BEATO ANTÓNIO GONZÁLEZ ALONSO
António González Alonso
nasceu no dia 11 de Abril de 1912, em Nembra, na comunidade autónoma das
Astúrias, Espanha. Os seus pais, Severino González e Josefa Alonso, tiveram dez
filhos, dois dos quais morreram na infância; ele era o oitavo. A família
sustentava-se com a agricultura e a criação de gado. O tio paterno de António
era frade dominicano e missionário nas Filipinas, um factor que influenciou,
profundamente, a sua vocação.
O seu pai, Severino, era o responsável pela Confraria das Almas e membro da Associação de Adoração Eucarística Nocturna, na qual inscreveu todos os seus filhos, à medida que cresciam.
Três deles seguiram os passos do tio e tornaram-se dominicanos: Julio, missionário nas Filipinas; Jesús, missionário no Texas; e Severina, na Congregação das Irmãs Dominicanas da Anunciação, em Gijón.
O jovem António também se sentiu chamado para o mesmo caminho: em 1923, entrou na escola apostólica dominicana (instituição para jovens aspirantes), em La Mejorada, perto de Valladolid, onde o seu irmão Jesús já estudava.
Estudou literatura, até 1927, com excelentes resultados, iniciando, então, o postulantado. Mudou-se para o Convento de São Tomás, em Ávila, onde recebeu o hábito, completou o noviciado e fez a sua profissão temporária.
Contudo, contraiu tuberculose e teve de retornar à sua casa, ainda que temporariamente, para se recuperar. Como a sua saúde não melhorou rapidamente, decidiu, por conselho dos seus médicos e irmãos, abandonar a vida dominicana.
Mesmo assim, permaneceu um bom crente: participava, todos os dias, na celebração da missa, desempenhando a missão de acólito. Continuou a participar na Adoração Nocturna e chegou a dirigir a secção ‘São Tarcísio’, para as crianças e os jovens. Em 1935, decidiu matricular-se na Escola Normal de Oviedo, para frequentar o curso de formação de professores.
No dia 20 de Julho de 1936, apenas quatro dias após o início da Guerra Civil Espanhola, António foi feito prisioneiro, juntamente com o seu irmão Cristóvão. Mais tarde, disse-lhe: "Tenho a oportunidade de entregar minha vida a Deus como mártir; não gostaria de desprezar essa graça. Tu faz o que puderes para continuar a viver e a cuidar dos nossos pais. Do céu, acho que rezarei muito pela nossa família."
Os carcereiros obrigaram-no a destruir alguns símbolos religiosos, incluindo a pintura do Sagrado Coração de Jesus, venerada na igreja paroquial, e a pedra do altar (pedra d’ara: no centro do altar, há uma pequena cavidade, onde se coloca uma pedra, comumente de mármore, denominada “Pedra d’ara”, que contém dentro relíquias de santos mártires, recordando o costume primitivo cristão de celebrar o Santo Sacrifício do Calvário sobre o túmulo dos mártires): ele recusou-se, para não violar a sua consciência.
Deram-lhe então vinte e
quatro horas para reconsiderar; caso contrário, matá-lo-iam. Depois desse tempo,
ele não mudou de ideia: "Pensei cuidadosamente e cheguei à conclusão de
que, em consciência, não posso e não devo destruir esta pintura pelo que ela
representa."
No dia 11 de Setembro de 1936, foi tirado da prisão onde se encontrava e levado, de carro, para Moreda. No caminho, passou frente à sua casa, onde a sua mãe estava sentada à porta. Ele gritou para ela: "Adeus, mãe, até nos encontrarmos no céu." Ele disse isso da melhor maneira que pôde, visto que, segundo o depoimento do motorista, a sua língua havia sido cortada porque ele se recusou a jurar.
Foi levado para a cidade de Puerto de San Emiliano, entre Mieres e Sama. O motorista afirmou que não ouviu nenhum tiro; então, é provável que ele tenha sido espancado até à morte e o seu corpo atirado para um poço. O seu corpo nunca foi encontrado, mas presume-se que tenha sido encontrado e enterrado no cemitério de Sama. António tinha 24 anos.
Quando os autores do seu assassinato foram capturados, perguntaram à sua mãe o que gostaria que lhes fizessem. Ela respondeu: "Quero ver-me, com eles e com o meu António, no céu".
A causa da sua beatificação foi unida à de Genaro Fueyo Castañón, pároco de San Jaime Apostolo, em Nembra, que foi assassinado no dia 21 de Outubro de 1936, juntamente com os seus paroquianos Segundo Alonso González e Isidro Fernández Cordero.
No dia 21 de Janeiro de 2016, o Papa Francisco autorizou a promulgação do decreto que declara as mortes do Padre Genaro, de Segundo, de Isidro e de António como martírio por ódio à fé católica.
