PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

segunda-feira, 22 de abril de 2013

FESTA DA PALAVRA




Neste Sábado, 20 de Abril, as crianças do 4º ano da Catequese da Igreja Matriz fizeram a sua Festa da Palavra. Toda a vida cristã deve ser vivida em confronto com a Palavra de Deus. Estas crianças começaram a fazer a experiência do encontro com o Senhor, através da palavra da Bíblia. Querem aprofundar e compreender melhor o que Deus lhes revela, para conhecer melhor a Jesus; para amá-Lo mais; para praticarem o que Ele ensina; para falarem d’Ele aos seus companheiros e amigos. A entrega da Bíblia exprime o desejo de Jesus de ser a sua luz, o seu amigo, a sua alegria. Que estas crianças, ajudadas pelos seus pais e educadores, possam perseverar, fielmente, no amor que a Palavra de Deus faz germinar no mundo.

 

DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES



- da Mensagem de Bento XVI

“…As vocações sacerdotais e religiosas nascem da experiência do encontro pessoal com Cristo, do diálogo sincero e familiar com Ele, para entrar na sua vontade. Por isso, é necessário crescer na experiência de fé, entendida como profunda relação com Jesus, como escuta interior da sua voz que ressoa dentro de nós. Este itinerário, que torna uma pessoa capaz de acolher o chamamento de Deus, é possível no âmbito de comunidades cristãs que vivem uma intensa atmosfera de fé, um generoso testemunho de adesão ao Evangelho, uma paixão missionária que induza a pessoa à doação total de si mesma pelo Reino de Deus, alimentada pela recepção dos sacramentos, especialmente a Eucaristia, e por uma fervorosa vida de oração. Esta «deve, por um lado, ser muito pessoal, um confronto do meu eu com Deus, com o Deus vivo; mas, por outro, deve ser incessantemente guiada e iluminada pelas grandes orações da Igreja e dos santos, pela oração litúrgica, na qual o Senhor nos ensina continuamente a rezar de modo justo» (Enc. Spe salvi, 34).
A oração constante e profunda faz crescer a fé da comunidade cristã, na certeza sempre renovada de que Deus nunca abandona o seu povo e que o sustenta suscitando vocações especiais, para o sacerdócio e para a vida consagrada, que sejam sinais de esperança para o mundo. Na realidade, os presbíteros e os religiosos são chamados a entregar-se de forma incondicional ao Povo de Deus, num serviço de amor ao Evangelho e à Igreja, num serviço àquela esperança firme que só a abertura ao horizonte de Deus pode gerar…”

 
Oração para a 50ª Semana das Vocações

Deus Pai, fonte da vida,
que pelo teu filho, Jesus Cristo,
nos deste o Espirito de confiança e de amor:
envia operários para a tua Igreja;
dá vitalidade de fé a cada família, paróquia e diocese,
onde desabrochem numerosas vocações sacerdotais e religiosas
e os baptizados vivam generosamente o Evangelho;
ilumina com a santidade da tua palavra
os pastores e os consagrados;
anima os jovens nos seminários e nas casas de formação;
renova a esperança na Igreja e continua a chamar muitos
para que nunca faltem testemunhas autênticas,
transfiguradas no encontro contigo,
e anunciadoras da tua alegria à comunidade cristã e aos irmãos.
Amém.

PALAVRA DO SANTO PADRE FRANCISCO



 
- na Homilia do III Domingo da Páscoa, 14 de Abril, na Basílica de São Paulo Extramuros - Roma.

