- da mensagem de D. Manuel Clemente, Bispo do Porto
“ … Tomai esta Quaresma como possibilidade e não como peso. Concentremo-nos em Deus e nos outros, em quem Ele nos espera. Deus é simples, em si e para nós. Não sejamos nós tortuosos, pelas tristes sendas dos egoísmos mal desculpados. Deus está aqui: adoremo-Lo pois. Cristo está nos outros, sirvamo-Lo com alegria. “O Pai, que vê o que está oculto, vos dará a recompensa”.
Resumindo ainda:
1) Seja uma Quaresma de atenção redobrada a Deus e aos outros, interiormente orantes e exteriormente ativos, em caridade sempre.
2) Compreendamos que o amor de Deus, “derramado em nossos corações pelo Espírito Santo” (Rm 5, 5), não contraria, antes potencia infinitamente o humano afeto, impedindo-o de se fechar ou corromper em si mesmo, sendo por isso absolutamente ilegítimo opor solidariedade a caridade: Deus, “amigo dos homens”, é por excelência o “filantropo”; como nós o seremos precisamente quando ganharmos d’Ele o amor fontal que revelou em Cristo e ofereceu no Espírito.
3) Concretizemos a atenção aos outros no aprofundamento ou recriação de vizinhanças, do modo mais positivo e prático que possa ser e a oração nos inspire, como acontece naqueles trechos evangélicos em que Jesus parte da oração para a ação imediata junto deste ou daquele, interpelando ou servindo.
4) No que à Diocese respeita, complementemos as outras exercitações quaresmais com a renúncia material, que continuará a destinar-se ao Fundo Social Diocesano, com que correspondemos a tantas solicitações que nos são feitas (com o recebido, o Fundo Social Diocesano distribuiu desde a última Quaresma 182 500 euros, especialmente através das Conferências de São Vicente de Paulo e da Cáritas Diocesana, contemplando ainda diversas instituições de solidariedade).
Com tudo isto vos desejo uma Feliz Quaresma, da autêntica felicidade da Cruz, em que a vida se ganha na oferta!”
