PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO “… O Senhor ressuscitou, verdadeiramente!…” (cf. Antífona do Domingo de Páscoa) Hoje ecoa em todo o mundo o anúncio da Igreja: «Jesus Cristo ressuscitou»; «ressuscitou verdadeiramente»! Como uma nova chama, se acendeu esta Boa Nova na noite: a noite dum mundo já a braços com desafios epocais e agora oprimido pela pandemia, que coloca à dura prova a nossa grande família humana. Nesta noite, ressoou a voz da Igreja: «Cristo, minha esperança, ressuscitou!» (Sequência da Páscoa). É um «contágio» diferente, que se transmite de coração a coração, porque todo o coração humano aguarda esta Boa Nova. É o contágio da esperança: «Cristo, minha esperança, ressuscitou!» Não se trata duma fórmula mágica, que faça desvanecerem-se os problemas. Não! A ressurreição de Cristo não é isso. Mas é a vitória do amor sobre a raiz do mal, uma vitória que não «salta» por cima do sofrimento e da morte, mas atravessa-os abrindo uma estrada no abismo, transformando o mal em bem: marca exclusiva do poder de Deus. O Ressuscitado é o Crucificado; e não outra pessoa. Indeléveis no seu corpo glorioso, traz as chagas: feridas que se tornaram frestas de esperança. Para Ele, voltamos o nosso olhar para que sare as feridas da humanidade atribulada. Hoje penso sobretudo em quantos foram atingidos diretamente pelo coronavírus: os doentes, os que morreram e os familiares que choram a partida dos seus queridos e por vezes sem conseguir sequer dizer-lhes o último adeus. O Senhor da vida acolha junto de Si no seu Reino os falecidos e dê conforto e esperança a quem ainda está na prova, especialmente aos idosos e às pessoas sem ninguém. Não deixe faltar a sua consolação e os auxílios necessários a quem se encontra em condições de particular vulnerabilidade, como aqueles que trabalham nas casas de cura ou vivem nos quartéis e nas prisões. Para muitos, é uma Páscoa de solidão, vivida entre lutos e tantos incómodos que a pandemia está a causar, desde os sofrimentos físicos até aos problemas económicos. Esta epidemia não nos privou apenas dos afetos, mas também da possibilidade de recorrer pessoalmente à consolação que brota dos Sacramentos, especialmente da Eucaristia e da Reconciliação. Em muitos países, não foi possível aceder a eles, mas o Senhor não nos deixou sozinhos! Permanecendo unidos na oração, temos a certeza de que Ele colocou sobre nós a sua mão (cf. Sal 139/138, 5), repetindo a cada um com veemência: Não tenhas medo! «Ressuscitei e estou contigo para sempre» (cf. Missal Romano). Jesus, nossa Páscoa, dê força e esperança aos médicos e enfermeiros, que por todo o lado oferecem um testemunho de solicitude e amor ao próximo até ao extremo das forças e, por vezes, até ao sacrifício da própria saúde. Para eles, bem como para quantos trabalham assiduamente para garantir os serviços essenciais necessários à convivência civil, para as forças da ordem e os militares que em muitos países contribuíram para aliviar as dificuldades e tribulações da população, vai a nossa saudação afetuosa juntamente com a nossa gratidão. Nestas semanas, alterou-se improvisamente a vida de milhões de pessoas. Para muitos, ficar em casa foi uma ocasião para refletir, parar os ritmos frenéticos da vida, permanecer com os próprios familiares e desfrutar da sua companhia. Mas, para muitos outros, é também um momento de preocupação pelo futuro que se apresenta incerto, pelo emprego que se corre o risco de perder e pelas outras consequências que acarreta a atual crise. Encorajo todas as pessoas que detêm responsabilidades políticas a trabalhar ativamente em prol do bem comum dos cidadãos, fornecendo os meios e instrumentos necessários para permitir a todos que levem uma vida digna e favorecer – logo que as circunstâncias o permitam – a retoma das atividades diárias habituais. Este não é tempo para a indiferença, porque o mundo inteiro está a sofrer e deve sentir-se unido ao enfrentar a pandemia. Jesus ressuscitado dê esperança a todos os pobres, a quantos vivem nas periferias, aos refugiados e aos sem abrigo. Não sejam deixados sozinhos estes irmãos e irmãs mais frágeis, que povoam as cidades e as periferias de todas as partes do mundo. Não lhes deixemos faltar os bens de primeira necessidade, mais difíceis de encontrar agora que muitas atividades estão encerradas, bem como os medicamentos e sobretudo a possibilidade duma assistência sanitária adequada. Em consideração das presentes circunstâncias, sejam abrandadas também as sanções internacionais que impedem os países visados de proporcionar apoio adequado aos seus cidadãos e seja permitido a todos os Estados acudir às maiores necessidades do momento atual, reduzindo – se não mesmo perdoando – a dívida que pesa sobre os orçamentos dos mais pobres. Este não é tempo para egoísmos, pois o desafio que enfrentamos nos une a todos e não faz distinção de pessoas. Dentre as muitas áreas do mundo afetadas pelo coronavírus, penso de modo especial na Europa. Depois da II Guerra Mundial, este Continente pôde ressurgir graças a um espírito concreto de solidariedade, que lhe permitiu superar as rivalidades do passado. É muito urgente, sobretudo nas circunstâncias presentes, que tais rivalidades não retomem vigor; antes, pelo contrário, todos se reconheçam como parte duma única família e se apoiem mutuamente. Hoje, à sua frente, a União Europeia tem um desafio epocal, de que dependerá não apenas o futuro dela, mas também o do mundo inteiro. Não se perca esta ocasião para dar nova prova de solidariedade, inclusive recorrendo a soluções inovadoras. Como alternativa, resta apenas o egoísmo dos interesses particulares e a tentação dum regresso ao passado, com o risco de colocar à dura prova a convivência pacífica e o progresso das próximas gerações. Este não é tempo para divisões. Cristo, nossa paz, ilumine a quantos têm responsabilidades nos conflitos, para que tenham a coragem de aderir ao apelo a um cessar-fogo global e imediato em todos os cantos do mundo. Este não é tempo para continuar a fabricar e comercializar armas, gastando somas enormes que deveriam ser usadas para cuidar das pessoas e salvar vidas. Ao contrário, seja o tempo em que finalmente se ponha termo à longa guerra que ensanguentou a amada Síria, ao conflito no Iémen e às tensões no Iraque, bem como no Líbano. Seja este o tempo em que israelitas e palestinianos retomem o diálogo para encontrar uma solução estável e duradoura que permita a ambos os povos viverem em paz. Cessem os sofrimentos da população que vive nas regiões orientais da Ucrânia. Ponha-se termo aos ataques terroristas perpetrados contra tantas pessoas inocentes em vários países da África. Este não é tempo para o esquecimento. A crise que estamos a enfrentar não nos faça esquecer muitas outras emergências que acarretam sofrimentos a tantas pessoas. Que o Senhor da vida Se mostre próximo das populações da Ásia e da África que estão a atravessar graves crises humanitárias, como na Região de Cabo Delgado, no norte de Moçambique. Acalente o coração das inúmeras pessoas refugiadas e deslocadas por causa de guerras, seca e carestia. Proteja os inúmeros migrantes e refugiados, muitos deles crianças, que vivem em condições insuportáveis, especialmente na Líbia e na fronteira entre a Grécia e a Turquia. E não quero esquecer a ilha de Lesbos. Faça com que na Venezuela se chegue a soluções concretas e imediatas, destinadas a permitir a ajuda internacional à população que sofre por causa da grave conjuntura política, socioeconómica e sanitária. Queridos irmãos e irmãs, Verdadeiramente palavras como indiferença, egoísmo, divisão, esquecimento não são as que queremos ouvir neste tempo. Mais, queremos bani-las de todos os tempos! Aquelas parecem prevalecer quando em nós vencem o medo e a morte, isto é, quando não deixamos o Senhor Jesus vencer no nosso coração e na nossa vida. Ele, que já derrotou a morte abrindo-nos a senda da salvação eterna, dissipe as trevas da nossa pobre humanidade e introduza-nos no seu dia glorioso, que não conhece ocaso. Com estas reflexões, gostaria de vos desejar a todos uma Páscoa feliz. (Mensagem do Papa Francisco na Bênção Urbi et Orbe, no Domingo de Páscoa de 2020).

