O Papa Bento XVI, antes da recitação do Angelus, dirigindo-se às cerca de 30 mil pessoas congregadas ao meio dia deste Domingo, na Praça de S. Pedro, afirmou:
“…Através dos séculos, a Igreja, não obstante os limites e os erros humanos, continuou a ser no mundo uma força de comunhão. Pensemos especialmente nos períodos mais difíceis de provação: o que significou por exemplo, para os países submetidos a regimes totalitários, a possibilidade de encontrar-se na missa dominical. A propósito, lembro os antigos mártires de Abitene que proclamavam: sem o domingo não podemos viver. O vazio produzido pela falsa liberdade pode ser da mesma maneira perigoso como uma ditadura, e também hoje a comunhão com o Corpo de Cristo é fármaco da inteligência e da vontade, para reencontrar o gosto da verdade e do bem comum. Numa cultura cada vez mais individualista, como aquela na qual nos encontra-mos imergidos nas sociedades ocidentais e que tende a difundir-se no mundo, a Eucaristia constitui uma espécie de antídoto que opera nas mentes e nos corações dos crentes e continuamente semeia neles a lógica da comunhão, do serviço, da partilha, enfim, a lógica do Evangelho…Os primeiros cristãos em Jerusalém eram um sinal evidente deste novo estilo de vida, porque viviam em fraternidade e punham em comum os seus bens, para que ninguém fosse indigente e tudo isto derivava precisamente da Eucaristia, isto é de Cristo ressuscitado, realmente presente no meio dos seus discípulos e operante com a força do Espírito Santo. O primeiro a testemunhá-lo foi a Virgem Maria definida, por isso, pelo Papa João Paulo II “Mulher eucarística” . Exorto-vos, irmãos, a seguir esta escola para que também a nossa vida se torne plenamente eucarística, aberta a Deus e aos outros, capaz de transformar o mal em bem com a força do amor, e tendo como objectivo favorecer a unidade, a comunhão e a fraternidade. ..” ( cf. Rádio Vaticano )