PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

terça-feira, 22 de novembro de 2011

TEMPO DE ADVENTO


“VEM, SENHOR JESUS!...”


A Igreja inicia, no próximo Domingo, dia 27 de Novembro, o tempo do Advento, que marca o início de um novo Ano Litúrgico. Somos convidados a preparar os caminhos do Senhor, acolhendo Aquele que nos traz a paz e a verdadeira vida. O Advento é um tempo favorável para prepararmos o nosso coração, deixando-nos transformar por Cristo que, mais uma vez, quer nascer e ficar em nós, neste Natal. Neste tempo de Advento não tenhamos medo de Cristo. "Ele não tira nada, Ele dá tudo. Quem se doa por Ele, recebe o cêntuplo. Sim! Abri, de par em par, as portas a Cristo e encontrareis a vida verdadeira" (Bento XVI).

D. CARLOS AZEVEDO NO VATICANO


D. Carlos Azevedo, nosso conterrâneo, está de partida para o Vaticano. O Papa Bento XVI nomeou-o “delegado do Conselho Pontifício para a Cultura”. Em declarações à Agência Ecclesia, D. Carlos disse: “É um momento de profunda alteração no estilo de serviço à Igreja… Anima-me a vontade de estar ao serviço da relação entre culturas e nova evangelização, estética e espiritualidade, agora renovada na colaboração a dar às instituições eclesiais na criação de propostas pastorais inovadoras, a partir dos bens culturais… Esta nova missão é um desafio às minhas capacidades de organização; ajudar-me-á a experiência adquirida no campo da relação da fé com a cultura e na valorização do papel da memória para o futuro, em obediência à tradição viva da fé cristã. Agradeço, muito reconhecido, esta prova de confiança”.




PARA REZAR



SALMO 22

O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma.

Ele me guia por sendas direitas,
por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo.

Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça
e o meu cálice transborda.

A bondade e a graça hão-de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.

PALAVRAS DO PAPA


No Benin, África, na Missa de encerramento da visita:


- Da homilia do Papa, na Solenidade de Cristo Rei
“Jesus, o Filho do homem, juiz supremo das nossas vidas, quis assumir o rosto de quem padece a fome e a sede, o rosto dos estrangeiros, dos que estão nus, doentes ou presos, de todas as pessoas que sofrem ou que são excluídas… Ainda hoje, como há dois mil anos, acostumados a ver os sinais da realeza no sucesso, na força, no dinheiro ou no poder, custa-nos aceitar um rei assim, que se faz servo dos mais pequenos, dos mais humildes; um rei cujo trono é uma cruz”.

e dirigindo-se aos povos de língua portuguesa:
“Queridos irmãos e irmãs da África lusófona que me ouvis: a todos dirijo a minha saudação e convido a renovar a vossa decisão de pertencer a Cristo e de servir o seu Reino de reconciliação, de justiça e de paz. O seu Reino pode ser posto em perigo, no nosso coração. Aqui, Deus cruza-se com a nossa liberdade. Nós – e só nós – podemos impedi-Lo de reinar em nós mesmos e, por consequência, tornar difícil a sua realeza na família, na sociedade e na história. Por causa de Cristo, muitos homens e mulheres se opuseram, vitoriosamente, às tentações do mundo para viver fielmente a sua fé, às vezes mesmo até ao martírio. A seu exemplo, amados pastores e fiéis, sede sal e luz de Cristo na terra africana! Amém.”