domingo, 5 de abril de 2026

EM DESTAQUE:


*DOMINGO DE PÁSCOA

 
A palavra «Páscoa» vem do hebraico pesah, que parece significar «coxear, saltar, passar por cima», talvez aludindo a algum «salto» ritual e festivo. Mas, depressa, passou a referir-se ao facto de que Javé «passou ao largo» pelas portas dos israelitas, no último castigo infligido aos egípcios, e, mais tarde, à passagem do Mar Vermelho, no trânsito da escravidão para a liberdade. A Vulgata [Tradução da Bíblia para o latim, feita por um estudioso da Bíblia, chamado Eusebius Hieronymus, mais conhecido como Jerónimo. Essa tradução foi terminada por volta d o ano 405. Naquela época, havia várias traduções da Bíblia em latim antigo, mas não eram boas traduções. Jerónimo recebeu a tarefa de corrigir esse problema e fazer uma tradução padrão, em latim] traduziu esta passagem por «transitus Domini». No aramaico, a palavra é pasha, que deu origem ao grego pascha. Outra interpretação colhida durante séculos foi a de «Páscoa-Paixão», de «padecer»; em grego, paschein.
A Páscoa, no NT, é uma categoria fundamental para entender a obra salvadora de Cristo e da Eucaristia. Como diz João (Jo 13,1), «antes da festa da Páscoa, Jesus, sabendo bem que tinha chegado a sua hora da passagem deste mundo para o Pai…»: portanto, agora é o êxodo, o salto, a passagem de Cristo para o Pai, na sua hora crucial da morte e ressurreição, o que dá sentido novo e pleno à Páscoa judaica. Na morte e ressurreição, em que Cristo é o verdadeiro Cordeiro pascal, Ele ofereceu o sacrifício definitivo e conseguiu a Nova Aliança, a reconciliação de Deus com a humanidade, e deu origem ao novo povo da Igreja. S. Paulo dá a entender, claramente, que a Páscoa tem agora um sentido novo para os cristãos: Cristo nossa Páscoa foi quem se imolou (cf. 1Cor 5,7-8).
A Páscoa, no NT, é uma categoria fundamental para entender a obra salvadora de Cristo e da Eucaristia. Como diz João (Jo 13,1), «antes da festa da Páscoa, Jesus, sabendo bem que tinha chegado a sua hora da passagem deste mundo para o Pai…»: portanto, agora é o êxodo, o salto, a passagem de Cristo para o Pai, na sua hora crucial da morte e ressurreição, o que dá sentido novo e pleno à Páscoa judaica. Na morte e ressurreição, em que Cristo é o verdadeiro Cordeiro pascal, Ele ofereceu o sacrifício definitivo e conseguiu a Nova Aliança, a reconciliação de Deus com a humanidade, e deu origem ao novo povo da Igreja. S. Paulo dá a entender, claramente, que a Páscoa tem agora um sentido novo para os cristãos: Cristo nossa Páscoa foi quem se imolou (cf. 1Cor 5,7-8).
E, assim, como os Judeus, em cada ano, fazem o memorial da sua Páscoa-Êxodo, sobretudo na ceia pascal, também os cristãos recebem o encargo de celebrar - com um ritmo mais frequente - o memorial da Páscoa de Cristo, que é a Eucaristia. Fosse ou não fosse pascal - no seu sentido histórico judaico - a ceia de despedida de Jesus, a comunidade cristã entendeu que Ele dava novo e definitivo sentido pascal à sua morte e, portanto, também à celebração da Eucaristia.
Parece que, em meados do século II, a comunidade cristã, além do domingo semanal, celebrava, cada ano, a Festa da Páscoa, como centro de toda a sua memória de Cristo, mas com a diferença de que, enquanto na Ásia Menor e Oriente, a celebravam sempre no dia 14 de Nisan, em Roma e no Ocidente, tinha-se estabelecido o domingo seguinte a essa data, dando prioridade à tradição dominical, em vez da data celebrada pelos Judeus. Os orientais, apelando à tradição do Apóstolo João, sublinham mais a Paixão e Morte de Cristo, enquanto os ocidentais, apelando ao Apóstolo Pedro, celebram mais a ressurreição.
As controvérsias durarão muito tempo: primeiro, com o papa Aniceto e o bispo Policarpo, e, a seguir, com o papa Vítor. O Concílio de Niceia, em 325, estabeleceu, para todos, a norma romana: a Páscoa celebrar-se-á no domingo seguinte à Lua Cheia, depois do Equinócio da Primavera, data que pode cair entre 22 de Março e 25 de Abril. Mas, como sucedeu que, no século XVI, os orientais não aceitaram a reforma «gregoriana» do calendário, continua ainda a haver uma diferença na data da Páscoa, entre as duas Igrejas.
O Papa Pio XII empreendeu, em 1951, a reforma da celebração da Páscoa, que tinha chegado a um grau muito pobre de expressividade e participação. Por exemplo, a Vigília celebrava-se às primeiras horas de sábado, e ele passou-a para a noite de Sábado para Domingo.
Agora, no calendário renovado, a Páscoa ocupa o lugar central de todo o ano: «Em cada semana, no dia a que foi dado o nome de “domingo”, a Igreja comemora a Ressurreição do Senhor, que é celebrada, também, em cada ano, juntamente com a sua bem-aventurada Paixão, na grande solenidade da Páscoa» (NG 1). «O sagrado Tríduo da Paixão e Ressurreição do Senhor é o ponto culminante de todo o ano litúrgico» (NG 18; cf. SC 5.106). «É a Festa das festas», a «Solenidade das solenidades». «O Mistério da Ressurreição, em que Cristo aniquilou a morte, penetra no nosso velho tempo com a sua poderosa energia, até que tudo lhe seja submetido» (CIC 1169). A festa prolonga-se, antes de mais, numa oitava solene, que termina no Domingo «in albis», (agora, Domingo da Misericórdia) e, depois, noutras seis semanas, até completar o número de cinquenta, com a festa do Pentecostes. (cf. José Aldazábal, in Dicionário elementar de liturgia)
 
 
AOS NOSSOS AMIGOS E LEITORES, DESEJAMOS UMA PÁSCOA FELIZ, NA PAZ E NA ALEGRIA. QUE O SENHOR JESUS RESSUSCITADO ENCHA O VOSSO CORAÇÃO COM A FESTA DE UMA GRANDE BÊNÇÃO.

