PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO “… Tornando-se obediente até à morte e morte de cruz…” (cf. Filipenses 2, 8) Jesus «esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo» (Flp 2, 7). Deixemo-nos introduzir por estas palavras do apóstolo Paulo nos dias da Semana Santa em que a Palavra de Deus, quase como um refrão, nos mostra Jesus como servo: na Quinta-feira Santa, é o servo que lava os pés aos discípulos; na Sexta-feira Santa, é apresentado como o servo sofredor e vitorioso (cf. Is 52, 13); e, já amanhã, ouvimos Isaías profetizar acerca d’Ele: «Eis o meu servo que Eu amparo» (42, 1). Deus salvou-nos, servindo-nos. Geralmente pensamos que somos nós que servimos a Deus. Mas não; foi Ele que nos serviu gratuitamente, porque nos amou primeiro. É difícil amar, sem ser amado; e é ainda mais difícil servir, se não nos deixamos servir por Deus. Uma pergunta: e como nos serviu o Senhor? Dando a sua vida por nós. Somos queridos a seus olhos, mas custamos-Lhe caro. Santa Ângela de Foligno testemunhou que ouviu de Jesus estas palavras: «Amar-te não foi uma brincadeira». O seu amor levou-O a sacrificar-Se por nós, a tomar sobre Si todo o nosso mal. É algo que nos deixa sem palavras: Deus salvou-nos, deixando que o nosso mal se encarniçasse sobre Ele: sem reagir, somente com a humildade, paciência e obediência do servo, exclusivamente com a força do amor. E o Pai sustentou o serviço de Jesus: não desbaratou o mal que se abatia sobre Ele, mas sustentou o seu sofrimento, para que o nosso mal fosse vencido apenas com o bem, para que fosse completamente atravessado pelo amor. Em toda a sua profundidade. O Senhor serviu-nos até ao ponto de experimentar as situações mais dolorosas para quem ama: a traição e o abandono. A traição. Jesus sofreu a traição do discípulo que O vendeu e do discípulo que O renegou. Foi traído pela multidão que primeiro clamava hossana, e depois «seja crucificado!» (Mt 27, 22). Foi traído pela instituição religiosa que O condenou injustamente, e pela instituição política que lavou as mãos. Pensemos nas traições, pequenas ou grandes, que sofremos na vida. É terrível quando se descobre que a confiança deposta foi burlada. No fundo do coração, nasce uma tal deceção que a vida parece deixar de ter sentido. É assim, porque nascemos para ser amados e para amar, e o mais doloroso é ser traído por quem nos prometera ser leal e solidário. Não podemos sequer imaginar como terá sido doloroso para Deus, que é amor. Olhemos dentro nós mesmos; se formos sinceros para connosco, veremos as nossas infidelidades. Tanta falsidade, hipocrisia e fingimento! Tantas boas intenções traídas! Tantas promessas quebradas! Tantos propósitos esmorecidos! O Senhor conhece melhor do que nós o nosso coração; sabe como somos fracos e inconstantes, quantas vezes caímos, quanto nos custa levantar e como é difícil sanar certas feridas. E que fez Ele para nos ajudar, para nos servir? Aquilo que dissera através do profeta: «Curarei a sua infidelidade, amá-los-ei de todo o coração» (Os 14, 5). Curou-nos, tomando sobre Si as nossas infidelidades, removendo as nossas traições. Assim nós, em vez de desanimarmos com medo de não ser capazes, podemos levantar o olhar para o Crucificado, receber o seu abraço e dizer: «Olha! A minha infidelidade está ali. Fostes Vós, Jesus, que pegastes nela. Abris-me os braços, servis-me com o vosso amor, continuais a amparar-me Assim poderei seguir em frente!» O abandono. Segundo o Evangelho de hoje, na cruz, Jesus diz uma frase, uma apenas: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?» (Mt 27, 46). É uma frase impressionante. Jesus sofrera o abandono dos seus, que fugiram. Restava-Lhe, porém, o Pai. Agora, no abismo da solidão, pela primeira vez designa-O pelo nome genérico de «Deus». E clama, «com voz forte», «porquê», o «porquê» mais dilacerante: «Porque Me abandonaste também Tu?» Na realidade, trata-se das palavras de um Salmo (cf. 22, 2), que nos dizem como Jesus levou à oração inclusive a extrema desolação. Mas, a verdade é que Ele a experimentou: experimentou o maior abandono, que os Evangelhos atestam reproduzindo as suas palavras originais. Porquê tudo isto? Uma vez mais… por nós, para servir-nos. Porque quando nos sentimos encurralados, quando nos encontramos num beco sem saída, sem luz nem via de saída, quando parece que nem Deus responde, lembremo-nos que não estamos sozinhos. Jesus experimentou o abandono total, a situação mais estranha para Ele, a fim de ser em tudo solidário connosco. Fê-lo por mim, por ti, por todos nós; fê-lo para nos dizer: «Não temas! Não estás sozinho. Experimentei toda a tua desolação para estar sempre ao teu lado». Eis o ponto até onde nos serviu Jesus, descendo ao abismo dos nossos sofrimentos mais atrozes, até à traição e ao abandono. Hoje, no drama da pandemia, perante tantas certezas que se desmoronam, diante de tantas expetativas traídas, no sentido de abandono que nos aperta o coração, Jesus diz a cada um: «Coragem! Abre o coração ao meu amor. Sentirás a consolação de Deus, que te sustenta». (…) (da Homilia do Papa Francisco, na Missa de Domingo de Ramos, Vaticano - Roma, no dia 5 de Abril de 2020.

sábado, 28 de março de 2026

*VISITA PASCAL EM SANTA MARIA DA FEIRA

 


ITINERÁRIOS

DOMINGO DE PÁSCOA – 5 de abril 2026

 

1.                Juiz da Cruz: António Manuel Teixeira - 919212320

 

Manhã: Largo de Camões; Rua Dr. Roberto Alves; Rotunda do Rotary; Largo Dr. Gaspar Moreira; Largo da Misericórdia; Rua Dr. Elísio de Castro e Rua dos Descobrimentos.

Tarde: Rua Dr. Elísio de Castro; Largo Sampaio Maia; Rua Cândido de Pinho; Rotunda do Hospital; Rua Dr. João de Magalhães; Av. 25 de Abril; Rua Dr. Vitorino Sá; Rua Bispo Dom Sebastião Soares Resende; Beco de Rolães; Largo Dr. Aguiar Cardoso; Rua Comendador Sá Couto; Rua da Pedreira; Rua de S. Sebastião; Rua das Penas; Rua João Caracol e Rua Comendador Sá Couto.

