PALAVRA COM SENTIDO
“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)
O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
PALAVRA DO PAPA
“(… ) É para mim uma grande alegria ter a oportunidade de vos dirigir a minha saudação, mais ainda – de dirigir os meus votos de boas festas para todos os ouvintes, onde quer que se encontrem, quando nos aprestamos a celebrar o nascimento de Cristo.
O nosso pensamento concentra-se num momento da história em que o povo escolhido por Deus, os filhos de Israel, vivia uma intensa expectativa. Esperavam o Messias que Deus tinha prometido enviar, e descreviam-no como um grande chefe que os iria libertar do domínio estrangeiro, restituindo-lhes a liberdade. Deus é sempre fiel às suas promessas mas, muitas vezes, surpreende-nos pelo modo de as realizar. O menino nascido em Belém trouxe, sim, a libertação, mas não só para as pessoas daquele tempo e daquele lugar. Iria ser o Salvador de todos, em qualquer lugar do mundo e em qualquer tempo da história. E a libertação que Ele trazia não era política, concretizada com meios militares: pelo contrário, Cristo destruiu a morte para sempre e renovou a vida por meio da sua morte ignominiosa, na cruz.
E embora tenha nascido na pobreza e no escondimento, longe dos centros do poder terreno, Ele era o próprio Filho de Deus. Por nosso amor, Ele tomou sobre si a nossa condição humana, a nossa fragilidade, a nossa vulnerabilidade, e abriu para nós a via que leva à plenitude da vida, à participação na própria vida de Deus.
Ao mesmo tempo que meditamos nos nossos corações sobre este grande mistério, neste Natal, damos graças a Deus pela sua bondade para connosco e anunciamos, com alegria, a quem está à nossa volta, a boa nova de que Deus oferece a liberdade de tudo aquilo que nos oprime: dá-nos esperança, traz-nos vida.
Caros amigos (…) de todas as partes do mundo (…), desejo que saibais que vos tenho a todos
muito presentes nas minhas orações neste tempo santo.
Rezo pelas vossas famílias, pelos vossos filhos, pelos doentes, por todos os que sofrem por qualquer dificuldade, neste tempo. Rezo especialmente pelos idosos e por aqueles que se aproximam do termo dos seus dias. Peço a Cristo, luz das nações, que afaste das vossas vidas toda a obscuridade e que dê a cada um de vós a graça de um Natal de paz e de alegria. Que o Senhor vos abençoe a todos.”