DA PALAVRA DO SENHOR

 


DOMINGO DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR     

 

“…Se ressuscitastes com Cristo,
aspirai às coisas do alto,
onde está Cristo, sentado à direita de Deus.
Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra.
Porque vós morrestes,
e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.
Quando Cristo, que é a vossa vida, Se manifestar,
também vós vos haveis de manifestar com Ele na glória…” (
cf. Colossenses 3,1-4)

 


PALAVRA DO PAPA LEÃO



- na Audiência-Geral, na Praça de São Pedro, Roma,  no dia 1 de Abril de 2026

Irmãos e irmãs, bom dia!

Continuamos o nosso caminho de reflexão sobre a Igreja, como nos é apresentada na Constituição conciliar Lumen Gentium (LG). Hoje, vamos abordar o quarto capítulo, que trata dos leigos. Recordemos todos o que o Papa Francisco gostava de repetir: «A imensa maioria do povo de Deus é constituída por leigos. Ao seu serviço, está uma minoria: os ministros ordenados» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 102). Esta parte do Documento preocupa-se em explicar em positivo a natureza e a missão dos leigos, após séculos em que eles eram definidos simplesmente como aqueles que não fazem parte dos clérigos ou dos consagrados. Por isso, apraz-me reler convosco um trecho muito bonito, que manifesta a grandeza da condição cristã: «Um só é, pois, o Povo de Deus: “Um só Senhor, uma só fé, um só Baptismo” (Ef 4, 5); comum é a dignidade dos membros, pela regeneração em Cristo; comum a graça de filhos, comum a vocação à perfeição; uma só salvação, uma só esperança e uma caridade indivisa» (LG, 32). Antes de qualquer diferença de ministério ou de estado de vida, o Concílio afirma a igualdade entre todos os baptizados. A Constituição não quer que se esqueça o que já tinha afirmado, no capítulo sobre o povo de Deus, ou seja, que a condição do povo messiânico é a dignidade e a liberdade dos filhos de Deus (cf. LG, 9). Naturalmente, quanto maior é o dom, tanto maior é, também, o compromisso. Por isso, o Concílio, além da dignidade, realça, inclusive, a missão dos leigos, na Igreja e no mundo. Mas onde se fundamenta esta missão e em que consiste? É a própria descrição dos leigos, proposta pelo Concílio, que nos dá a resposta: «Por leigos entendem-se aqui todos os fiéis cristãos [...] que, incorporados em Cristo pelo Baptismo, constituídos em Povo de Deus e tornados participantes, a seu modo, da função sacerdotal, profética e real de Cristo, exercem, pela parte que lhes toca, a missão de todo o povo cristão, na Igreja e no mundo» (LG, 31). Portanto, o santo povo de Deus nunca é uma massa informe, mas o corpo de Cristo ou, como dizia Santo Agostinho, o Christus totus: é a comunidade organicamente estruturada, em virtude da fecunda relação entre as duas formas de participação no sacerdócio de Cristo: sacerdócio comum dos fiéis e sacerdócio ministerial (cf. LG, 10). Em virtude do Baptismo, os fiéis leigos participam no mesmo sacerdócio de Cristo. Com efeito, «o supremo e eterno sacerdote, Cristo Jesus, querendo, também, por meio dos leigos, continuar o seu testemunho e serviço, vivifica-o pelo seu Espírito e, sem cessar, os incita a toda a obra boa e perfeita» (LG, 34). Como deixar de recordar, a tal propósito, São João Paulo II e a sua Exortação apostólica Christifideles laici (30 de Dezembro de 1988)? Nela, ele frisava que «o Concílio, com o seu riquíssimo património doutrinal, espiritual e pastoral, dedicou páginas maravilhosas à natureza, dignidade, espiritualidade, missão e responsabilidade dos fiéis leigos. E os Padres conciliares, fazendo eco do chamamento de Cristo, convidaram todos os fiéis leigos, homens e mulheres, a trabalhar na sua vinha» (n. 2). Deste modo, o meu venerado Predecessor relançava o apostolado dos leigos, ao qual o Concílio dedicara um Documento específico, de que falaremos mais adiante. [1] O vasto campo do apostolado dos leigos não se limita ao espaço da Igreja, mas dilata-se ao mundo. Com efeito, a Igreja está presente onde quer que os seus filhos professem e testemunhem o Evangelho: nos ambientes de trabalho, na sociedade civil e em todas as relações humanas, onde eles, com as suas escolhas, mostram a beleza da vida cristã, que antecipa aqui e agora a justiça e a paz que serão plenas, no Reino de Deus. É necessário que o mundo «seja penetrado do espírito de Cristo e, na justiça, na caridade e na paz, atinja, mais eficazmente, o seu fim» (LG, 36). E isto só é possível com a contribuição, o serviço e o testemunho dos leigos! É o convite a ser aquela Igreja “em saída” de que nos falava o Papa Francisco: uma Igreja encarnada na história, sempre aberta à missão, na qual todos somos chamados a ser discípulos-missionários, apóstolos do Evangelho, testemunhas do Reino de Deus, portadores da alegria de Cristo que encontramos! Irmãos e irmãs, a Páscoa que nos preparamos para celebrar renove em nós a graça de ser, como Maria de Magdala, Pedro e João, testemunhas do Ressuscitado! (cf. Santa Sé)

PARA REZAR



PÁSCOA 2026
 
Senhor Jesus Ressuscitado:
Aceita o nosso louvor e a nossa oração,
feita de piedade, de comunhão e de fé.
Celebramos a Tua Páscoa com o coração cheio de dor,
de lágrimas e de inquietação.  
O Mundo, por quem deste a vida,
esqueceu o dom da Tua paz
e enveredou pelo caminho da guerra,
do ódio, da intolerância e da morte.
Olha, Senhor, os povos que sofrem;
as famílias que choram;
as crianças feridas e sem futuro;
os mortos que encheram vidas de luto,
de dor e de sofrimento.
Como podemos cantar a Tua Páscoa
ao som das bombas, da violência,
dos lamentos, da vergonha e da morte?...
 
Salva-nos, Senhor!... Esperamos em Ti!...
Dá aos nossos corações o dom da esperança;
a certeza do Teu amor e da Tua paz.
Concede às nossas famílias a graça da ternura,
do diálogo, do perdão e do saber recomeçar.
Perdoa os nossos pecados
que dão origem à divisão, ao rancor, à tristeza e à vingança.
Que a luz da Tua Ressurreição
brilhe nas nossas almas e no mundo inteiro
e seja a fonte da nossa alegria.
Jesus, faz-nos ressuscitar, Contigo. 
Amém.
 

 

- SALMO 117

 

Refrão: Eis o dia que fez o Senhor

              nele exultemos e nos alegremos!

 

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Israel:
é eterna a sua misericórdia.

 

A mão do Senhor fez prodígios,
a mão do Senhor foi magnífica.
Não morrerei, mas hei-de viver,
para anunciar as obras do Senhor.

 

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
é admirável aos nossos olhos.