 

2.                Juiz da Cruz: Roberto Carlos Reis – 965506359

 

Manhã: Rua do Inatel; Rua Dr. Santos Carneiro (limite com a Av. Dr. Belchior Cardoso da Costa); Rua Dr. Vaz Ferreira (limite Rua das Fogaceiras); Rua Óscar Pinto; Rua das Fogaceiras até à PSP); Rua Jornal Correio da Feira; Rua de S. Nicolau; Rua Dr. Vitorino de Sá e Rua dos Descobrimentos.

Tarde: Largo Ângelo Sampaio Maia, Rua Av. 5 de Outubro, Travessa Cal das Eiras, Rua Cal das Eiras; Rua Duarte Pacheco; Rua Viana da Mota; Rua Arlindo do Sousa; Rua António Sérgio; (limite com a Rua dos Combatentes); Avenida Dr. Domingos de Sousa; Rua dos Serralheiros, Rua de Nossa Senhora de Campos, Praceta de Nossa Senhora de Campos e Avenida Dr. Aurélio Gonçalves Pinheiro.

 

3.               Juiz da Cruz: Manuel Madureira - 922136351

 

Manhã: Capela da Piedade; Rua Nossa Senhora da Piedade; Rua Condessa Joana Forjaz Pereira; Rua Francisco Costa Neves; Rua dos Moinhos; Rua das Fogaceiras; Rua Dr. Joaquim Alves Moreira; Rua Dr. Paulo de Sá e Avenida 25 de Abril. 

Tarde: Rua de Santa Cruz; Rua S. Sebastião; Travessa D. Maria da Luz Albuquerque; Rua 1.º de Maio; Rua Dr. Egas Moniz e Rua António Castro Corte Real.

 

4.                Juiz da Cruz: Joaquim Ferreira - 919 660 282

 

Manhã: Rua Ferreira de Castro, sentido descendente; Avenida Dr. Sá Carneiro; Rua João Mendes Cardoso; Rua de S. Paulo da Cruz; Rua Dr., Crispim Borges de Castro; Rua Comandante Martins; Rua 20 de Janeiro e Rua Mestre António Joaquim.

Tarde: Travessa de Santo André; Rua Antero Andrade e Silva; Avenida Fortunato Menéres; Rua Ferreira de Castro sentido ascendente; Rua Alexandre Herculano; Rua do Brasil; Rua Comendador Sá Couto; Travessa Santa Cruz; Travessa de Campos; Rua Dr. Henrique Veiga de Macedo; Rua Dra. Domitília de Carvalho e Rua Professora Gilberta Paiva.

 

5.                Juiz da Cruz: Paulino Sá – 917591584

 

Manhã: Rua Ferreira Castro; Rua Conselheiro Correia Marques; Rua António José Almeida; Rua da Relva; Rua Fernando Miranda; Rua José Correia de Sá; Rua Dra. Domitília Carvalho; Rua Pe. Manuel Soares dos Reis e Rua Mestre António Joaquim.

Tarde: Rua de Santo André; Travessa Nossa Senhora da Saúde; Rua Bispo D. Florentino Andrade e Silva; Rua Poeta Eduardo Meireles; Travessa Poeta Eduardo Meireles; Rua Terras de Santa Maria; Rua José dos Santos; Rua de Targovishte; Rua de Santa Maria da Feira; Rua Amigos da Feira; Rua dos Passionistas; Rua de Catió; Rua Joué-Lès-Tours; Rua Dr. Alfredo Silva Terra e Rua Antero Andrade e Silva.

 

 

SEGUNDA-FEIRA DE PÁSCOA – 6 de abril 2026

 

1.                Juiz da Cruz: Horácio Sá – 962980563

 

Manhã: Rua da Azenha; Beco do Lambro - parte final da Av. 25 de Abril; Rua Luís de Campos (parte); Rua da Velha (até ao Largo da Velha) Travessa do Pinhal; Rua da Velha (parte final); Travessa da Velha; Bairro da Misericórdia; Rua D. Manuel II; Travessa Maria de Lurdes Portela; Rua Maria de Lurdes Portela; Parte final da Av. 5 de Outubro (zona do E. Leclerc) e Rua Osvaldo Silva.

Tarde: Rua Bombeiros Voluntários (início junto à Sede Amigos do Cavaco) incluindo Alto do Calvário; Travessa do Cavaco; Avenida 5 de Outubro; Rua João António de Andrade; Travessa das Regadas; Rua José Soares de Sá e Rua Eduardo Vaz (parte inicial).

 

2.                Juiz da Cruz: Roberto Carlos Reis – 965506359

 

Manhã: Rua de Picalhos; Rua da Casa dos Choupos; Travessa da Charca; Travessa da Pederneira; Travessa da Circunvalação; Rua da Circunvalação; Rua António Martins Soares Leite; Rotunda Lions Clube da Feira; Rua Dom Ximenes Belo; Rua José Saramago; Travessa D. Ximenes Belo e Praça Horácio Alvim.

Tarde: Rua do Castelo; Rua de Matos, Travessa das Alminhas, Rua Orfeão da Feira, Travessa do Cabido; Rua da Portela, Travessa da Portela, Beco da Portela, Travessa do Orfeão da Feira, Travessa de Macieira; Rua Benjamim de Brito; Rua Eduardo Vaz; início da Rua Manuel Laranjeira, Rua José Soares de Sá, Rua do Carvalhal e Rua Irmão Gabriel.

 

3.                Juiz da Cruz: Joaquim Ferreira - 919 660 282

 

Manhã: Rua Moinho das Campainhas; Travessa da Guiné; Rua António Figueiredo; Rua de Cabo Verde; Travessa de Goa; Travessa da Damão; Rua de Moçambique; Rua de Angola; Rua de Macau; Rua da Guiné; Praceta Vila Nova São Tomé; Travessa de Diu; Rua de Timor; Praceta Horácio Alvim e Bairro da Refrey.

Tarde: Rua Crispim Borges de Castro; Rua de Vila Boa; Rua Germano Silva Santos; Rua Ribeiras do Cáster; Rua Manuel Correia Marques e Rua José Luís Bastos.

 

4.                Juiz da Cruz: Paulino Sá - 917591584

 

Manhã: Rua Dr. Domingos Trincão (CERCIFEIRA); Rua das Corgas; Rua do Ameal; Rua de Milheirós; Rua dos Canteiros; Rua do Ameal; Rua Centro Paroquial (Remolha); Largo da Remolha; Rua dos Cinco Caminhos; Rua Nossa Senhora de Fátima e Rua Joaquim Pinto de Lima.

