- Na mensagem ao Cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cul-tura
“ O anúncio da novidade cristã, da beleza da fé em Cristo precisa de pessoas que - com a própria coerência de vida, com a própria fidelidade, testemunhada, se for necessário até ao dom de si mesmo - manifestem o primado absoluto do Amor sobre qualquer outra instância. ( …)Se observarmos com atenção o exemplo dos mártires, das testemunhas corajosas da antiguidade cristã, bem como as numerosíssimas testemunhas dos nossos tempos, damo-nos conta que são pessoas profundamente livres, livres de compromissos e de laços egoístas, conscientes da importância e da beleza da sua vida e, precisamente por isso, capazes de amar a Deus e aos irmãos de uma maneira heróica , traçando a medida elevada da santidade cristã. Os campeões da fé, longe de representar um modelo conflitual com o mundo e com as realidades humanas, anunciam e testemunham, pelo contrário, o amor rico de misericórdia e de condescendência de Deus Pai que em Cristo Crucificado, a testemunha fiel, entrou na nossa historia e na nossa humanidade, não para a combater ou submeter mas para a transformar profundamente e assim a tornar de novo capaz de responder plenamente ao seu desígnio de amor. (…)
Também hoje a Igreja - se deseja falar eficazmente ao mundo, se deseja continuar a anunciar fielmente o Evangelho e fazer sentir a sua presença amistosa aos homens e às mulheres que vivem a sua existência sentindo-se peregrinos da verdade e da paz - deve fazer-se, também nos contextos aparentemente mais difíceis ou indiferentes ao anuncio evangélico, testemunha da credibilidade da fé, isto é, deve saber oferecer testemunhos concretos e proféticos através de sinais eficazes e transparentes de coerência, de fidelidade e de amor apaixonado ou incondicional a Cristo, não separado de uma caridade autentica, do amor ao próximo. Ontem como hoje, o sangue dos mártires, o seu tangível e eloquente testemunho, toca o coração do homem e torna-o fecundo, capaz de fazer germinar em si uma vida nova, de acolher a vida do Ressuscitado para levar ressurreição e esperança ao mundo que o circunda”. ( cf. Radio Vaticano )



