- Não à violência em nome de Deus
É o que reafirma o Papa, numa carta enviada ao arcebispo de Nova Iorque, Timothy Dolan, por ocasião do décimo aniversário dos atentados de 11 de Setembro.
Uma vez mais deve ser afirmado, sem equívocos, que nenhuma circunstância poderá jamais justificar actos de terrorismo. Bento XVI reafirma com força o que já afirmara noutras circunstâncias: não se pode usar a violência em nome de Deus. A tragédia daquele dia - escreve Bento XVI - é agravada pela pretensão, por parte dos autores do atentado, de agir em nome de Deus. Mas cada vida humana – prossegue a mensagem – é preciosa aos olhos de Deus e, portanto, não se devem poupar esforços na tentativa de promover, no mundo, um respeito genuíno pelos direitos inalienáveis e pela dignidade das pessoas e dos povos, onde quer que se encontrem.
Dirigindo o seu pensamento às tantas vidas inocentes perdidas naquele ataque brutal, o Papa confia-as à misericórdia infinita de Deus invocando a consolação sobre todos aqueles que foram atingidos pela perda dos seus entes queridos.
Bento XVI louva depois o povo americano pela coragem e generosidade que mostrou nas operações de socorro e pela prontidão em seguir em frente com esperança e confiança. Finalmente, eleva a sua oração ardente para que um empenho firme pela justiça e uma cultura global de solidariedade contribuam para libertar o mundo das reivindicações que tantas vezes são causa de violência criando, ao mesmo tempo, as condições para uma maior paz e prosperidade, na pers-pectiva de um futuro mais luminoso e mais seguro. ( cf. Rádio Vaticano )
- Reflexão sobre o salmo 3
O Senhor é ajuda, defesa, salvação; como escudo, protege quem confia n'Ele, fazendo-o levantar a cabeça como gesto de triunfo e de vitória. O homem já não está só; os inimigos já não são tão imbatíveis como pareciam, porque o Senhor escuta o grito do oprimido e responde do lugar da sua presença, do seu monte santo. O homem grita na angústia, no perigo, na dor; o homem pede ajuda e Deus responde. Este entrelaçar-se do grito humano e da resposta divina é a dialéctica da oração e a chave de leitura de toda a história da salvação. O grito expressa a necessidade de ajuda e interpela à fidelidade do Deus que escuta. A oração expressa a certeza de uma presença divina que já se experimentou e na qual se acreditou, e se manifesta plenamente na resposta salvífica de Deus. Isso é importante: que, na nossa oração, esteja presente a certeza da presença de Deus. Assim, o salmista, que se sente assediado pela morte, confessa sua fé no Deus da vida que, como escudo, o cerca com uma protecção invulnerável; quem pensava estar perdido pode levantar a cabeça porque o Senhor o salva; o orante, ameaçado e humilhado, está na glória por-que Deus é a sua glória. A resposta divina, que acolhe a oração, dá ao salmista uma segurança total; termina também o medo e o grito se aquieta na paz, na profunda tranquilidade interior: “Deito-me, adormeço e acordo, porque o Senhor é o meu sustentáculo. Não temo as grandes multidões que de todos os lados me cercam”. (cf. Zenit )
