PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO “… Ficai connosco, Senhor, porque vem caindo a noite …” (cf. Lucas 24, 29) O Evangelho de hoje, ambientado no dia de Páscoa, narra o episódio dos dois discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-35). É uma história que começa e acaba a caminho. Na verdade, há a viagem de ida dos discípulos que, tristes devido ao epílogo da vicissitude de Jesus, deixam Jerusalém e voltam para casa, para Emaús, percorrendo cerca de onze quilómetros. É uma viagem feita de dia, com grande parte do percurso em declive. E há a viagem de regresso: mais onze quilómetros, mas percorrida ao cair da noite, com parte do caminho em subida, após o cansaço da viagem de ida e o dia inteiro. Duas viagens: uma fácil, de dia, e outra cansativa, de noite. E no entanto, a primeira tem lugar na tristeza; a segunda, na alegria. Na primeira, há o Senhor que caminha ao lado deles, mas não o reconhecem; na segunda, já não o veem, mas sentem-no próximo. Na primeira estão desanimados e sem esperança; na segunda, correm a levar aos outros a boa notícia do encontro com Jesus Ressuscitado. Os dois caminhos diferentes daqueles primeiros discípulos dizem-nos, a nós discípulos de Jesus hoje, que na vida temos à nossa frente dois rumos opostos: há o caminho de quem, como aqueles dois na ida, se deixa paralisar pelas desilusões da vida e vá em frente com tristeza; e há o caminho de quem não se coloca em primeiro lugar a si próprio e os seus problemas, mas Jesus que nos visita, e os irmãos que esperam a sua visita, ou seja, os irmãos que nos esperam para que cuidemos deles. Eis o momento decisivo: deixar de orbitar em torno de si próprio, das desilusões do passado, dos ideais não realizados, das muitas coisas negativas que aconteceram na vida. Muitas vezes somos levados a orbitar, orbitar... Deixemos isto e vamos em frente, olhando para a maior e mais verdadeira realidade da vida: Jesus está vivo, Jesus ama-me. Esta é a maior realidade. E eu posso fazer algo pelos outros. É uma realidade boa, positiva, solar, bela! Eis a inversão de marcha: passar dos pensamentos sobre o meu eu para a realidade do meu Deus; passar - com outro jogo de palavras - do “se” para o “sim”. Do “se” para o “sim”. O que significa? “Se Ele nos tivesse libertado, se Deus me tivesse ouvido, se a vida tivesse corrido como eu queria, se eu tivesse isto e aquilo...”, em tom de queixa. Este “se” não ajuda, não é fecundo, não ajuda nem a nós nem aos outros. Eis os nossos “se”, semelhantes aos dos dois discípulos. Mas eles passam para o sim: “Sim, o Senhor está vivo, Ele caminha connosco. Sim, agora, não amanhã, voltamos a percorrer o caminho para o anunciar”. “Sim, posso fazer isto para que as pessoas sejam mais felizes, para que as pessoas sejam melhores, para ajudar muitas pessoas. Sim, sim, eu posso”. Do “se” para o “sim”, da lamentação para a alegria e a paz, pois quando nos queixamos, não estamos na alegria; estamos na melancolia, na consternação, no ar cinzento da tristeza. E isto não ajuda, e nem sequer nos faz crescer bem. Do “se” para o “sim”, da lamentação para a alegria do serviço. Como se verificou nos discípulos esta mudança de passo, do eu para Deus, do “se” para o “sim”? Encontrando Jesus: os dois de Emaús primeiro abrem-lhe o coração; em seguida, ouvem-no explicar-lhes as Escrituras; depois, convidam-no para sua casa. São três passos que também nós podemos dar na nossa casa: primeiro, abrir o coração a Jesus, confiando-lhe os pesos, os cansaços, as desilusões da vida, confiando-lhe os “se”; e depois, segundo passo, ouvir Jesus, pegar no Evangelho, ler hoje este trecho, no capítulo vinte e quatro do Evangelho de Lucas; terceiro, rezar a Jesus, com as mesmas palavras daqueles discípulos: «Senhor, fica connosco» (v. 29). Senhor, fica comigo. Senhor, fica com todos nós, pois precisamos de ti para encontrar o caminho. E sem ti, não há noite! Prezados irmãos e irmãs, na vida estamos sempre a caminho. E tornamo-nos aquilo rumo ao que caminhamos. Escolhamos a vereda de Deus, não a do eu; o caminho do “sim”, não o do “se”. Descobriremos que não há imprevisto, não há subida, não há noite que não se possa enfrentar com Jesus. Que Nossa Senhora, Mãe do Caminho que, acolhendo a Palavra, fez de toda a sua vida um “sim” a Deus, nos indique a senda. (Papa Francisco na Oração Regina Caeli, no dia 26 de Abril de 2020, na Biblioteca do Palácio Apostólico, Vaticano, Roma)

sábado, 18 de abril de 2026

DA PALAVRA DO SENHOR

 


III DOMINGO DA PÁSCOA

 

“…Se invocais como Pai
Aquele que, sem acepção de pessoas,
julga cada um segundo as suas obras,
vivei com temor, durante o tempo de exílio neste mundo.
Lembrai-vos que não foi por coisas corruptíveis,
como prata e oiro,
que fostes resgatados da vã maneira de viver,
herdada dos vossos pais,
mas pelo sangue precioso de Cristo,
Cordeiro sem defeito e sem mancha,
predestinado, antes da criação do mundo,
e manifestado nos últimos tempos, por vossa causa.
Por Ele, acreditais em Deus,
que O ressuscitou dos mortos e Lhe deu a glória,
para que a vossa fé e a vossa esperança estejam em Deus…” (
cf. I Pedro 1, 17 - 21)

 


PALAVRA DO PAPA LEÃO

 


- na Oração ‘Regina Caeli’, na Praça de São Pedro, Roma,  no dia 12 de Abril de 2026
 