Tarde: Rua do Monte; Travessa do Monte; Rua de Nossa Senhora de Fátima, (junto às escolas); Rua de S. José; Rua Dr. Domingos Trincão; Rua D. Moisés Alves de Pinho; Travessa S. Paulo da Cruz; Rua de Milheirós e Rua do Monte.

 

5.                Juiz da Cruz: Fernando Faria - 966653063


Manhã: Rua dos Moinhos; Bairro de Picalhos; Rua Luís Campos; Rua Coronel José Barbosa; Rua Regimento de Engenharia de Espinho; Rua Afonso Henriques; Rua Comendador Marcolino de Castro; Rua da Velha (parceria com compasso n.º 1 até à Rua D. Manuel II e Rua de Timor.

Tarde: Rua António Sampaio Maia; Rua das Fábricas, - Outeiro (limite da freguesia com S. João de Ver); Rua dos Bombeiros; Rua Ribeiras do Cáster (Bairro do Balteiro), Rua Dr. Eduardo Vaz até ao Restaurante Cantinho Nobre, Lar S. Nicolau e Rua José Soares de Sá.


EM DESTAQUE:

 


*DOMINGO DE RAMOS
 
A Igreja celebra, neste Domingo, 29 de Março, a sua semana maior: a Semana Santa. O Domingo de Ramos, também conhecido como Domingo da Paixão, representa o grande portal pelo qual entramos na Semana Santa, tempo em que contemplamos os últimos momentos da vida de Jesus: a entrada de Jesus em Jerusalém, acolhido por uma multidão festiva e, portanto, a memória da sua Paixão. No ano 400, a procissão de ramos já se realizava, em Jerusalém. A Missa é toda dedicada ao tema da Paixão de Jesus: os textos dos Evangelhos, segundo o ano litúrgico, narram a Paixão. A primeira leitura, extraída do livro do profeta Isaías (Cântico do Servo do Senhor), torna-se oração como Salmo 22, com o refrão: "Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?". Esta expressão demonstra certo medo de Jesus, que, de qualquer modo, o levou a obedecer ao Pai "até à morte de cruz", conforme o texto dos Filipenses, escolhido como segunda leitura. Não se trata apenas de uma celebração de "luto" e "lamentação", mas da Semana que representa o "coração" do mistério pascal, quando Jesus dá a sua vida pela nossa salvação: Jesus fez-se homem por amor e, por amor, deu a vida. Com a sua obediência, Jesus demonstra o seu amor ao Pai e, também, aos homens, que veio salvar.
O Domingo de Ramos oferece-nos uma interpretação da nossa vida e do nosso destino. Todos os nossos sofrimentos e lutos encontram resposta em Jesus: por que sofrer, por que morrer, por que tantas escolhas incompreensíveis para o homem? Diante de todas as nossas interrogações, Jesus não deu respostas vagas, mas, com a sua vida, Ele disse que está connosco, ao nosso lado, até o fim. Jamais estaremos sozinhos, nas alegrias e sofrimentos, pois Jesus está connosco. (cf. vatican news)

 


DA PALAVRA DO SENHOR

 


DOMINGO DE RAMOS       

 

“…Cristo Jesus, que era de condição divina,
não Se valeu da sua igualdade com Deus,
mas aniquilou-Se a Si próprio.
Assumindo a condição de servo,
tornou-Se semelhante aos homens.
Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais,
obedecendo até à morte e morte de cruz.
Por isso Deus O exaltou
e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes,
para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem
no céu, na terra e nos abismos,
e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor,
para glória de Deus Pai…” (
cf. Filipenses 2, 6-11)

 


PALAVRA DO PAPA LEÃO


 

- na Audiência-Geral, na Praça de São Pedro, Roma,  no dia 25 de Março de 2026
 
Prezados irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!
Continuamos as catequeses sobre os Documentos do Concílio Vaticano II, comentando a Constituição dogmática Lumen gentium sobre a Igreja (LG). Depois de a ter apresentado como povo de Deus, hoje consideraremos a sua forma hierárquica.
A Igreja católica encontra o seu fundamento nos Apóstolos, desejados por Cristo como colunas vivas do seu Corpo místico, e possui uma dimensão hierárquica que age ao serviço da unidade, da missão e da santificação de todos os membros. Esta Ordem sagrada está permanentemente alicerçada nos Apóstolos (cf. Ef 2, 20; Ap 21, 14), como testemunhas autorizadas da ressurreição de Jesus (cf. At 1, 22; 1 Cor 15, 7) e enviados pelo próprio Senhor em missão ao mundo (cf. Mc 16, 15; Mt 28, 19). Dado que são chamados a preservar fielmente o ensinamento salvífico do Mestre (cf. 2 Tm 1, 13-14), os Apóstolos transmitem o seu ministério a homens que, até ao regresso de Cristo, continuam a santificar, dirigir e ensinar a Igreja «graças àqueles que lhes sucedem no ofício pastoral» (CIC, n. 857).
Esta sucessão apostólica, fundamentada no Evangelho e na Tradição, é aprofundada no capítulo III da Lumen gentium, intitulado «A constituição hierárquica da Igreja e em especial o episcopado». O Concílio ensina que a estrutura hierárquica não é uma construção humana, funcional à organização interna da Igreja como corpo socia (cf. LG, 8), mas uma instituição divina destinada a perpetuar a missão confiada por Cristo aos Apóstolos até ao fim dos tempos.
Que este tema seja abordado no capítulo III, a seguir aos primeiros dois em que se contemplou a verdadeira essência da Igreja (cf. Acta Synodalia III/1, 209-210), não implica que a constituição hierárquica represente um elemento posterior em relação ao povo de Deus: como observa o Decreto Ad gentes, «os Apóstolos foram assim a semente do novo Israel e ao mesmo tempo a origem da sagrada Hierarquia» (n. 5), enquanto comunidade dos redimidos pela Páscoa de Cristo, estabelecida como meio de salvação para o mundo.
Para compreender a intenção do Concílio, é oportuno ler bem o título do capítulo III da Lumen gentium, que explicita a estrutura fundamental da Igreja, recebida de Deus Pai mediante o Filho e levada a cumprimento com a efusão do Espírito Santo. Os Padres conciliares não queriam apresentar os elementos institucionais da Igreja, como poderia sugerir o substantivo “constituição”, se fosse entendida no sentido moderno. Pelo contrário, o Documento centra-se no «sacerdócio ministerial ou hierárquico», que difere «essencialmente e não apenas em grau» do sacerdócio comum dos fiéis, recordando que eles «se ordenam mutuamente um ao outro, pois um e outro participam, a seu modo, do único sacerdócio de Cristo» (LG, 10). Portanto, o Concílio aborda o ministério que é transmitido a homens investidos de sacra potestas (cf. LG, 18) para o serviço na Igreja: medita em particular sobre o episcopado (LG, 18-27), depois sobre o presbiterado (LG, 28) e o diaconado (LG, 29) como graus do único sacramento da Ordem.
Por conseguinte, com o adjetivo “hierárquica” o Concílio quer indicar a origem sagrada do ministério apostólico na ação de Jesus, Bom Pastor, assim como as suas relações internas. Em primeiro lugar os Bispos, e através deles os presbíteros e os diáconos, receberam tarefas (em latim, munera) que os colocam ao serviço de «todos os que pertencem ao Povo de Deus», a fim de que «alcancem a salvação, concorrendo livre e ordenadamente para o mesmo fim» (LG, 18).
Lumen gentium recorda repetidamente a natureza colegial e comunional desta missão apostólica, reiterando que «encargo que o Senhor confiou aos pastores do seu povo é um verdadeiro serviço, significativamente chamado “diaconia” ou ministério na Sagrada Escritura» (LG, 24). Assim, compreende-se por que motivo São Paulo VI apresentou a hierarquia como realidade «nascida da caridade de Cristo para realizar, difundir e garantir a transmissão intacta e fecunda do tesouro de fé, exemplos, preceitos e carismas, deixado por Cristo à sua Igreja» (Alocução, 14 de setembro de 1964, in Acta Synodalia III/1, 147).
Prezadas irmãs e irmãos, oremos ao Senhor a fim de que envie à sua Igreja ministros que sejam ardentes de caridade evangélica, dedicados ao bem de todos os batizados, e missionários intrépidos em todas as partes do mundo. (cf. Santa Sé)