 


SANTOS POPULARES



SÃO JOÃO BAPTISTA DE LA SALLE
 
João Baptista de La Salle nasceu em Reims, França, ano dia 30 de Abril de 1651, no reinado de Luís XIV, numa época de riqueza económica, cultural e humana - cultural para poucos - e de pobreza, principalmente, educacional e religiosa para muitos. Era filho primogénito, entre 11 irmãos, de Luís de La Salle (Conselheiro do Rei) e de Nicole Möet (da nobreza de Reims).
Desde os 10 anos, sentia-se chamado ao sacerdócio. Iniciou os seus estudos no Colégio dos Bons Meninos, na sua cidade natal. Realizou, depois, estudos de Filosofia e Teologia, na Universidade de Reims e na Sorbone, em Paris.
João doutorou-se em Teologia, e, aos 27 anos de idade, foi ordenado sacerdote. O seu sonho era ser um bom pároco. Mas Deus encaminhou-o para a missão de criar escolas para crianças pobres. Para isso, teve de preparar educadores. Reuniu os professores em comunidade, e tornou-os religiosos educadores leigos, consagrados a Deus no serviço da educação humana e cristã da infância e da juventude. E esses educadores passaram a se chamar “Irmãos das Escolas Cristãs”, também conhecidos por Irmãos Lassalistas.
Ao falecer, aos 68 anos de idade, em 1719, o Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs, por ele fundado, estava presente em diversas regiões da França. La Salle foi um pioneiro na educação. Fundou a primeira Escola Normal (Magistério) com a respectiva Escola de Aplicação para exercitar os normalistas no acto de educar. Foi um dos primeiros organizadores do Ensino Fundamental e um dos precursores do Ensino Popular. Criou, também, instituições de Recuperação de Menores delinquentes e escolas de Ensino Médio Profissional para jovens e adultos.
Alguns dos princípios que fundamentam a sua acção pedagógica são: o ensino é um direito de todos: deve ser gratuito para os pobres; a escola cristã é uma presença evangelizadora da Igreja, e deve humanizar, realizando a síntese entre a fé e a cultura; a escola desenvolve um ensino de qualidade, uma séria formação dos educadores e dos educandos, e constitui-se numa comunidade educativa; ao educador cabe conhecer e amar os seus alunos e consagrar-lhes “firmeza de pai e ternura de mãe”; o educando prepara-se para a vida mediante uma aprendizagem ampla e prática, através da participação activa nas aulas e na vida escolar.
João Baptista de La Salle faleceu no dia 7 de Abril de 1719, em Rouen, França
La Salle, pela sua vida e acção em prol da educação humana e cristã da infância e da juventude, foi beatificado no dia 19 de Fevereiro de 1888, na Basílica de São Pedro, pelo Papa Leão XIII e canonizado, pelo mesmo Papa, no dia 24 de Maio de 1900.
Em 15 de Maio de 1950, o Papa Pio XII proclamou-o ‘Padroeiro Universal dos Educadores’.
A memória litúrgica de São João Baptista de la Salle é celebrada no dia 7 de Abril.

sábado, 28 de março de 2026

*VISITA PASCAL EM SANTA MARIA DA FEIRA

 


ITINERÁRIOS

DOMINGO DE PÁSCOA – 5 de abril 2026

 

1.                Juiz da Cruz: António Manuel Teixeira - 919212320

 

Manhã: Largo de Camões; Rua Dr. Roberto Alves; Rotunda do Rotary; Largo Dr. Gaspar Moreira; Largo da Misericórdia; Rua Dr. Elísio de Castro e Rua dos Descobrimentos.

Tarde: Rua Dr. Elísio de Castro; Largo Sampaio Maia; Rua Cândido de Pinho; Rotunda do Hospital; Rua Dr. João de Magalhães; Av. 25 de Abril; Rua Dr. Vitorino Sá; Rua Bispo Dom Sebastião Soares Resende; Beco de Rolães; Largo Dr. Aguiar Cardoso; Rua Comendador Sá Couto; Rua da Pedreira; Rua de S. Sebastião; Rua das Penas; Rua João Caracol e Rua Comendador Sá Couto.

 

2.                Juiz da Cruz: Roberto Carlos Reis – 965506359

 

Manhã: Rua do Inatel; Rua Dr. Santos Carneiro (limite com a Av. Dr. Belchior Cardoso da Costa); Rua Dr. Vaz Ferreira (limite Rua das Fogaceiras); Rua Óscar Pinto; Rua das Fogaceiras até à PSP); Rua Jornal Correio da Feira; Rua de S. Nicolau; Rua Dr. Vitorino de Sá e Rua dos Descobrimentos.

Tarde: Largo Ângelo Sampaio Maia, Rua Av. 5 de Outubro, Travessa Cal das Eiras, Rua Cal das Eiras; Rua Duarte Pacheco; Rua Viana da Mota; Rua Arlindo do Sousa; Rua António Sérgio; (limite com a Rua dos Combatentes); Avenida Dr. Domingos de Sousa; Rua dos Serralheiros, Rua de Nossa Senhora de Campos, Praceta de Nossa Senhora de Campos e Avenida Dr. Aurélio Gonçalves Pinheiro.

 

3.               Juiz da Cruz: Manuel Madureira - 922136351

 

Manhã: Capela da Piedade; Rua Nossa Senhora da Piedade; Rua Condessa Joana Forjaz Pereira; Rua Francisco Costa Neves; Rua dos Moinhos; Rua das Fogaceiras; Rua Dr. Joaquim Alves Moreira; Rua Dr. Paulo de Sá e Avenida 25 de Abril. 

Tarde: Rua de Santa Cruz; Rua S. Sebastião; Travessa D. Maria da Luz Albuquerque; Rua 1.º de Maio; Rua Dr. Egas Moniz e Rua António Castro Corte Real.

 

4.                Juiz da Cruz: Joaquim Ferreira - 919 660 282

 

Manhã: Rua Ferreira de Castro, sentido descendente; Avenida Dr. Sá Carneiro; Rua João Mendes Cardoso; Rua de S. Paulo da Cruz; Rua Dr., Crispim Borges de Castro; Rua Comandante Martins; Rua 20 de Janeiro e Rua Mestre António Joaquim.

Tarde: Travessa de Santo André; Rua Antero Andrade e Silva; Avenida Fortunato Menéres; Rua Ferreira de Castro sentido ascendente; Rua Alexandre Herculano; Rua do Brasil; Rua Comendador Sá Couto; Travessa Santa Cruz; Travessa de Campos; Rua Dr. Henrique Veiga de Macedo; Rua Dra. Domitília de Carvalho e Rua Professora Gilberta Paiva.

 

5.                Juiz da Cruz: Paulino Sá – 917591584

 

Manhã: Rua Ferreira Castro; Rua Conselheiro Correia Marques; Rua António José Almeida; Rua da Relva; Rua Fernando Miranda; Rua José Correia de Sá; Rua Dra. Domitília Carvalho; Rua Pe. Manuel Soares dos Reis e Rua Mestre António Joaquim.

Tarde: Rua de Santo André; Travessa Nossa Senhora da Saúde; Rua Bispo D. Florentino Andrade e Silva; Rua Poeta Eduardo Meireles; Travessa Poeta Eduardo Meireles; Rua Terras de Santa Maria; Rua José dos Santos; Rua de Targovishte; Rua de Santa Maria da Feira; Rua Amigos da Feira; Rua dos Passionistas; Rua de Catió; Rua Joué-Lès-Tours; Rua Dr. Alfredo Silva Terra e Rua Antero Andrade e Silva.