Estimados irmãos e irmãs: bom Domingo e, mais uma vez, feliz Páscoa!
Hoje, segundo Domingo da Páscoa, dedicado à Divina Misericórdia por São João Paulo II, lemos no Evangelho a aparição de Jesus ressuscitado ao apóstolo Tomé (cf. Jo 20, 19-31). Tal acontecimento ocorre oito dias após a Páscoa, enquanto a comunidade está reunida, e é aí que Tomé encontra o Mestre, que o convida a olhar para os sinais dos pregos, a colocar a mão na ferida do seu lado e a acreditar (cf. v. 27). É uma cena que nos faz refletir sobre o nosso encontro com Jesus ressuscitado. Onde encontrá-lo? Como reconhecê-lo? Como acreditar? São João, que narra o evento, dá-nos indicações precisas: Tomé encontra Jesus no oitavo dia, com a comunidade reunida, e reconhece-o pelos sinais do seu sacrifício. Desta experiência, brota a sua profissão de fé, a mais elevada de todo o quarto Evangelho: «Meu Senhor e meu Deus!» (v. 28).
É claro que nem sempre é fácil acreditar. Não foi fácil para Tomé e também não o é para nós. A fé precisa de ser alimentada e sustentada. Por isso, no “oitavo dia”, isto é, todos os domingos, a Igreja convida-nos a fazer como os primeiros discípulos: a reunirmo-nos e a celebrarmos juntos a Eucaristia. Nela, ouvimos as palavras de Jesus, rezamos, professamos a nossa fé, partilhamos os dons de Deus na caridade, oferecemos a nossa vida em união com o Sacrifício de Cristo, alimentamo-nos do seu Corpo e do seu Sangue, para depois sermos, por nossa vez, testemunhas da sua Ressurreição, como indica o termo “Missa”, isto é, “envio”, “missão” (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1332).
A Eucaristia dominical é indispensável para a vida cristã. Amanhã partirei para a viagem apostólica à África, e foram precisamente alguns mártires da Igreja africana dos primeiros séculos – os mártires de Abitene – que nos deixaram um belíssimo testemunho a este respeito. Diante da oferta de terem a vida poupada, desde que renunciassem à celebração da Eucaristia, responderam que não podiam viver sem celebrar o Dia do Senhor. É ali que a nossa fé se alimenta e cresce. É ali que os nossos esforços, ainda que limitados, por graça de Deus se fundem como ações dos membros de um único corpo – o Corpo de Cristo – na realização de um único grande projeto de salvação que abraça toda a humanidade. É através da Eucaristia que também as nossas mãos se tornam “mãos do Ressuscitado” – testemunhas da sua presença, da sua misericórdia, da sua paz – nos sinais do trabalho, dos sacrifícios, da doença, do passar dos anos, que frequentemente nelas ficam gravados, tal como na ternura de uma carícia, de um aperto de mão, de um gesto de caridade.
Queridos irmãos e irmãs, num mundo que tanto necessita de paz, isto compromete-nos, mais do que nunca, a ser assíduos e fiéis ao nosso encontro eucarístico com o Ressuscitado, para daí partirmos como testemunhas da caridade e portadores da reconciliação. Que nos ajude a fazê-lo a Virgem Maria, bem-aventurada porque foi a primeira que acreditou sem ver (cf. Jo 20, 29). (cf. Santa Sé)

PARA REZAR

 


- SALMO 15

Refrão: Mostrai-nos, Senhor, o caminho da vida

Defendei me, Senhor; Vós sois o meu refúgio.
Digo ao Senhor: Vós sois o meu Deus.
Senhor, porção da minha herança e do meu cálice,
está nas Vossas mãos o meu destino.

Bendigo o Senhor por me ter aconselhado,
até de noite me inspira interiormente.
O Senhor está sempre na minha presença,
com Ele a meu lado não vacilarei.

Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta
e até o meu corpo descansa tranquilo.
Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos,
nem deixareis o vosso fiel conhecer a corrupção.

Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida,
alegria plena em Vossa presença,
delícias eternas à Vossa direita

SANTOS POPULARES

 


SÃO BENTO MENNI
 
Ângelo Hércules Menni nasceu em Milão, no dia 11 de Março de 1841, quinto filho de Luís Menni e de Luísa Figini. O seu pai tinha uma modesta loja e, graças à renda desse negócio, a família tinha o suficiente para escapar da pobreza sem excessos. A sua família, muito numerosa – o casal teve 15 filhos - era uma família cristã tradicional: rezavam o Terço todas as noites; ajudavam os pobres; participavam dos sacramentos, sobretudo, da missa, todos os domingos.
Aos 17 anos, após uma breve passagem por um banco, decidiu dedicar a sua vida a Deus, através da caridade. Tornou-se maqueiro, transportando os feridos que chegavam a Milão, vindos da batalha de Magenta [Batalha de Magenta, no norte de Itália, foi travada no dia 4 de Junho de 1859, durante a Segunda Guerra da Independência Italiana, contra a Império Austríaco, resultando numa vitória dos exércitos francês e piemontês, contra os austríacos Aproximadamente 6 mil soldados morreram na batalha, sendo a maioria (mais ou menos três quartos deles) austríacos. A vitória franco-piemontesa abriu caminho para a libertação de Milão, o primeiro passo para a unificação da Itália em comboios especiais. Dezenas de corpos mutilados de combatentes eram transportados da estação ferroviária para o hospital Fatebenefratelli (Fazei bem, irmãos) da Ordem de São João de Deus. O seu contacto com a vida do Hospital Fatebenefratelli provou ser crucial na sua decisão. Então, pediu para entrar no noviciado dos Irmãos de São João de Deus.
No dia 1 de Maio de 1860, entrou no noviciado, em Santa Maria d'Araceli, em Milão. Poucos dias depois, recebeu o hábito e mudou o seu nome para Bento. Um ano depois, fez os votos simples e, três anos depois, a profissão solene.
Estudou filosofia e teologia, primeiro, no Seminário de Lodi e, depois, no Colégio Romano (Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma), sendo ordenado sacerdote em 1866.
O Geral da Ordem dos Frades Menores, Padre João Maria Alfieri, percebeu, imediatamente, que tinha a pessoa ideal para uma tarefa extremamente desafiadora: restaurar a Ordem de São João de Deus, em Espanha.
No dia 14 de Janeiro de 1867, o jovem frade, então com 26 anos, foi recebido, em audiência, pelo Papa Pio IX, que confirmou a sua ida para Espanha, com a missão de restaurar a Ordem de São João de Deus. O Padre Bento Menni partiu dois dias depois.
Certamente não foi fáci,l no início. Além da difícil situação política - todas as ordens religiosas haviam sido suprimidas em Espanha - Bento encontrou obstáculos até mesmo dentro da Igreja, principalmente por parte do bispo de Barcelona. Mas ele não se deixou desanimar e começou o seu trabalho, arrecadando fundos para construir um hospital pediátrico. Poucos meses depois, o hospital foi abençoado pelo próprio bispo de Barcelona.
O Padre Bento Menni continuou o seu trabalho, não sem correr riscos de vida. Foi expulso de Espanha diversas vezes, mas sempre voltou, ainda que ilegalmente. Numa das vezes, entrou por Gibraltar, depois de ter visitado Marrocos.
Foi um enfermeiro incansável, ao lado dos seus Irmãos, durante a guerra civil.
Bento Menni foi nomeado Provincial da Província de Espanha e exerceu essa missão durante 19 anos consecutivos. Em 1903, quando deixou o cargo de Provincial, a Ordem contava com um total de quinze casas, fundadas por ele em Espanha, Portugal e México: quatro hospitais ortopédicos para crianças; seis hospitais psiquiátricos para homens; uma colónia agrícola para terapia ocupacional para doentes mentais, no hospital de Ciempozuelos; um hospital para epiléticos; um lar geriátrico; uma residência que servia como lar de repouso para padres e escola para crianças pobres; e um internato para órfãos pobres.
A restauração da Ordem, em Espanha, foi seguida, no final do século XIX, pela sua restauração em Portugal e, no início do século XX, no México.
No dia 31 de Maio de 1881, fundou a Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, um instituto religioso feminino, especializado em cuidados psiquiátricos.
Em 1905, participou no Capítulo-Geral da Ordem, em Roma. Ao voltar a Espanha, foi convocado pela Santa Sé, que o nomeou Visitador-Apostólico da Fatebenefratelli (1909): iniciou as suas viagens, escreveu cartas e fez visitas pessoais às diversas províncias, na delicada missão de reavivar o espírito e a observância religiosa. Concluída essa tarefa, o Papa São Pio X nomeou-o Superior-Geral da Ordem, em 1911.
Foi acusado de violência contra uma pobre mulher com demência, no caso conhecido como "Caso Semillan", perante o Tribunal Criminal de Madrid. O processo prolongou-se durante sete anos (1895-1902) com morbidez escandalosa, fomentada pelos jornais anticlericais. Nunca quis um advogado de defesa (aceitou um apenas a pedido do Bispo de Madrid), e, em Janeiro de 1902, terminou com a condenação definitiva dos caluniadores, pelo Tribunal de Madrid.
Pior ainda foi a campanha de difamação, junto do tribunal do Santo Ofício do Vaticano, que se arrastou por quase três anos, até que, em Abril de 1896, foi anunciada a decisão oficial de que as acusações não deveriam ser levadas em consideração.
Acusado e cercado dentro da própria Ordem por um pequeno grupo de opositores influentes e conspiradores, ele, mais uma vez, recusou-se a defender-se, preferindo renunciar ao cargo de Superior-Geral, pouco mais de um ano após a sua nomeação: era 20 de Junho de 1912.
Estava em Paris, quando sofreu um ataque de paralisia; sem se recuperar totalmente, no dia 19 de Abril de 1913, mudou-se para Dinan, uma casa da Ordem, no norte de França, onde morreu na manhã do dia 24 de Abril de 1914.
O Papa João Paulo II declarou-o beato, no dia 23 de Junho de 1985. Foi canonizado, por João Paulo II, no dia 21 de Novembro de 1999. Na homilia, disse o Papa: «…"Vinde, benditos de Meu Pai, recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo... porque adoeci e visitastes-Me" (Mt 25, 34.36). Estas palavras do Evangelho proclamado hoje serão, sem dúvida, familiares a Bento Menni, sacerdote da Ordem de São João de Deus. A sua dedicação aos doentes, vivida segundo o carisma hospitaleiro, guiou a sua existência.
A sua espiritualidade surge da própria experiência do amor que Deus tem para com ele. Grande devoto do Coração de Jesus, Rei dos céus e da terra, e da Virgem Maria, encontra nele a força para a sua dedicação caritativa ao próximo, sobretudo aos que sofrem: anciãos, crianças, escrofulosos, poliomielíticos e doentes mentais. Prestou o seu serviço à Ordem e à sociedade com humildade a partir da hospitalidade, com uma integridade irrepreensível que o converteu em modelo para muitos. Promoveu diversas iniciativas, orientando algumas jovens que formariam o primeiro núcleo do novo Instituto religioso, fundando em Ciempozuelos (Madrid), as Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus. O seu espírito de oração levou-o a imergir-se no mistério pascal de Cristo, fonte de compreensão do sofrimento humano e caminho para a ressurreição. Neste dia de Cristo Rei, São Bento Menni ilumina, com o exemplo da sua vida, aqueles que querem seguir as pegadas do Mestre, pelos caminhos do acolhimento e da hospitalidade…»
Os seus restos mortais repousam na Casa-Mãe, em Ciempozuelos.
A sua memória litúrgica é celebrada no dia 24 de Abril.

