PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

quinta-feira, 19 de maio de 2011

SEMANA DA VIDA


Sob o lema “ESCOLHE A VIDA E VIVERÁS” , decorre de 15 a 22 de Maio a Semana de Oração pela vida. Da Mensagem do Departamento Nacional da Pastoral Familiar, destacamos:

“…A vida humana é sagrada, porque, desde a sua origem, supõe “a acção criadora de Deus” e mantém-se para sempre numa relação especial com o Criador, seu único fim. Só Deus é senhor da vida. A decisão deliberada de privar um ser humano inocente da sua vida é sempre má do ponto de vista moral, e nunca pode ser lícita nem como fim, nem como meio para um fim bom. É, de facto, uma grave desobediência à lei moral, ou antes, ao próprio Deus, autor e garante desta; contradiz as virtudes fundamentais da justiça e da caridade...Nada e ninguém pode autori-zar que se dê a morte a um ser humano inocente, seja ele feto ou embrião, criança ou adulto, velho, doente incurável ou agonizante. E também a ninguém é permitido requerer este gesto homicida para si ou para outrem confiado à sua responsabilidade, nem sequer consenti-lo explícita ou implicitamente. Não há autoridade alguma que o possa legitimamente impor ou permitir”

PALAVRA DO PAPA


Bento XVI, no Angelus deste domingo, o IV Domingo de Páscoa, recordou que a liturgia propõe a imagem do Bom Pastor, “um dos mais belos ícones que, desde os primeiros séculos da Igreja, representaram o Senhor Jesus”. O evangelho deste dia sublinha a íntima relação entre Cristo Pastor e o seu rebanho, vínculo de amor e de conhecimento recíproco, que o evangelista explicita com dois verbos: escutar e seguir. Escutar a Palavra, da qual nasce e se alimenta a fé. E seguir Jesus, agir como “discípulos”. O Papa convidou os fiéis a rezarem por todos os Pastores da Igreja e por todos os que se preparam para este serviço na Igreja, não esquecendo também a oração pelas vocações: “Rezemos pelas vocações ao sacerdócio, neste Dia Mundial de Oração pelas Vocações, para que nunca faltem válidos operários na messe do Senhor... De facto, os homens têm sempre necessidade de Deus, no nosso mundo tecnológico. Sempre serão precisos Pastores que anunciem a sua Palavra e façam encontrar o Senhor nos Sacramentos”. ( Cf. Rádio Vaticano )

No Sábado, dia 14 de Maio, Bento XVI – recebendo, no Vaticano, os mais de cem participantes na Assembleia Geral das Obras Missionárias Pontifícias, grupo guiado pelo novo Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, D. Fernando Filoni – afirmou : “A Igreja é missão. É fundamental anunciar, também hoje, a “grande Esperança” do Deus de rosto humano, que nos amou até ao fim: todos e cada um”. O Papa evocou “as novas escravidões” do nosso tempo, no meio das quais há que levar a mensagem libertadora do Evangelho: “Novos problemas e novas escravidões emergem no nosso tempo, tanto no chamado primeiro mundo, abastado e rico, mas incerto sobre o seu futuro, com nos países emergentes, onde, também por causa de uma globalização caracterizada, muitas vezes, pelo lucro, acabam por aumentar as massas dos pobres, dos emigrantes, dos oprimidos, nos quais se dilui a luz da esperança. A Igreja deve renovar constantemente o seu empenho em levar Cristo, em prolongar a sua missão messiânica, pelo advento do Reino de Deus, Reino de justiça, de paz, de liberdade, de amor…Transformar o mundo com a força renovadora do Evangelho, para que Deus seja tudo em todos, é tarefa de todo o Povo de Deus. Cada cristão deveria fazer sua a urgência de actuar pela edificação do Reino de Deus. Tudo na Igreja está ao serviço da evangelização: cada sector da sua actividade e mesmo cada pessoa, nas várias tarefas a que está chamada a desempenhar…Todos devem estar envolvidos na missão “ad gentes”: bispos, presbíteros, religiosos, religiosas , leigos…Há, pois, que prestar atenção a que todos os sectores da pastoral, da catequese, da caridade, sejam caracterizados pela dimensão missionária. A Igreja não pode faltar à sua missão de levar a luz de Cristo, de proclamar o feliz anúncio do Evangelho, mesmo se isso comporta a perseguição. Faz parte da sua própria vida, como o foi para Jesus. Os cristão não devem ter temor, mesmo se constituem actualmente o grupo religioso que sofre o maior número de perseguições em razão da sua fé”. ( Cf. Rádio Vaticano )

PARA REZAR



SALMO 23

O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Em verdes prados me faz descansar
e conduz-me às águas refrescantes.
Reconforta a minha alma
e guia-me por caminhos rectos, por amor do seu nome.
Ainda que atravesse vales tenebrosos,
de nenhum mal terei medo
porque Tu estás comigo.
A tua vara e o teu cajado dão-me confiança.
Preparas a mesa para mim
à vista dos meus inimigos;
ungiste com óleo a minha cabeça;
a minha taça transbordou.
Na verdade, a tua bondade e o teu amor
hão-de acompanhar-me todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.