
Foi com surpresa,
incredulidade e estupefacção que os católicos e o mundo tomaram conhecimento,
no dia 11 de Fevereiro de 2013, da decisão de resignar, tomada pelo Papa Bento
XVI. Não sendo um caso inédito da História da Igreja, tal não acontecia há
quase 600 anos. Para a validade da renúncia do Papa – de acordo com o cân. 332
§ 2. – esta deve ser feita livremente e devidamente manifestada. Lembramos as
palavras de Bento XVI, na sua comunicação ao Consistório, à Igreja e ao mundo:
“…Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus,
cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são
idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente
de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só
com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando.
Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de
grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e
anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do
espírito; vigor este que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim
que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério
que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com
plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor
de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais, em 19 de Abril de 2005,
pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma,
a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem
tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice…” Este Papa, na
sua simplicidade, profundidade de pensamento, frontalidade de mensagem, clareza
no anúncio do Evangelho, tornou-se um marco incontornável da história do mundo.
Respondendo ao seu apelo, os cristãos católicos devem rezar pelo Papa e por
aquele que será o escolhido para ocupar a “Cadeira de Pedro”. De acordo com as
notícias, o Conclave – reunião dos cardeais para escolherem o papa –
reunir-se-á a partir do dia 15 de Março. Viva o Papa!...