PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

SEMANA DOS SEMINÁRIOS



- da Mensagem da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios

“ A Semana dos Seminários, de 11 a 18 de Novembro de 2012, oferece aos fiéis uma
oportunidade de aprofundamento sobre o mistério do padre e sobre o ministério que ele realiza na Igreja.
No contexto do Ano da Fé, somos convidados a avivar a nossa consciência acerca da condição sacerdotal de todo o Povo de Deus, radicada no mistério pascal de Jesus Cristo, que assumimos pelo Baptismo; ao mesmo tempo, afirmamos a teologia da Igreja acerca do sacerdócio ministerial, pelo qual alguns homens são associados à pessoa e missão de Cristo, Cabeça da Igreja (…).
A crise das vocações sacerdotais a que se assiste na Igreja é, sem dúvida, uma das consequências da erosão da fé cristã que, de forma errada, tem sido considerada “um pressuposto óbvio da vida diária”. Com razão nos incentiva o Papa Bento XVI “a redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo”. Toda a pastoral das vocações sacerdotais estará ao serviço da redescoberta do caminho da fé, em ordem ao encontro com Cristo. Quando este encontro se dá na alegria e no entusiasmo, surge a disponibilidade vocacional, pois, o que importa, nessa altura é a vivência fiel da fé e o serviço à comunidade cristã. Convidamos as comunidades cristãs a intensificar a oração pelas vocações sacerdotais, não somente na Semana dos Seminários, mas regular e longamente, numa corrente contínua que envolva todas as faixas etárias e todos os membros activos da Igreja. É pela oração que manifestamos a fé e a disponibilidade para aceitar a vocação e a vontade de Deus, especialmente na liturgia da Missa, participação sacramental no mistério de Cristo e na adoração eucarística, que lhe dá continuidade (…) Aos jovens que sentem o apelo no sentido do sacerdócio, encorajamos a avançar sem medo, confiados no amor que o Senhor lhes tem e abertos à urgência de pastores, ue sejam irmãos na fé e servidores da fé dos irmãos…”

PALAVRAS DO PAPA



- na Audiência geral, no dia 7 de Novembro, em Roma.

“… cada bem experimentado pelo homem conduz ao mistério que envolve o próprio homem; cada desejo que nasce no coração humano é eco de um desejo fundamental que jamais será plenamente satisfeito. É verdade que este desejo profundo - que esconde também algo de enigmático - não faz chegar directamente à fé. O homem conhece bem o que o não satisfaz, mas não pode imaginar ou definir o que é que o levaria a experimentar a autêntica felicidade que o seu coração anseia e deixa nele um vazio de saudade. Não é possível conhecer Deus apenas a partir do desejo do homem. Deste ponto de vista surge o mistério: o homem é um buscador do Absoluto, um buscador com passos pequenos e incertos. E, todavia, a experiência do desejo, do “coração inquieto” como o chamava Santo Agostinho, já é significativa. Isso atesta que o homem é, no fundo, um ser religioso (cfr Catecismo da Igreja Católica, 28), um “mendigo de Deus”. Podemos dizer com as palavras de Pascal: “O homem supera infinitamente o homem” (Pensamentos, Ed Chevalier 438; Ed Brunschvicg 434). Os olhos reconhecem os objectos quando estes são iluminados pela luz. Daí o desejo de conhecer a própria luz, que faz brilhar as coisas do mundo e com ela acende o sentido da beleza…”

ANO DA FÉ


“…Possa este Ano da Fé tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só n’Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor autêntico e duradouro. As seguintes palavras do apóstolo Pedro lançam um último jorro de luz sobre a fé: «É por isso que exultais de alegria, se bem que, por algum tempo, tenhais de andar aflitos por diversas provações; deste modo, a qualidade genuína da vossa fé – muito mais preciosa do que o ouro perecível, por certo também provado pelo fogo – será achada digna de louvor, de glória e de honra, na altura da manifestação de Jesus Cristo. Sem O terdes visto, vós O amais; sem O ver ainda, credes n’Ele e vos alegrais com uma alegria indescritível e irradiante, alcançando assim a meta da vossa fé: a salvação das almas» (1 Ped 1, 6-9). A vida dos cristãos conhece a experiência da alegria e a do sofrimento. Quantos Santos viveram na solidão! Quantos crentes, mesmo nos nossos dias, provados pelo silêncio de Deus, cuja voz consoladora queriam ouvir! As provas da vida, ao mesmo tempo que permitem compreender o mistério da Cruz e participar nos sofrimentos de Cristo (cf. Cl 1, 24), são prelúdio da alegria e da esperança a que a fé conduz: «Quando sou fraco, então é que sou forte» (2 Cor 12, 10). Com firme certeza, acreditamos que o Senhor Jesus derrotou o mal e a morte. Com esta confiança segura, confiamo-nos a Ele: Ele, presente no meio de nós, vence o poder do maligno (cf. Lc 11, 20); e a Igreja, comunidade visível da sua misericórdia, permanece n’Ele como sinal da reconciliação definitiva com o Pai…” (Bento XVI, Porta Fidei, nº 15)

