BEATO JOÃO BARRERA MÉNDEZ
João Barrera Méndez nasceu em Potrero Viejo, na Guatemala, no distrito de El
Quiché, por volta de 1968. Era filho de Roberto Barrera e Ana Méndez. Todos os
membros da sua família eram membros da Acção Católica: ele também, desde muito
novo, começou a participar nas actividades da sua paróquia e da vila de Segundo
Centro de la Vega.
Apesar da sua pouca idade, gostava de frequentar os encontros de formação para aprender a doutrina cristã. Era uma criança muito viva, quase madura: as sementes do ideal de ver sua Vila levar uma vida mais digna, respeitando a paz, a justiça e a fraternidade, começavam a germinar dentro dele.
Contribuiu para o seu crescimento humano e espiritual o facto de o seu corpo já estar practicamente desenvolvido e de trabalhar para ajudar no sustento da família. Participava e colaborava na formação cristã da sua comunidade, tornando-se um dos catequistas mais jovens. Já tinha sido crismado.
Participava na Eucaristia, na sua paróquia, todos os domingos. Duas vezes por semana, participava nos encontros, realizados na capela da sua aldeia. Os moradores da Vila lembram que, todas as Segundas-Feiras, ele ensinava o catecismo e a Palavra de Deus. Às Sextas-Feiras, orientava a oração do Terço, frequentada, principalmente, por mulheres e outras crianças.
Gostava de visitar os seus irmãos e irmãs da comunidade, como os seus pais faziam. Fazia o mesmo por aqueles que precisavam da Palavra de Deus e por aqueles que precisavam de bens materiais. A sua generosidade, no entanto, valeu-lhe o rótulo de guerrilheiro, como frequentemente acontecia com homens mais velhos.
Em 1980, o Exército realizou uma ‘operação de limpeza’ na vila de Segundo Centro de la Vega: os soldados entraram de casa em casa e capturaram homens, mulheres, idosos e jovens, amarrando-lhes as mãos e os pés. Testemunhas oculares lembram que um dos soldados contactou o eu centro de operações, pelo rádio, para que o tenente enviasse reforços.
Poucos minutos depois, vários helicópteros chegaram, desembarcando mais soldados, em diversos pontos da Vila. Os moradores, que conheciam a região melhor do que os militares, fugiram, evitando assim a captura. João e os seus quatro irmãos, porém, não conseguiram escapar.
O seu irmão mais velho, Jacinto, foi enforcado numa árvore, após ter sido interrogado e torturado, para que revelasse informações sobre as actividades dos guerrilheiros. Quando já estava quase morto, por volta do meio-dia, foi retirado da árvore; num instante, os seus outros dois irmãos conseguiram escapar com ele e com outros prisioneiros.
Por causa desta fuga, os soldados escolheram João, o mais jovem, como seu alvo. Levaram-no para um local próximo a um riacho, onde lhe fizeram ferimentos nas solas dos pés e o obrigaram a caminhar sobre as pedras da margem, aumentando a sua dor. Em seguida, cortaram-lhe as orelhas e quebraram as suas pernas; por fim, dispararam as suas armas contra ele, várias vezes.
Naquela noite, após a partida dos soldados, os membros da comunidade decidiram enterrar os restos mortais de João, bem perto de onde o seu corpo foi encontrado, a poucos quilómetros da sua casa. Fontes locais datam o incidente: 18 de Janeiro de 1980. João – Juanito, como o tratavam - tinha cerca de doze anos. Quando o seu corpo foi retirado desta apressada sepultura, o seu Terço foi encontrado no bolso das calças que ele usava quando foi morto.
A fama do martírio e da santidade de João levou à sua inclusão na causa da beatificação e canonização, que incluiu três padres Missionários do Sagrado Coração e seis outros leigos da diocese de Quiché, muitos dos quais eram membros da Acção Católica Rural; ele é o mais jovem da lista.
No dia 23 de Janeiro de 2020 - ao receber, em audiência, o Cardeal Giovanni Angelo Becciu, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos - o Papa Francisco autorizou a promulgação do decreto que reconhece o martírio de João Barrera Méndez e dos seus companheiros, abrindo caminho para a sua beatificação.
João Méndez foi beatificado pelo Papa Francisco, no dia 23 de Abril de 2021, na Catedral da Santa Cruz, em Santa Cruz del Quiché, em celebração presidida pelo Cardeal Álvaro Leonel Ramazzini Imeri, Bispo da Diocese de Huehuetenango, delegado do Papa.