 

 

SEGUNDA-FEIRA DE PÁSCOA – 6 de abril 2026

 

1.                Juiz da Cruz: Horácio Sá – 962980563

 

Manhã: Rua da Azenha; Beco do Lambro - parte final da Av. 25 de Abril; Rua Luís de Campos (parte); Rua da Velha (até ao Largo da Velha) Travessa do Pinhal; Rua da Velha (parte final); Travessa da Velha; Bairro da Misericórdia; Rua D. Manuel II; Travessa Maria de Lurdes Portela; Rua Maria de Lurdes Portela; Parte final da Av. 5 de Outubro (zona do E. Leclerc) e Rua Osvaldo Silva.

Tarde: Rua Bombeiros Voluntários (início junto à Sede Amigos do Cavaco) incluindo Alto do Calvário; Travessa do Cavaco; Avenida 5 de Outubro; Rua João António de Andrade; Travessa das Regadas; Rua José Soares de Sá e Rua Eduardo Vaz (parte inicial).

 

2.                Juiz da Cruz: Roberto Carlos Reis – 965506359

 

Manhã: Rua de Picalhos; Rua da Casa dos Choupos; Travessa da Charca; Travessa da Pederneira; Travessa da Circunvalação; Rua da Circunvalação; Rua António Martins Soares Leite; Rotunda Lions Clube da Feira; Rua Dom Ximenes Belo; Rua José Saramago; Travessa D. Ximenes Belo e Praça Horácio Alvim.

Tarde: Rua do Castelo; Rua de Matos, Travessa das Alminhas, Rua Orfeão da Feira, Travessa do Cabido; Rua da Portela, Travessa da Portela, Beco da Portela, Travessa do Orfeão da Feira, Travessa de Macieira; Rua Benjamim de Brito; Rua Eduardo Vaz; início da Rua Manuel Laranjeira, Rua José Soares de Sá, Rua do Carvalhal e Rua Irmão Gabriel.

 

3.                Juiz da Cruz: Joaquim Ferreira - 919 660 282

 

Manhã: Rua Moinho das Campainhas; Travessa da Guiné; Rua António Figueiredo; Rua de Cabo Verde; Travessa de Goa; Travessa da Damão; Rua de Moçambique; Rua de Angola; Rua de Macau; Rua da Guiné; Praceta Vila Nova São Tomé; Travessa de Diu; Rua de Timor; Praceta Horácio Alvim e Bairro da Refrey.

Tarde: Rua Crispim Borges de Castro; Rua de Vila Boa; Rua Germano Silva Santos; Rua Ribeiras do Cáster; Rua Manuel Correia Marques e Rua José Luís Bastos.

 

4.                Juiz da Cruz: Paulino Sá - 917591584

 

Manhã: Rua Dr. Domingos Trincão (CERCIFEIRA); Rua das Corgas; Rua do Ameal; Rua de Milheirós; Rua dos Canteiros; Rua do Ameal; Rua Centro Paroquial (Remolha); Largo da Remolha; Rua dos Cinco Caminhos; Rua Nossa Senhora de Fátima e Rua Joaquim Pinto de Lima.

Tarde: Rua do Monte; Travessa do Monte; Rua de Nossa Senhora de Fátima, (junto às escolas); Rua de S. José; Rua Dr. Domingos Trincão; Rua D. Moisés Alves de Pinho; Travessa S. Paulo da Cruz; Rua de Milheirós e Rua do Monte.

 

5.                Juiz da Cruz: Fernando Faria - 966653063


Manhã: Rua dos Moinhos; Bairro de Picalhos; Rua Luís Campos; Rua Coronel José Barbosa; Rua Regimento de Engenharia de Espinho; Rua Afonso Henriques; Rua Comendador Marcolino de Castro; Rua da Velha (parceria com compasso n.º 1 até à Rua D. Manuel II e Rua de Timor.

Tarde: Rua António Sampaio Maia; Rua das Fábricas, - Outeiro (limite da freguesia com S. João de Ver); Rua dos Bombeiros; Rua Ribeiras do Cáster (Bairro do Balteiro), Rua Dr. Eduardo Vaz até ao Restaurante Cantinho Nobre, Lar S. Nicolau e Rua José Soares de Sá.


EM DESTAQUE:

 


*DOMINGO DE RAMOS
 
A Igreja celebra, neste Domingo, 29 de Março, a sua semana maior: a Semana Santa. O Domingo de Ramos, também conhecido como Domingo da Paixão, representa o grande portal pelo qual entramos na Semana Santa, tempo em que contemplamos os últimos momentos da vida de Jesus: a entrada de Jesus em Jerusalém, acolhido por uma multidão festiva e, portanto, a memória da sua Paixão. No ano 400, a procissão de ramos já se realizava, em Jerusalém. A Missa é toda dedicada ao tema da Paixão de Jesus: os textos dos Evangelhos, segundo o ano litúrgico, narram a Paixão. A primeira leitura, extraída do livro do profeta Isaías (Cântico do Servo do Senhor), torna-se oração como Salmo 22, com o refrão: "Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?". Esta expressão demonstra certo medo de Jesus, que, de qualquer modo, o levou a obedecer ao Pai "até à morte de cruz", conforme o texto dos Filipenses, escolhido como segunda leitura. Não se trata apenas de uma celebração de "luto" e "lamentação", mas da Semana que representa o "coração" do mistério pascal, quando Jesus dá a sua vida pela nossa salvação: Jesus fez-se homem por amor e, por amor, deu a vida. Com a sua obediência, Jesus demonstra o seu amor ao Pai e, também, aos homens, que veio salvar.
O Domingo de Ramos oferece-nos uma interpretação da nossa vida e do nosso destino. Todos os nossos sofrimentos e lutos encontram resposta em Jesus: por que sofrer, por que morrer, por que tantas escolhas incompreensíveis para o homem? Diante de todas as nossas interrogações, Jesus não deu respostas vagas, mas, com a sua vida, Ele disse que está connosco, ao nosso lado, até o fim. Jamais estaremos sozinhos, nas alegrias e sofrimentos, pois Jesus está connosco. (cf. vatican news)

 


DA PALAVRA DO SENHOR

 


DOMINGO DE RAMOS       

 

“…Cristo Jesus, que era de condição divina,
não Se valeu da sua igualdade com Deus,
mas aniquilou-Se a Si próprio.
Assumindo a condição de servo,
tornou-Se semelhante aos homens.
Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais,
obedecendo até à morte e morte de cruz.
Por isso Deus O exaltou
e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes,
para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem
no céu, na terra e nos abismos,
e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor,
para glória de Deus Pai…” (
cf. Filipenses 2, 6-11)

 


PALAVRA DO PAPA LEÃO


 