PARA REZAR

 


- SALMO 21

Refrão: Meu Deus, Meu Deus, porque Me abandonastes?

 

Todos os que me vêem escarnecem de mim,
estendem os lábios e meneiam a cabeça:
«Confiou no Senhor, Ele que o livre,
Ele que o salve, se é seu amigo».

 

Matilhas de cães me rodearam,
cercou-me um bando de malfeitores.
Trespassaram as minhas mãos e os meus pés,
posso contar todos os meus ossos.

 

Repartiram entre si as minhas vestes
e deitaram sortes sobre a minha túnica.
Mas Vós, Senhor, não Vos afasteis de mim,
sois a minha força, apressai-Vos a socorrer-me.

 

Hei-de falar do vosso nome aos meus irmãos,
hei-de louvar-Vos no meio da assembleia.
Vós, que temeis o Senhor, louvai-O,
glorificai-O, vós todos os filhos de Jacob,
reverenciai-O, vós todos os filhos de Israel.

 


SANTOS POPULARES

 


SÃO CAETANO CATANOSO
 
A estrada que liga Chorio a Reggio Calabria, em 1889, era longa e acidentada. António Catanoso tinha saído cedo de casa para levar o seu filho Caetano, de 10 anos, ao Seminário. Mas, em dado momento, o menino não aguentou mais. António colocou-o uma cesta, em cima do burro. Ao cair da noite, chegaram ao seu destino.
Ao apresentar-se, Caetano disse: "Vim para ser padre"…
É somente por Jesus que se podem viver tais aventuras: frágil de saúde, mas ardendo de amor pelo seu ideal, começou a dedicar-se, seriamente, a crescer no amor a Deus e ao próximo. De vez em quando, vinha a casa para estar com a família e para recuperar as energias. Mas não se deixava abater.
"Quem te faz viver assim?" - poderíamos perguntar. A resposta: "Só Jesus". Somente Jesus e mais ninguém.
Aos 16 anos, já vestido de batina, pregou o seu primeiro sermão ao povo da sua cidade natal, surpreendendo a todos com o fervor com que falava de Jesus, presente no Santíssimo Sacramento do altar e de Nossa Senhora, sua e nossa Mãe. "Foi um episódio belíssimo", diria ele um dia, "um prenúncio da minha futura missão sacerdotal".
Caetano Catanoso nasceu em Chorio de São Lourenço, no dia 14 de Fevereiro de 1879. Os seus pais - António Catanoso e Antónia Tripodi - eram agricultores, proprietários de algumas terras e trabalhavam nos seus campos. O menino cresceu numa família humilde, rica em fé e de filhos. No Seminário, porém, os seus superiores temiam que ele não chegasse a ser padre. Mas, ele, surpreendendo a todos, cresceu de forma tão brilhante que dizia de si mesmo: "Até o burrinho conseguiu".
Foi ordenado sacerdote, em Reggio Calabria, no dia 20 de Setembro de 1902. Estava tão feliz naquele dia, que exclamou: "Ó familiares e amigos que viestes compartilhar da minha festa, rogai ao Sagrado Coração de Jesus para que me santifique". Jurou nunca cometer nenhum pecado, mortal ou venial, e estar na presença de Deus a cada instante da sua vida.
Em 1904, com apenas 25 anos, foi nomeado pároco em Pentadattilo, uma pequena vila nas montanhas de Aspromonte, onde permaneceu até 1921. Apaixonado por Deus, passava grande parte do seu tempo na igreja, adorando Jesus na Eucaristia, após a celebração da Santa Missa, o centro do seu dia e da sua vida, como um Anjo faria, se pudesse.
Diariamente, atendia muitas pessoas que vinham confessar-se. A sua fama de excelente confessor e de óptimo director espiritual propagou-se, rapidamente, pela região: não eram só os seus paroquianos; mas, também, muitas pessoas das redondezas e até mesmo de longe, incluindo vários sacerdotes.
Dedicou-se, com amor paterno, ao seu povo, às crianças e aos jovens, aos idosos e aos doentes, e aos mais pobres. Para a educação dos jovens, fundou uma escola nocturna gratuita; convidava os fiéis a participar na Santa Missa com consciência e fervor. Foi enviado para pregar missões e ouvir confissões noutras paróquias dentro e fora da Diocese. Tornou-se guia de muitos sacerdotes, religiosos, freiras e outras pessoas consagradas.
No silêncio da sua igreja, o Padre Caetano desenvolveu uma grande missão. Em 1915, quando já gozava de fama de santidade, começou a publicar um periódico para homens e mulheres consagrados, "L'ora eucaristica sacerdotale", (a hoara eucarística sacerdotal) sem excluir ninguém. Em 1918, conheceu o Padre Luís Orione que, em 1908 se destacara pela sua caridade, durante os terremotos de Messina e Reggio Calabria, e cresceu no seu fervor apostólico.
A sua "hora" aproximava-se. Em agosto de 1843, o Papa Gregório XVI estabeleceu a Confraria da Santa Face de Jesus, em Roma, para expiar as ofensas contra Ele, especialmente a blasfêmia contra o Santo Nome de Jesus. No mesmo mês, no Mosteiro Carmelita de Tours, em França, Jesus revelou-se à humilde porteira, Irmã Maria [a Irmã Maria de São Pedro era uma freira carmelita descalça, que vivia em Tours, França. É conhecida por ter iniciado a devoção à Santa Face de Jesus]: "Meu Coração é blasfemado por toda parte: até as crianças blasfemam. Com a blasfêmia, o pecador amaldiçoa-me na minha face; ataca-me abertamente e faz o seu próprio julgamento e condenação. Recorro à Verônica para enxugar o meu divino Rosto, pois ele tem poucos adoradores." Assim, em 27 de outubro de 1845, nasceu, em Tours, o movimento de reparação à Santa Face de Jesus.