A sua memória litúrgica é celebrada no dia 18 de Janeiro.
Apesar da sua pouca idade, gostava de frequentar os encontros de formação para aprender a doutrina cristã. Era uma criança muito viva, quase madura: as sementes do ideal de ver sua Vila levar uma vida mais digna, respeitando a paz, a justiça e a fraternidade, começavam a germinar dentro dele.
Contribuiu para o seu crescimento humano e espiritual o facto de o seu corpo já estar practicamente desenvolvido e de trabalhar para ajudar no sustento da família. Participava e colaborava na formação cristã da sua comunidade, tornando-se um dos catequistas mais jovens. Já tinha sido crismado.
Participava na Eucaristia, na sua paróquia, todos os domingos. Duas vezes por semana, participava nos encontros, realizados na capela da sua aldeia. Os moradores da Vila lembram que, todas as Segundas-Feiras, ele ensinava o catecismo e a Palavra de Deus. Às Sextas-Feiras, orientava a oração do Terço, frequentada, principalmente, por mulheres e outras crianças.
Gostava de visitar os seus irmãos e irmãs da comunidade, como os seus pais faziam. Fazia o mesmo por aqueles que precisavam da Palavra de Deus e por aqueles que precisavam de bens materiais. A sua generosidade, no entanto, valeu-lhe o rótulo de guerrilheiro, como frequentemente acontecia com homens mais velhos.
Em 1980, o Exército realizou uma ‘operação de limpeza’ na vila de Segundo Centro de la Vega: os soldados entraram de casa em casa e capturaram homens, mulheres, idosos e jovens, amarrando-lhes as mãos e os pés. Testemunhas oculares lembram que um dos soldados contactou o eu centro de operações, pelo rádio, para que o tenente enviasse reforços.
Poucos minutos depois, vários helicópteros chegaram, desembarcando mais soldados, em diversos pontos da Vila. Os moradores, que conheciam a região melhor do que os militares, fugiram, evitando assim a captura. João e os seus quatro irmãos, porém, não conseguiram escapar.
O seu irmão mais velho, Jacinto, foi enforcado numa árvore, após ter sido interrogado e torturado, para que revelasse informações sobre as actividades dos guerrilheiros. Quando já estava quase morto, por volta do meio-dia, foi retirado da árvore; num instante, os seus outros dois irmãos conseguiram escapar com ele e com outros prisioneiros.
Por causa desta fuga, os soldados escolheram João, o mais jovem, como seu alvo. Levaram-no para um local próximo a um riacho, onde lhe fizeram ferimentos nas solas dos pés e o obrigaram a caminhar sobre as pedras da margem, aumentando a sua dor. Em seguida, cortaram-lhe as orelhas e quebraram as suas pernas; por fim, dispararam as suas armas contra ele, várias vezes.
Naquela noite, após a partida dos soldados, os membros da comunidade decidiram enterrar os restos mortais de João, bem perto de onde o seu corpo foi encontrado, a poucos quilómetros da sua casa. Fontes locais datam o incidente: 18 de Janeiro de 1980. João – Juanito, como o tratavam - tinha cerca de doze anos. Quando o seu corpo foi retirado desta apressada sepultura, o seu Terço foi encontrado no bolso das calças que ele usava quando foi morto.
A fama do martírio e da santidade de João levou à sua inclusão na causa da beatificação e canonização, que incluiu três padres Missionários do Sagrado Coração e seis outros leigos da diocese de Quiché, muitos dos quais eram membros da Acção Católica Rural; ele é o mais jovem da lista.
No dia 23 de Janeiro de 2020 - ao receber, em audiência, o Cardeal Giovanni Angelo Becciu, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos - o Papa Francisco autorizou a promulgação do decreto que reconhece o martírio de João Barrera Méndez e dos seus companheiros, abrindo caminho para a sua beatificação.
João Méndez foi beatificado pelo Papa Francisco, no dia 23 de Abril de 2021, na Catedral da Santa Cruz, em Santa Cruz del Quiché, em celebração presidida pelo Cardeal Álvaro Leonel Ramazzini Imeri, Bispo da Diocese de Huehuetenango, delegado do Papa.
A sua memória litúrgica é celebrada no dia 18 de Janeiro.