- na Audiência-Geral, na Praça de São Pedro, Roma,  no dia 25 de Março de 2026
 
Prezados irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!
Continuamos as catequeses sobre os Documentos do Concílio Vaticano II, comentando a Constituição dogmática Lumen gentium sobre a Igreja (LG). Depois de a ter apresentado como povo de Deus, hoje consideraremos a sua forma hierárquica.
A Igreja católica encontra o seu fundamento nos Apóstolos, desejados por Cristo como colunas vivas do seu Corpo místico, e possui uma dimensão hierárquica que age ao serviço da unidade, da missão e da santificação de todos os membros. Esta Ordem sagrada está permanentemente alicerçada nos Apóstolos (cf. Ef 2, 20; Ap 21, 14), como testemunhas autorizadas da ressurreição de Jesus (cf. At 1, 22; 1 Cor 15, 7) e enviados pelo próprio Senhor em missão ao mundo (cf. Mc 16, 15; Mt 28, 19). Dado que são chamados a preservar fielmente o ensinamento salvífico do Mestre (cf. 2 Tm 1, 13-14), os Apóstolos transmitem o seu ministério a homens que, até ao regresso de Cristo, continuam a santificar, dirigir e ensinar a Igreja «graças àqueles que lhes sucedem no ofício pastoral» (CIC, n. 857).
Esta sucessão apostólica, fundamentada no Evangelho e na Tradição, é aprofundada no capítulo III da Lumen gentium, intitulado «A constituição hierárquica da Igreja e em especial o episcopado». O Concílio ensina que a estrutura hierárquica não é uma construção humana, funcional à organização interna da Igreja como corpo socia (cf. LG, 8), mas uma instituição divina destinada a perpetuar a missão confiada por Cristo aos Apóstolos até ao fim dos tempos.
Que este tema seja abordado no capítulo III, a seguir aos primeiros dois em que se contemplou a verdadeira essência da Igreja (cf. Acta Synodalia III/1, 209-210), não implica que a constituição hierárquica represente um elemento posterior em relação ao povo de Deus: como observa o Decreto Ad gentes, «os Apóstolos foram assim a semente do novo Israel e ao mesmo tempo a origem da sagrada Hierarquia» (n. 5), enquanto comunidade dos redimidos pela Páscoa de Cristo, estabelecida como meio de salvação para o mundo.
Para compreender a intenção do Concílio, é oportuno ler bem o título do capítulo III da Lumen gentium, que explicita a estrutura fundamental da Igreja, recebida de Deus Pai mediante o Filho e levada a cumprimento com a efusão do Espírito Santo. Os Padres conciliares não queriam apresentar os elementos institucionais da Igreja, como poderia sugerir o substantivo “constituição”, se fosse entendida no sentido moderno. Pelo contrário, o Documento centra-se no «sacerdócio ministerial ou hierárquico», que difere «essencialmente e não apenas em grau» do sacerdócio comum dos fiéis, recordando que eles «se ordenam mutuamente um ao outro, pois um e outro participam, a seu modo, do único sacerdócio de Cristo» (LG, 10). Portanto, o Concílio aborda o ministério que é transmitido a homens investidos de sacra potestas (cf. LG, 18) para o serviço na Igreja: medita em particular sobre o episcopado (LG, 18-27), depois sobre o presbiterado (LG, 28) e o diaconado (LG, 29) como graus do único sacramento da Ordem.
Por conseguinte, com o adjetivo “hierárquica” o Concílio quer indicar a origem sagrada do ministério apostólico na ação de Jesus, Bom Pastor, assim como as suas relações internas. Em primeiro lugar os Bispos, e através deles os presbíteros e os diáconos, receberam tarefas (em latim, munera) que os colocam ao serviço de «todos os que pertencem ao Povo de Deus», a fim de que «alcancem a salvação, concorrendo livre e ordenadamente para o mesmo fim» (LG, 18).
Lumen gentium recorda repetidamente a natureza colegial e comunional desta missão apostólica, reiterando que «encargo que o Senhor confiou aos pastores do seu povo é um verdadeiro serviço, significativamente chamado “diaconia” ou ministério na Sagrada Escritura» (LG, 24). Assim, compreende-se por que motivo São Paulo VI apresentou a hierarquia como realidade «nascida da caridade de Cristo para realizar, difundir e garantir a transmissão intacta e fecunda do tesouro de fé, exemplos, preceitos e carismas, deixado por Cristo à sua Igreja» (Alocução, 14 de setembro de 1964, in Acta Synodalia III/1, 147).
Prezadas irmãs e irmãos, oremos ao Senhor a fim de que envie à sua Igreja ministros que sejam ardentes de caridade evangélica, dedicados ao bem de todos os batizados, e missionários intrépidos em todas as partes do mundo. (cf. Santa Sé)

PARA REZAR

 


- SALMO 21

Refrão: Meu Deus, Meu Deus, porque Me abandonastes?

 

Todos os que me vêem escarnecem de mim,
estendem os lábios e meneiam a cabeça:
«Confiou no Senhor, Ele que o livre,
Ele que o salve, se é seu amigo».

 

Matilhas de cães me rodearam,
cercou-me um bando de malfeitores.
Trespassaram as minhas mãos e os meus pés,
posso contar todos os meus ossos.

 

Repartiram entre si as minhas vestes
e deitaram sortes sobre a minha túnica.
Mas Vós, Senhor, não Vos afasteis de mim,
sois a minha força, apressai-Vos a socorrer-me.

 

Hei-de falar do vosso nome aos meus irmãos,
hei-de louvar-Vos no meio da assembleia.
Vós, que temeis o Senhor, louvai-O,
glorificai-O, vós todos os filhos de Jacob,
reverenciai-O, vós todos os filhos de Israel.

 


SANTOS POPULARES

 