O Padre Caetano tomou conhecimento dele e, em 1918, juntou-se aos Missionários da Santa Face de Tours. No ano seguinte, fundou a Confraria da Santa Face, na sua paróquia: "Unamo-nos na devoção à Santa Face, para expiar os nossos pecados, sobretudo a blasfêmia e a profanação da festa, pela conversão dos pecadores. Desejamos tornar-nos almas reparadoras, contribuir para o triunfo da Igreja, participar das sublimes recompensas prometidas por Nosso Senhor."
Em 1921, foi nomeado pároco de Santa Maria da Purificação, em Reggio Calabria. Nesta nova paróquia, criou um centro radiante de vida eucarística, difundindo, por todos os meios, o amor pela Santa Face de Jesus, adorada na Santíssima Eucaristia. Continuou a sua pregação itinerante por toda a diocese e toda a região da Calábria. Uma vasta comunidade cresceu ao seu redor.
Foi capelão das prisões e do hospital de Reggio; director espiritual do Seminário diocesano e, mais tarde, cónego penitenciário da catedral.
Nas suas pregações, pelas montanhas de Aspromonte, encontrou muitos jovens que, por falta de recursos, não conseguiam realizar a sua vocação sacerdotal. Em 1921, o Padre Caetano fundou a Sociedade Vocacional para os Clérigos Pobres e encaminhou vários deles para o sacerdócio. Ao mesmo tempo, planeava outra grande obra.
Em 1934, embora já com a saúde debilitada, mas indomável no seu amor a Deus e no seu zelo pela salvação das almas, fundou uma família religiosa, dedicada à oração reparadora, à evangelização e ao auxílio aos jovens - a começar pela infância - e aos idosos, alcançando aldeias remotas nas montanhas, sem estradas e completamente abandonadas.
Assim nasceram as Irmãs Verônicas da Santa Face de Jesus, para que "como Verônica enxugou o rosto ferido de Jesus a caminho do Calvário, elas o adorem e o amem loucamente, na Eucaristia, e enxuguem as lágrimas e as feridas dos mais pobres e solitários".
Todos o chamam "Pai": ele é verdadeiramente o Pai das almas, dos sacerdotes, das pessoas consagradas e até mesmo dos pecadores. Todos eles leem atentamente o seu boletim informativo, Il Volto Santo, (a Santa Face) no qual aprendem sobre a sua espiritualidade e o seu modo de vida. Escutam a sua pregação simples, porém fervorosa. Encontram consolo e coragem no seu amor por Nossa Senhora, a quem ele amava e seguia, especialmente na mensagem que ela revelou em La Salette em 1846, com seu poderoso chamamento à conversão do pecado, à reparação pelos pecados da humanidade e ao constante retorno a Deus.
Os seus bispos, desde aquele que o ordenou até D. João Ferro, que chegou à diocese em 1950, viam-no com admiração e veneração, como um guia amoroso e um pai espiritual. Foi Monsenhor Ferro quem aprovou as ‘Irmãs Verônicas’ em 25 de Março de 1958 e acolheu o último projecto do Padre Caetano: a construção do Santuário da Santa Face, que se tornaria, nas suas palavras, "o centro de adoração perpétua e reparação contra a blasfêmia e a profanação da festa".
O Padre Caetano Catanoso faleceu ao amanhecer do dia 4 de Abril de 1963, Quinta-Feira Santa. Aqueles que o conheceram descreveram-no como uma luz brilhante, a bondade personificada, um tabernáculo vivo de Deus. "Encontrava-o sempre com o Rosário na mão", dizia o seu Arcebispo, Monsenhor Ferro.
A sua fama de santidade espalhou-se, confirmada pela cura milagrosa de uma freira de uma doença gravíssima, ocorrida no mesmo dia da sua morte.
Caetano Catanoso foi beatificado pelo Papa João Paulo II, no dia 4 de Maio de 1997 e canonizado, pelo Papa Bento XVI, no dia 23 de Outubro de 2005.
A sua memória litúrgica é celebrada no dia 4 de Abril.

domingo, 22 de março de 2026

EM DESTAQUE:

 


*VISITA PASCAL EM SANTA MARIA DA FEIRA


ITINERÁRIOS


DOMINGO DE PÁSCOA – 5 de abril 2026

 

1.                Juiz da Cruz: António Manuel Teixeira - 919212320

Manhã: Largo de Camões; Rua Dr. Roberto Alves; Rotunda do Rotary; Largo Dr. Gaspar Moreira; Largo da Misericórdia; Rua Dr. Elísio de Castro e Rua dos Descobrimentos.

Tarde: Rua Dr. Elísio de Castro; Largo Sampaio Maia; Rua Cândido de Pinho; Rotunda do Hospital; Rua Dr. João de Magalhães; Av. 25 de Abril; Rua Dr. Vitorino Sá; Rua Bispo Dom Sebastião Soares Resende; Beco de Rolães; Largo Dr. Aguiar Cardoso; Rua Comendador Sá Couto; Rua da Pedreira; Rua de S. Sebastião; Rua das Penas; Rua João Caracol e Rua Comendador Sá Couto.

 

2.                Juiz da Cruz: Roberto Carlos Reis – 965506359

Manhã: Rua do Inatel; Rua Dr. Santos Carneiro (limite com a Av. Dr. Belchior Cardoso da Costa); Rua Dr. Vaz Ferreira (limite Rua das Fogaceiras); Rua Óscar Pinto; Rua das Fogaceiras até à PSP); Rua Jornal Correio da Feira; Rua de S. Nicolau; Rua Dr. Vitorino de Sá e Rua dos Descobrimentos.