“…No grande desígnio de Deus, cada detalhe é importante, incluindo o teu, o meu pequeno e humilde testemunho, mesmo o testemunho oculto de quem vive a sua fé, com simplicidade, nas suas relações diárias de família, de trabalho, de amizade. Existem os santos de todos os dias, os santos «escondidos», uma espécie de «classe média da santidade» – como dizia um escritor francês –, aquela «classe média da santidade» da qual todos podemos fazer parte. Mas há também, em diversas partes do mundo, quem sofra – como Pedro e os Apóstolos – por causa do Evangelho; há quem dê a própria vida para permanecer fiel a Cristo, com um testemunho que lhe custa o preço do sangue. Recordemo-lo bem todos nós: não se pode anunciar o Evangelho de Jesus sem o testemunho concreto da vida. Quem nos ouve e vê, deve poder ler nas nossas acções aquilo que ouve da nossa boca, e dar glória a Deus! Isto traz-me à mente um conselho que São Francisco de Assis dava aos seus irmãos: Pregai o Evangelho; caso seja necessário, mesmo com as palavras. Pregar com a vida: o testemunho. A incoerência, dos fiéis e dos Pastores, entre aquilo que dizem e o que fazem, entre a palavra e a maneira de viver, mina a credibilidade da Igreja.
Mas tudo isto só é possível, se reconhecermos Jesus Cristo; pois foi Ele que nos chamou, nos convidou a seguir o seu caminho, nos escolheu. Só é possível anunciar e dar testemunho, se estivermos unidos a Ele, precisamente como, no texto do Evangelho de hoje: estão ao redor de Jesus ressuscitado Pedro, João e os outros discípulos; vivem uma intimidade diária com Ele, pelo que sabem bem quem é, conhecem-No. O Evangelista sublinha que «nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar-Lhe: “Quem és tu?”, porque bem sabiam que era o Senhor» (Jo 21, 12). Está aqui um dado importante para nós: temos de viver num relacionamento intenso com Jesus, numa intimidade tal, feita de diálogo e de vida, que O reconheçamos como «o Senhor». Adorá-Lo! A passagem que ouvimos do Apocalipse, fala-nos da adoração: as miríades de anjos, todas as criaturas, os seres vivos, os anciãos prostram-se em adoração diante do trono de Deus e do Cordeiro imolado, que é Cristo e para quem é dirigido o louvor, a honra e a glória (cf. Ap 5, 11-14). Gostaria que todos se interrogassem: “Tu (eu) adoras o Senhor?” Vamos ter com Deus só para pedir, para agradecer, ou vamos até Ele também para O adorar? Mas então que significa adorar a Deus? Significa aprender a estar com Ele, a demorar-se em diálogo com Ele, sentindo a sua presença como a mais verdadeira, a melhor, a mais importante de todas. Cada um de nós possui, na própria vida, de forma mais ou menos consciente, uma ordem bem definida das coisas que são consideradas mais ou menos importantes. Adorar o Senhor quer dizer dar-Lhe o lugar que Ele deve ter; adorar o Senhor significa afirmar, crer – e não apenas por palavras – que Ele é o único que guia verdadeiramente a nossa vida; adorar o Senhor quer dizer que vivemos na sua presença convencidos de que é o único Deus, o Deus da nossa vida, o Deus da nossa história.
Daqui deriva uma consequência para a nossa vida: despojar-nos dos numerosos ídolos, pequenos ou grandes, que temos e nos quais nos refugiamos, nos quais buscamos e muitas vezes depomos a nossa segurança. São ídolos que, frequentemente, conservamos bem escondidos; podem ser a ambição, o carreirismo, o gosto do sucesso, o sobressair, a tendência a prevalecer sobre os outros, a pretensão de ser os únicos senhores da nossa vida, qualquer pecado ao qual estamos presos, e muitos outros. Há uma pergunta que eu queria que ressoasse, esta tarde, no coração de cada um de nós e que lhe respondêssemos com sinceridade: Já pensei qual possa ser o ídolo escondido na minha vida que me impede de adorar o Senhor? Adorar é despojarmo-nos dos nossos ídolos, mesmo os mais escondidos, e escolher o Senhor como centro, como via mestra da nossa vida. Amados irmãos e irmãs, todos os dias o Senhor nos chama a segui-Lo corajosa e fielmente; fez-nos o grande dom de nos escolher como seus discípulos; convida-nos a anunciá-Lo jubilosamente como o Ressuscitado, mas pede-nos para o fazermos, no dia-a-dia, com a palavra e o testemunho da nossa vida…”

PARA REZAR



SALMO 100

 ( Nós somos o povo de Deus,
   somos as ovelhas do seu rebanho.)

Aclamai o Senhor, terra inteira,
servi o Senhor com alegria,
vinde a Ele com cânticos de júbilo.

Sabei que o Senhor é Deus,
Ele nos fez, a Ele pertencemos,
somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

O Senhor é bom,
eterna é a sua misericórdia,
a sua fidelidade estende-se de geração em geração.

