Atingido pela tuberculose, o jovem presbítero só revelou os seus sofrimentos quando já não os podia esconder, oferecendo-os sempre por Cristo e pela Igreja e meditando assiduamente sobre a Via-Sacra do Salvador. Esta doença tornou a sua vida, a cada dia, mais difícil. No leito de morte, afirmou: "Quando já não puder celebrar a Santa Missa, Jesus poderia levar-me deste mundo".
O Padre José Maria faleceu na madrugada do dia 17 de Junho de 1903, depois de ter recebido a Sagrada Comunhão. Tinha 25 anos de idade, dos quais 16 transcorridos na discrição, em Casseneuil, e 9 no claustro de um Mosteiro, dedicando-se às coisas mais simples: oração, estudo e trabalho. Coisas ordinárias, porém, que ele soube viver de maneira extraordinária, com uma generosidade incondicional. Por isso, a mensagem do Padre José Maria é muito actual: num mundo em que reina a desconfiança, que muitas vezes é vítima do desespero, mas que é sequioso de amor e de ternura, a sua vida pode ser uma resposta para quem, sobretudo entre os jovens, se põe em busca de um sentido para a sua vida.
João Paulo II reconheceu a heroicidade das suas virtudes, no dia 19 de Junho de 1984.
O Padre José Maria Cassant foi beatificado pelo Papa João Paulo II, no dia 3 de Outubro de 2004. Na homilia da missa da beatificação, disse o Papa: “…O Padre José Maria depositou sempre a sua confiança em Deus, na contemplação do mistério da Paixão e na união com Cristo presente na Eucaristia. Assim, ele impregnava-se do amor de Deus, abandonando-se a Ele, "a única felicidade da terra", e desapegando-se dos bens do mundo, no silêncio da Trapa. No meio das provações, com o olhar fixo em Cristo, oferecia os seus sofrimentos pelo Senhor e pela Igreja. Possam os nossos contemporâneos, especialmente os contemplativos e os doentes, descobrir, no seu exemplo, o mistério da oração que eleva o mundo a Deus e que revigora nos momentos de prova!...”
A sua memória litúrgica celebra-se no dia 17 de Junho.