domingo, 12 de abril de 2026

EM DESTAQUE:

 


DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIA
 
A Igreja, no Segundo Domingo de Páscoa, celebra a Festa da Divina Misericórdia. É uma oportunidade para que os fiéis reflitam sobre a misericórdia e a compaixão de Deus, que se manifestam de maneira plena na Ressurreição de Jesus. 
Essa data é dedicada à devoção da misericórdia de Deus com base nas revelações privadas a Santa Faustina, religiosa polaca que recebeu as mensagens de Jesus sobre sua Divina Misericórdia no povoado de Plock, na Polónia.
No ano 2000, o Papa João Paulo II canonizou santa Faustina e, durante a celebração, declarou: “É importante, então, que acolhamos inteiramente a mensagem que nos vem da palavra de Deus neste segundo Domingo de Páscoa, que de, agora em diante, em toda a Igreja tomará o nome de ‘Domingo da Divina Misericórdia’” (Homilia, 30 de abril de 2000).
A Divina Misericórdia está vinculada, de modo especial, ao Evangelho do segundo Domingo da Páscoa, representada no momento em que Jesus apareceu aos discípulos no Cenáculo, após a Ressurreição, e lhes dá o poder de perdoar ou reter os pecados. Esse momento está narrado no Evangelho de João (cf. Jo. 20,19-31. Esta passagem refere a aparição de Jesus Ressuscitado ao Apóstolo Tomé, quando Jesus o convida a tocar nas Suas chagas oito dias depois da ressurreição. Por isso mesmo, este texto do Evangelho é utilizado na liturgia, oito dias depois da Páscoa.
Na celebração do Domingo da Divina Misericórdia, os fiéis são convidados a reflectir sobre a misericórdia de Deus e a pedir a Sua compaixão. 
A celebração do Domingo da Divina Misericórdia é uma oportunidade para os fiéis renovarem o seu compromisso com a fé, com a prática da caridade e do amor ao próximo, fundamentais para a mensagem da Divina Misericórdia.

DA PALAVRA DO SENHOR

II DOMINGO DA PÁSCOA 

 

“…Os irmãos eram assíduos ao ensino dos Apóstolos,
à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações.
Perante os inumeráveis prodígios e milagres
realizados pelos Apóstolos,
toda a gente se enchia de terror.
Todos os que haviam abraçado a fé
viviam unidos e tinham tudo em comum.
Vendiam propriedades e bens
e distribuíam o dinheiro por todos,
conforme as necessidades de cada um.
Todos os dias frequentavam o templo,
como se tivessem uma só alma,
e partiam o pão em suas casas;
tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração,
louvando a Deus e gozando da simpatia de todo o povo.
E o Senhor aumentava todos os dias
o número dos que deviam salvar se…” (
cf. Actos dos Apóstolos 2, 42-47)

 


PALAVRA DO PAPA LEÃO

 


- na Audiência-Geral, na Praça de São Pedro, Roma,  no dia 8 de Abril de 2026
 
Estimados irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!
 
