SANTA BÁRBARA CUI LIANZHI
Bárbara Cui Lianzhi foi
uma mãe chinesa que, durante as perseguições do século XX, ofereceu a sua vida
como testemunho do seu amor inabalável por Cristo.
Nascida em Liushuitao, província de Hebei, China, em meados do século XIX, Bárbara Cui Lianzhi cresceu num contexto social marcado por fortes tradições e valores familiares. Conhecida pela sua bondade e profunda devoção religiosa, casou-se com um homem com quem compartilhou alegrias e tristezas, criando uma família grande e unida. A sua vida era pacífica, pontuada pelo ritmo diário do trabalho e dos cuidados com os filhos, até que a sombra da perseguição se abateu sobre a comunidade cristã local.
Os anos, entre o final do século XIX e o início do século XX, foram um período particularmente sombrio para os cristãos, na China. A hostilidade do governo imperial em relação à fé cristã resultou numa série de perseguições que afectaram severamente os fiéis. Bárbara Cui Lianzhi, percebendo o perigo iminente sobre a sua família e a comunidade, não hesitou em professar publicamente a sua fé, tornando-se um ponto de referência e força para os seus irmãos cristãos.
Contudo, a sua tenacidade e coragem atraíram, imediatamente, a atenção das autoridades. Em 1900, durante uma violenta onda de repressão, Bárbara foi presa, juntamente com outros cristãos. Foi submetida a um julgamento sumário e condenada à morte. Apesar da tortura infligida e da pressão que sofreu para renunciar à sua fé, Bárbara permaneceu firme, demonstrando admirável fortaleza e uma profunda confiança em Deus.
No dia 15 de Junho de 1900, Bárbara Cui Lianzhi enfrentou o martírio, com heroica serenidade. A sua morte não foi em vão: o seu exemplo de fé inabalável serviu para fortalecer a comunidade cristã local e difundir a semente do Evangelho, mesmo num contexto de hostilidade e perseguição.
No dia 1 de Outubro de 2000, o Papa João Paulo II proclamou-a Beata, juntamente com um número imenso de mártires chineses. Disse o Papa: “…Hoje a Igreja agradece ao seu Senhor, que a abençoa e a imbui de luz com o esplendor da santidade destes filhos e filhas da China. Não é porventura o Ano Santo o momento mais oportuno para fazer resplandecer o seu testemunho heróico? A jovem Ana Wang, com catorze anos, resiste às ameaças do carnífice que a convida a renegar e, dispondo-se à decapitação, declara com o rosto radiante: "A porta do Céu está aberta a todos" e murmura três vezes "Jesus". E Chi Zhuzi, com dezoito anos, grita destemido aos que acabavam de lhe cortar o braço direito e se preparavam para o esfolar vivo: "Cada pedaço da minha carne, cada gota do meu sangue vos repetirão que sou cristão".
Igual convicção e alegria testemunharam os outros 85 chineses, homens e mulheres de todas as idades e condições, sacerdotes, religiosos e leigos, que selaram a própria indefectível fidelidade a Cristo e à Igreja com o dom da vida. Isto aconteceu ao longo de vários séculos e em complexas e difíceis épocas da história da China. Esta celebração não é a ocasião oportuna para formular juízos sobre aqueles períodos históricos: poder-se-á e dever-se-á fazê-lo noutra circunstância. Com esta solene proclamação de santidade, a Igreja só deseja reconhecer que aqueles Mártires constituem um exemplo de coragem e de coerência para todos nós e honram o nobre povo chinês.
Nesta plêiade de Mártires resplandecem também 33 missionários e missionárias, que deixaram a sua terra e procuraram introduzir-se na realidade chinesa, assumindo com amor as suas características, no desejo de anunciar Cristo e de servir aquele povo. Os seus túmulos estão lá, como que a significar a sua definitiva pertença à China, que eles, apesar dos seus limites humanos, amaram com sinceridade, despendendo por ela as suas energias. "Nunca fizemos mal a ninguém, responde D. Francisco Fogolla ao governador que se prepara para o golpear com a espada. Ao contrário, fizemos o bem a muitos". Deus faz vir a felicidade…”
Foi canonizada, em 2022, pelo Papa Francisco que a inscreveu no Calendário dos Santos.
