BEATO NICOLAU TUM CASTRO QUIATAN
Nicolau Tum Castro
Quiatan nasceu em Cholá, Guatemala; nasceu no dia 9 de Abril de 1945. Durante
vinte anos, foi catequista e ministro extraordinário da Comunhão. Era um homem
tranquilo, afável, honesto e trabalhador, alegre e pronto para enfrentar até as
tarefas mais complexas.
Quando ficou cada vez mais claro que a Igreja na Guatemala estava a ser perseguida por causa do compromisso de padres e leigos com os direitos fundamentais dos mais pobres, ele animou os outros membros da sua comunidade para que perseverassem, na fé e na fidelidade a Cristo: "Se não nos deixarem reunir na Igreja, fá-lo-emos nas montanhas, ou nas cavernas, ou à noite em nossas casas. Nestes tempos de perseguição, precisamos do Corpo de Cristo, mais do que nunca, para nos dar força." Todos os membros da comunidade amavam-no e o procuravam-no pelo seu conselho, o seu bom exemplo e a sua dedicação à Igreja.
Como nenhum padre podia vir à sua paróquia, em Chicamán, ele próprio ia a Cobán ou, às vezes, a San Cristóbal Verapaz, para buscar o Pão consagrado, Corpo de Cristo. Escondia, delicadamente, as Hóstias entre as tortilhas, embrulhadas num pano, dentro da mochila que fazia parte do equipamento típico dos agricultores viajantes, ou no saco de milho que carregava com um mecapal (uma alça de couro ou algodão, tradicionalmente usada para carregar cargas aos ombros) até sua aldeia.
Foi denunciado, anonimamente, como uma "pessoa indesejada". Então, no dia 29 de Setembro de 1980, durante a noite (segundo algumas testemunhas, por volta das 23h), alguns indivíduos bateram, com força, na porta da sua casa, na cidade de Los Plátanos. Como ninguém atendeu, arrombaram a porta e entraram na sua humilde residência.
Tentaram levar Nicolau, mas ele agarrou-se, com todas as suas forças, à coluna principal da casa e gritou: "Matem-me aqui, mas não me levem embora!". Ele pressentia que poderiam torturá-lo para que revelasse os nomes de outros catequistas, como já havia acontecido, em casos semelhantes.
Imediatamente, segundo testemunhas oculares, "agarraram-no pelo braço e arrastaram-no para fora de casa, como uma criança". Dispararam sete tiros contra ele, fracturando a sua coluna e quebrando o seu ombro.
Quando os agressores se foram embora, ele ainda estava vivo. Chamou a sua família e, voltando-se para a esposa, pediu que ela cuidasse das crianças. Em seguida, começou a recitar o Pai-Nosso, mas morreu enquanto ainda rezava. Tinha cerca de trinta e cinco anos.
A fama do martírio e da santidade de Nicolau levou à sua inclusão na causa de beatificação e canonização, que incluiu três padres missionários do Sagrado Coração e seis outros leigos da diocese de Quiché, muitos dos quais eram membros da Acção Católica Rural.
Nicolau Tum Castro Quiatan foi beatificado, na Catedral da Santa Cruz, em Santa Cruz del Quiché, no dia 23 de Abril de 2021, em cerimónia presidida pelo Cardeal Álvaro Leonel Ramazzini Imeri, Bispo da Diocese de Huehuetenango, em nome do Papa Francisco.
A sua memória litúrgica é celebrada no dia.
19 de Setembro
Quando ficou cada vez mais claro que a Igreja na Guatemala estava a ser perseguida por causa do compromisso de padres e leigos com os direitos fundamentais dos mais pobres, ele animou os outros membros da sua comunidade para que perseverassem, na fé e na fidelidade a Cristo: "Se não nos deixarem reunir na Igreja, fá-lo-emos nas montanhas, ou nas cavernas, ou à noite em nossas casas. Nestes tempos de perseguição, precisamos do Corpo de Cristo, mais do que nunca, para nos dar força." Todos os membros da comunidade amavam-no e o procuravam-no pelo seu conselho, o seu bom exemplo e a sua dedicação à Igreja.
Como nenhum padre podia vir à sua paróquia, em Chicamán, ele próprio ia a Cobán ou, às vezes, a San Cristóbal Verapaz, para buscar o Pão consagrado, Corpo de Cristo. Escondia, delicadamente, as Hóstias entre as tortilhas, embrulhadas num pano, dentro da mochila que fazia parte do equipamento típico dos agricultores viajantes, ou no saco de milho que carregava com um mecapal (uma alça de couro ou algodão, tradicionalmente usada para carregar cargas aos ombros) até sua aldeia.
Foi denunciado, anonimamente, como uma "pessoa indesejada". Então, no dia 29 de Setembro de 1980, durante a noite (segundo algumas testemunhas, por volta das 23h), alguns indivíduos bateram, com força, na porta da sua casa, na cidade de Los Plátanos. Como ninguém atendeu, arrombaram a porta e entraram na sua humilde residência.
Tentaram levar Nicolau, mas ele agarrou-se, com todas as suas forças, à coluna principal da casa e gritou: "Matem-me aqui, mas não me levem embora!". Ele pressentia que poderiam torturá-lo para que revelasse os nomes de outros catequistas, como já havia acontecido, em casos semelhantes.
Imediatamente, segundo testemunhas oculares, "agarraram-no pelo braço e arrastaram-no para fora de casa, como uma criança". Dispararam sete tiros contra ele, fracturando a sua coluna e quebrando o seu ombro.
Quando os agressores se foram embora, ele ainda estava vivo. Chamou a sua família e, voltando-se para a esposa, pediu que ela cuidasse das crianças. Em seguida, começou a recitar o Pai-Nosso, mas morreu enquanto ainda rezava. Tinha cerca de trinta e cinco anos.
A fama do martírio e da santidade de Nicolau levou à sua inclusão na causa de beatificação e canonização, que incluiu três padres missionários do Sagrado Coração e seis outros leigos da diocese de Quiché, muitos dos quais eram membros da Acção Católica Rural.
Nicolau Tum Castro Quiatan foi beatificado, na Catedral da Santa Cruz, em Santa Cruz del Quiché, no dia 23 de Abril de 2021, em cerimónia presidida pelo Cardeal Álvaro Leonel Ramazzini Imeri, Bispo da Diocese de Huehuetenango, em nome do Papa Francisco.
A sua memória litúrgica é celebrada no dia.
19 de Setembro