A Constituição do Concílio Vaticano II Lumen gentium (LG) sobre a Igreja dedica um capítulo inteiro, o quinto, à vocação universal à santidade de todos os fiéis: cada um de nós é chamado a viver na graça de Deus, praticando as virtudes e conformando-se a Cristo. De acordo com a Constituição conciliar, a santidade não é um privilégio para poucos, mas um dom que compromete cada baptizado a tender à perfeição da caridade, ou seja, à plenitude do amor a Deus e ao próximo. Com efeito, a caridade é o coração da santidade à qual todos os crentes são chamados: infundida pelo Pai, mediante o Filho Jesus, esta virtude «dirige todos os meios de santificação, informa-os e leva-os ao seu fim» (LG, 42). O nível mais elevado da santidade, como na origem da Igreja, é o martírio, «supremo testemunho de fé e caridade» (LG, 50): por este motivo, o texto conciliar ensina que todos os crentes devem estar prontos a confessar Cristo até ao sangue (cf. LG, 42), como sempre aconteceu e acontece ainda hoje. Esta disponibilidade para o testemunho realiza-se cada vez que os cristãos deixam sinais de fé e amor na sociedade, comprometendo-se em prol da justiça.
Todos os Sacramentos, de modo eminente a Eucaristia, são alimento que faz crescer uma vida santa, assimilando cada pessoa a Cristo, modelo e medida da santidade. Ele santifica a Igreja, da qual é Cabeça e Pastor: nesta perspectiva, a santidade é seu dom, que se manifesta na nossa vida quotidiana sempre que o acolhemos com júbilo e lhe correspondemos com dedicação. A este propósito, na Audiência-Geral de 20 de Outubro de 1965, São Paulo VI recordava que, para ser autêntica, a Igreja quer que todos os baptizados «sejam santos, isto é, verdadeiramente seus filhos dignos, fortes e fiéis». Isto realiza-se como transformação interior, pela qual a vida de cada pessoa se conforma a Cristo em virtude do Espírito Santo (cf. Rm 8, 29; LG, 40).
A Lumen gentium descreve a santidade da Igreja católica como uma sua característica constitutiva, a receber na fé, dado que ela é considerada «indefectivelmente santa» (LG, 39): isto não significa que o seja de maneira plena e perfeita, mas que é chamada a confirmar este dom divino durante a sua peregrinação rumo à meta eterna, caminhando «no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus» (Santo Agostinho, De civ. Dei 51, 2; LG, 8). A triste realidade do pecado, na Igreja, isto é, em todos nós, convida cada um a efectuar uma séria mudança de vida, confiando-nos ao Senhor, que nos renova na caridade. É precisamente esta graça infinita, que santifica a Igreja, que nos confia uma missão a cumprir, dia após dia: a da nossa conversão. Por isso, a santidade não tem apenas uma natureza prática, como se fosse redutível a um compromisso ético, por maior que seja, mas diz respeito à própria essência da vida cristã, pessoal e comunitária.
Nesta óptica, adquire um papel decisivo a vida consagrada, abordada pela Constituição conciliar no capítulo sexto (cf. nn. 43-47). No santo povo de Deus, ela constitui um sinal profético do mundo novo, experimentado no aqui e agora da história. Efectivamente, sinais do Reino de Deus, já presente no mistério da Igreja, são os conselhos evangélicos que dão forma a cada experiência de vida consagrada: a pobreza, a castidade e a obediência. Estas três virtudes não são prescrições que acorrentam a liberdade, mas dons libertadores do Espírito Santo, mediante os quais alguns fiéis se consagram totalmente a Deus. A pobreza expressa a plena confiança na Providência, libertando do cálculo e do próprio interesse; a obediência tem como modelo o dom de si que Cristo fez ao Pai, libertando da suspeita e do predomínio; a castidade é a doação de um coração íntegro e puro no amor, ao serviço de Deus e da Igreja.
Conformando-se a este estilo de vida, as pessoas consagradas dão testemunho da vocação universal à santidade de toda a Igreja, sob a forma de um seguimento radical. Os conselhos evangélicos manifestam a plena participação na vida de Cristo, até à cruz: é precisamente pelo sacrifício do Crucificado que todos somos redimidos e santificados! Contemplando este acontecimento, sabemos que não existe experiência humana que Deus não redima: até o sofrimento, vivido em união com a paixão do Senhor, se torna caminho de santidade. Assim, a graça que converte e transforma a vida fortalece-nos em todas as provações, indicando-nos como meta não um ideal distante, mas o encontro com Deus, que se fez homem por amor. A Virgem Maria, santíssima Mãe do Verbo encarnado, apoie e ampare sempre o nosso caminho! (cf. Santa Sé)

PARA REZAR



- SALMO 117 

Refrão: Aclamai o Senhor porque Ele é bom,

              o seu amor é para sempre

 

Diga a casa de Israel:
é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Aarão:
é eterna a sua misericórdia.
Digam os que temem o Senhor:
é eterna a sua misericórdia.

Empurraram-me para cair,
mas o Senhor me amparou.
O Senhor é a minha fortaleza e a minha glória,
foi Ele o meu Salvador.
Gritos de júbilo e de vitória nas tendas dos justos:
a mão do Senhor fez prodígios.

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
é admirável aos nossos olhos.
Este é o dia que o Senhor fez:
exultemos e cantemos de alegria.

SANTOS POPULARES

 


BEATA MARIA DA ENCARNAÇÃO
 
Bárbara Avrillot Acarie nasceu em Paris, no dia 1 de Fevereiro de 1566, filha de Nicolau Avrillot - Senhor de Champlatreux, Contador-Geral na Câmara de Paris e chanceler de Margarida de Navarra, primeira esposa de Henrique IV, da França – e de Maria Lhuillier - descendente de Etienne Marcel, famoso chefe dos magistrados municipais. 
Como era costume entre a nobreza da época, a educação das meninas ou das adolescentes era confiada a congregações religiosas femininas. Ainda adolescente, Bárbara foi confiada às Irmãzinhas de Nossa Senhora da Humildade, que residiam em Longchamp. Ao voltar para a sua família, por volta dos 14 anos, não lhe foi permitido escolher a vida religiosa. Então, aos 16 anos, casou-se com Pedro Acarie, Visconde de Villemor, Senhor de Montbrost e Roncenay, um homem de moral imaculada.
Do seu casamento, nasceram seis filhos. Como esposa e mãe deu, a todos, testemunho de que é possível viver a vida com verdadeiro sentido de espiritualidade e religiosidade, em conformidade com os mandamentos de Deus: foi sempre mãe e esposa dedicada; cumpria os seus deveres, incluindo a administração do lar e o cuidado com os seus empregados. Era um exemplo vivo de como os cônjuges cristãos podiam caminhar juntos no caminho da santidade.
Dedicou-se, activamente, a ajudar os necessitados, especialmente durante o cerco de Paris, em 1590, durante as Guerras de Religião, que opuseram huguenotes e católicos aos espanhóis, com intervenção militar sob o reinado de Henrique IV.
Fiel à Igreja, participou na luta contra a heresia protestante, que tentava espalhar-se em França. Deus agraciou-a com extraordinárias graças místicas, mas também enviou-lhe provações externas e internas. O rei Henrique IV exilou o seu marido depois da derrota da Liga à qual ele pertencia. A sua ingratidão feriu-lhe o coração, mas ela lutou para que ele fosse reabilitado. A luta durou quatro anos, no final dos quais a voltou a família reuniu-se e os seus bens foram devolvidos.
Bárbara conheceu Francisco de Sales (São Francisco de Sales) que a apoiou e actuou como seu guia espiritual. Em 1601, após ler os escritos de Santa Teresa de Jesus, ela, uma leiga, quis fazer tudo o que estava ao seu alcance para introduzir a reforma carmelita, em França. Em 1602, recebeu as primeiras vocações e obteve autorização do Rei, que a tinha em alta estima. Em 1603, o Papa Clemente VIII autorizou a fundação do seu Instituto religioso e ela construiu o primeiro mosteiro.
Em 29 de Agosto de 1604, seis freiras carmelitas descalças chegaram de Espanha, incluindo a futura Beata Ana de São Bartolomeu e a futura Serva de Deus, Ana de Jesus. Em 17 de Outubro, teve início a vida monástica regular, em Paris.
Bárbara Avrillot teve a felicidade de ver as suas três filhas entrarem no Carmelo e de ver a expansão das sedes para Pontoise, Dijon e Amiens, em 1605-06.
Em 1613, o seu marido, Pedro, adoeceu gravemente e, nove dias depois, faleceu em paz, como um justo, assistido pela sua esposa e consolado pela confirmação celestial da sua salvação eterna.
Em 7 de Abril de 1614, livre de todos os deveres e laços terrenos, entrou no Convento Carmelita de Amiens, como freira leiga, adoptando o nome ‘Maria da Encarnação’.
Viveu a sua vida de clausura com humildade, trabalhando na cozinha e cuidando das irmãs doentes. Sofreu muito com os desentendimentos que surgiram com a chegada de uma nova prioresa, vinda de outro convento carmelita. Experimentou muitos êxtases e visões que a confortaram durante as suas longas enfermidades e sofrimentos.
Devido à saúde frágil, foi transferida para o Convento Carmelita de Pontoise em 7 de Dezembro de 1616, e, ali, após uma longa enfermidade, faleceu, no dia 18 de Abril de 1618. O seu corpo foi sepultado na Capela do Convento, em Pontoise.
As vicissitudes em torno do decreto do Papa Urbano VIII fizeram com que a causa de sua beatificação fosse retomada e aberta somente em 1782.
Bárbara Avrillot Acarie (Irmã Maria da Encarnação) foi beatificada pelo Papa Pio VI, em 5 de Junho de 1791.
Ela é considerada a "mãe e fundadora do Carmelo, em França" por ter sido a que mais contribuiu para a difusão da reforma carmelita de Santa Teresa de Ávila.
A sua memória litúrgica é celebrada no dia 18 de Abril.

