PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

segunda-feira, 11 de abril de 2011

PALAVRA DO PAPA


Neste V Domingo da Quaresma, na Praça de São Pedro, em Roma, o Papa Bento XVI disse: Faltam só duas semanas para a Páscoa, e as leituras bíblicas deste domingo falam todas de ressurreição. Não ainda da ressurreição de Jesus, que irromperá como uma novidade absoluta, mas da nossa ressurreição, a que todos nós aspiramos e que o próprio Cristo nos doou, ressuscitando dos mortos ... A morte representa para nós como que um muro que nos impede de ver mais além. E contudo o nosso coração estende-se para lá deste muro, e embora não possamos conhecer o que ele esconde, ainda assim nós o pensamos, o imaginamos, exprimindo com símbolos o nosso desejo de eternidade …O profeta Ezequiel anuncia ao povo judaico, exilado longe da terra de Israel, que Deus vai abrir os sepulcros dos deportados para os fazer regressar à sua terra, para aí repousarem em paz. É a aspiração a uma “pátria” que acolha o homem no final das fadigas terrenas. Esta concepção  não contém ainda a ideia de uma ressurreição pessoal da morte, que comparece só nos finais do Antigo Testamento. Ainda no tempo de Jesus, não era ainda acolhida por todos os Judeus… Aliás, mesmo entre os cristãos, a fé na ressurreição e na vida eterna é tantas vezes acompanhada de muitas dúvidas e confusões, porque se trata, em todo o caso, de uma realidade que vai para além dos limites da razão e requer um acto de fé. (…) No Evangelho, deste domingo, escutamos a voz da fé pela boca de Marta, a irmã de Lázaro: “Sei que ressurgirá na ressurreição do último dia”. Ao que Jesus replica “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, mesmo se morrer, viverá”… É esta a verdadeira novidade, que irrompe e supera todas as barreiras! Cristo abate o muro da morte, n’Ele habita toda a plenitude de Deus, que é vida, vida eterna. Por isso, a morte não teve poder sobre Ele. A ressurreição de Lázaro é sinal do seu pleno domínio sobre a morte física… Mas há uma outra morte, que custou a Cristo a luta mais dura – o próprio preço da cruz: a morte espiritual, o pecado, que ameaça arruinar a existência de qualquer homem. Cristo morreu para vencer esta morte, e a sua ressurreição não é o regresso a uma vida precedente, mas a abertura a nova realidade, uma ‘nova terra’, finalmente ligada ao Céu de Deus”. ( cf. Rádio Vaticano )