SANTA MADALENA DE NAGASAKI
Madalena nasceu em 1611,
em Nishizaka, perto de Nagasaki, no Japão. Era filha de nobres e fervorosos cristãos,
ricos sobretudo de virtudes cristãs. Desde cedo, ela recebeu esmerada educação.
A sua infância, contudo, coincidiu com um período de cruéis perseguições contra
os cristãos. O ditador Tokugawa Yeyasu, budista, decretou, em 1614, uma
perseguição total contra os cristãos. Com os seus sucessores, Hidetada e
Yemitsu, essa perseguição tornou-se ainda mais cruel, a ponto de, em poucos
anos, quase exterminar a cristandade do Japão. Manuscritos antigos descrevem-na
como uma jovem frágil, delicada e bela. Os seus pais e os seus irmãos foram
condenados à morte por causa da sua fé católica e martirizados quando ela ainda
era muito jovem.
Em 1624, Madalena conheceu dois padres agostinhos (de Santo Agostinho) recoletos (é uma maneira de viver o carisma de Santo Agostinho com radicalidade, procurando que nada distraia o coração daquilo que constitui o único alvo de toda a vida cristã: o amor de Deus), Francisco de Jesus e Vicente de Santo António, que mais tarde foram martirizados e declarados beatos.
Atraída pela profunda
espiritualidade dos dois missionários, Madalena consagrou-se a Deus, como
terciária agostiniana recoleta. A partir de então, passou a usar o hábito
religioso, dedicando-se, exclusivamente, à oração, à leitura de livros sagrados
e ao apostolado. Mais tarde, tornou-se terciária dominicana.
Os tempos eram muito difíceis, e a perseguição contra os cristãos tornou-se mais sistemática e cruel. Madalena encorajava os cristãos; ensinava catecismo às crianças e pedia esmolas aos mercadores portugueses para os pobres.
Em 1629, procurou refúgio e abrigo nas montanhas de Nagasaki, compartilhando o sofrimento e a angústia dos seus concidadãos perseguidos, encorajando-os a permanecerem firmes na fé, guiando aqueles que, vencidos pela tortura, haviam negado Cristo, visitando os doentes, baptizando crianças e levando palavras e gestos de conforto a todos.
Diante da apostasia (negação da fé) de muitos cristãos, aterrorizados pelas torturas a que eram submetidos, e ansiando pela união eterna com Cristo, Madalena decidiu desafiar os tiranos. Vestida com o hábito de uma terciária, apresentou-se perante os juízes, em Setembro de 1634, carregando apenas um pequeno fardo com livros sagrados para que pudesse orar e meditar na prisão. Num primeiro momento, os guardas mandaram-na embora dizendo que, sendo ela tão jovem e frágil, não poderia sofrer ou mesmo suportar tão horríveis tormentos a que eram submetidos os religiosos. Contudo, no dia seguinte ela foi presa. Os juízes, admirados com sua beleza e comovidos pela sua tenra idade, vendo-a estimada e admirada pelos cristãos e também por ser de família nobre e ilustre, tentaram convencê-la, através de atenções especiais e promessas diversas, a abandonar a fé. Mas tudo foi em vão. Nem mesmo as promessas de um casamento vantajoso e a tortura que suportou conseguiram quebrar a sua firme vontade.
Madalena, depois de sofrer vários tipos de torturas, sem perder a fé em Jesus Cristo, no início de Outubro de 1634 foi tirada da prisão e, com outros dez cristão foi levada ao lugar do martírio. O seu último suplício durou treze dias e meio, pendurada pelos pés, de cabeça para baixo, dentro de um poço, invocando os nomes de Jesus e Maria e cantando hinos ao Senhor.
Na última noite, uma forte chuvada inundou o poço e Madalena afogou-se. Era o dia 15 de Outubro de 1634. Tinha cerca de 23 anos. Os tiranos queimaram o seu corpo e espalharam as suas cinzas no mar, para impedir que os cristãos venerassem as suas relíquias.