Tarde: Largo Ângelo Sampaio Maia, Rua Av. 5 de Outubro, Travessa Cal das Eiras, Rua Cal das Eiras; Rua Duarte Pacheco; Rua Viana da Mota; Rua Arlindo do Sousa; Rua António Sérgio; (limite com a Rua dos Combatentes); Avenida Dr. Domingos de Sousa; Rua dos Serralheiros, Rua de Nossa Senhora de Campos, Praceta de Nossa Senhora de Campos e Avenida Dr. Aurélio Gonçalves Pinheiro.

 

3.               Juiz da Cruz: Manuel Madureira - 922136351 

Manhã: Capela da Piedade; Rua Nossa Senhora da Piedade; Rua Condessa Joana Forjaz Pereira; Rua Francisco Costa Neves; Rua dos Moinhos; Rua das Fogaceiras; Rua Dr. Joaquim Alves Moreira; Rua Dr. Paulo de Sá e Avenida 25 de Abril.

Tarde: Rua de Santa Cruz; Rua S. Sebastião; Travessa D. Maria da Luz Albuquerque; Rua 1.º de Maio; Rua Dr. Egas Moniz e Rua António Castro Corte Real.

 

4.                Juiz da Cruz: Joaquim Ferreira - 919 660 282

Manhã: Rua Ferreira de Castro, sentido descendente; Avenida Dr. Sá Carneiro; Rua João Mendes Cardoso; Rua de S. Paulo da Cruz; Rua Dr., Crispim Borges de Castro; Rua Comandante Martins; Rua 20 de Janeiro e Rua Mestre António Joaquim. 

Tarde: Travessa de Santo André; Rua Antero Andrade e Silva; Avenida Fortunato Menéres; Rua Ferreira de Castro sentido ascendente; Rua Alexandre Herculano; Rua do Brasil; Rua Comendador Sá Couto; Travessa Santa Cruz; Travessa de Campos; Rua Dr. Henrique Veiga de Macedo; Rua Dra. Domitília de Carvalho e Rua Professora Gilberta Paiva.

 

5.                Juiz da Cruz: Paulino Sá – 917591584

Manhã: Rua Ferreira Castro; Rua Conselheiro Correia Marques; Rua António José Almeida; Rua da Relva; Rua Fernando Miranda; Rua José Correia de Sá; Rua Dra. Domitília Carvalho; Rua Pe. Manuel Soares dos Reis e Rua Mestre António Joaquim.

Tarde: Rua de Santo André; Travessa Nossa Senhora da Saúde; Rua Bispo D. Florentino Andrade e Silva; Rua Poeta Eduardo Meireles; Travessa Poeta Eduardo Meireles; Rua Terras de Santa Maria; Rua José dos Santos; Rua de Targovishte; Rua de Santa Maria da Feira; Rua Amigos da Feira; Rua dos Passionistas; Rua de Catió; Rua Joué-Lès-Tours; Rua Dr. Alfredo Silva Terra e Rua Antero Andrade e Silva.

 

 

SEGUNDA-FEIRA DE PÁSCOA – 6 de abril 2026

 

1.                Juiz da Cruz: Horácio Sá – 962980563

Manhã: Rua da Azenha; Beco do Lambro - parte final da Av. 25 de Abril; Rua Luís de Campos (parte); Rua da Velha (até ao Largo da Velha) Travessa do Pinhal; Rua da Velha (parte final); Travessa da Velha; Bairro da Misericórdia; Rua D. Manuel II; Travessa Maria de Lurdes Portela; Rua Maria de Lurdes Portela; Parte final da Av. 5 de Outubro (zona do E. Leclerc) e Rua Osvaldo Silva.

Tarde: Rua Bombeiros Voluntários (início junto à Sede Amigos do Cavaco) incluindo Alto do Calvário; Travessa do Cavaco; Avenida 5 de Outubro; Rua João António de Andrade; Travessa das Regadas; Rua José Soares de Sá e Rua Eduardo Vaz (parte inicial).

 

2.                Juiz da Cruz: Roberto Carlos Reis – 965506359

Manhã: Rua de Picalhos; Rua da Casa dos Choupos; Travessa da Charca; Travessa da Pederneira; Travessa da Circunvalação; Rua da Circunvalação; Rua António Martins Soares Leite; Rotunda Lions Clube da Feira; Rua Dom Ximenes Belo; Rua José Saramago; Travessa D. Ximenes Belo e Praça Horácio Alvim.

Tarde: Rua do Castelo; Rua de Matos, Travessa das Alminhas, Rua Orfeão da Feira, Travessa do Cabido; Rua da Portela, Travessa da Portela, Beco da Portela, Travessa do Orfeão da Feira, Travessa de Macieira; Rua Benjamim de Brito; Rua Eduardo Vaz; início da Rua Manuel Laranjeira, Rua José Soares de Sá, Rua do Carvalhal e Rua Irmão Gabriel.

 

3.                Juiz da Cruz: Joaquim Ferreira - 919 660 282

Manhã: Rua Moinho das Campainhas; Travessa da Guiné; Rua António Figueiredo; Rua de Cabo Verde; Travessa de Goa; Travessa da Damão; Rua de Moçambique; Rua de Angola; Rua de Macau; Rua da Guiné; Praceta Vila Nova São Tomé; Travessa de Diu; Rua de Timor; Praceta Horácio Alvim e Bairro da Refrey.

Tarde: Rua Crispim Borges de Castro; Rua de Vila Boa; Rua Germano Silva Santos; Rua Ribeiras do Cáster; Rua Manuel Correia Marques e Rua José Luís Bastos.

 

4.                Juiz da Cruz: Paulino Sá - 917591584

Manhã: Rua Dr. Domingos Trincão (CERCIFEIRA); Rua das Corgas; Rua do Ameal; Rua de Milheirós; Rua dos Canteiros; Rua do Ameal; Rua Centro Paroquial (Remolha); Largo da Remolha; Rua dos Cinco Caminhos; Rua Nossa Senhora de Fátima e Rua Joaquim Pinto de Lima.

Tarde: Rua do Monte; Travessa do Monte; Rua de Nossa Senhora de Fátima, (junto às escolas); Rua de S. José; Rua Dr. Domingos Trincão; Rua D. Moisés Alves de Pinho; Travessa S. Paulo da Cruz; Rua de Milheirós e Rua do Monte.

 

5.                Juiz da Cruz: Fernando Faria - 966653063

Manhã: Rua dos Moinhos; Bairro de Picalhos; Rua Luís Campos; Rua Coronel José Barbosa; Rua Regimento de Engenharia de Espinho; Rua Afonso Henriques; Rua Comendador Marcolino de Castro; Rua da Velha (parceria com compasso n.º 1 até à Rua D. Manuel II e Rua de Timor.