domingo, 5 de abril de 2026

EM DESTAQUE:


*DOMINGO DE PÁSCOA

 
A palavra «Páscoa» vem do hebraico pesah, que parece significar «coxear, saltar, passar por cima», talvez aludindo a algum «salto» ritual e festivo. Mas, depressa, passou a referir-se ao facto de que Javé «passou ao largo» pelas portas dos israelitas, no último castigo infligido aos egípcios, e, mais tarde, à passagem do Mar Vermelho, no trânsito da escravidão para a liberdade. A Vulgata [Tradução da Bíblia para o latim, feita por um estudioso da Bíblia, chamado Eusebius Hieronymus, mais conhecido como Jerónimo. Essa tradução foi terminada por volta d o ano 405. Naquela época, havia várias traduções da Bíblia em latim antigo, mas não eram boas traduções. Jerónimo recebeu a tarefa de corrigir esse problema e fazer uma tradução padrão, em latim] traduziu esta passagem por «transitus Domini». No aramaico, a palavra é pasha, que deu origem ao grego pascha. Outra interpretação colhida durante séculos foi a de «Páscoa-Paixão», de «padecer»; em grego, paschein.
A Páscoa, no NT, é uma categoria fundamental para entender a obra salvadora de Cristo e da Eucaristia. Como diz João (Jo 13,1), «antes da festa da Páscoa, Jesus, sabendo bem que tinha chegado a sua hora da passagem deste mundo para o Pai…»: portanto, agora é o êxodo, o salto, a passagem de Cristo para o Pai, na sua hora crucial da morte e ressurreição, o que dá sentido novo e pleno à Páscoa judaica. Na morte e ressurreição, em que Cristo é o verdadeiro Cordeiro pascal, Ele ofereceu o sacrifício definitivo e conseguiu a Nova Aliança, a reconciliação de Deus com a humanidade, e deu origem ao novo povo da Igreja. S. Paulo dá a entender, claramente, que a Páscoa tem agora um sentido novo para os cristãos: Cristo nossa Páscoa foi quem se imolou (cf. 1Cor 5,7-8).
A Páscoa, no NT, é uma categoria fundamental para entender a obra salvadora de Cristo e da Eucaristia. Como diz João (Jo 13,1), «antes da festa da Páscoa, Jesus, sabendo bem que tinha chegado a sua hora da passagem deste mundo para o Pai…»: portanto, agora é o êxodo, o salto, a passagem de Cristo para o Pai, na sua hora crucial da morte e ressurreição, o que dá sentido novo e pleno à Páscoa judaica. Na morte e ressurreição, em que Cristo é o verdadeiro Cordeiro pascal, Ele ofereceu o sacrifício definitivo e conseguiu a Nova Aliança, a reconciliação de Deus com a humanidade, e deu origem ao novo povo da Igreja. S. Paulo dá a entender, claramente, que a Páscoa tem agora um sentido novo para os cristãos: Cristo nossa Páscoa foi quem se imolou (cf. 1Cor 5,7-8).
E, assim, como os Judeus, em cada ano, fazem o memorial da sua Páscoa-Êxodo, sobretudo na ceia pascal, também os cristãos recebem o encargo de celebrar - com um ritmo mais frequente - o memorial da Páscoa de Cristo, que é a Eucaristia. Fosse ou não fosse pascal - no seu sentido histórico judaico - a ceia de despedida de Jesus, a comunidade cristã entendeu que Ele dava novo e definitivo sentido pascal à sua morte e, portanto, também à celebração da Eucaristia.
Parece que, em meados do século II, a comunidade cristã, além do domingo semanal, celebrava, cada ano, a Festa da Páscoa, como centro de toda a sua memória de Cristo, mas com a diferença de que, enquanto na Ásia Menor e Oriente, a celebravam sempre no dia 14 de Nisan, em Roma e no Ocidente, tinha-se estabelecido o domingo seguinte a essa data, dando prioridade à tradição dominical, em vez da data celebrada pelos Judeus. Os orientais, apelando à tradição do Apóstolo João, sublinham mais a Paixão e Morte de Cristo, enquanto os ocidentais, apelando ao Apóstolo Pedro, celebram mais a ressurreição.
As controvérsias durarão muito tempo: primeiro, com o papa Aniceto e o bispo Policarpo, e, a seguir, com o papa Vítor. O Concílio de Niceia, em 325, estabeleceu, para todos, a norma romana: a Páscoa celebrar-se-á no domingo seguinte à Lua Cheia, depois do Equinócio da Primavera, data que pode cair entre 22 de Março e 25 de Abril. Mas, como sucedeu que, no século XVI, os orientais não aceitaram a reforma «gregoriana» do calendário, continua ainda a haver uma diferença na data da Páscoa, entre as duas Igrejas.
O Papa Pio XII empreendeu, em 1951, a reforma da celebração da Páscoa, que tinha chegado a um grau muito pobre de expressividade e participação. Por exemplo, a Vigília celebrava-se às primeiras horas de sábado, e ele passou-a para a noite de Sábado para Domingo.
Agora, no calendário renovado, a Páscoa ocupa o lugar central de todo o ano: «Em cada semana, no dia a que foi dado o nome de “domingo”, a Igreja comemora a Ressurreição do Senhor, que é celebrada, também, em cada ano, juntamente com a sua bem-aventurada Paixão, na grande solenidade da Páscoa» (NG 1). «O sagrado Tríduo da Paixão e Ressurreição do Senhor é o ponto culminante de todo o ano litúrgico» (NG 18; cf. SC 5.106). «É a Festa das festas», a «Solenidade das solenidades». «O Mistério da Ressurreição, em que Cristo aniquilou a morte, penetra no nosso velho tempo com a sua poderosa energia, até que tudo lhe seja submetido» (CIC 1169). A festa prolonga-se, antes de mais, numa oitava solene, que termina no Domingo «in albis», (agora, Domingo da Misericórdia) e, depois, noutras seis semanas, até completar o número de cinquenta, com a festa do Pentecostes. (cf. José Aldazábal, in Dicionário elementar de liturgia)
 
 
AOS NOSSOS AMIGOS E LEITORES, DESEJAMOS UMA PÁSCOA FELIZ, NA PAZ E NA ALEGRIA. QUE O SENHOR JESUS RESSUSCITADO ENCHA O VOSSO CORAÇÃO COM A FESTA DE UMA GRANDE BÊNÇÃO.

