou o bairro pobre de Cangemi, junto da comunidade jesuíta da Paróquia de São José operário, e encontrou-se com jovens no Estádio Kasarani, seguindo-se uma reunião privada com os bispos católicos do Quénia.
No Uganda, o Papa visitou, à chegada, o memorial dos mártires ugandeses para uma saudação a catequistas e professores Neste sábado, deslocou-se aos dois santuários dedicados aos mártires ugandeses e presidiu à Missa pelos Mártires do Uganda. O Papa encontrar-se-á, ainda, com cerca de 200 mil pessoas, junto destes santuários. Depois, terá um encontro com os jovens, em Campala, a capital do Uganda, e visitará à Casa de Caridade Nalukolongo. O Papa Francisco terá, também, encontros com os bispos de Uganda, os membros do clero e dos institutos religiosos.
Domingo, dia 29 de Novembro, o Papa parte para Bangui, na República Centro-Africana. O Papa visitará um campo de refugiados, com cerca de duas mil pessoas. Na tarde de domingo, o Papa encontrar-se-á com os bispos centro-africanos e as comunidades evangélicas, empenhadas na promoção da paz junto dos muçulmanos; celebrará uma Missa com religiosas, catequistas e jovens, na Catedral de Bangui, com a abertura da Porta Santa; confessará alguns jovens e presidirá a uma vigília de oração, na esplanada diante da Sé. Na segunda-feira, o Papa encontrar-se-á com a comunidade muçulmana, na Mesquita Central de Koudouko, em Bangui, e presidirá à Missa no Estádio do complexo desportivo Barthélémy Boganda, com a presença de cerca de 35 mil pessoas.