Tarde: Rua António Sampaio Maia; Rua das Fábricas, - Outeiro (limite da freguesia com S. João de Ver); Rua dos Bombeiros; Rua Ribeiras do Cáster (Bairro do Balteiro), Rua Dr. Eduardo Vaz até ao Restaurante Cantinho Nobre, Lar S. Nicolau e Rua José Soares de Sá.

 


DA PALAVRA DO SENHOR



V DOMINGO DA QUARESMA    

 

“…Assim fala o Senhor Deus:
«Vou abrir os vossos túmulos
e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo,
para vos reconduzir à terra de Israel.
Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor,
quando abrir os vossos túmulos
e deles vos fizer ressuscitar, ó meu povo.
Infundirei em vós o meu espírito e revivereis.
Hei de fixar-vos na vossa terra
e reconhecereis que Eu, o Senhor, o disse e o executarei»...” (
cf. Ezequiel 37, 12-14)

PALAVRA DO PAPA LEÃO



- na Audiência-Geral, na Praça de São Pedro, Roma,  no dia 18 de Março de 2026

Prezados irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos! 
Hoje, gostaria de voltar a reflectir sobre o segundo capítulo da Constituição conciliar “Lumen gentium” (LG), dedicado à Igreja como povo de Deus. O povo messiânico (LG, 9) recebe de Cristo a participação na obra sacerdotal, profética e real, na qual se realiza a sua missão salvífica. Os Padres conciliares ensinam que, mediante a nova e eterna Aliança, o Senhor Jesus instituiu um reino de sacerdotes, constituindo os seus discípulos num «sacerdócio real» (1 Pd 2, 9; cf. 1 Pd 2, 5; Ap 1, 6). Este sacerdócio comum dos fiéis é conferido através do Baptismo, que nos torna capazes de prestar culto a Deus, em espírito e verdade, e de «confessar diante dos homens a fé recebida de Deus, por meio da Igreja» (cf. LG, 11). Além disso, mediante o sacramento da Confirmação ou Crisma, todos os baptizados «são mais perfeitamente vinculados à Igreja, enriquecidos com uma força especial do Espírito Santo e, deste modo, ficam obrigados a difundir e defender a fé, por palavras e obras, como verdadeiras testemunhas de Cristo» (ibid.). Esta consagração está na raiz da missão comum que une os ministros ordenados e os fiéis leigos. A este propósito, o Papa Francisco observava assim: «Olhar para o Povo de Deus é recordar que todos fazemos a nossa entrada na Igreja como leigos. O primeiro Sacramento, que sela para sempre a nossa identidade, e do qual deveríamos estar sempre orgulhosos, é o Baptismo. Através dele e com a unção do Espírito Santo [os fiéis] “são consagrados para ser edifício espiritual e sacerdócio santo” (LG, 10)... assim todos formamos o Santo Povo fiel de Deus» (Carta ao Presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, 19 de março de 2016). O exercício do sacerdócio real realiza-se de muitas maneiras, todas elas orientadas para a nossa santificação, em primeiro lugar, participando na oferta da Eucaristia. Mediante a oração, a ascese e a caridade activa, testemunhamos, assim, uma vida renovada pela graça de Deus (cf. LG, 10). Como resume o Concílio, «a índole sagrada e a estrutura orgânica da comunidade sacerdotal efectivam-se pelos sacramentos e pelas virtudes» (LG, 11). Além disso, os Padres conciliares ensinam que o santo Povo de Deus participa, também, da missão profética de Cristo (cf. LG, 12). Neste contexto, introduzem o importante tema do sentido da fé e do consenso dos fiéis. A Comissão doutrinal do Concílio especificava que este ‘sensus fidei’ «é como uma faculdade de toda a Igreja, graças à qual, na sua fé, ela reconhece a revelação transmitida, distinguindo entre o verdadeiro e o falso nas questões de fé e, ao mesmo tempo, penetra nela mais profundamente, aplicando-a na vida de maneira mais plena» (cf. Acta Synodalia, III/1, 199). Por conseguinte, o sentido da fé pertence aos fiéis individualmente, não a título próprio, mas enquanto membros do povo de Deus, no seu conjunto. A ‘Lumen gentium’ concentra a atenção neste último aspecto, pondo-o em relação com a infalibilidade da Igreja, à qual está intimamente ligada, servindo-a, a do Romano Pontífice. A totalidade dos fiéis que receberam a unção do Santo (cf. 1 Jo 2, 20 e 27), não pode enganar-se na fé; e esta sua propriedade peculiar manifesta-se por meio do sentir sobrenatural da fé de todo o povo quando ele, “desde os Bispos até ao último dos fiéis leigos”, manifesta o consenso universal em matéria de fé e costumes (cf. LG, 12). Assim, a Igreja, como comunhão dos fiéis que inclui, obviamente, os pastores, não pode errar na fé: o órgão desta sua propriedade, assente na unção do Espírito Santo, é o sentido sobrenatural da fé de todo o povo de Deus, que se manifesta no consenso dos fiéis. Desta unidade, que o Magistério eclesial salvaguarda, decorre que cada baptizado é sujeito activo de evangelização, chamado a dar testemunho coerente de Cristo segundo o dom profético que o Senhor infunde em toda a sua Igreja. Com efeito, o Espírito Santo, que nos advém de Jesus Ressuscitado, dispensa «graças especiais entre os fiéis de todas as classes, com as quais os tornam aptos e dispostos a assumir diversas tarefas e encargos, proveitosos para a renovação e cada vez mais ampla edificação da Igreja» (LG, 12). Uma demonstração peculiar desta vitalidade carismática é oferecida pela vida consagrada, que brota e floresce continuamente por obra da graça. Inclusive, as formas associativas eclesiais constituem um exemplo resplandecente da variedade e fecundidade dos frutos espirituais para a edificação do Povo de Deus. Caríssimos, despertemos em nós a consciência e a gratidão por ter recebido o dom de fazer parte do Povo de Deus; e também a responsabilidade que isto implica. (cf. Santa Sé)

PARA REZAR

 


- SALMO 129

Refrão: Junto do Senhor a misericórdia!

              Junto do Senhor a abundância da rdenção!

 

Do profundo abismo chamo por Vós, Senhor,
Senhor, escutai a minha voz.
Estejam os vossos ouvidos atentos
à voz da minha súplica.

 

Se tiverdes em conta as nossas faltas,
Senhor, quem poderá salvar-se?
Mas em Vós está o perdão,
para Vos servirmos com reverência.

 

Eu confio no Senhor,
a minha alma espera na sua palavra.
A minha alma espera pelo Senhor
mais do que as sentinelas pela aurora.