A sua memória litúrgica é celebrada no dia 15 de Junho.
Nascida em Liushuitao, província de Hebei, China, em meados do século XIX, Bárbara Cui Lianzhi cresceu num contexto social marcado por fortes tradições e valores familiares. Conhecida pela sua bondade e profunda devoção religiosa, casou-se com um homem com quem compartilhou alegrias e tristezas, criando uma família grande e unida. A sua vida era pacífica, pontuada pelo ritmo diário do trabalho e dos cuidados com os filhos, até que a sombra da perseguição se abateu sobre a comunidade cristã local.
Os anos, entre o final do século XIX e o início do século XX, foram um período particularmente sombrio para os cristãos, na China. A hostilidade do governo imperial em relação à fé cristã resultou numa série de perseguições que afectaram severamente os fiéis. Bárbara Cui Lianzhi, percebendo o perigo iminente sobre a sua família e a comunidade, não hesitou em professar publicamente a sua fé, tornando-se um ponto de referência e força para os seus irmãos cristãos.
Contudo, a sua tenacidade e coragem atraíram, imediatamente, a atenção das autoridades. Em 1900, durante uma violenta onda de repressão, Bárbara foi presa, juntamente com outros cristãos. Foi submetida a um julgamento sumário e condenada à morte. Apesar da tortura infligida e da pressão que sofreu para renunciar à sua fé, Bárbara permaneceu firme, demonstrando admirável fortaleza e uma profunda confiança em Deus.
No dia 15 de Junho de 1900, Bárbara Cui Lianzhi enfrentou o martírio, com heroica serenidade. A sua morte não foi em vão: o seu exemplo de fé inabalável serviu para fortalecer a comunidade cristã local e difundir a semente do Evangelho, mesmo num contexto de hostilidade e perseguição.
No dia 1 de Outubro de 2000, o Papa João Paulo II proclamou-a Beata, juntamente com um número imenso de mártires chineses. Disse o Papa: “…Hoje a Igreja agradece ao seu Senhor, que a abençoa e a imbui de luz com o esplendor da santidade destes filhos e filhas da China. Não é porventura o Ano Santo o momento mais oportuno para fazer resplandecer o seu testemunho heróico? A jovem Ana Wang, com catorze anos, resiste às ameaças do carnífice que a convida a renegar e, dispondo-se à decapitação, declara com o rosto radiante: "A porta do Céu está aberta a todos" e murmura três vezes "Jesus". E Chi Zhuzi, com dezoito anos, grita destemido aos que acabavam de lhe cortar o braço direito e se preparavam para o esfolar vivo: "Cada pedaço da minha carne, cada gota do meu sangue vos repetirão que sou cristão".
Igual convicção e alegria testemunharam os outros 85 chineses, homens e mulheres de todas as idades e condições, sacerdotes, religiosos e leigos, que selaram a própria indefectível fidelidade a Cristo e à Igreja com o dom da vida. Isto aconteceu ao longo de vários séculos e em complexas e difíceis épocas da história da China. Esta celebração não é a ocasião oportuna para formular juízos sobre aqueles períodos históricos: poder-se-á e dever-se-á fazê-lo noutra circunstância. Com esta solene proclamação de santidade, a Igreja só deseja reconhecer que aqueles Mártires constituem um exemplo de coragem e de coerência para todos nós e honram o nobre povo chinês.
Nesta plêiade de Mártires resplandecem também 33 missionários e missionárias, que deixaram a sua terra e procuraram introduzir-se na realidade chinesa, assumindo com amor as suas características, no desejo de anunciar Cristo e de servir aquele povo. Os seus túmulos estão lá, como que a significar a sua definitiva pertença à China, que eles, apesar dos seus limites humanos, amaram com sinceridade, despendendo por ela as suas energias. "Nunca fizemos mal a ninguém, responde D. Francisco Fogolla ao governador que se prepara para o golpear com a espada. Ao contrário, fizemos o bem a muitos". Deus faz vir a felicidade…”
Foi canonizada, em 2022, pelo Papa Francisco que a inscreveu no Calendário dos Santos.
A sua memória litúrgica é celebrada no dia 15 de Junho.