DA PALAVRA DO SENHOR

 


DOMINGO DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR     

 

“…Se ressuscitastes com Cristo,
aspirai às coisas do alto,
onde está Cristo, sentado à direita de Deus.
Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra.
Porque vós morrestes,
e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.
Quando Cristo, que é a vossa vida, Se manifestar,
também vós vos haveis de manifestar com Ele na glória…” (
cf. Colossenses 3,1-4)

 


PALAVRA DO PAPA LEÃO



- na Audiência-Geral, na Praça de São Pedro, Roma,  no dia 1 de Abril de 2026

Irmãos e irmãs, bom dia!

Continuamos o nosso caminho de reflexão sobre a Igreja, como nos é apresentada na Constituição conciliar Lumen Gentium (LG). Hoje, vamos abordar o quarto capítulo, que trata dos leigos. Recordemos todos o que o Papa Francisco gostava de repetir: «A imensa maioria do povo de Deus é constituída por leigos. Ao seu serviço, está uma minoria: os ministros ordenados» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 102). Esta parte do Documento preocupa-se em explicar em positivo a natureza e a missão dos leigos, após séculos em que eles eram definidos simplesmente como aqueles que não fazem parte dos clérigos ou dos consagrados. Por isso, apraz-me reler convosco um trecho muito bonito, que manifesta a grandeza da condição cristã: «Um só é, pois, o Povo de Deus: “Um só Senhor, uma só fé, um só Baptismo” (Ef 4, 5); comum é a dignidade dos membros, pela regeneração em Cristo; comum a graça de filhos, comum a vocação à perfeição; uma só salvação, uma só esperança e uma caridade indivisa» (LG, 32). Antes de qualquer diferença de ministério ou de estado de vida, o Concílio afirma a igualdade entre todos os baptizados. A Constituição não quer que se esqueça o que já tinha afirmado, no capítulo sobre o povo de Deus, ou seja, que a condição do povo messiânico é a dignidade e a liberdade dos filhos de Deus (cf. LG, 9). Naturalmente, quanto maior é o dom, tanto maior é, também, o compromisso. Por isso, o Concílio, além da dignidade, realça, inclusive, a missão dos leigos, na Igreja e no mundo. Mas onde se fundamenta esta missão e em que consiste? É a própria descrição dos leigos, proposta pelo Concílio, que nos dá a resposta: «Por leigos entendem-se aqui todos os fiéis cristãos [...] que, incorporados em Cristo pelo Baptismo, constituídos em Povo de Deus e tornados participantes, a seu modo, da função sacerdotal, profética e real de Cristo, exercem, pela parte que lhes toca, a missão de todo o povo cristão, na Igreja e no mundo» (LG, 31). Portanto, o santo povo de Deus nunca é uma massa informe, mas o corpo de Cristo ou, como dizia Santo Agostinho, o Christus totus: é a comunidade organicamente estruturada, em virtude da fecunda relação entre as duas formas de participação no sacerdócio de Cristo: sacerdócio comum dos fiéis e sacerdócio ministerial (cf. LG, 10). Em virtude do Baptismo, os fiéis leigos participam no mesmo sacerdócio de Cristo. Com efeito, «o supremo e eterno sacerdote, Cristo Jesus, querendo, também, por meio dos leigos, continuar o seu testemunho e serviço, vivifica-o pelo seu Espírito e, sem cessar, os incita a toda a obra boa e perfeita» (LG, 34). Como deixar de recordar, a tal propósito, São João Paulo II e a sua Exortação apostólica Christifideles laici (30 de Dezembro de 1988)? Nela, ele frisava que «o Concílio, com o seu riquíssimo património doutrinal, espiritual e pastoral, dedicou páginas maravilhosas à natureza, dignidade, espiritualidade, missão e responsabilidade dos fiéis leigos. E os Padres conciliares, fazendo eco do chamamento de Cristo, convidaram todos os fiéis leigos, homens e mulheres, a trabalhar na sua vinha» (n. 2). Deste modo, o meu venerado Predecessor relançava o apostolado dos leigos, ao qual o Concílio dedicara um Documento específico, de que falaremos mais adiante. [1] O vasto campo do apostolado dos leigos não se limita ao espaço da Igreja, mas dilata-se ao mundo. Com efeito, a Igreja está presente onde quer que os seus filhos professem e testemunhem o Evangelho: nos ambientes de trabalho, na sociedade civil e em todas as relações humanas, onde eles, com as suas escolhas, mostram a beleza da vida cristã, que antecipa aqui e agora a justiça e a paz que serão plenas, no Reino de Deus. É necessário que o mundo «seja penetrado do espírito de Cristo e, na justiça, na caridade e na paz, atinja, mais eficazmente, o seu fim» (LG, 36). E isto só é possível com a contribuição, o serviço e o testemunho dos leigos! É o convite a ser aquela Igreja “em saída” de que nos falava o Papa Francisco: uma Igreja encarnada na história, sempre aberta à missão, na qual todos somos chamados a ser discípulos-missionários, apóstolos do Evangelho, testemunhas do Reino de Deus, portadores da alegria de Cristo que encontramos! Irmãos e irmãs, a Páscoa que nos preparamos para celebrar renove em nós a graça de ser, como Maria de Magdala, Pedro e João, testemunhas do Ressuscitado! (cf. Santa Sé)

PARA REZAR



PÁSCOA 2026
 
Senhor Jesus Ressuscitado:
Aceita o nosso louvor e a nossa oração,
feita de piedade, de comunhão e de fé.
Celebramos a Tua Páscoa com o coração cheio de dor,
de lágrimas e de inquietação.  
O Mundo, por quem deste a vida,
esqueceu o dom da Tua paz
e enveredou pelo caminho da guerra,
do ódio, da intolerância e da morte.
Olha, Senhor, os povos que sofrem;
as famílias que choram;
as crianças feridas e sem futuro;
os mortos que encheram vidas de luto,
de dor e de sofrimento.
Como podemos cantar a Tua Páscoa
ao som das bombas, da violência,
dos lamentos, da vergonha e da morte?...
 
Salva-nos, Senhor!... Esperamos em Ti!...
Dá aos nossos corações o dom da esperança;
a certeza do Teu amor e da Tua paz.
Concede às nossas famílias a graça da ternura,
do diálogo, do perdão e do saber recomeçar.
Perdoa os nossos pecados
que dão origem à divisão, ao rancor, à tristeza e à vingança.
Que a luz da Tua Ressurreição
brilhe nas nossas almas e no mundo inteiro
e seja a fonte da nossa alegria.
Jesus, faz-nos ressuscitar, Contigo. 
Amém.
 

