A nossa vida como pessoas e a nossa história como Igreja são tecidas dos momentos em que sabemos juntar a alegria que nos dão os que em cada dia chegam, em passos significativos de disponibilidade para novos ministérios, à gratidão e pelo testemunho a cada hora recebidos dos que partem com liberdade e coragem para a nova missão.
Esta é a bela experiência de uma Igreja de portas abertas, que diariamente acolhe com alegria os que entram na Igreja, lhes confia serviços e ministérios e sabe acompanhar com igual dedicação os que partem para novos horizontes, como se a sua vida cristã e a sua missão eclesial aí começassem de novo com o encanto da primeira hora e o entusiasmo dos primeiros passos.
Assim se constrói a história de cada tempo e de cada terra. A Igreja do Porto não seria o que hoje é sem o testemunho, a dedicação, a alegria, a disponibilidade e a entrega, numa palavra, sem a vida dada por inteiro, de todos quantos, de forma mais sentida ou de modo mais discreto, edificam o reino de Deus, como reino de verdade e de vida, de santidade e de graça, de justiça, de amor e de paz (Prefácio da Missa de hoje).
Entre muitas referências de construtores do reino de Deus e nesta proximidade e comunhão da Igreja do Porto com a Igreja dos Açores, que a partir de agora mais se fortalece e estreita, quero evocar a memória de D. António Augusto de Castro Meireles, membro do nosso presbitério diocesano, que foi ordenado presbítero e bispo, nesta Catedral, e daqui partiu para os Açores, em 1924, como Bispo de Angra.
D. João Lavrador vai encontrar na vida e na história da Igreja dos Açores a memória, a bênção e a acção pastoral deste grande bispo, que também foi nosso bispo desde 1929 a 1942, ano em que faleceu, com apenas 57 anos.
Aí te acompanharemos, caríssimo D. João, com a oração e na comunhão da Igreja que serviste. Pedimos-te que rezes também por nós, teus irmãos bispos, por esta amada Igreja do Porto, com os seus presbíteros, diáconos, seminaristas, consagrados e leigos, com os seus sonhos, projectos e esperanças e pela acolhedora Comunidade humana que aqui encontraste nos caminhos da missão…”
Na sexta-feira, o Papa Francisco visitou o bairro pobre de Cangemi, junto da comunidade jesuíta da Paróquia de São José operário, e encontrou-se com jovens no Estádio Kasarani, seguindo-se uma reunião privada com os bispos católicos do Quénia.
No Uganda, o Papa visitou, à chegada, o memorial dos mártires ugandeses para uma saudação a catequistas e professores Neste sábado, deslocou-se aos dois santuários dedicados aos mártires ugandeses e presidiu à Missa pelos Mártires do Uganda. O Papa encontrar-se-á, ainda, com cerca de 200 mil pessoas, junto destes santuários. Depois, terá um encontro com os jovens, em Campala, a capital do Uganda, e visitará à Casa de Caridade Nalukolongo. O Papa Francisco terá, também, encontros com os bispos de Uganda, os membros do clero e dos institutos religiosos.
Domingo, dia 29 de Novembro, o Papa parte para Bangui, na República Centro-Africana. O Papa visitará um campo de refugiados, com cerca de duas mil pessoas. Na tarde de domingo, o Papa encontrar-se-á com os bispos centro-africanos e as comunidades evangélicas, empenhadas na promoção da paz junto dos muçulmanos; celebrará uma Missa com religiosas, catequistas e jovens, na Catedral de Bangui, com a abertura da Porta Santa; confessará alguns jovens e presidirá a uma vigília de oração, na esplanada diante da Sé. Na segunda-feira, o Papa encontrar-se-á com a comunidade muçulmana, na Mesquita Central de Koudouko, em Bangui, e presidirá à Missa no Estádio do complexo desportivo Barthélémy Boganda, com a presença de cerca de 35 mil pessoas.

