PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior…” (cf. Marcos 9, 34)

Hoje, como no tempo de Jesus, vivemos a mentalidade e a ânsia do poder, do domínio, da grandeza, da mediatização a todo o custo. O que importa é aparecer, dar nas vistas, ser reconhecido, ocupar páginas nos jornais, ser referido nos telejornais da ‘hora nobre’. Os cristãos, muitas vezes, deixam-se dominar por estes apetites, sentimentos que têm a marca da mundanidade. Mas, o apelo de Cristo é bem diferente: a grandeza, a projecção, a importância advêm do amor aos outros; do serviço, simples e humilde, aos mais necessitados; do repartir a vida em gestos de caridade; do semear a concórdia e a serenidade nos ambientes, algumas vezes, hostis à fé; do acolher, com esperança e alegria, o misterioso desígnio de Deus para cada um; do saber encontrar no Evangelho a fonte da felicidade e da vida verdadeira. Aos olhos de Deus, quem quiser ser grande, faça-se servidor; quem quiser ser o primeiro faça-se o último. Seremos os ‘maiores’ no amor, na santidade, no perdão, na busca do bem comum, na construção da fraternidade.

quarta-feira, 21 de março de 2018

SANTOS POPULARES



BEATA MADALENA CATARINA MORANO

Madalena Catarina Morano nasceu em Chieri –Turim, Itália, no dia 15 de Novembro de 1847. Era a sexta de oito filhos de uma família modesta, embora descendente de nobres. A família transferiu-se para Buttigliera d’Asti e, aos oito anos, Madalena ficou órfã de pai. Nessa ocasião começou a trabalhar como tecelã, em sua casa, um dos poucos ofícios a que uma jovem podia dedicar-se naquela época.
Um sacerdote, seu parente, deu-lhe as primeiras lições de gramática italiana. Aos 14 anos, o seu pároco encarregou-a de cuidar de uma creche, apesar da sua pouca idade. Continuando os estudos, Madalena conseguiu o diploma de professora, para ensinar nas escolas elementares.
Em 1877, confessou à sua mãe o seu desejo de seguir a vida religiosa. Mas, tendo já 30 anos, não foi aceite nem nas Filhas da Caridade, nem nas Irmãs Dominicanas.
Nesta altura, falava-se muito de uma nova instituição salesiana, fundada pelo dinâmico sacerdote João Bosco. Madalena aconselhou-se com Dom Bosco que a dissuadiu de se tornar religiosa de clausura e a encaminhou para o seu colaborador, o Pe. João Cagliero, que a convidou a entrar nas Filhas de Maria Auxiliadora. Dom Bosco aceitou a sua entrada no Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. Em 4 de Setembro de 1879, com 32 anos, Madalena professou naquele Instituto.
Devido à sua instrução e habilidade educativa, Madalena começou a sobressair entre as Irmãs  e foi convidada a assumir vários cargos de responsabilidade: foi enviada para a Sicília, como Superiora, em Alì Marina, na cidade de Messina e, depois, como inspectora da Inspectoria de São José.
A sua actividade foi prodigiosa e surpreendente: em 26 anos, fundou 19 casas, 12 oratórios, 6 escolas, 5 asilos, 11 laboratórios, 4 internatos, 3 escolas de religião, suscitando a admiração de todos, inclusive das autoridades eclesiásticas. Dizia-se dela: “É uma grande mulher; é uma mulher extraordinária”.
A Madre Morano vivia numa união ininterrupta com Deus, dando forma ao seu desejo de santidade e orientada por uma forte vontade de verdadeira e autêntica acção salesiana.
A Irmã Madalena Morano faleceu, em Ali Marina, no dia 26 de Março de 1908, com 61 anos de idade. A Apóstola Salesiana da Sicília foi beatificada, pelo Papa João Paulo II, no dia 5 de Novembro de 1994, na Catânia.