SANTOS POPULARES



SANTA CATARINA DE SENA

Catarina nasceu na aldeia de Fontebranda, em Sienna, Itália, no dia 25 de Março de 1347, dia da Anunciação. Era filha de Giacomo Benincasa e de Mona Lapa. Filha duma família cristã, principiou, desde tenra idade, a sentir grande tendência para a vida de piedade. Aos 5 anos, subia as escadas de joelhos rezando, a cada degrau, uma Avé-Maria. Aos 6 anos, o Senhor quis mimoseá-la com a sua primeira manifestação sensí­vel: Cristo apareceu-lhe sentado num trono, revestido com resplandecentes ornamentos pontificais, tendo a cabeça cingida com uma tiara papal, abençoando-a com a mão direita. Aos 7 anos, fez “voto” de virgindade, e aos 12, segundo o costume do país e da época, apesar de ser muito criança, os seus pais pensaram em casá-la, mas recusou energicamente o matrimónio. No entanto, levada pelos falsos conselhos duma irmã, começou por se deixar mundanizar. Este período parece ter sido curto. Tratava-se apenas de imperfeições de criança. Mais consciente do apelo que Jesus lhe fazia a uma vida de santidade, chorou-o arrependida, durante vários anos. Depois, intensificando as suas penitências, fixou-se numa espécie de vida religiosa, fazendo, mais tarde, os três votos religiosos, que viveu intensamente, apesar de sempre ter vivido no mundo. Durante muito tempo, não tomou outro alimento, excepto pão e ervas cruas. Enquanto pensava na vida religiosa das grandes Ordens, S. Domingos apareceu-lhe e prometeu-lhe, que, mais tarde, ia ser recebida na sua grande família espiritual. Na cidade de Sienna, havia um numeroso grupo de Terceiras dominicanas, as quais, embora usassem o hábito da Ordem, (chamavam-se “mantellate”), viviam nas suas próprias casas. Aos 16 anos entrou na Ordem Terceira de S. Domingos, indo juntar-se ao grupo das “Mantellate”. As aspirações de Catarina foram, assim, realizadas em plena conformidade com o género de vida que já se havia proposto. Passou a viver fechada num pequeno quarto, que lhe fora designado, vivendo aí como eremita, unicamente ocupada das coisas de Deus e saindo, apenas, para ir à igreja. Empregava a noite e o dia em colóquios divinos para orar o mais tempo possível. Chegou a dormir apenas meia hora em cada noite. Catarina era estimulada, no meio deste ambiente, por graças sobrenaturais, sendo visitada pelo próprio Cristo. Animavam-na, também, os conselhos e exortações dos sacerdotes dominicanos. Aos 20 anos, o Senhor ordenou-lhe que se dedicasse ao apostolado e, daí em diante, levasse uma vida mais activa, sem afrouxar a sua intensa vida de oração. Desde então, multiplica as suas obras de caridade: socorre os pobres, cuida dos doentes, manifestando, sobretudo, uma grande abnegação durante o tempo em que a peste invadiu a Itália. Exorta os ímpios à emenda de vida; extingue vinganças e ódios. Depois de ter obtido a perfeição na fé, pede ao Senhor a perfeição na caridade. Desde então, quantos dela se aproximam, sem excepção de ninguém, notam que os acontecimentos exteriores, contradições e sofrimentos, de maneira alguma perturbam a sua alma. Amava a todos com um coração verdadeiramente maternal. Catarina foi uma das mais brilhantes mentes teológicas do seu tempo, embora sem qualquer educação formal. Trabalhou com êxito como moderadora entre a Santa Sé e a cidade de Florença e persuadiu o Papa, que na época vivia em Avignon - França, a voltar para Roma, tendo-o conseguido somente no pontificado do Papa Urbano VI. Mais tarde, Catarina foi para Roma, onde lutou infatigavelmente com orações, exortações e cartas para ganhar novos partidários para o Papa legítimo. Aos 26 anos, começou a sentir, no seu corpo, as dores da Paixão de Cristo. Dois anos mais tarde, em 1375, durante uma visita a Pisa, recebeu a comunhão na pequena igreja de Santa Cristina. Quando meditava e agradecia, orando aos pés do crucifixo, raios de luz furaram as suas mãos, os seus pés e o seu lado. Todos puderam ver os estigmas de Cristo, no seu corpo. Por causa de tanta dor, deixou de falar e de comer. Assim viveu durante oito anos, alimentando-se unicamente da Sagrada Comunhão. Rezou muito para que as marcas dos estigmas não fossem visíveis e o Senhor concedeu-lhe essa graça. Mas, após a sua morte, os estigmas voltaram a ficar bem visíveis no seu corpo incorrupto, como uma transparência na pele, no lugar das chagas de Cristo. Testemunhas afirmavam que, muitas vezes, quando rezava entrava em levitação. Das cartas de Santa Catarina de Sena, há uma trilogia chamada "O Diálogo", considerado o mais brilhante escrito da história da Igreja Católica. Catarina morreu jovem, aos 33 anos de idade, em 29 de Abril de 1380. Em 1430, o seu corpo foi encontrado incorrupto e conservado. Foi canonizada, em 1461, pelo Papa Pio II, e em 4 de Outubro de 1970, apesar de não ter aprendido a ler e a escrever, foi proclamada Doutora de Igreja, pelo Papa Paulo VI. A Igreja faz a sua memória litúrgica no dia 29 de Abril.