PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

quarta-feira, 29 de junho de 2011

ANIVERSÁRIO DA ORDENAÇÃO SACERDOTAL DO PAPA BENTO XVI


O Papa celebra hoje, dia da Solenidade de São Pedro e São Paulo, o 60º aniversário da sua ordenação sacerdotal. Nesta ocasião, disse o Papa: “Passados sessenta anos da minha Ordenação Sacerdotal, sinto ainda ressoar no meu íntimo estas palavras de Jesus, que o nosso grande Arcebispo, o Cardeal Faulhaber, com voz já um pouco débil mas firme, nos dirigiu, a nós novos sacerdotes, no final da cerimónia da Ordenação: «Já não sois servos, mas amigos»:

Nesta frase, está encerrado o programa inteiro duma vida sacerdotal. O que é verdadeiramente a amizade? A amizade é uma comunhão do pensar e do querer. A amizade não é apenas conhecimento; é sobretudo comunhão do querer. Significa que a minha vontade cresce rumo ao «sim» da adesão à d’Ele. De facto, a sua vontade não é uma vontade externa e alheia a mim mesmo, à qual mais ou menos voluntariamente me submeto ou então nem sequer me submeto. Não! Na amizade, a minha vontade, crescendo, une-se à d’Ele: a sua vontade torna-se a minha, e é precisamente assim que me torno de verdade eu mesmo.
Além da comunhão de pensamento e de vontade, o Senhor menciona um terceiro e novo elemento: Ele dá a sua vida por nós”. ( cf. Rádio Vaticano )
Rezamos pelo Papa… Enviamos os nossos parabéns ao Papa.

PARA REZAR


Com a vossa claridade, Luz eterna,
Encheis o mundo de beleza esplêndida.
E os Santos que hoje em festa celebramos
Embelezam o Céu com seu martírio.

É Pedro o guarda fiel do paraíso,
E Paulo a luz das gentes e seu mestre:
Pela cruz, pela espada vencedores,
Conquistaram no Céu tronos de glória.

Ó Roma venturosa, que estes príncipes
Consagraram no sangue derramado,
Excedes todo o mundo em formosura,
Não por ti, mas por força dos seus méritos.

Garantias da fé inabalável
E da esperança que os homens encaminha,
Fazei que, amando Deus e amando os homens,
Vamos convosco à glória prometida.

Aclame a nossa voz o Deus eterno,
Senhor dos tempos, Rei do universo:
Louvor e glória à Santíssima Trindade
Agora e pelos séculos dos séculos!

PALAVRA DO PAPA


O Papa Bento XVI, antes da recitação do Angelus, dirigindo-se às cerca de 30 mil pessoas congregadas ao meio dia deste Domingo, na Praça de S. Pedro, afirmou:

“…Através dos séculos, a Igreja, não obstante os limites e os erros humanos, continuou a ser no mundo uma força de comunhão. Pensemos especialmente nos períodos mais difíceis de provação: o que significou por exemplo, para os países submetidos a regimes totalitários, a possibilidade de encontrar-se na missa dominical. A propósito, lembro os antigos mártires de Abitene que proclamavam: sem o domingo não podemos viver. O vazio produzido pela falsa liberdade pode ser da mesma maneira perigoso como uma ditadura, e também hoje a comunhão com o Corpo de Cristo é fármaco da inteligência e da vontade, para reencontrar o gosto da verdade e do bem comum. Numa cultura cada vez mais individualista, como aquela na qual nos encontra-mos imergidos nas sociedades ocidentais e que tende a difundir-se no mundo, a Eucaristia constitui uma espécie de antídoto que opera nas mentes e nos corações dos crentes e continuamente semeia neles a lógica da comunhão, do serviço, da partilha, enfim, a lógica do Evangelho…Os primeiros cristãos em Jerusalém eram um sinal evidente deste novo estilo de vida, porque viviam em fraternidade e punham em comum os seus bens, para que ninguém fosse indigente e tudo isto derivava precisamente da Eucaristia, isto é de Cristo ressuscitado, realmente presente no meio dos seus discípulos e operante com a força do Espírito Santo. O primeiro a testemunhá-lo foi a Virgem Maria definida, por isso, pelo Papa João Paulo II “Mulher eucarística” . Exorto-vos, irmãos, a seguir esta escola para que também a nossa vida se torne plenamente eucarística, aberta a Deus e aos outros, capaz de transformar o mal em bem com a força do amor, e tendo como objectivo favorecer a unidade, a comunhão e a fraternidade. ..” ( cf. Rádio Vaticano )