PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

QUARESMA 2012


A Quaresma é, no Ano Litúrgico, o tempo de preparação para a Páscoa, celebração do mistério da Salvação pela morte e ressurreição de Jesus Cristo. Decorre a partir da Quarta-Feira de Cinzas até à Quinta-Feira Santa, com a duração de 40 dias. A Missa da Ceia do Senhor – em Quinta-Feira Santa - já pertence ao Tríduo Pascal. Neste tempo litúrgico, os cristãos são chamados à conversão, expressando o seu esforço de mudança de vida com a oração, o jejum, os gestos de caridade e sinais de verdadeira partilha.
A celebração da Quarta-Feira de Cinzas recorda aos fiéis a fragilidade da vida; a necessidade de arrependimento; a urgência de voltarmos para o Senhor, numa vida santa. A imposição da cinza é um dos ritos mais representativos dos sinais e gestos simbólicos do caminho quaresmal.
Na liturgia, este tempo é, também, marcado por paramentos e vestes roxas, pela omissão do "Glória" e do "Aleluia" na celebração da Missa.

PALAVRAS DO PAPA


- da Mensagem para a Quaresma de 2012

“…A tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem. Entretanto a advertência cristã nunca há-de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz o apóstolo Paulo: «Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão, e tu olha para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado» (Gl 6, 1). Neste nosso mundo, impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correcção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade. É que «sete vezes cai o justo» (Prov 24, 16) – diz a Escritura –, e todos nós somos frágeis e imperfeitos (cf. 1 Jo 1, 8). Por isso, é um grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais rectamente o caminho do Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com cada um de nós…”



PARA REZAR


SALMO 41

Feliz daquele que cuida do pobre;
no dia da desgraça, o Senhor o salvará.
O Senhor o guardará e lhe dará vida
e felicidade na terra;
não o abandonará à mercê dos seus inimigos.

O Senhor o assistirá no leito do sofrimento;
quando estiver de cama, o restabelecerá da doença.
Eu disse: «Senhor, tem compaixão de mim;
cura-me, embora tenha pecado contra ti!»

Tu me ajudarás, porque vivo com sinceridade,
e me farás viver sempre na tua presença.
Bendito seja o Senhor, Deus de Israel,
desde agora e para sempre. Ámen! Ámen!