A beatificação destes mártires foi celebrada na Catedral de Oviedo, no dia 8 de Outubro de 2016 - a primeira celebração desse tipo, na diocese - presidida pelo Cardeal Ângelo Amato, em nome do Papa Francisco.
A memória litúrgica do Beato António González Alonso é celebrada no dia 11 de Setembro.
O seu pai, Severino, era o responsável pela Confraria das Almas e membro da Associação de Adoração Eucarística Nocturna, na qual inscreveu todos os seus filhos, à medida que cresciam.
Três deles seguiram os passos do tio e tornaram-se dominicanos: Julio, missionário nas Filipinas; Jesús, missionário no Texas; e Severina, na Congregação das Irmãs Dominicanas da Anunciação, em Gijón.
O jovem António também se sentiu chamado para o mesmo caminho: em 1923, entrou na escola apostólica dominicana (instituição para jovens aspirantes), em La Mejorada, perto de Valladolid, onde o seu irmão Jesús já estudava.
Estudou literatura, até 1927, com excelentes resultados, iniciando, então, o postulantado. Mudou-se para o Convento de São Tomás, em Ávila, onde recebeu o hábito, completou o noviciado e fez a sua profissão temporária.
Contudo, contraiu tuberculose e teve de retornar à sua casa, ainda que temporariamente, para se recuperar. Como a sua saúde não melhorou rapidamente, decidiu, por conselho dos seus médicos e irmãos, abandonar a vida dominicana.
Mesmo assim, permaneceu um bom crente: participava, todos os dias, na celebração da missa, desempenhando a missão de acólito. Continuou a participar na Adoração Nocturna e chegou a dirigir a secção ‘São Tarcísio’, para as crianças e os jovens. Em 1935, decidiu matricular-se na Escola Normal de Oviedo, para frequentar o curso de formação de professores.
No dia 20 de Julho de 1936, apenas quatro dias após o início da Guerra Civil Espanhola, António foi feito prisioneiro, juntamente com o seu irmão Cristóvão. Mais tarde, disse-lhe: "Tenho a oportunidade de entregar minha vida a Deus como mártir; não gostaria de desprezar essa graça. Tu faz o que puderes para continuar a viver e a cuidar dos nossos pais. Do céu, acho que rezarei muito pela nossa família."
Os carcereiros obrigaram-no a destruir alguns símbolos religiosos, incluindo a pintura do Sagrado Coração de Jesus, venerada na igreja paroquial, e a pedra do altar (pedra d’ara: no centro do altar, há uma pequena cavidade, onde se coloca uma pedra, comumente de mármore, denominada “Pedra d’ara”, que contém dentro relíquias de santos mártires, recordando o costume primitivo cristão de celebrar o Santo Sacrifício do Calvário sobre o túmulo dos mártires): ele recusou-se, para não violar a sua consciência.
No dia 11 de Setembro de 1936, foi tirado da prisão onde se encontrava e levado, de carro, para Moreda. No caminho, passou frente à sua casa, onde a sua mãe estava sentada à porta. Ele gritou para ela: "Adeus, mãe, até nos encontrarmos no céu." Ele disse isso da melhor maneira que pôde, visto que, segundo o depoimento do motorista, a sua língua havia sido cortada porque ele se recusou a jurar.
Foi levado para a cidade de Puerto de San Emiliano, entre Mieres e Sama. O motorista afirmou que não ouviu nenhum tiro; então, é provável que ele tenha sido espancado até à morte e o seu corpo atirado para um poço. O seu corpo nunca foi encontrado, mas presume-se que tenha sido encontrado e enterrado no cemitério de Sama. António tinha 24 anos.
Quando os autores do seu assassinato foram capturados, perguntaram à sua mãe o que gostaria que lhes fizessem. Ela respondeu: "Quero ver-me, com eles e com o meu António, no céu".
A causa da sua beatificação foi unida à de Genaro Fueyo Castañón, pároco de San Jaime Apostolo, em Nembra, que foi assassinado no dia 21 de Outubro de 1936, juntamente com os seus paroquianos Segundo Alonso González e Isidro Fernández Cordero.
No dia 21 de Janeiro de 2016, o Papa Francisco autorizou a promulgação do decreto que declara as mortes do Padre Genaro, de Segundo, de Isidro e de António como martírio por ódio à fé católica.
A beatificação destes mártires foi celebrada na Catedral de Oviedo, no dia 8 de Outubro de 2016 - a primeira celebração desse tipo, na diocese - presidida pelo Cardeal Ângelo Amato, em nome do Papa Francisco.
A memória litúrgica do Beato António González Alonso é celebrada no dia 11 de Setembro.
