BEATA MARIA LEONIS
Käthe Elisabeth Müller nasceu
em Gdańsk, no dia 3 de Fevereiro de 1913. Era uma das três filhas de Bruno
Ludwig e Ana Matilda (nascida Dams), que pertenciam à classe média urbana. Foi
baptizada na Igreja de São Nicolau.
Aos seis anos, começou a frequentar a escola primária e, posteriormente, o ensino médio. Era talentosa na música e amava poesia e ciências. Ainda adolescente, sentiu o desejo de seguir a vida religiosa.
Em 1932, com 19 anos, Käthe entrou no Convento de Braniewo, onde, após concluir o postulantado inicial, começou a estudar num colégio católico para raparigas. Em 29 de Abril de 1936, entrou para o noviciado e adoptou o nome religioso ‘Maria Leonis’. No dia 2 de Maio de 1938, dia dos seus primeiros votos religiosos, disse às freiras suas companheiras: “Os vossos maridos são maravilhosos, mas o meu é o mais belo de todos”. Feliz pelos seus votos recém-professados, procurou desenvolver os ideais cristãos e o espírito religioso por meio da perseverança e da força de vontade.
Foi enviada para trabalhar, como professora, no internato feminino em Heilsberg (Lidzbark Warmiński). O seu trabalho em Lidzbark provavelmente teria durado mais tempo se não tivesse iniciado a Segunda Guerra Mundial. Os seus superiores enviaram-na para Mehlsack (Pieniężno), para um hospital de campanha militar. Um grande número de refugiados e soldados polacos feridos foram abrigados no prédio da casa missionária dos Padres do Verbo Divino. Lá, a Irmã Maria Leonis deparou-se com muita pobreza e sofrimento humano, aos quais não se mostrou indiferente. Após dois meses, voltou a Lidzbark Warmiński, onde auxiliou na educação das crianças. Em 1940, foi transferida para o noviciado em Braniewo, onde lhe foi confiada a função de assistente da mestra de noviças.
Na primavera de 1941, a Irmã Maria Leonis fez os votos perpétuos, com consciência e amor. Nos seus apontamentos, constavam as palavras: "Senhor, não permitais que eu ame ninguém, além de Vós".
Em 1942, foi transferida para Reszel. Não querendo desperdiçar o seu talento como professora, foi enviada para trabalhar como educadora num internato, cuidando de meninas. Contudo, as autoridades nazis, desejando impedir a Igreja do seu trabalho educacional, fecharam a escola, e a Irmã Maria Leonis voltou a Braniewo. As suas superioras decidiram enviá-la para estudar farmácia em Königsberg, onde iniciou os estudos, na Universidade Albrecht. Gradualmente, a universidade tornou-se, cada vez mais, sujeita à influência nazista, que se tornou dominante na universidade estatal. Essa situação foi fonte de grande sofrimento para a Irmã Maria Leonis. Então, após dois anos de estudos, ela pediu dispensa. Foi enviada para Olsztyn, para auxiliar na administração do hospital municipal. Assumiu, também, a responsabilidade da farmácia do hospital.
Em Janeiro de 1945, juntamente com toda a sua comunidade e as enfermarias do hospital, ela testemunhou a entrada das tropas soviéticas.
O seu martírio começou no dia 21 de Janeiro e durou quase cinco meses. Após a ocupação do hospital pelas tropas do Exército Vermelho, as freiras foram espancadas e humilhadas. A Irmã Maria Leonis foi violada e abusada. Lutando tenazmente para se defender, sofreu uma fractura no crânio. Suportou heroicamente todo esse sofrimento, e somente o pensamento de que, dessa forma, poderia expiar os seus pecados, lhe deu força e coragem. Às suas Irmãs que haviam passado por provação semelhante, ela disse: "Agora temos a oportunidade de amar os nossos inimigos, não de retribuir o mal com o mal".
Depois foi para a prisão de Olsztyn, de onde foi enviada para Ciechanów. No campo de trânsito da NKVD, ela sofreu muito com a fome e a sede. O desprezo e as zombarias que suportou aumentaram o seu sofrimento. Foi, também, forçada a entregar os últimos símbolos da fé que possuía.
No dia 16 de Março, as prisioneiras foram divididas em três grupos. A Irmã Maria Leonis foi separada das outras freiras. Chorando, ofereceu essa dor a Deus em reparação dos pecados do mundo. Foi deportada para o interior da Rússia.
A Irmã Maria Leonis morreu no dia 5 de Junho de 1945, num local desconhecido, vítima dos ferimentos, da fome e do esforço físico. Tinha 32 anos. O seu martírio foi particularmente amargo, mas suportado com grande amor por Jesus.
O Papa Francisco, no dia 14 de Março de 2024, reconheceu o seu martírio por ódio à fé, juntamente com o das outras catorze Irmãs, também elas vítimas das atrocidades cometidas pelos soldados do Exército Vermelho.