SÃO CAETANO CATANOSO
 
A estrada que liga Chorio a Reggio Calabria, em 1889, era longa e acidentada. António Catanoso tinha saído cedo de casa para levar o seu filho Caetano, de 10 anos, ao Seminário. Mas, em dado momento, o menino não aguentou mais. António colocou-o uma cesta, em cima do burro. Ao cair da noite, chegaram ao seu destino.
Ao apresentar-se, Caetano disse: "Vim para ser padre"…
É somente por Jesus que se podem viver tais aventuras: frágil de saúde, mas ardendo de amor pelo seu ideal, começou a dedicar-se, seriamente, a crescer no amor a Deus e ao próximo. De vez em quando, vinha a casa para estar com a família e para recuperar as energias. Mas não se deixava abater.
"Quem te faz viver assim?" - poderíamos perguntar. A resposta: "Só Jesus". Somente Jesus e mais ninguém.
Aos 16 anos, já vestido de batina, pregou o seu primeiro sermão ao povo da sua cidade natal, surpreendendo a todos com o fervor com que falava de Jesus, presente no Santíssimo Sacramento do altar e de Nossa Senhora, sua e nossa Mãe. "Foi um episódio belíssimo", diria ele um dia, "um prenúncio da minha futura missão sacerdotal".
Caetano Catanoso nasceu em Chorio de São Lourenço, no dia 14 de Fevereiro de 1879. Os seus pais - António Catanoso e Antónia Tripodi - eram agricultores, proprietários de algumas terras e trabalhavam nos seus campos. O menino cresceu numa família humilde, rica em fé e de filhos. No Seminário, porém, os seus superiores temiam que ele não chegasse a ser padre. Mas, ele, surpreendendo a todos, cresceu de forma tão brilhante que dizia de si mesmo: "Até o burrinho conseguiu".
Foi ordenado sacerdote, em Reggio Calabria, no dia 20 de Setembro de 1902. Estava tão feliz naquele dia, que exclamou: "Ó familiares e amigos que viestes compartilhar da minha festa, rogai ao Sagrado Coração de Jesus para que me santifique". Jurou nunca cometer nenhum pecado, mortal ou venial, e estar na presença de Deus a cada instante da sua vida.
Em 1904, com apenas 25 anos, foi nomeado pároco em Pentadattilo, uma pequena vila nas montanhas de Aspromonte, onde permaneceu até 1921. Apaixonado por Deus, passava grande parte do seu tempo na igreja, adorando Jesus na Eucaristia, após a celebração da Santa Missa, o centro do seu dia e da sua vida, como um Anjo faria, se pudesse.
Diariamente, atendia muitas pessoas que vinham confessar-se. A sua fama de excelente confessor e de óptimo director espiritual propagou-se, rapidamente, pela região: não eram só os seus paroquianos; mas, também, muitas pessoas das redondezas e até mesmo de longe, incluindo vários sacerdotes.
Dedicou-se, com amor paterno, ao seu povo, às crianças e aos jovens, aos idosos e aos doentes, e aos mais pobres. Para a educação dos jovens, fundou uma escola nocturna gratuita; convidava os fiéis a participar na Santa Missa com consciência e fervor. Foi enviado para pregar missões e ouvir confissões noutras paróquias dentro e fora da Diocese. Tornou-se guia de muitos sacerdotes, religiosos, freiras e outras pessoas consagradas.
No silêncio da sua igreja, o Padre Caetano desenvolveu uma grande missão. Em 1915, quando já gozava de fama de santidade, começou a publicar um periódico para homens e mulheres consagrados, "L'ora eucaristica sacerdotale", (a hoara eucarística sacerdotal) sem excluir ninguém. Em 1918, conheceu o Padre Luís Orione que, em 1908 se destacara pela sua caridade, durante os terremotos de Messina e Reggio Calabria, e cresceu no seu fervor apostólico.
A sua "hora" aproximava-se. Em agosto de 1843, o Papa Gregório XVI estabeleceu a Confraria da Santa Face de Jesus, em Roma, para expiar as ofensas contra Ele, especialmente a blasfêmia contra o Santo Nome de Jesus. No mesmo mês, no Mosteiro Carmelita de Tours, em França, Jesus revelou-se à humilde porteira, Irmã Maria [a Irmã Maria de São Pedro era uma freira carmelita descalça, que vivia em Tours, França. É conhecida por ter iniciado a devoção à Santa Face de Jesus]: "Meu Coração é blasfemado por toda parte: até as crianças blasfemam. Com a blasfêmia, o pecador amaldiçoa-me na minha face; ataca-me abertamente e faz o seu próprio julgamento e condenação. Recorro à Verônica para enxugar o meu divino Rosto, pois ele tem poucos adoradores." Assim, em 27 de outubro de 1845, nasceu, em Tours, o movimento de reparação à Santa Face de Jesus.
O Padre Caetano tomou conhecimento dele e, em 1918, juntou-se aos Missionários da Santa Face de Tours. No ano seguinte, fundou a Confraria da Santa Face, na sua paróquia: "Unamo-nos na devoção à Santa Face, para expiar os nossos pecados, sobretudo a blasfêmia e a profanação da festa, pela conversão dos pecadores. Desejamos tornar-nos almas reparadoras, contribuir para o triunfo da Igreja, participar das sublimes recompensas prometidas por Nosso Senhor."
Em 1921, foi nomeado pároco de Santa Maria da Purificação, em Reggio Calabria. Nesta nova paróquia, criou um centro radiante de vida eucarística, difundindo, por todos os meios, o amor pela Santa Face de Jesus, adorada na Santíssima Eucaristia. Continuou a sua pregação itinerante por toda a diocese e toda a região da Calábria. Uma vasta comunidade cresceu ao seu redor.
Foi capelão das prisões e do hospital de Reggio; director espiritual do Seminário diocesano e, mais tarde, cónego penitenciário da catedral.
Nas suas pregações, pelas montanhas de Aspromonte, encontrou muitos jovens que, por falta de recursos, não conseguiam realizar a sua vocação sacerdotal. Em 1921, o Padre Caetano fundou a Sociedade Vocacional para os Clérigos Pobres e encaminhou vários deles para o sacerdócio. Ao mesmo tempo, planeava outra grande obra.
Em 1934, embora já com a saúde debilitada, mas indomável no seu amor a Deus e no seu zelo pela salvação das almas, fundou uma família religiosa, dedicada à oração reparadora, à evangelização e ao auxílio aos jovens - a começar pela infância - e aos idosos, alcançando aldeias remotas nas montanhas, sem estradas e completamente abandonadas.
Assim nasceram as Irmãs Verônicas da Santa Face de Jesus, para que "como Verônica enxugou o rosto ferido de Jesus a caminho do Calvário, elas o adorem e o amem loucamente, na Eucaristia, e enxuguem as lágrimas e as feridas dos mais pobres e solitários".
Todos o chamam "Pai": ele é verdadeiramente o Pai das almas, dos sacerdotes, das pessoas consagradas e até mesmo dos pecadores. Todos eles leem atentamente o seu boletim informativo, Il Volto Santo, (a Santa Face) no qual aprendem sobre a sua espiritualidade e o seu modo de vida. Escutam a sua pregação simples, porém fervorosa. Encontram consolo e coragem no seu amor por Nossa Senhora, a quem ele amava e seguia, especialmente na mensagem que ela revelou em La Salette em 1846, com seu poderoso chamamento à conversão do pecado, à reparação pelos pecados da humanidade e ao constante retorno a Deus.
Os seus bispos, desde aquele que o ordenou até D. João Ferro, que chegou à diocese em 1950, viam-no com admiração e veneração, como um guia amoroso e um pai espiritual. Foi Monsenhor Ferro quem aprovou as ‘Irmãs Verônicas’ em 25 de Março de 1958 e acolheu o último projecto do Padre Caetano: a construção do Santuário da Santa Face, que se tornaria, nas suas palavras, "o centro de adoração perpétua e reparação contra a blasfêmia e a profanação da festa".
O Padre Caetano Catanoso faleceu ao amanhecer do dia 4 de Abril de 1963, Quinta-Feira Santa. Aqueles que o conheceram descreveram-no como uma luz brilhante, a bondade personificada, um tabernáculo vivo de Deus. "Encontrava-o sempre com o Rosário na mão", dizia o seu Arcebispo, Monsenhor Ferro.
A sua fama de santidade espalhou-se, confirmada pela cura milagrosa de uma freira de uma doença gravíssima, ocorrida no mesmo dia da sua morte.
Caetano Catanoso foi beatificado pelo Papa João Paulo II, no dia 4 de Maio de 1997 e canonizado, pelo Papa Bento XVI, no dia 23 de Outubro de 2005.
A sua memória litúrgica é celebrada no dia 4 de Abril.

domingo, 22 de março de 2026

EM DESTAQUE:

 


*VISITA PASCAL EM SANTA MARIA DA FEIRA


ITINERÁRIOS


DOMINGO DE PÁSCOA – 5 de abril 2026

 

1.                Juiz da Cruz: António Manuel Teixeira - 919212320

Manhã: Largo de Camões; Rua Dr. Roberto Alves; Rotunda do Rotary; Largo Dr. Gaspar Moreira; Largo da Misericórdia; Rua Dr. Elísio de Castro e Rua dos Descobrimentos.

Tarde: Rua Dr. Elísio de Castro; Largo Sampaio Maia; Rua Cândido de Pinho; Rotunda do Hospital; Rua Dr. João de Magalhães; Av. 25 de Abril; Rua Dr. Vitorino Sá; Rua Bispo Dom Sebastião Soares Resende; Beco de Rolães; Largo Dr. Aguiar Cardoso; Rua Comendador Sá Couto; Rua da Pedreira; Rua de S. Sebastião; Rua das Penas; Rua João Caracol e Rua Comendador Sá Couto.

