Além da equipa formadora que acompanha de perto os seminaristas candidatos ao sacerdócio, não podemos esquecer e nem podemos prescindir da comunidade, sobretudo paroquial, como suporte dos futuros sacerdotes.
E o primeiro sinal de pertença neste processo alargado que compete à comunidade é a oração. Da oração nascem todos os projetos que são de Deus. Daí a necessidade e o apelo à oração. Comunidade cristã que não reza não é comunidade cristã, comunidade cristã que não reza pelos seus Seminários é uma comunidade ausente e desligada da família geradora de vocações para o sacerdócio.
Valorizando a imagem do bom semeador, a oração é a semente que muitos lançam com insistência, mesmo sem conhecerem os terrenos, nos quais apenas confiam e reconhecem potencialidades. Rezar, rezar, semear, semear.
E os frutos? Ninguém adivinha, ninguém sabe quando vão germinar, mas acreditam que um dia irão surgir. É um futuro que está para além dos desenhos, dos mapas, das previsões, que tantas vezes vão sendo definidos.
Mas uma certeza não abandonamos: sem oração, o Seminário não pode florescer, as sementes não poderão corresponder Àquele que é a origem de todos os dons, incluindo obrigatoriamente o sacerdócio. Como membros de uma única família, equipas formadoras, comunidades paroquiais, onde se desenvolvem vínculos e relações, a oração antecede e precede o florescimento de sacerdotes.
Rezemos pelos Seminários, pelos formadores, e que também estão além do institucional. Rezemos pelos seminaristas, sintamo-nos comunidades comprometidas, para que os Seminários floresçam. Sem a oração de todos, sobretudo das comunidades cristãs, os Seminários não podem crescer espontaneamente, não podem prosperar as vocações sacerdotais e não se podem desenvolver com sucesso as sementes que já estão depositadas no coração de muitos jovens.
É natural que o futuro não corresponda ao que sonhamos e necessitamos como resultado prático, mas que corresponda ao plano de florescimento que reside na visão do Senhor dos Seminários, dos seminaristas, que é Jesus, o nosso Bom Pastor, Aquele que é o Senhor das ovelhas.
Que Maria, Mãe das Vocações e Refúgio das comunidades cristãs, Mulher de vínculos de proximidade, ampare esta nossa intenção e a nossa fervorosa oração, nesta primeira semana de Novembro…”
O Papa inicia esta Viagem Apostólica com uma mensagem centrada na escuta, na unidade, na paz e na promoção da dignidade humana, a ser proposta a uma América Latina marcada por profundas raízes históricas, culturais e religiosas, e onde a Igreja é chamada a renovar o seu compromisso com a evangelização, a justiça social e a construção da fraternidade.
A viagem tem, também, um significado muito pessoal para Leão XIV, especialmente pelo retorno ao Peru, país onde viveu durante muitos anos como missionário, religioso agostiniano e bispo de Chiclayo. Será uma oportunidade de reencontrar comunidades que marcaram profundamente a sua trajetória pastoral.
Mais do que uma agenda repleta de compromissos institucionais e celebrações litúrgicas, a viagem pretende ser uma oportunidade de encontro com os povos latino-americanos, com as suas alegrias, dificuldades, esperanças e desafios.
A defesa da dignidade humana, a promoção da paz, a atenção aos mais vulneráveis, a educação, a juventude, a família e o compromisso missionário da Igreja estarão entre os temas que marcarão os encontros do Papa.
Na Audiência-Geral, do passado 4 de Novembro, o Papa Leão XIV pediu aos fiéis que o acompanhem com as suas orações, para que a viagem fortaleça a fé, renove a esperança e reacenda a chama da caridade, desafiando todos para anunciar o Evangelho, com alegria. “… Confio-me às vossas orações, para que esta viagem fortaleça a fé, renove a esperança, reavive o fogo da caridade e seja um impulso para continuar a anunciar o Evangelho, com alegria …”.
A peregrinação apostólica, que terminará no dia 17 de Novembro, com o seu regresso a Roma, será também uma oportunidade para reafirmar a proximidade do Sucessor de Pedro com as Igrejas locais e fortalecer os laços de comunhão e fraternidade entre os povos da América Latina e a Igreja universal. (cf. Vatican News)






