 

- SALMO 117

 

Refrão: Eis o dia que fez o Senhor

              nele exultemos e nos alegremos!

 

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Israel:
é eterna a sua misericórdia.

 

A mão do Senhor fez prodígios,
a mão do Senhor foi magnífica.
Não morrerei, mas hei-de viver,
para anunciar as obras do Senhor.

 

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
é admirável aos nossos olhos.

 


SANTOS POPULARES



SÃO JOÃO BAPTISTA DE LA SALLE
 
João Baptista de La Salle nasceu em Reims, França, ano dia 30 de Abril de 1651, no reinado de Luís XIV, numa época de riqueza económica, cultural e humana - cultural para poucos - e de pobreza, principalmente, educacional e religiosa para muitos. Era filho primogénito, entre 11 irmãos, de Luís de La Salle (Conselheiro do Rei) e de Nicole Möet (da nobreza de Reims).
Desde os 10 anos, sentia-se chamado ao sacerdócio. Iniciou os seus estudos no Colégio dos Bons Meninos, na sua cidade natal. Realizou, depois, estudos de Filosofia e Teologia, na Universidade de Reims e na Sorbone, em Paris.
João doutorou-se em Teologia, e, aos 27 anos de idade, foi ordenado sacerdote. O seu sonho era ser um bom pároco. Mas Deus encaminhou-o para a missão de criar escolas para crianças pobres. Para isso, teve de preparar educadores. Reuniu os professores em comunidade, e tornou-os religiosos educadores leigos, consagrados a Deus no serviço da educação humana e cristã da infância e da juventude. E esses educadores passaram a se chamar “Irmãos das Escolas Cristãs”, também conhecidos por Irmãos Lassalistas.
Ao falecer, aos 68 anos de idade, em 1719, o Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs, por ele fundado, estava presente em diversas regiões da França. La Salle foi um pioneiro na educação. Fundou a primeira Escola Normal (Magistério) com a respectiva Escola de Aplicação para exercitar os normalistas no acto de educar. Foi um dos primeiros organizadores do Ensino Fundamental e um dos precursores do Ensino Popular. Criou, também, instituições de Recuperação de Menores delinquentes e escolas de Ensino Médio Profissional para jovens e adultos.
Alguns dos princípios que fundamentam a sua acção pedagógica são: o ensino é um direito de todos: deve ser gratuito para os pobres; a escola cristã é uma presença evangelizadora da Igreja, e deve humanizar, realizando a síntese entre a fé e a cultura; a escola desenvolve um ensino de qualidade, uma séria formação dos educadores e dos educandos, e constitui-se numa comunidade educativa; ao educador cabe conhecer e amar os seus alunos e consagrar-lhes “firmeza de pai e ternura de mãe”; o educando prepara-se para a vida mediante uma aprendizagem ampla e prática, através da participação activa nas aulas e na vida escolar.
João Baptista de La Salle faleceu no dia 7 de Abril de 1719, em Rouen, França
La Salle, pela sua vida e acção em prol da educação humana e cristã da infância e da juventude, foi beatificado no dia 19 de Fevereiro de 1888, na Basílica de São Pedro, pelo Papa Leão XIII e canonizado, pelo mesmo Papa, no dia 24 de Maio de 1900.
Em 15 de Maio de 1950, o Papa Pio XII proclamou-o ‘Padroeiro Universal dos Educadores’.
A memória litúrgica de São João Baptista de la Salle é celebrada no dia 7 de Abril.

sábado, 28 de março de 2026

*VISITA PASCAL EM SANTA MARIA DA FEIRA

 


ITINERÁRIOS

DOMINGO DE PÁSCOA – 5 de abril 2026

 

1.                Juiz da Cruz: António Manuel Teixeira - 919212320

 

Manhã: Largo de Camões; Rua Dr. Roberto Alves; Rotunda do Rotary; Largo Dr. Gaspar Moreira; Largo da Misericórdia; Rua Dr. Elísio de Castro e Rua dos Descobrimentos.

Tarde: Rua Dr. Elísio de Castro; Largo Sampaio Maia; Rua Cândido de Pinho; Rotunda do Hospital; Rua Dr. João de Magalhães; Av. 25 de Abril; Rua Dr. Vitorino Sá; Rua Bispo Dom Sebastião Soares Resende; Beco de Rolães; Largo Dr. Aguiar Cardoso; Rua Comendador Sá Couto; Rua da Pedreira; Rua de S. Sebastião; Rua das Penas; Rua João Caracol e Rua Comendador Sá Couto.

 

2.                Juiz da Cruz: Roberto Carlos Reis – 965506359

 

Manhã: Rua do Inatel; Rua Dr. Santos Carneiro (limite com a Av. Dr. Belchior Cardoso da Costa); Rua Dr. Vaz Ferreira (limite Rua das Fogaceiras); Rua Óscar Pinto; Rua das Fogaceiras até à PSP); Rua Jornal Correio da Feira; Rua de S. Nicolau; Rua Dr. Vitorino de Sá e Rua dos Descobrimentos.

Tarde: Largo Ângelo Sampaio Maia, Rua Av. 5 de Outubro, Travessa Cal das Eiras, Rua Cal das Eiras; Rua Duarte Pacheco; Rua Viana da Mota; Rua Arlindo do Sousa; Rua António Sérgio; (limite com a Rua dos Combatentes); Avenida Dr. Domingos de Sousa; Rua dos Serralheiros, Rua de Nossa Senhora de Campos, Praceta de Nossa Senhora de Campos e Avenida Dr. Aurélio Gonçalves Pinheiro.

 

3.               Juiz da Cruz: Manuel Madureira - 922136351

 

Manhã: Capela da Piedade; Rua Nossa Senhora da Piedade; Rua Condessa Joana Forjaz Pereira; Rua Francisco Costa Neves; Rua dos Moinhos; Rua das Fogaceiras; Rua Dr. Joaquim Alves Moreira; Rua Dr. Paulo de Sá e Avenida 25 de Abril. 

Tarde: Rua de Santa Cruz; Rua S. Sebastião; Travessa D. Maria da Luz Albuquerque; Rua 1.º de Maio; Rua Dr. Egas Moniz e Rua António Castro Corte Real.

 

4.                Juiz da Cruz: Joaquim Ferreira - 919 660 282

 

Manhã: Rua Ferreira de Castro, sentido descendente; Avenida Dr. Sá Carneiro; Rua João Mendes Cardoso; Rua de S. Paulo da Cruz; Rua Dr., Crispim Borges de Castro; Rua Comandante Martins; Rua 20 de Janeiro e Rua Mestre António Joaquim.

Tarde: Travessa de Santo André; Rua Antero Andrade e Silva; Avenida Fortunato Menéres; Rua Ferreira de Castro sentido ascendente; Rua Alexandre Herculano; Rua do Brasil; Rua Comendador Sá Couto; Travessa Santa Cruz; Travessa de Campos; Rua Dr. Henrique Veiga de Macedo; Rua Dra. Domitília de Carvalho e Rua Professora Gilberta Paiva.

 

5.                Juiz da Cruz: Paulino Sá – 917591584

 

Manhã: Rua Ferreira Castro; Rua Conselheiro Correia Marques; Rua António José Almeida; Rua da Relva; Rua Fernando Miranda; Rua José Correia de Sá; Rua Dra. Domitília Carvalho; Rua Pe. Manuel Soares dos Reis e Rua Mestre António Joaquim.

