PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

domingo, 25 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL, COM JESUS…


Desejo a todos, do fundo do coração, um Santo e Feliz Natal.

Este tempo é um tempo difícil para muitos dos nossos compatriotas, nossos familiares e nossos amigos. Parece não haver motivo para celebrar e fazer festa… A Festa de Deus, contudo, é sempre um rio de esperança: um combate ao desânimo, ao derrotismo e à tristeza. Em Jesus Menino, reencontramos a força da vida, a luz que desvenda novos rumos, a meta que cria expectativa de um mundo melhor. Não neguemos ao Menino o nosso coração, a nossa ternura, o nosso encanto. Tenhamos a coragem da fé para Lhe pedir que fique connosco, que nos anime, que nos resgate da nossa provação. Com Ele, seremos capazes de rasgar caminhos novos neste deserto. Creio no Amor de Jesus, que nunca abandona os que a Ele se confiam… Um Natal com Jesus… um Natal para Jesus torna o mundo mais feliz…
Com um grande abraço, na solidariedade e na alegria.

P. Eleutério

PALAVRAS DO PAPA


- no dia 21 de Dezembro, na Praça de São Pedro, aos peregrinos de língua portuguesa


"Amados irmãos e irmãs: A celebração do Natal recorda-nos que, naquele Menino nascido em Belém, Deus Se aproximou de todos e de cada um dos homens; e nós podemos encontrá-Lo, agora, num «hoje» sem ocaso. É verdade que a redenção do homem se deu num período concreto da história, ou seja, na vida de Jesus de Nazaré. Mas, Jesus é o Filho eterno de Deus. O Eterno entrou no tempo e no espaço, para tornar possível o encontro com Ele «hoje». De facto, na liturgia, aquele acontecimento ultrapassa os confins do tempo e do espaço e torna-se presente hoje. O seu efeito perdura no decorrer dos dias, dos anos, dos séculos. Quando dizemos, na celebração litúrgica, «hoje nasceu o nosso Salvador», este termo «hoje» não é uma palavra vazia, mas significa que Deus nos dá a possibilidade de O reconhecer e acolher agora – como fizeram outrora os pastores em Belém –, para que nasça também na nossa vida e a renove, ilumine e transforme com a graça da sua presença… Desejo a todos vós e às vossas famílias um Natal verdadeiramente cristão, de tal modo que os votos de «Boas Festas», que ides trocar uns com os outros, sejam expressão da alegria que sentis por saber que Deus está no meio de nós e deseja percorrer connosco o caminho da vida. Para todos, um santo Natal e um bom Ano Novo, repleto das bênçãos do Deus Menino!"

PARA REZAR


Cristo Jesus, ó Sol da Redenção, à vossa luz se extingue todo o erro:
Acaba-se no mundo a solidão das almas em desterro.

Os Anjos cantam a Jesus nascido, adormecem na selva as feras más:
O universo repousa, agradecido, na alegria da paz.

Senhor do mundo: Vós sois o Menino da Virgem pura, Mãe Imaculada:
Cai das alturas um luar divino sobre a terra admirada.

Nossa Senhora Vos embala e canta, no coração guardando quanto escuta:
O mistério daquela noite santa no silêncio da gruta.

Louve o Senhor a natureza humana que no mundo jamais subira tanto;
Glória ao Pai, glória ao Filho, glória, hossana ao Espírito Santo.

( Hino do Tempo de Natal: Liturgia das Horas)

HISTÓRIA DO PRESÉPIO


O presépio é a representação mais singela e terna do nascimento de Jesus. Descreve a importância daquele momento único da história do mundo e ao mesmo lembra-nos a forma simples e humilde em que se deu o nascimento. A presença do Deus Menino naquele estábulo, ao lado de seus pais, tendo por testemunhas os pastores e os animais e recebendo a visita dos Reis Magos guiados pela estrela de Belém, mostra a grandeza e a omnipotência de Deus, representada na fragilidade de uma criança. Esta representação foi criada por São Francisco de Assis, em 1223, que, na companhia de Frei Leão e com a ajuda do senhor Giovanni Vellina, montou numa gruta da floresta, na região de Greccio, Itália, a encenação do nascimento de Jesus. Na época, estava proibida a realização de dramas litúrgicos nas Igrejas, mas São Francisco pediu dispensa de tal proibição, desejoso de lembrar ao povo a natividade e o amor a Jesus Cristo. O povo foi convidado para a missa e, ao chegarem à gruta, encontraram a cena do nascimento, representada, ao vivo, por pastores e animais. Depois da morte de São Francisco, os Frades Franciscanos continuaram a representação do presépio utilizando imagens. Os reis Magos, numa interpretação mais recentes, são lembrados como símbolo da união dos povos: Gaspar, o negro: Melchior, o branco e Baltazar, o asiático.

( cf. História do Presépio: Paróquia Bom Pastor - Suzano/SP )