PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

domingo, 5 de fevereiro de 2012

SANTOS POPULARES



SÃO JOÃO DE BRITO

Filho de Salvador Pereira de Brito e Brites Pereira, uma família nobre, nasceu no dia 1 de Março de 1647, em Lisboa. Educado entre os pajens do Rei D. João IV, distinguiu-se sempre pela delicadeza do seu trato e pela transparência da sua consciência. No seu coração alimentava o desejo de se oferecer a Deus numa vida mais perfeita e na observância dos conselhos evangélicos. Manifestava, muitas vezes, a vontade de ir como missionário para a Índia, não temendo o risco de poder sacrificar a sua vida nesta acção evangelizadora. Foi este desejo que o animou a entrar no noviciado da Companhia de Jesus, em São Roque. Contava, então, 14 anos. Piedoso e inteligente, fez rápidos e grandes progressos nos seus estudos e na definição da sua vocação. Ordenado sacerdote, em 1673, com 26 anos, experimentou uma grande satisfação quando foi mandado para as missões da Índia. Esteve alguns anos em Goa, onde completou os estudos teológicos. Tendo terminado os estudos, iniciou a sua vida de missionário activo, na região Maduré. À semelhança de Francisco Xavier, cujo apostolado glorioso era o seu ideal, dedicou-se, de corpo e alma, aos múltiplos trabalhos da sua Missão, conservando-se sempre fiel no espírito do temor de Deus, na rigorosa observância das constituições e no amor pelas almas imortais. Deus abençoou, visivelmente, o seu apostolado: os hindus vieram, aos milhares, professando a sua fé em Jesus Cristo e pedindo o baptismo. Os sacrifícios feitos, durante 20 anos, começavam a dar os seus frutos. No entanto, nem todos viam com bons olhos o trabalho deste missionário e, muito menos, as conversões de tantos indianos ao cristianismo. Instigados pelos chefes e pelos sacerdotes hindus, moveram uma terrível perseguição contra o apóstolo de Cristo.
Um dia, quando menos se esperava, foi rodeado por uma multidão furiosa que o prendeu, juntamente com os seus companheiros. Maltrataram-nos a todos de maneira atroz, até à morte ao fio da espada. João de Brito foi martirizado no dia 4 de Fevereiro de 1693: amputaram-lhe as mãos e os pés e o seu corpo, espetado num tronco, foi exposto, num local público, para gáudio da multidão endoidecida. Os seus restos mortais foram transportados para Goa e sepultados na igreja do Colégio dos Jesuítas, onde já se encontrava sepultado, também, o corpo de São Francisco Xavier, o santo da sua devoção e que procurava, sempre, imitar.
São João de Brito foi beatificado, em 17 de Fevereiro de 1853, pelo Papa Pio IX. Foi canonizado, em 27 de Junho de 1947, pelo Papa Pio XII. A sua memória litúrgica celebra-se a 4 de Fevereiro.