PARA REZAR



DO SALMO 146

Feliz de quem tem por auxílio o Deus de Jacob,
de quem põe a sua esperança no Senhor, seu Deus.
Ele criou os céus, a terra e o mar
e tudo o que neles existe.
Ele é eternamente fiel à sua palavra;
salva os oprimidos, dá pão aos que têm fome;
o Senhor liberta os prisioneiros.
O Senhor dá vista aos cegos,
o Senhor levanta os abatidos;
o Senhor ama o homem justo.

O Senhor protege os que vivem em terra estranha
e ampara o órfão e a viúva,
mas entrava o caminho aos pecadores.
O Senhor reinará eternamente!
O teu Deus, ó Sião, reinará por todas as gerações!

 

SANTOS POPULARES



SANTA ISABEL DA HUNGRIA

Isabel era a filha do rei André II, da Hungria, e da rainha Gertrudes, de Merano, actualmente território da Itália. Nasceu no ano de 1207, e naquele momento foi dada como esposa a Luís, príncipe da Turíngia, actual Alemanha. Desde os quatro anos viveu no castelo do futuro marido, onde foram educados juntos. O jovem príncipe Luís amava verdadeiramente Isabel, que se tornava cada dia mais bonita, amável e modesta. Ambos eram católicos fervorosos. Luís admirava a noiva, amável nas palavras e atitudes, que vivia em orações e era generosa em caridade com pobres e doentes. A mãe de Luís não gostava da devoção da sua futura nora, e tentou convencer o filho a desistir do casamento, alegando que Isabel seria uma rainha inadequada politicamente. A própria corte a perseguia por causa do seu desapego e simplicidade cristã. Mas Luís foi categórico ao dizer preferir abdicar do trono a desistir de Isabel. Certamente, amava-a muito. No castelo de Wartenburg, quando atingiu a maioridade, foi corado rei e casou- se com Isabel, que se tornou rainha aos catorze anos de idade. Ela foi a única soberana que se recusou a usar a coroa, símbolo da realeza, durante a cerimónia realizada na Igreja. Alegou que, diante do nosso Rei coroado de espinhos, não poderia usar uma coroa tão preciosa. Foi assim que, o próprio rei Luís IV, solidário com esta sua decisão, tornou-se rei decidindo, também, não usar a sua coroa diante de Cristo. Foi um casamento muito feliz. O Rei era sincero, paciente, inspirava confiança e era amado pelo seu povo. Nunca colocou obstáculos à vida de oração, penitência e caridade da rainha Isabel, sendo, ao contrário, seu incentivador. Em Marburg, Isabel construiu o Hospital de São Francisco de Assis para os pobres e os doentes leprosos. Além disso, ajudava, com o seu próprio dinheiro, muitos asilos e orfanatos, os quais visitava com frequência. Aos seis anos de casamento, a rainha Isabel ficou viúva e com três filhos pequenos. O rei Luís IV, participando numa das cruzadas, morreu antes de poder voltar para a Alemanha. A partir de então, as perseguições da Corte contra ela aumentaram. A tolerância quanto à sua caridade e dedicação religiosa acabou de vez. E o cunhado, para assumir o poder, expulsou-a do palácio, juntamente com os seus três filhos, ainda crianças e reais herdeiros do trono da Turíngia. Então, Isabel ingressou na Ordem Terceira de São Francisco e dedicou-se à vida de religião e à assistência aos leprosos, no hospital que ela mesma havia construído. Quando os cruzados, que acompanhavam o seu marido, retornaram à Alemanha, ficaram indignados ao constatar como a rainha viúva e os herdeiros haviam sido tratados. Conseguiram que a rainha Isabel reassumisse o trono, que depois entregou ao seu filho, na maioridade. Isabel da Hungria, tia avó da Rainha Santa Isabel de Portugal, faleceu no dia 17 de Novembro de 1231, em Marburg, Alemanha, com apenas vinte e quatro anos de idade. Quatro anos depois, em 1235, foi canonizada pelo papa Gregório IX. A sua memória litúrgica faz-se a 17 de Novembro.