Aquando da organização do seu processo de beatificação, Madalena foi incluída num grupo de dezasseis mártires dominicanos, de diversas nacionalidades, todos mortos no Japão, liderados por Lourenço Ruiz, o primeiro santo de origem filipina. Todo o grupo foi beatificado pelo Papa João Paulo II, no dia 18 de Fevereiro de 1981, em Manila, Filipinas, e canonizado, em Roma, pelo mesmo pontífice, no dia 18 de Outubro de 1987.
A memória litúrgica de Santa Madalena de Nagasaki é celebrada no dia 15 de Outubro.
Em 1624, Madalena conheceu dois padres agostinhos (de Santo Agostinho) recoletos (é uma maneira de viver o carisma de Santo Agostinho com radicalidade, procurando que nada distraia o coração daquilo que constitui o único alvo de toda a vida cristã: o amor de Deus), Francisco de Jesus e Vicente de Santo António, que mais tarde foram martirizados e declarados beatos.
Os tempos eram muito difíceis, e a perseguição contra os cristãos tornou-se mais sistemática e cruel. Madalena encorajava os cristãos; ensinava catecismo às crianças e pedia esmolas aos mercadores portugueses para os pobres.
Em 1629, procurou refúgio e abrigo nas montanhas de Nagasaki, compartilhando o sofrimento e a angústia dos seus concidadãos perseguidos, encorajando-os a permanecerem firmes na fé, guiando aqueles que, vencidos pela tortura, haviam negado Cristo, visitando os doentes, baptizando crianças e levando palavras e gestos de conforto a todos.
Diante da apostasia (negação da fé) de muitos cristãos, aterrorizados pelas torturas a que eram submetidos, e ansiando pela união eterna com Cristo, Madalena decidiu desafiar os tiranos. Vestida com o hábito de uma terciária, apresentou-se perante os juízes, em Setembro de 1634, carregando apenas um pequeno fardo com livros sagrados para que pudesse orar e meditar na prisão. Num primeiro momento, os guardas mandaram-na embora dizendo que, sendo ela tão jovem e frágil, não poderia sofrer ou mesmo suportar tão horríveis tormentos a que eram submetidos os religiosos. Contudo, no dia seguinte ela foi presa. Os juízes, admirados com sua beleza e comovidos pela sua tenra idade, vendo-a estimada e admirada pelos cristãos e também por ser de família nobre e ilustre, tentaram convencê-la, através de atenções especiais e promessas diversas, a abandonar a fé. Mas tudo foi em vão. Nem mesmo as promessas de um casamento vantajoso e a tortura que suportou conseguiram quebrar a sua firme vontade.
Madalena, depois de sofrer vários tipos de torturas, sem perder a fé em Jesus Cristo, no início de Outubro de 1634 foi tirada da prisão e, com outros dez cristão foi levada ao lugar do martírio. O seu último suplício durou treze dias e meio, pendurada pelos pés, de cabeça para baixo, dentro de um poço, invocando os nomes de Jesus e Maria e cantando hinos ao Senhor.
Na última noite, uma forte chuvada inundou o poço e Madalena afogou-se. Era o dia 15 de Outubro de 1634. Tinha cerca de 23 anos. Os tiranos queimaram o seu corpo e espalharam as suas cinzas no mar, para impedir que os cristãos venerassem as suas relíquias.
Aquando da organização do seu processo de beatificação, Madalena foi incluída num grupo de dezasseis mártires dominicanos, de diversas nacionalidades, todos mortos no Japão, liderados por Lourenço Ruiz, o primeiro santo de origem filipina. Todo o grupo foi beatificado pelo Papa João Paulo II, no dia 18 de Fevereiro de 1981, em Manila, Filipinas, e canonizado, em Roma, pelo mesmo pontífice, no dia 18 de Outubro de 1987.
A memória litúrgica de Santa Madalena de Nagasaki é celebrada no dia 15 de Outubro.
