- DIA MUNDIAL DE PAZ 2025
à Igreja celebra, no dia 1 de Janeiro de cada ano, o Dia Mundial
da Paz. O Papa insiste, na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz 2025, no fim
da pena de morte, a nível global, considerando que seria um gesto de defesa da
vida humana.
Disse o Papa: “Gostaria de convidar, uma vez mais, para um gesto
concreto que possa favorecer a cultura da vida. Refiro-me à eliminação da pena
de morte em todas as nações. Na realidade, esta punição, além de comprometer a
inviolabilidade da vida, aniquila toda a esperança humana de perdão e de
renovação”.
O Papa Francisco aponta para o “firme compromisso de promover o respeito pela dignidade da vida humana, desde a concepção até à morte natural”, para que “cada pessoa possa amar a sua vida e olhar para o futuro com esperança, desejando o desenvolvimento e a felicidade para si e para os seus filhos… “Com efeito, sem esperança na vida, é difícil que surja, no coração dos jovens, o desejo de gerar outras vidas”, referiu o Papa na sua mensagem intitulada ‘Perdoa-nos as nossas ofensas: concede-nos a tua paz’.
Nesta mensagem, o Papa apela à criação de um fundo mundial para a eliminação da fome, com “pelo menos uma percentagem fixa do dinheiro gasto em armamento”.
O montante recolhido, acrescentou, poderia ainda servir para a “realização de actividades educativas nos países mais pobres que promovam o desenvolvimento sustentável, lutando contra as alterações climáticas…. Devemos tentar eliminar qualquer pretexto que possa levar os jovens a imaginar o seu futuro sem esperança, ou como uma expectativa de vingar o sangue derramado pelos seus entes queridos. O futuro é um dom que permite ultrapassar os erros do passado e construir novos caminhos de paz”.
O Papa diz, ainda, que desarmar o coração é “um gesto que compromete todos, do primeiro ao último, do pequeno ao grande, do rico ao pobre”.
“A paz não vem apenas com o fim da guerra, mas com o início de um mundo novo, um mundo no qual nos descobrimos diferentes, mais unidos e mais irmãos do que poderíamos imaginar”, sustenta.
O Dia Mundial da Paz foi instituído em 1968, por São Paulo VI e é celebrado no primeiro dia de cada ano, com uma mensagem papal.
Da mensagem do Papa Francisco, transcrevemos:
“… I. Na
escuta do grito da humanidade ameaçada
1. Na aurora deste
novo ano que nos é dado pelo nosso Pai celeste, um tempo jubilar dedicado à
esperança, dirijo os meus mais sinceros votos de paz a cada mulher e a cada
homem, especialmente àqueles que se sentem prostrados pela sua condição
existencial, condenados pelos seus próprios erros, esmagados pelo julgamento
dos outros e já não vêem qualquer perspectiva para a sua própria vida. A todos
vós, esperança e paz, porque este é um Ano de Graça, que vem do Coração do
Redentor!
2. Em 2025, a Igreja
Católica celebra o Jubileu, um acontecimento que enche os corações de
esperança. O “jubileu” remonta a uma antiga tradição judaica, quando a cada
quarenta e nove anos o toque da trombeta (em hebraico: yobel)
anunciava um tempo de clemência e de libertação para todo o povo (cf. Lv 25,
10). Este apelo solene deveria ecoar por todo o mundo (cf. Lv 25,
9), a fim de restabelecer a justiça de Deus nos diferentes âmbitos da vida: no
uso da terra, na posse dos bens, na relação com o próximo, sobretudo os mais
pobres e os que tinham caído em desgraça. O toque da trombeta recordava a todo
o povo, aos ricos e a quem tinha empobrecido, que ninguém vem ao mundo para ser
oprimido: somos irmãos e irmãs, filhos do mesmo Pai, nascidos para ser livres segundo
a vontade do Senhor (cf. Lv 25, 17.25.43.46.55).
3. Também nos dias de
hoje, o Jubileu é um acontecimento que nos impele a procurar a justiça
libertadora de Deus em toda a terra. Em vez da trombeta, no início deste Ano de
Graça, nós gostaríamos de estar atentos ao «desesperado grito de
ajuda» que, como a voz do sangue de Abel, o justo, se eleva de muitas
partes da terra (cf. Gn 4, 10) e que Deus nunca deixa de
escutar. Nós, por nossa vez, sentimo-nos chamados a unir-nos à voz que denuncia
tantas situações de exploração da terra e de opressão do próximo. Estas
injustiças assumem, por vezes, o aspecto daquilo a que São João Paulo II definiu
como «estruturas de pecado», porque não se devem apenas à iniquidade de alguns,
mas estão, por assim dizer, enraizadas e contam com uma cumplicidade
generalizada.
4. Cada
um de nós deve sentir-se, de alguma forma, responsável pela devastação a que a
nossa casa comum está sujeita, a começar pelas acções que, mesmo indirectamente,
alimentam os conflitos que assolam a humanidade. Assim, fomentam-se e
entrelaçam-se os desafios sistémicos, distintos mas interligados, que afligem o
nosso planeta. Refiro-me, em particular, às desigualdades de todos os tipos, ao
tratamento desumano dispensado aos migrantes, à degradação ambiental, à
confusão gerada intencionalmente pela desinformação, à rejeição a qualquer tipo
de diálogo e ao financiamento ostensivo da indústria militar. Todos estes são
factores de uma ameaça real à existência de toda a humanidade. No início deste
ano, portanto, queremos escutar este grito da humanidade para nos sentirmos
chamados, todos nós, juntos e de modo pessoal, a quebrar as correntes da
injustiça para proclamar a justiça de Deus. Alguns actos esporádicos de
filantropia não serão suficientes. Em vez disso, são necessárias transformações
culturais e estruturais, para que possa haver também uma mudança
duradoura …”
O Papa Francisco aponta para o “firme compromisso de promover o respeito pela dignidade da vida humana, desde a concepção até à morte natural”, para que “cada pessoa possa amar a sua vida e olhar para o futuro com esperança, desejando o desenvolvimento e a felicidade para si e para os seus filhos… “Com efeito, sem esperança na vida, é difícil que surja, no coração dos jovens, o desejo de gerar outras vidas”, referiu o Papa na sua mensagem intitulada ‘Perdoa-nos as nossas ofensas: concede-nos a tua paz’.
Nesta mensagem, o Papa apela à criação de um fundo mundial para a eliminação da fome, com “pelo menos uma percentagem fixa do dinheiro gasto em armamento”.
O montante recolhido, acrescentou, poderia ainda servir para a “realização de actividades educativas nos países mais pobres que promovam o desenvolvimento sustentável, lutando contra as alterações climáticas…. Devemos tentar eliminar qualquer pretexto que possa levar os jovens a imaginar o seu futuro sem esperança, ou como uma expectativa de vingar o sangue derramado pelos seus entes queridos. O futuro é um dom que permite ultrapassar os erros do passado e construir novos caminhos de paz”.
O Papa diz, ainda, que desarmar o coração é “um gesto que compromete todos, do primeiro ao último, do pequeno ao grande, do rico ao pobre”.
“A paz não vem apenas com o fim da guerra, mas com o início de um mundo novo, um mundo no qual nos descobrimos diferentes, mais unidos e mais irmãos do que poderíamos imaginar”, sustenta.
O Dia Mundial da Paz foi instituído em 1968, por São Paulo VI e é celebrado no primeiro dia de cada ano, com uma mensagem papal.
Da mensagem do Papa Francisco, transcrevemos:
