31 DE MAIO
. “…Abri o vosso coração, o coração das vossas famílias e tocai de perto a alegria desta presença do Deus único, uno e trino, na vossa vida de família. O coração da família tem tantas portas a abrir, para que aí se sinta o pulsar do coração de Deus na vida dos esposos, dos pais, dos filhos, dos irmãos, dos avós e dos netos.
O testemunho das famílias cristãs é uma das melhores e maiores portas para abrir o coração da Igreja do Porto, convocada para anunciar a doce e reconfortante alegria de evangelizar e para fazer hoje e sempre “da alegria do Evangelho a nossa missão”.
Procurai com o vosso testemunho de vida e com a vossa disponibilidade para a missão, abrir o coração da sociedade, para que se respeite sempre na nossa terra o valor sagrado da família e o dom inviolável da vida, desde a conceção até à morte.
. Abrir a família à alegria do evangelho significa voltar o olhar das famílias para Deus, como sempre fazem os filhos quando se voltam na direção da sua casa e dizem sem medo da distância, confiantes na bondade do pai e na ternura da mãe: “ Levantar-me-ei e irei para meu pai” (Luc 15, 18 ).
Abrir a família à alegria do evangelho implica aprender a olhar a família com o olhar de Deus. O olhar de Deus amplia o horizonte do nosso olhar e permite ver mais longe, ajuda a ver melhor e faz ver mais claro.
Abrir a família à alegria do evangelho consiste em descobrir o melhor de cada membro, encontrar a dignidade intacta de cada um, reavivar a chama da esperança que habita os nossos lares e reacender, a partir da família, a luz de novos dias para a Humanidade.
. Convido-vos, queridas famílias, ao celebrardes 10, 25, 50 e 60 anos do vosso matrimónio, a regressardes, em pensamento e em missão, à vossa casa e, neste regresso a casa, sentai-vos à mesa de família, dai graças a Deus, abeirai-vos do berço dos vossos filhos e netos e escutai a voz do tempo que vos diz quanto Deus realizou em vós.
Recordai e refazei serenamente, em diálogo de família, este belo caminho que percorrestes e redescobrireis tantos sinais da presença de Deus e a força do seu amor que tudo vence e tudo transforma. Encontrareis em vós, através da memória do tempo que passou, essa reserva espiritual que sempre vos habitou, esse suplemento de alma que continuamente vos animou no caminho e essa bênção divina que, em permanência, vos fortaleceu nas horas mais difíceis.
Reavivai, também, neste encontro com a família que sois e com a casa que edificais, os valores sagrados da humilde casa de Nazaré, a casa de Maria, de Jesus e de José.
Casa de família, a exemplo da casa de Nazaré, é bálsamo de unção onde se curam tantas feridas, que pela vida os caminhos ásperos nos vão fazendo! Casa de família é átrio do Cenáculo, onde Jesus nos serve, no lava-pés, e nos antecipa em promessa a certeza das bem-aventuranças!
Casa de família, de portas abertas à alegria do evangelho, é santuário onde se escuta a Palavra de Deus, se reza em comum e se partilha o banquete do pão repartido e da Eucaristia celebrada. Parabéns, queridas famílias! Que Deus vos prolongue a vida, vos conceda saúde e vos dê a sua bênção!...” (cf. Diocese do Porto)


