- O PAPA FRANCISCO VISITA A
SUÉCIA
Nos dias 31 de Outubro e 1 Novembro, o Papa Francisco visita a
Suécia para um encontro ecuménico, na celebração dos 500 anos da reforma
protestante. Com esta viagem, o Papa pretende convocar os católicos e os luteranos
para um compromisso comum, na Igreja e no Mundo, quebrando o caminho de
distanciamento e indiferença iniciado no séc. XVI, com a reforma de Lutero.
O Papa vai passar por Lund e Malmö, entre 31 de Outubro e 1 de Novembro,
para encontros com representantes da Federação Luterana Mundial.
O Papa quer chamar a atenção para a importância de estar “juntos”,
em favor dos mais pobres e necessitados, lembrando também os cristãos que são
“perseguidos e mortos” por causa da sua fé.
Esta viagem, de dia e meio, é mais longa do que outras viagens do
Papa, em território europeu. O Papa explicou que se deve ao facto de,
inicialmente, não estar prevista qualquer Missa com a pequena comunidade
católica. Entretanto o programa foi alterado: o Papa celebrará a Eucaristia com
a comunidade católica, na manhã de 1 de Novembro, solenidade litúrgica de Todos
os Santos. (cf. Ecclesia)
1 DE NOVEMBRO: SOLENIDADE DE
TODOS OS SANTOS
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Palavras do Papa Bento XVI, na homilia da Missa de Todos os Santos, em 1 de
Novembro de 2006
“…A liturgia convida-nos a compartilhar o júbilo celeste dos
santos, a saborear a sua alegria. Os santos não são uma exígua casta de
eleitos, mas uma multidão inumerável, para a qual a liturgia de hoje nos exorta
a levantar o olhar. Em tal multidão não estão somente os santos oficialmente
reconhecidos, mas os baptizados de todas as épocas e nações, que procuraram
cumprir com amor e fidelidade a vontade divina. De uma grande parte deles não
conhecemos os rostos e nem sequer os nomes, mas com os olhos da fé vemo-los
resplandecer, como astros repletos de glória, no firmamento de Deus.
No dia de hoje, a Igreja festeja a sua dignidade de "mãe dos
santos, imagem da cidade divina" (A. Manzoni), e manifesta a sua beleza de
esposa imaculada de Cristo, nascente e modelo de toda a santidade. Sem dúvida,
não lhe faltam filhos obstinados e até rebeldes, mas é nos santos que ela
reconhece os seus traços característicos, e precisamente neles saboreia a sua
glória mais profunda… Eis, portanto, o significado da solenidade hodierna:
contemplando o exemplo luminoso dos santos, despertar em nós o grande desejo de
ser como os santos: felizes por viver próximos de Deus, na sua luz, na grande
família dos amigos de Deus. Ser santo significa: viver na intimidade com Deus,
viver na sua família. Esta é a vocação de todos nós, reiterada com vigor pelo
Concílio Vaticano II, e hoje proposta de novo solenemente à nossa atenção.
Mas como é que podemos tornar-nos santos, amigos de Deus? A esta
interrogação pode-se responder antes de tudo de forma negativa: para ser santo
não é necessário realizar acções nem obras extraordinárias, nem possuir
carismas excepcionais. Depois, vem a resposta positiva: é preciso sobretudo
ouvir Jesus e depois segui-lo sem desanimar diante das dificuldades. "Se
alguém me serve Ele admoesta-nos que me siga, e onde Eu estiver, ali estará
também o meu servo. Se alguém me servir, o Pai há-de honrá-lo" (Jo 12,
26). Quem nele confia e o ama com sinceridade, como o grão de trigo sepultado
na terra, aceita morrer para si mesmo. Com efeito, Ele sabe que quem procura
conservar a sua vida para si mesmo, perdê-la-á, e quem se entrega, se perde a
si mesmo, precisamente assim encontra a própria vida (cf. Jo 12, 24-25). A
experiência da Igreja demonstra que cada forma de santidade, embora siga
diferentes percursos, passa sempre pelo caminho da cruz, pelo caminho da
renúncia a si mesmo. As biografias dos santos descrevem homens e mulheres que,
dóceis aos desígnios divinos, enfrentaram por vezes provações e sofrimentos
indescritíveis, perseguições e o martírio. Perseveraram no seu compromisso,
"vêm da grande tribulação lê-se no Apocalipse lavaram as suas túnicas e
branquearam-nas no sangue do Cordeiro" (Ap 7, 14). Os seus nomes estão
inscritos no livro da Vida (cf. Ap 20, 12); a sua morada eterna é o Paraíso. O
exemplo dos santos constitui para nós um encorajamento a seguir os mesmos
passos, a experimentar a alegria daqueles que confiam em Deus, porque a única
verdadeira causa de tristeza e de infelicidade para o homem é o facto de viver
longe de Deus…”

