PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

ORDENAÇÃO SACERDOTAL




O Nuno vai ser ordenado presbítero, no próximo Domingo, 18 de Setembro, às 11 horas, na Igreja do Seminário dos Padres Passionistas, em Santa Maria da Feira. Um momento de festa que deve tocar os nossos corações e o dos cristãos da nossa paróquia.
Queremos agradecer este dom que Deus faz à nossa comunidade, aos Passionistas, à Igreja. Vamos mostrar a solidariedade da nossa alegria participando nessa celebração que será presidida pelo Sr. D. João Lavrador, Bispo Auxiliar do Porto.
No dia 25 de Setembro, às 17 horas, na Igreja Matriz, o neo-sacerdote – P. Nuno Ventura – celebrará a sua Missa Nova.
Manifestamos ao Nuno o nosso apreço, a nossa alegria e o desejo de que seja fecundo o seu ministério sacerdotal.

PARA REZAR




SALMO 3
Senhor, são tantos os meus adversários!
São tantos os que se levantam contra mim!
Muitos dizem a meu respeito:
«Nem Deus o poderá salvar!»
Mas Tu, Senhor, és o meu escudo protector,
és a minha glória e quem me faz levantar a cabeça.
Em alta voz invoco o Senhor
e Ele responde-me da sua montanha santa.
Deito-me, adormeço e acordo,
porque o Senhor é o meu sustentáculo.
Não temo as grandes multidões
que de todos os lados me cercam.
Levanta-te, Senhor! Salva-me, ó meu Deus!
Bate na face dos meus inimigos
e quebra os dentes dos ímpios.
De ti, Senhor, vem a salvação.
Desça a tua bênção sobre o teu povo

PALAVRAS DO PAPA


- Não à violência em nome de Deus

É o que reafirma o Papa, numa carta enviada ao arcebispo de Nova Iorque, Timothy Dolan, por ocasião do décimo aniversário dos atentados de 11 de Setembro.
Uma vez mais deve ser afirmado, sem equívocos, que nenhuma circunstância poderá jamais justificar actos de terrorismo. Bento XVI reafirma com força o que já afirmara noutras circunstâncias: não se pode usar a violência em nome de Deus. A tragédia daquele dia - escreve Bento XVI - é agravada pela pretensão, por parte dos autores do atentado, de agir em nome de Deus. Mas cada vida humana – prossegue a mensagem – é preciosa aos olhos de Deus e, portanto, não se devem poupar esforços na tentativa de promover, no mundo, um respeito genuíno pelos direitos inalienáveis e pela dignidade das pessoas e dos povos, onde quer que se encontrem.
Dirigindo o seu pensamento às tantas vidas inocentes perdidas naquele ataque brutal, o Papa confia-as à misericórdia infinita de Deus invocando a consolação sobre todos aqueles que foram atingidos pela perda dos seus entes queridos.
Bento XVI louva depois o povo americano pela coragem e generosidade que mostrou nas operações de socorro e pela prontidão em seguir em frente com esperança e confiança. Finalmente, eleva a sua oração ardente para que um empenho firme pela justiça e uma cultura global de solidariedade contribuam para libertar o mundo das reivindicações que tantas vezes são causa de violência criando, ao mesmo tempo, as condições para uma maior paz e prosperidade, na pers-pectiva de um futuro mais luminoso e mais seguro. ( cf. Rádio Vaticano )

- Reflexão sobre o salmo 3

O Senhor é ajuda, defesa, salvação; como escudo, protege quem confia n'Ele, fazendo-o levantar a cabeça como gesto de triunfo e de vitória. O homem já não está só; os inimigos já não são tão imbatíveis como pareciam, porque o Senhor escuta o grito do oprimido e responde do lugar da sua presença, do seu monte santo. O homem grita na angústia, no perigo, na dor; o homem pede ajuda e Deus responde. Este entrelaçar-se do grito humano e da resposta divina é a dialéctica da oração e a chave de leitura de toda a história da salvação. O grito expressa a necessidade de ajuda e interpela à fidelidade do Deus que escuta. A oração expressa a certeza de uma presença divina que já se experimentou e na qual se acreditou, e se manifesta plenamente na resposta salvífica de Deus. Isso é importante: que, na nossa oração, esteja presente a certeza da presença de Deus. Assim, o salmista, que se sente assediado pela morte, confessa sua fé no Deus da vida que, como escudo, o cerca com uma protecção invulnerável; quem pensava estar perdido pode levantar a cabeça porque o Senhor o salva; o orante, ameaçado e humilhado, está na glória por-que Deus é a sua glória. A resposta divina, que acolhe a oração, dá ao salmista uma segurança total; termina também o medo e o grito se aquieta na paz, na profunda tranquilidade interior: “Deito-me, adormeço e acordo, porque o Senhor é o meu sustentáculo. Não temo as grandes multidões que de todos os lados me cercam”. (cf. Zenit )