SANTOS POPULARES



BEATOS FRANCISCO E JACINTA MARTO

Francisco nasceu em Aljustrel, Fátima, no dia 11 de Junho de 1908, e a sua irmã, Jacinta, nasceu na mesma localidade, no dia 11 de Março de 1910, filhos de Manuel Pedro Marto e de sua mulher Olímpia de Jesus dos Santos. Na sua humilde família, aprenderam a conhecer e a louvar a Deus e a Virgem Maria. Em 1916, viram três vezes um Anjo e, em 1917, seis vezes a Santíssima Virgem que os exortavam a rezar e a fazer penitência pela remissão dos pecados, para obter a conversão dos pecadores e a paz para o mundo. Na sequência das aparições, os dois irmãos ficaram muito chocados com a visão do Inferno, durante a terceira aparição (Julho de 1917). Profundamente marcados pela triste sorte dos pecadores, na sua simplicidade, decidem responder ao apelo da Virgem Maria e fazer penitência e sacrifícios pela conversão dos pecado-res. De acordo com as memórias de Lúcia, Francisco era um rapaz muito dado, calmo; gostava de música, mostrando habilidade para tocar pífaro. Sendo muito independente nas opiniões era, no entanto, pacificador e mostrava-se muito respeitoso para com as outras pessoas. Conta a sua prima que até os animais não escapavam à sua caridade. Francisco passou a preferir rezar sozinho. Marcado pelas palavras de Nossa Senhora para "que não ofendam mais a Deus", ele retirava-se na solidão "para consolar Jesus pelos pecados do mundo".
Jacinta era uma criança afectiva; muito afável e emocionalmente frágil.
As duas crianças – juntamente com a sua prima Lúcia - praticavam mortificações e penitências. É possível que prolongados jejuns os tenham enfraquecido ao ponto de terem sucumbido à epidemia do vírus “influenza” que varreu a Europa, em 1918, em consequência da Primeira Guerra Mundial. A 23 de Dezembro de 1918, Francisco e Jacinta adoeceram ao mesmo tempo. Indo visitá-los, Lúcia encontrou Jacinta no auge da alegria. Na sua Primeira Memória, Lúcia conta: "Um dia mandou-me chamar: que fosse junto dela depressa. Lá fui, correndo. – Nossa Senhora veio-nos ver e diz que vem buscar o Francisco muito breve para o Céu. E a mim perguntou-me se queria ainda converter mais pecadores. Disse-Lhe que sim. Disse-me que ia para um hospital, que lá sofreria muito; que sofresse pela conversão dos pecadores, em reparação dos pecados contra o Imaculado Coração de Maria e por amor de Jesus. Perguntei se tu ias comigo. Disse que não. Isto é o que me custa mais. Disse que ia minha mãe levar-me e, depois, fico lá sozinha! Em fins de Dezembro de 1919, de novo a Santíssima Virgem se dignou visitar a Jacinta, para lhe anunciar novas cruzes e sacrifícios. Deu-me a notícia e dizia-me: – Disse-me que vou para Lisboa, para outro hospital; que não te torno a ver, nem os meus pais; que, depois de sofrer muito, morro sozinha, mas que não tenha medo; que me vai lá Ela buscar para o Céu. Durante a sua permanência de 18 dias no hospital em Lisboa, Jacinta foi favorecida com novas visitas de Nossa Senhora, que lhe anunciou o dia e a hora em que haveria de morrer. Quatro dias antes de a levar para o Céu, a Santíssima Virgem tirou-lhe todas as dores. Nas vésperas da sua morte, alguém lhe perguntou se queria ver a mãe, ao que ela respondeu: - A minha família dura-rá pouco tempo e em breve se encontrarão no Céu… Nossa Senhora aparecerá outra vez, mas não a mim, porque com certeza morro, como Ela me disse".
Francisco adoeceu vítima de pneumonia e faleceu na casa da sua família, no dia 4 de Abril de 1919. Jacinta, que sofria de pleurisia e não podia ser anestesiada devido à má condição do seu coração, foi assistida em vários hospitais, acabando por sucumbir, no dia 20 de Fevereiro de 1920, no Hospital D. Estefânia, em Lisboa.
Foram beatificados pelo Papa João Paulo II, no dia 13 de Maio de 2000, tornando-se as duas primeiras crianças não mártires a serem beatificadas.
A sua memória litúrgica faz-se no dia 20 de Fevereiro.

NOVO CARDEAL PORTUGUÊS


D. Manuel Monteiro de Castro, de 73 anos, nasceu em Santa Eufémia de Prazins, Guimarães. Foi ordenado padre em 1961, e bispo em 1985. O novo cardeal português tem uma longa experiência diplomática ao serviço da Santa Sé que o fez passar pelo Panamá, Guatemala, Vietname, Austrália, México, Bélgica, Trindade e Tobago, África do Sul e Espanha. Aqui permaneceu entre 2000 e 2009. Foi, também, observador permanente do Vaticano na Organização Mundial do Turismo. Está na Cúria Romana desde Julho de 2009, quando assumiu o cargo de secretário da Congregação para os Bispos. Posteriormente foi nomeado pelo Papa Bento XVI consultor da Congregação para a Doutrina da Fé e secretário do Colégio Cardinalício. Em Janeiro de 2012, passou a ser o responsável máximo pela Penitenciaria Apostólica, um dos três tribunais da Cúria Romana. A 6 de Janeiro de 2012, Bento XVI anunciou a sua elevação a cardeal. A cerimónia da criação de novos cardeais – o Consistório – realizou-se neste Sábado, dia 18 de Fevereiro.