PALAVRA COM SENTIDO
“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)
O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…
segunda-feira, 28 de março de 2011
PARA REZAR
PALAVRA DO PAPA
Bento XVI manifestou-se hoje, 26 de Março, preocupado com as condições “difíceis ou precárias” do actual mundo do emprego, manifestando o apoio da Igreja a quem se esforça por ter um trabalho seguro e digno. “A Igreja apoia, conforta, encoraja qualquer esforço destinado a garantir a todos um trabalho seguro, digno e estável”, afirmou.
“As difíceis ou precárias condições do trabalho tornam difíceis e precárias as condições da própria sociedade, as condições de uma vida ordenada segundo as exigências do bem comum”, disse o papa. Bento XVI falou especificamente da precariedade do trabalho no “mundo juvenil” afirmando que a mesma “não deixa de provocar angústia em muitas famílias”. Neste contexto, surgiu a questão do “desemprego”, com o Papa a afirmar que “o trabalho é um dos elementos fundamentais tanto da pessoa como da sociedade”. “O trabalho deve ser entendido na perspectiva cristã, em vês de ser visto apenas como um meio de lucro, ou de exploração, como acontece em muitas partes do mundo, onde é ofendida a própria dignidade da pessoa”, declarou. No seu discurso, Bento XVI falou do “grave problema da segurança no trabalho” e apelou a todos os esforços possíveis para evitar a “cadeia de mortes e incidentes”. O Papa falou ainda do tema do trabalho aos domingos, alertando para o risco de o “ritmo do consumo” eliminar o “sentido da festa e do Domingo como dia do Senhor e da comunidade”. ( in, Agência Ecclesia )
NOTÍCIAS
Japão: Igrejas abertas para acolher desalojados
As igrejas católicas da diocese de Sendai, no Japão, estão abertas para acolher os refu-giados deixados pelo sismo e o tsunami do último dia 11. Segundo o último balanço provisório divulgado pela polícia japonesa, na quinta-feira, o terramoto fez mais de 27 mil mortos e desaparecidos. Em declarações à Rádio Vaticano, o padre Daisuke Narui, director da Caritas do Japão, disse que a abertura das igrejas quer ser “um testemunho dos valores cristãos” de amor ao próximo. Entre os refugiados há várias pessoas vindas da área de Fukushima, por causa dos riscos de fugas radioactivas na central nuclear, um problema que, segundo Daisuke Narui, “agita as mentes das pessoas”. ( in, Agência Eccle-sia )
Solidariedade: Crise exige criatividade, diz D. Carlos Azevedo
No Dia Nacional da Caritas Portuguesa, lembrando a situação económica e politicado nosso país, o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social apelou hoje à criatividade das organizações católicas, particularmente a Caritas, para enfrentar as consequências da crise económica e política em Portugal. “Neste tempo de graves carências sociais, mais criativo deve ser o trabalho da Caritas, para dar resposta pronta a tantas situações”, referiu D. Carlos Azevedo, assinalando o dia nacional da Caritas Portuguesa, que se celebra este domingo. Na homilia da Missa a que presidiu, na igreja paroquial da Portela, Lisboa, este responsável defendeu que os católicos, “sobretudo em momentos críticos”, devem encontrar “o que fazer pelo povo, cansado, desnorteado, confuso (… ) O nosso futuro colectivo possa partir da consciência dos nossos velhos e novos pecados sociais” Sem se referir directamente à crise política, D. Carlos Azevedo afirmou que “grandes consensos cimentarão a confiança, libertando as energias para avanços consis-tentes (…) A política sem ética é mero jogo, teatro perigoso, alternando entre comédia e tragédia”, alertou D. Carlos Azevedo. ( in, Agência Ecclesia )


