BEATA OLÍMPIA BIDÀ
Olga nasceu na aldeia de Chebliv, na
região de Lviv. Ainda jovem, entrou no Convento das Irmãs da Congregação de São
José, localizado na sua aldeia. Fez os seus votos, adoptando o nome de Olímpia,
e trabalhou numa escola, dedicando-se à educação cristã de meninas, na aldeia
de Zhuzhel. Em 1938, foi nomeada superiora do convento, na cidade de Chyrov.
Em 1939, com a invasão da Ucrânia Ocidental pelo Exército Soviético, começaram as repressões em massa contra a intelectualidade local. As freiras foram avisadas de que, para evitar a prisão, deveriam tirar os seus hábitos religiosos e dispersar-se por diversos e diferentes lugares. Durante a ocupação alemã, enquanto a fome assolava a região, as freiras empenharam-se em encontrar os alimentos necessários e distribuí-los aos mais necessitados. Ao mesmo tempo, organizavam momentos de oração comunitária.
Após a unificação da Ucrânia Ocidental com a URSS, iniciou-se o processo de liquidação da Igreja Greco-Católica, juntamente com a deportação em massa da população local, para a Sibéria, acusada de apoiar o movimento nacionalista. A Irmã Olimpia, juntamente com outras freiras, organizou uma campanha de arrecadação de alimentos para as famílias com crianças pequenas. Durante a repressão, quando todos os mosteiros estavam fechados, as freiras do convento de Chyrov decidiram passar à clandestinidade. A comunidade monástica e a paróquia providenciaram, secretamente, alimentos para o padre greco-católico Taras Bobkovič, que foi preso, em 1949. Na véspera de Natal, as freiras prepararam ‘prosphora’ (pão abençoado que também podia ser usado nas celebrações litúrgicas), que as crianças levaram às casas dos camponeses com o desejo: "Por favor, aceitem a prosphora que a Igreja lhes oferece e comam-na em honra do Natal de Cristo". Nesse momento, a NKVD (Força Nacional de Vigilância e Defesa) começou a monitorizar as freiras, submetendo-as a buscas frequentes e pedindo que se retirassem. A igreja greco-católica foi fechada e as freiras passaram a frequentar a igreja católica de rito latino, na cidade vizinha de Dobromil.
Em 1950, todas as freiras do mosteiro foram presas, quando voltavam da missa. Foram acusadas de actividades ilegais e, em troca da sua libertação, os polícias ofereceram-lhes a Igreja Ortodoxa. As freiras recusaram. Foram libertadas, mas, alguns dias depois, enquanto a Irmã Olimpia, juntamente com outras freiras e cerca de uma centena de fiéis, rezavam juntas no cemitério, a polícia interveio. A Irmã Olimpia e as outras freiras foram presas e transportadas directamente para o campo de concentração de Borislav. No campo de concentração, as freiras dormiram no chão, não receberam nada para comer durante os primeiros dez dias e, depois disso, foram alimentadas apenas com pão e água.
O julgamento ocorreu em 18 de Março de 1950. A Irmã Olímpia foi condenada ao "exílio perpétuo" na região de Tomsk (Sibéria) "por actividade antissoviética e propaganda religiosa". As Irmãs Lavrentija, Glikerija, Areta e Makrina tiveram o mesmo destino. Em 12 de Junho de 1950, as freiras foram colocadas em vagões de carga, com destino a Tomsk. A viagem durou duas semanas. De Tomsk, foram transportadas de navio para Cherkasov. Lá permaneceram durante quatro dias; depois embarcaram numa lancha e, finalmente, desembarcaram em Kharsk, perto de um verdadeiro complexo de campos de concentração (o "SibULON"), onde os prisioneiros viviam em condições insuportáveis. Os condenados ao confinamento viviam na aldeia. As freiras foram alojadas numa pequena casa e levadas para trabalhar todos os dias: derrubando árvores no inverno e cortando feno no verão. Para obter permissão para serem dispensadas do trabalho, por motivo de doença, tinham de caminhar 12 quilómetros, até chegar à enfermaria mais próxima.
A Irmã Olímpia Bidà morreu de inanição, no dia 28 de Janeiro de 1952, com 49 anos. Seis meses depois, a Irmã Lavrentiya morreu de tuberculose. A terceira, Irmã Glikerija, caminhou 80 quilómetros para encontrar um padre greco-católico exilado que pudesse celebrar uma missa em memória de suas duas irmãs falecidas.
