PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

59º DIA MUNDIAL DOS LEPROSOS


Amar é… partilhar


No último Domingo de Janeiro de cada ano, é celebrado o Dia Mundial dos Leprosos, o qual foi instituído pela ONU, em 1954, a pedido de Raoul Follereau, o Apóstolo dos Leprosos do século XX. A Lepra é uma doença dermatológica, infecciosa, crónica que atinge as pessoas pelo contágio, em especial as mais frágeis que sofrem de desnutrição, falta de água potável e baixos padrões de higiene. Raoul Follereau chamava à lepra a filha primogénita da pobreza.
O Dia Mundial dos Leprosos , este ano a 29 de Janeiro de 2012, é mais uma oportunidade para levar as pessoas a reflectirem sobre a situação de sofrimento das vítimas desta doença e a partilhar com elas a sua solidariedade e algo dos seus bens, para ajudar a tratar as suas feridas, aconchegar os seus estômagos, prestar mais informação sobre a doença, reabilitar e reinserir quem está marginalizado por causa desta enfermidade. Quando a Lepra é diagnosticada e tratada atempadamente, evita-se a formação de úlceras, a afectação do sistema nervoso periférico, a produção de lesões graves nos pés, nas mãos e evitar a cegueira. Actualmente há tratamento e cura para a doença e são tratados, efectivamente, cerca de um milhão de doentes por ano. No entanto, as precárias condições de vida de muitas populações, devido à pobreza, às injustiças sociais, à ignorância, às guerras e às calamidades naturais causam o aparecimento de 400/500 mil casos novos por ano. Raoul Follereau (1903/1977) dedicou 50 anos da sua vida à causa dos Leprosos “os mais pobres dos pobres”, como ele os definia, orientando a sua acção sob a mensagem “combater a Lepra e todas as causas de exclusão social”. A Associação Portuguesa Amigos de Raoul Follereau inspira a sua actividade na Mensagem de Raoul Follereau, a favor dos doentes de Lepra e vítimas de todas as “lepras”. Em Portugal, a APARF colabora com ajuda material e social, ao mesmo tempo que acompanha os casos mais urgentes e de maior necessidade, tanto nacionais como estrangeiros, cujo número total ronda presentemente meia centena de hansenianos e seus familiares. (cf. Ecclesia)

PALAVRAS DO PAPA


- sobre a unidade dos cristãos, na Festa da Conversão de São Paulo

“Às vezes temos a impressão de que o caminho para a plena restauração da comunhão é ainda muito longo e cheio de obstáculos, mas, apesar disso, eu convido todos a renovar a sua determinação para procurar com coragem e generosidade a unidade que é a vontade de Deus… Diante de dificuldades de todos o tipo, São Paulo sempre manteve uma forte confiança em Deus, que leva a sua obra ao seu cumprimento…Nesta jornada, há sinais positivos de um renovado sentido de fraternidade e de um sentimento compartilhado de responsabilidade para com os grandes problemas que afligem o nosso mundo …A conversão de Paulo não é o resultado de uma longa reflexão interior, nem fruto de esforço pessoal. Foi antes de tudo pela graça de Deus, que agiu de acordo com os seus caminhos inescrutáveis …Por isso é que Paulo escreveu em Gálatas: "Já não vivo eu, mas é Cristo quem vive em mim, e esta vida, que eu vivo na carne, eu a vivo pela fé no Filho de Deus que me amou e se entregou por mim" (Gal 2,20). A transformação de Paulo não se limita ao âmbito ético, tal como a conversão da imoralidade à moralidade, nem ao plano intelectual, como uma mudança na maneira de compreender a realidade, mas, antes, é uma renovação radical do próprio ser, similar, em muitos aspectos, a um renascimento…À medida que elevamos a nossa oração, temos a confiança de ser transformados e conformados à imagem de Cristo, o que é especialmente verdadeiro na oração pela unidade dos cristãos…Mesmo experimentando a situação actual de dolorosa divisão, nós, cristãos, podemos e devemos olhar para o futuro com esperança, porque a presença de Cristo ressuscitado chama todos os cristãos a agir em conjunto pela causa do bem. Unidos em Cristo, somos chamados a partilhar da sua missão, que é a de levar esperança até onde dominam a injustiça, o ódio e o desespero… A espera pela unidade visível da Igreja deve ser paciente e confiante; a atitude de espera paciente não significa passividade ou resignação, mas uma resposta pronta e alerta para qualquer possibilidade de comunhão e de fraternidade que o Senhor nos dá…Tudo é motivo de grande esperança e alegria, e deve encorajar-nos a continuar o nosso compromisso de alcançar a linha de chegada juntos, sabendo que o nosso trabalho não é vão, no Senhor (cf. 1 Cor 15,58 )"(cf. Zenit)

PARA REZAR


SALMO 95


Vinde, exultemos de alegria no Senhor,
aclamemos o rochedo da nossa salvação.
Vamos à sua presença com hinos de louvor,
saudemo-lo com cânticos jubilosos.

Pois grande Deus é o Senhor,
é um rei poderoso, mais que todos os deuses.
Na sua mão estão as profundezas da terra
e pertencem-lhe os cimos das montanhas.
Dele é o mar, pois foi Ele quem o formou;
a terra firme é obra das suas mãos.

Vinde, prostremo-nos por terra,
ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou.
Ele é o nosso Deus e nós somos o seu povo,
as ovelhas por Ele conduzidas.

Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:
«Não endureçais os vossos corações, como em Meribá,
como no dia de Massá, no deserto,
quando os vossos pais me provocaram
e me puseram à prova,
apesar de terem visto as minhas obras.

Durante quarenta anos essa geração desgostou-me,
e Eu disse: ‘É um povo de coração transviado,
que não compreendeu os meus caminhos!’
Então jurei na minha ira:
‘Não entrarão no lugar do meu repouso’.»