 

2.                Juiz da Cruz: Roberto Carlos Reis – 965506359

Manhã: Rua do Inatel; Rua Dr. Santos Carneiro (limite com a Av. Dr. Belchior Cardoso da Costa); Rua Dr. Vaz Ferreira (limite Rua das Fogaceiras); Rua Óscar Pinto; Rua das Fogaceiras até à PSP); Rua Jornal Correio da Feira; Rua de S. Nicolau; Rua Dr. Vitorino de Sá e Rua dos Descobrimentos.

Tarde: Largo Ângelo Sampaio Maia, Rua Av. 5 de Outubro, Travessa Cal das Eiras, Rua Cal das Eiras; Rua Duarte Pacheco; Rua Viana da Mota; Rua Arlindo do Sousa; Rua António Sérgio; (limite com a Rua dos Combatentes); Avenida Dr. Domingos de Sousa; Rua dos Serralheiros, Rua de Nossa Senhora de Campos, Praceta de Nossa Senhora de Campos e Avenida Dr. Aurélio Gonçalves Pinheiro.

 

3.               Juiz da Cruz: Manuel Madureira - 922136351 

Manhã: Capela da Piedade; Rua Nossa Senhora da Piedade; Rua Condessa Joana Forjaz Pereira; Rua Francisco Costa Neves; Rua dos Moinhos; Rua das Fogaceiras; Rua Dr. Joaquim Alves Moreira; Rua Dr. Paulo de Sá e Avenida 25 de Abril.

Tarde: Rua de Santa Cruz; Rua S. Sebastião; Travessa D. Maria da Luz Albuquerque; Rua 1.º de Maio; Rua Dr. Egas Moniz e Rua António Castro Corte Real.

 

4.                Juiz da Cruz: Joaquim Ferreira - 919 660 282

Manhã: Rua Ferreira de Castro, sentido descendente; Avenida Dr. Sá Carneiro; Rua João Mendes Cardoso; Rua de S. Paulo da Cruz; Rua Dr., Crispim Borges de Castro; Rua Comandante Martins; Rua 20 de Janeiro e Rua Mestre António Joaquim. 

Tarde: Travessa de Santo André; Rua Antero Andrade e Silva; Avenida Fortunato Menéres; Rua Ferreira de Castro sentido ascendente; Rua Alexandre Herculano; Rua do Brasil; Rua Comendador Sá Couto; Travessa Santa Cruz; Travessa de Campos; Rua Dr. Henrique Veiga de Macedo; Rua Dra. Domitília de Carvalho e Rua Professora Gilberta Paiva.

 

5.                Juiz da Cruz: Paulino Sá – 917591584

Manhã: Rua Ferreira Castro; Rua Conselheiro Correia Marques; Rua António José Almeida; Rua da Relva; Rua Fernando Miranda; Rua José Correia de Sá; Rua Dra. Domitília Carvalho; Rua Pe. Manuel Soares dos Reis e Rua Mestre António Joaquim.

Tarde: Rua de Santo André; Travessa Nossa Senhora da Saúde; Rua Bispo D. Florentino Andrade e Silva; Rua Poeta Eduardo Meireles; Travessa Poeta Eduardo Meireles; Rua Terras de Santa Maria; Rua José dos Santos; Rua de Targovishte; Rua de Santa Maria da Feira; Rua Amigos da Feira; Rua dos Passionistas; Rua de Catió; Rua Joué-Lès-Tours; Rua Dr. Alfredo Silva Terra e Rua Antero Andrade e Silva.

 

 

SEGUNDA-FEIRA DE PÁSCOA – 6 de abril 2026

 

1.                Juiz da Cruz: Horácio Sá – 962980563

Manhã: Rua da Azenha; Beco do Lambro - parte final da Av. 25 de Abril; Rua Luís de Campos (parte); Rua da Velha (até ao Largo da Velha) Travessa do Pinhal; Rua da Velha (parte final); Travessa da Velha; Bairro da Misericórdia; Rua D. Manuel II; Travessa Maria de Lurdes Portela; Rua Maria de Lurdes Portela; Parte final da Av. 5 de Outubro (zona do E. Leclerc) e Rua Osvaldo Silva.

Tarde: Rua Bombeiros Voluntários (início junto à Sede Amigos do Cavaco) incluindo Alto do Calvário; Travessa do Cavaco; Avenida 5 de Outubro; Rua João António de Andrade; Travessa das Regadas; Rua José Soares de Sá e Rua Eduardo Vaz (parte inicial).

 

2.                Juiz da Cruz: Roberto Carlos Reis – 965506359

Manhã: Rua de Picalhos; Rua da Casa dos Choupos; Travessa da Charca; Travessa da Pederneira; Travessa da Circunvalação; Rua da Circunvalação; Rua António Martins Soares Leite; Rotunda Lions Clube da Feira; Rua Dom Ximenes Belo; Rua José Saramago; Travessa D. Ximenes Belo e Praça Horácio Alvim.

Tarde: Rua do Castelo; Rua de Matos, Travessa das Alminhas, Rua Orfeão da Feira, Travessa do Cabido; Rua da Portela, Travessa da Portela, Beco da Portela, Travessa do Orfeão da Feira, Travessa de Macieira; Rua Benjamim de Brito; Rua Eduardo Vaz; início da Rua Manuel Laranjeira, Rua José Soares de Sá, Rua do Carvalhal e Rua Irmão Gabriel.

 

3.                Juiz da Cruz: Joaquim Ferreira - 919 660 282

Manhã: Rua Moinho das Campainhas; Travessa da Guiné; Rua António Figueiredo; Rua de Cabo Verde; Travessa de Goa; Travessa da Damão; Rua de Moçambique; Rua de Angola; Rua de Macau; Rua da Guiné; Praceta Vila Nova São Tomé; Travessa de Diu; Rua de Timor; Praceta Horácio Alvim e Bairro da Refrey.

Tarde: Rua Crispim Borges de Castro; Rua de Vila Boa; Rua Germano Silva Santos; Rua Ribeiras do Cáster; Rua Manuel Correia Marques e Rua José Luís Bastos.

 

4.                Juiz da Cruz: Paulino Sá - 917591584

Manhã: Rua Dr. Domingos Trincão (CERCIFEIRA); Rua das Corgas; Rua do Ameal; Rua de Milheirós; Rua dos Canteiros; Rua do Ameal; Rua Centro Paroquial (Remolha); Largo da Remolha; Rua dos Cinco Caminhos; Rua Nossa Senhora de Fátima e Rua Joaquim Pinto de Lima.

Tarde: Rua do Monte; Travessa do Monte; Rua de Nossa Senhora de Fátima, (junto às escolas); Rua de S. José; Rua Dr. Domingos Trincão; Rua D. Moisés Alves de Pinho; Travessa S. Paulo da Cruz; Rua de Milheirós e Rua do Monte.

 

5.                Juiz da Cruz: Fernando Faria - 966653063

Manhã: Rua dos Moinhos; Bairro de Picalhos; Rua Luís Campos; Rua Coronel José Barbosa; Rua Regimento de Engenharia de Espinho; Rua Afonso Henriques; Rua Comendador Marcolino de Castro; Rua da Velha (parceria com compasso n.º 1 até à Rua D. Manuel II e Rua de Timor.

Tarde: Rua António Sampaio Maia; Rua das Fábricas, - Outeiro (limite da freguesia com S. João de Ver); Rua dos Bombeiros; Rua Ribeiras do Cáster (Bairro do Balteiro), Rua Dr. Eduardo Vaz até ao Restaurante Cantinho Nobre, Lar S. Nicolau e Rua José Soares de Sá.