Tarde: Rua de Santo André; Travessa Nossa Senhora da Saúde; Rua Bispo D. Florentino Andrade e Silva; Rua Poeta Eduardo Meireles; Travessa Poeta Eduardo Meireles; Rua Terras de Santa Maria; Rua José dos Santos; Rua de Targovishte; Rua de Santa Maria da Feira; Rua Amigos da Feira; Rua dos Passionistas; Rua de Catió; Rua Joué-Lès-Tours; Rua Dr. Alfredo Silva Terra e Rua Antero Andrade e Silva.

 

 

SEGUNDA-FEIRA DE PÁSCOA – 6 de abril 2026

 

1.                Juiz da Cruz: Horácio Sá – 962980563

 

Manhã: Rua da Azenha; Beco do Lambro - parte final da Av. 25 de Abril; Rua Luís de Campos (parte); Rua da Velha (até ao Largo da Velha) Travessa do Pinhal; Rua da Velha (parte final); Travessa da Velha; Bairro da Misericórdia; Rua D. Manuel II; Travessa Maria de Lurdes Portela; Rua Maria de Lurdes Portela; Parte final da Av. 5 de Outubro (zona do E. Leclerc) e Rua Osvaldo Silva.

Tarde: Rua Bombeiros Voluntários (início junto à Sede Amigos do Cavaco) incluindo Alto do Calvário; Travessa do Cavaco; Avenida 5 de Outubro; Rua João António de Andrade; Travessa das Regadas; Rua José Soares de Sá e Rua Eduardo Vaz (parte inicial).

 

2.                Juiz da Cruz: Roberto Carlos Reis – 965506359

 

Manhã: Rua de Picalhos; Rua da Casa dos Choupos; Travessa da Charca; Travessa da Pederneira; Travessa da Circunvalação; Rua da Circunvalação; Rua António Martins Soares Leite; Rotunda Lions Clube da Feira; Rua Dom Ximenes Belo; Rua José Saramago; Travessa D. Ximenes Belo e Praça Horácio Alvim.

Tarde: Rua do Castelo; Rua de Matos, Travessa das Alminhas, Rua Orfeão da Feira, Travessa do Cabido; Rua da Portela, Travessa da Portela, Beco da Portela, Travessa do Orfeão da Feira, Travessa de Macieira; Rua Benjamim de Brito; Rua Eduardo Vaz; início da Rua Manuel Laranjeira, Rua José Soares de Sá, Rua do Carvalhal e Rua Irmão Gabriel.

 

3.                Juiz da Cruz: Joaquim Ferreira - 919 660 282

 

Manhã: Rua Moinho das Campainhas; Travessa da Guiné; Rua António Figueiredo; Rua de Cabo Verde; Travessa de Goa; Travessa da Damão; Rua de Moçambique; Rua de Angola; Rua de Macau; Rua da Guiné; Praceta Vila Nova São Tomé; Travessa de Diu; Rua de Timor; Praceta Horácio Alvim e Bairro da Refrey.

Tarde: Rua Crispim Borges de Castro; Rua de Vila Boa; Rua Germano Silva Santos; Rua Ribeiras do Cáster; Rua Manuel Correia Marques e Rua José Luís Bastos.

 

4.                Juiz da Cruz: Paulino Sá - 917591584

 

Manhã: Rua Dr. Domingos Trincão (CERCIFEIRA); Rua das Corgas; Rua do Ameal; Rua de Milheirós; Rua dos Canteiros; Rua do Ameal; Rua Centro Paroquial (Remolha); Largo da Remolha; Rua dos Cinco Caminhos; Rua Nossa Senhora de Fátima e Rua Joaquim Pinto de Lima.

Tarde: Rua do Monte; Travessa do Monte; Rua de Nossa Senhora de Fátima, (junto às escolas); Rua de S. José; Rua Dr. Domingos Trincão; Rua D. Moisés Alves de Pinho; Travessa S. Paulo da Cruz; Rua de Milheirós e Rua do Monte.

 

5.                Juiz da Cruz: Fernando Faria - 966653063


Manhã: Rua dos Moinhos; Bairro de Picalhos; Rua Luís Campos; Rua Coronel José Barbosa; Rua Regimento de Engenharia de Espinho; Rua Afonso Henriques; Rua Comendador Marcolino de Castro; Rua da Velha (parceria com compasso n.º 1 até à Rua D. Manuel II e Rua de Timor.

Tarde: Rua António Sampaio Maia; Rua das Fábricas, - Outeiro (limite da freguesia com S. João de Ver); Rua dos Bombeiros; Rua Ribeiras do Cáster (Bairro do Balteiro), Rua Dr. Eduardo Vaz até ao Restaurante Cantinho Nobre, Lar S. Nicolau e Rua José Soares de Sá.


EM DESTAQUE:

 


*DOMINGO DE RAMOS
 
A Igreja celebra, neste Domingo, 29 de Março, a sua semana maior: a Semana Santa. O Domingo de Ramos, também conhecido como Domingo da Paixão, representa o grande portal pelo qual entramos na Semana Santa, tempo em que contemplamos os últimos momentos da vida de Jesus: a entrada de Jesus em Jerusalém, acolhido por uma multidão festiva e, portanto, a memória da sua Paixão. No ano 400, a procissão de ramos já se realizava, em Jerusalém. A Missa é toda dedicada ao tema da Paixão de Jesus: os textos dos Evangelhos, segundo o ano litúrgico, narram a Paixão. A primeira leitura, extraída do livro do profeta Isaías (Cântico do Servo do Senhor), torna-se oração como Salmo 22, com o refrão: "Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?". Esta expressão demonstra certo medo de Jesus, que, de qualquer modo, o levou a obedecer ao Pai "até à morte de cruz", conforme o texto dos Filipenses, escolhido como segunda leitura. Não se trata apenas de uma celebração de "luto" e "lamentação", mas da Semana que representa o "coração" do mistério pascal, quando Jesus dá a sua vida pela nossa salvação: Jesus fez-se homem por amor e, por amor, deu a vida. Com a sua obediência, Jesus demonstra o seu amor ao Pai e, também, aos homens, que veio salvar.
O Domingo de Ramos oferece-nos uma interpretação da nossa vida e do nosso destino. Todos os nossos sofrimentos e lutos encontram resposta em Jesus: por que sofrer, por que morrer, por que tantas escolhas incompreensíveis para o homem? Diante de todas as nossas interrogações, Jesus não deu respostas vagas, mas, com a sua vida, Ele disse que está connosco, ao nosso lado, até o fim. Jamais estaremos sozinhos, nas alegrias e sofrimentos, pois Jesus está connosco. (cf. vatican news)

 


DA PALAVRA DO SENHOR

 


DOMINGO DE RAMOS       

 

“…Cristo Jesus, que era de condição divina,
não Se valeu da sua igualdade com Deus,
mas aniquilou-Se a Si próprio.
Assumindo a condição de servo,
tornou-Se semelhante aos homens.
Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais,
obedecendo até à morte e morte de cruz.
Por isso Deus O exaltou
e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes,
para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem
no céu, na terra e nos abismos,
e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor,
para glória de Deus Pai…” (
cf. Filipenses 2, 6-11)