A Irmã Olímpia Bidà foi beatificada, no dia 27 de Junho de 2001, durante a visita do Papa João Paulo II à Ucrânia.
A memória litúrgica da Beata Irmã Olímpia Bidà é celebrada no dia 28 de Janeiro.
Em 1939, com a invasão da Ucrânia Ocidental pelo Exército Soviético, começaram as repressões em massa contra a intelectualidade local. As freiras foram avisadas de que, para evitar a prisão, deveriam tirar os seus hábitos religiosos e dispersar-se por diversos e diferentes lugares. Durante a ocupação alemã, enquanto a fome assolava a região, as freiras empenharam-se em encontrar os alimentos necessários e distribuí-los aos mais necessitados. Ao mesmo tempo, organizavam momentos de oração comunitária.
Após a unificação da Ucrânia Ocidental com a URSS, iniciou-se o processo de liquidação da Igreja Greco-Católica, juntamente com a deportação em massa da população local, para a Sibéria, acusada de apoiar o movimento nacionalista. A Irmã Olimpia, juntamente com outras freiras, organizou uma campanha de arrecadação de alimentos para as famílias com crianças pequenas. Durante a repressão, quando todos os mosteiros estavam fechados, as freiras do convento de Chyrov decidiram passar à clandestinidade. A comunidade monástica e a paróquia providenciaram, secretamente, alimentos para o padre greco-católico Taras Bobkovič, que foi preso, em 1949. Na véspera de Natal, as freiras prepararam ‘prosphora’ (pão abençoado que também podia ser usado nas celebrações litúrgicas), que as crianças levaram às casas dos camponeses com o desejo: "Por favor, aceitem a prosphora que a Igreja lhes oferece e comam-na em honra do Natal de Cristo". Nesse momento, a NKVD (Força Nacional de Vigilância e Defesa) começou a monitorizar as freiras, submetendo-as a buscas frequentes e pedindo que se retirassem. A igreja greco-católica foi fechada e as freiras passaram a frequentar a igreja católica de rito latino, na cidade vizinha de Dobromil.
Em 1950, todas as freiras do mosteiro foram presas, quando voltavam da missa. Foram acusadas de actividades ilegais e, em troca da sua libertação, os polícias ofereceram-lhes a Igreja Ortodoxa. As freiras recusaram. Foram libertadas, mas, alguns dias depois, enquanto a Irmã Olimpia, juntamente com outras freiras e cerca de uma centena de fiéis, rezavam juntas no cemitério, a polícia interveio. A Irmã Olimpia e as outras freiras foram presas e transportadas directamente para o campo de concentração de Borislav. No campo de concentração, as freiras dormiram no chão, não receberam nada para comer durante os primeiros dez dias e, depois disso, foram alimentadas apenas com pão e água.
O julgamento ocorreu em 18 de Março de 1950. A Irmã Olímpia foi condenada ao "exílio perpétuo" na região de Tomsk (Sibéria) "por actividade antissoviética e propaganda religiosa". As Irmãs Lavrentija, Glikerija, Areta e Makrina tiveram o mesmo destino. Em 12 de Junho de 1950, as freiras foram colocadas em vagões de carga, com destino a Tomsk. A viagem durou duas semanas. De Tomsk, foram transportadas de navio para Cherkasov. Lá permaneceram durante quatro dias; depois embarcaram numa lancha e, finalmente, desembarcaram em Kharsk, perto de um verdadeiro complexo de campos de concentração (o "SibULON"), onde os prisioneiros viviam em condições insuportáveis. Os condenados ao confinamento viviam na aldeia. As freiras foram alojadas numa pequena casa e levadas para trabalhar todos os dias: derrubando árvores no inverno e cortando feno no verão. Para obter permissão para serem dispensadas do trabalho, por motivo de doença, tinham de caminhar 12 quilómetros, até chegar à enfermaria mais próxima.
A Irmã Olímpia Bidà morreu de inanição, no dia 28 de Janeiro de 1952, com 49 anos. Seis meses depois, a Irmã Lavrentiya morreu de tuberculose. A terceira, Irmã Glikerija, caminhou 80 quilómetros para encontrar um padre greco-católico exilado que pudesse celebrar uma missa em memória de suas duas irmãs falecidas.
A Irmã Olímpia Bidà foi beatificada, no dia 27 de Junho de 2001, durante a visita do Papa João Paulo II à Ucrânia.
A memória litúrgica da Beata Irmã Olímpia Bidà é celebrada no dia 28 de Janeiro.
