PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

SANTOS POPULARES:


SÃO MARTINHO

Era filho de um tribuno e soldado do exército romano. Nasceu e cresceu na cidade de Sabaria, Panónia (actual Hungria), em 316. Aos 10 anos de idade, e por curiosidade começou a frequentar uma Igreja cristã, entrando para o grupo dos catecúmenos (aqueles que se preparam para receber o baptismo). Aos 15 anos, e contra a sua vontade, foi recrutado para o exército romano e enviado para a Gália (região da actual França). Foi nessa época que ocorreu o famoso episódio da capa. Um dia, um mendigo que tiritava de frio pediu-lhe esmola e, como não tinha nada para lhe dar, Martinho cortou a sua própria capa, com a espada, e deu metade ao pedinte. Durante a noite, Jesus apareceu-lhe em sonhos, usando o pedaço da capa que dera ao mendigo e agradeceu-lhe por o ter aquecido, no frio. A partir dessa noite em diante, Martinho decidiu deixar as fileiras militares para se dedicar à religião. Aos 18 anos, abandonou o exército por incompatibilidade com os ensinamentos do cristianismo. Aos 22 anos, foi baptizado por Santo Hilário, bispo de Poitiers. Tornou-se monge e discípulo deste famoso Bispo que o ordenou diácono. Mais tarde, quando voltou do exílio em 360, o Bispo doou-lhe um terreno em Ligugé, a doze quilómetros de Poitiers. Martinho fundou aí uma comunidade de monges. Surgiram tantos jovens a pedir a sua orientação espiritual e a desejar levar uma vida de oração como a sua, que Martinho, para os acolher, construiu o primeiro mosteiro da França e da Europa ocidental.
Com os seus monges, Martinho levou à conversão muitos habitantes daquela região. Visitavam as aldeias pagãs, pregavam o Evangelho, derrubavam templos e ídolos, construíam igrejas. Onde encontrava resistência, Martinho fundava um mosteiro para que os monges evangelizas-sem através do seu exemplo da caridade cristã. Dizem os escritos daquela época que Martinho tinha dons especiais e realizava muitos prodígios, em benefício dos pobres e doentes que tanto amparava.
Quando ficou vaga a diocese de Tours, em 371, o povo foi buscá-lo e aclamou-o, por unanimidade, Bispo de Tours. Apesar de não ser da sua vontade, Martinho acabou por aceitar aquela nomeação popular. Na sua missão apostólica, Martinho visitava as paróquias, zelava pelo culto e não desistiu de converter pagãos e exercer exemplarmente a caridade. Foi Bispo de Tours durante vinte e cinco anos. Morreu com oitenta e um anos, no dia 8 de Novembro de 397, quando estava na cidade de Candes. A sua festa é comemorada no dia 11 de Novembro, data em que foi sepultado na cidade de Tours. Venerado como São Martinho de Tours, tornou-se o primeiro santo não mártir a receber culto oficial da Igreja. A fama da sua santidade espalhou-se por toda a Europa e, ainda hoje, é um dos santos mais populares da Igreja, da Europa e do Mundo.