Foram beatificadas, no dia 31 de Maio de 2025, pelo Papa Leão XIV.
Aos seis anos, começou a frequentar a escola primária e, posteriormente, o ensino médio. Era talentosa na música e amava poesia e ciências. Ainda adolescente, sentiu o desejo de seguir a vida religiosa.
Em 1932, com 19 anos, Käthe entrou no Convento de Braniewo, onde, após concluir o postulantado inicial, começou a estudar num colégio católico para raparigas. Em 29 de Abril de 1936, entrou para o noviciado e adoptou o nome religioso ‘Maria Leonis’. No dia 2 de Maio de 1938, dia dos seus primeiros votos religiosos, disse às freiras suas companheiras: “Os vossos maridos são maravilhosos, mas o meu é o mais belo de todos”. Feliz pelos seus votos recém-professados, procurou desenvolver os ideais cristãos e o espírito religioso por meio da perseverança e da força de vontade.
Foi enviada para trabalhar, como professora, no internato feminino em Heilsberg (Lidzbark Warmiński). O seu trabalho em Lidzbark provavelmente teria durado mais tempo se não tivesse iniciado a Segunda Guerra Mundial. Os seus superiores enviaram-na para Mehlsack (Pieniężno), para um hospital de campanha militar. Um grande número de refugiados e soldados polacos feridos foram abrigados no prédio da casa missionária dos Padres do Verbo Divino. Lá, a Irmã Maria Leonis deparou-se com muita pobreza e sofrimento humano, aos quais não se mostrou indiferente. Após dois meses, voltou a Lidzbark Warmiński, onde auxiliou na educação das crianças. Em 1940, foi transferida para o noviciado em Braniewo, onde lhe foi confiada a função de assistente da mestra de noviças.
Na primavera de 1941, a Irmã Maria Leonis fez os votos perpétuos, com consciência e amor. Nos seus apontamentos, constavam as palavras: "Senhor, não permitais que eu ame ninguém, além de Vós".
Em 1942, foi transferida para Reszel. Não querendo desperdiçar o seu talento como professora, foi enviada para trabalhar como educadora num internato, cuidando de meninas. Contudo, as autoridades nazis, desejando impedir a Igreja do seu trabalho educacional, fecharam a escola, e a Irmã Maria Leonis voltou a Braniewo. As suas superioras decidiram enviá-la para estudar farmácia em Königsberg, onde iniciou os estudos, na Universidade Albrecht. Gradualmente, a universidade tornou-se, cada vez mais, sujeita à influência nazista, que se tornou dominante na universidade estatal. Essa situação foi fonte de grande sofrimento para a Irmã Maria Leonis. Então, após dois anos de estudos, ela pediu dispensa. Foi enviada para Olsztyn, para auxiliar na administração do hospital municipal. Assumiu, também, a responsabilidade da farmácia do hospital.
Em Janeiro de 1945, juntamente com toda a sua comunidade e as enfermarias do hospital, ela testemunhou a entrada das tropas soviéticas.
O seu martírio começou no dia 21 de Janeiro e durou quase cinco meses. Após a ocupação do hospital pelas tropas do Exército Vermelho, as freiras foram espancadas e humilhadas. A Irmã Maria Leonis foi violada e abusada. Lutando tenazmente para se defender, sofreu uma fractura no crânio. Suportou heroicamente todo esse sofrimento, e somente o pensamento de que, dessa forma, poderia expiar os seus pecados, lhe deu força e coragem. Às suas Irmãs que haviam passado por provação semelhante, ela disse: "Agora temos a oportunidade de amar os nossos inimigos, não de retribuir o mal com o mal".
Depois foi para a prisão de Olsztyn, de onde foi enviada para Ciechanów. No campo de trânsito da NKVD, ela sofreu muito com a fome e a sede. O desprezo e as zombarias que suportou aumentaram o seu sofrimento. Foi, também, forçada a entregar os últimos símbolos da fé que possuía.
No dia 16 de Março, as prisioneiras foram divididas em três grupos. A Irmã Maria Leonis foi separada das outras freiras. Chorando, ofereceu essa dor a Deus em reparação dos pecados do mundo. Foi deportada para o interior da Rússia.
A Irmã Maria Leonis morreu no dia 5 de Junho de 1945, num local desconhecido, vítima dos ferimentos, da fome e do esforço físico. Tinha 32 anos. O seu martírio foi particularmente amargo, mas suportado com grande amor por Jesus.
O Papa Francisco, no dia 14 de Março de 2024, reconheceu o seu martírio por ódio à fé, juntamente com o das outras catorze Irmãs, também elas vítimas das atrocidades cometidas pelos soldados do Exército Vermelho.
Foram beatificadas, no dia 31 de Maio de 2025, pelo Papa Leão XIV.