 

Porque no Senhor está a misericórdia
e com Ele abundante redenção.
Ele há de libertar Israel
de todas as suas faltas.


SANTOS POPULARES

 


SANTA CATARINA DA SUÉCIA

Catarina nasceu na Suécia, em 1331. Foi a sexta dos oito filhos de Brígida da Suécia (Santa Brígida) e Ulf. Foi educada segundo os usos e preceitos da Igreja Católica e instruída no amor cristão pelo próximo.
No processo de canonização da sua mãe, Catarina deu este testemunho: "Lembro-me quando minha mãe me levava, juntamente com as minhas irmãs, a visitar os hospitais, que havia mandado construir. Com as suas próprias mãos, enfaixava, sem repugnância, as feridas dos enfermos". De facto, o desejo de Brígida era que os seus filhos aprendessem a servir ao Senhor nos pobres e doentes. Catarina cresceu neste clima profundamente evangélico.
Era ainda muito jovem quando a sua mãe foi chamada, pela Corte sueca, para ser a governanta de Bianca de Namur, jovem noiva do rei Magnus Eriksson. Catarina e a sua irmã, Ingeborg, foram confiadas ao mosteiro cisterciense de Riseberg.
Alguns anos mais tarde, Brígida deixou Estocolmo, por causa de alguns conflitos com a realeza sueca e por ter ficado muito chocada com a morte do seu filho de 11 anos, Gudmar. Desejando aprofundar a sua fé, a sua mãe decidiu fazer algumas peregrinações, com o marido.
Catarina, então, ficou hospedada, com a sua irmã Cecília, no convento dominicano de Skenninge, para continuar os seus estudos. No entanto, sentia muito a falta da vida familiar.
Quando Catarina tinha 14 anos, o seu pai - ao voltar, gravemente doente de Santiago de Compostela, com a sua esposa - decidiu passar os últimos anos da sua vida no mosteiro cisterciense de Alvastra. Porém, ele queria ver a sua filha casada; por isso, ofereceu a sua mão a Edgar von Kyren. Apesar de ser contrária ao matrimónio, Catarina obedeceu aos seus pais, mas, de comum acordo com o seu marido, fez voto de castidade. O casal levou um estilo de vida monacal, feito de oração, jejuns e penitências.
O seu modelo foi, sempre, a sua mãe. Brígida, que, depois da morte do seu marido, Ulf, também foi para o Mosteiro de Alvastra. Alguns anos depois, Brígida fundou um Mosteiro em Vadstena. Catarina amava e admirava profundamente a sua mãe e aspirava à sua santidade. Mas, ao contrário da mãe, Catarina ainda não sabia como servir a Igreja.
Em 1349, Brígida partiu para Roma, a fim de obter a aprovação da sua fundação, em Vadstena, e para pedir o regresso do Papa a Roma: o Papa vivia em Avinhão, França.
Catarina ficou triste com a sua partida. No entanto, no ano seguinte, reencontrou a mãe, por ocasião do Ano Santo, aceitando o convite do Papa para visitar o túmulo de Pedro e as outras grandes Basílicas romanas, para obter as indulgências. Durante a sua permanência em Roma, faleceu o seu marido, Edgar.
A convite da sua mãe, Catarina permaneceu em Itália. Porém, sentia falta da Suécia: sofria de solidão e de depressão. A sua mãe proibira-a de sair de casa sozinha, porque Roma não era segura para uma jovem sueca, bela e rica, que atraía os olhares de muitos vilões.
Catarina recusou diversas propostas de casamento e escapou de muitos pretendentes. O veado, que sempre é representado ao seu lado, tê-la-ia salvado, ao distrair um pretendente, que havia sido rejeitado, que queria raptá-la.
Para manter a distância dos homens, Catarina começou a usar roupas simples ou gastas. Ficou atormentada pela inquietação de não saber qual o estilo de vida que deveria adoptar. Para discernir qual seria a vontade de Deus, rezou à Virgem, que, em sonhos, a convidou a obedecer a sua mãe. Então, ela seguiu-a em todas as suas iniciativas, dedicando-se, total e amorosamente, às suas causas.
Com a sua mãe, Catarina dedicou-se à catequese entre as nobres famílias romanas e às obras de caridade; promoveu o projecto deVadstena e fez várias peregrinações. Viveu com a sua mãe durante cerca de vinte anos. Na sua casa, perto do Campo das Flores, em Roma, viveram em extrema pobreza, numa vida feita de actividades pastorais, de oração e de rígida ascese.
Brígida faleceu no dia 23 de Julho de 1373. O seu desejo, expresso à sua filha, era que os seus restos mortais fossem sepultados no Mosteiro de Vadstena.
Após uma longa viagem, Catarina chegou lá, no dia 4 de Julho do ano seguinte, e decidiu ser monja. Ao ser eleita abadessa, regressou a Roma para pedir a canonização da sua mãe e obter a aprovação da regra da Ordem que havia fundado.
Nos cinco anos seguintes, Catarina reuniu depoimentos sobre a vida da sua mãe. Apresentou-os, em primeiro lugar, ao Gregório XI e, depois, ao Papa Urbano VI. Este aprovou a regra da Ordem Brigidina, com uma Bula datada de 3 de Dezembro de 1378, mas omitiu a Causa de Canonização de Brígida. Depois de entregar toda a documentação necessária, Catarina regressou a Vadstena, onde faleceu no dia 24 de Março de 1381.
Em Roma, segundo a tradição, Catarina salvou milagrosamente a cidade da inundação do Tibre, cujas margens haviam transbordado. O episódio é retratado numa pintura, preservada na capela a ela dedicada, na Piazza Farnese.
O Papa Inocêncio VIII autorizou a transladação solene das suas relíquias; mas foi a devoção popular, unânime e universal, que lhe conferiu o título de santa.
A sua memória litúrgica é celebrada no dia 24 de Março.

sábado, 14 de março de 2026

DA PALAVRA DO SENHOR

 


IV DOMINGO DA QUARESMA   

 

“…Outrora vós éreis trevas,
mas agora sois luz no Senhor.
Vivei como filhos da luz,
porque o fruto da luz é a bondade, a justiça e a verdade.
Procurai sempre o que mais agrada ao Senhor.
Não tomeis parte nas obras das trevas, que são inúteis;
tratai antes de condená-las abertamente,
porque o que eles fazem em segredo
até é vergonhoso dizê-lo.
Mas, todas as coisas que são condenadas
são postas a descoberto pela luz,
e tudo que assim se manifesta torna-se luz.
É por isso que se diz:
«Desperta, tu que dormes; levanta-te do meio dos mortos
e Cristo brilhará sobre ti»…”(
cf. Efésios 5, 8-14)