- VOTOS DE “BOAS FÉRIAS”
Este tempo é, tradicionalmente, o momento escolhido por muitos
para fazerem algum tempo de férias. O descanso, o convívio familiar mais
íntimo, o encontro com outras realidades, outras pessoas e, até, outras
culturas favorece o espírito, abre à comunhão, à solidariedade e ao acolhimento
fraterno. Esta possibilidade de lazer não pode transformar-se em inquietação,
em desleixo, em banalidade, em escravização. A alegria, a paz, o bem, a
simplicidade, a partilha devem encher as malas de viagem para um autêntico
encontro com a natureza e os outros. Não podemos esquecer DEUS. Não podemos
tirar férias de Deus, da oração, do amor, da caridade.
Aos que podem ter férias: “Boas Férias”. Cuidado, para não sermos
um empecilho ou qualquer circunstância de sofrimento e de dor. Que Deus ajude a
cuidar!...
- PLANO DIOCESANO DE
PASTORAL
Foi
apresentado, no passado dia 15 de Julho, no Auditório da Casa Diocesana de
Vilar, o Plano Diocesano de Pastoral para o ano 2016-2017, integrado na
planificação diocesana para o quinquénio 2015-2020. Tendo por lema: “Alegria do
Evangelho é a nossa Missão: Com Maria, renovai-vos nas fontes da alegria!”,
este plano pretende mobilizar toda a Diocese do Porto para a importância do
anúncio do Evangelho, através do testemunho alegre da nossa Fé e aprendendo,
com Maria, a acolher e a dar Jesus. Apresentamos a mensagens do Bispo do Porto
e seus auxiliares.
Mensagem à Diocese na apresentação do Plano Diocesano de Pastoral
2016-2017
«…Vamos apresentar a toda a nossa Diocese o Plano Diocesano de
Pastoral para o próximo ano pastoral, para a todos motivar, envolver e
mobilizar para a missão. Fazemo-lo na continuidade do caminho percorrido ao
longo do tempo pela Igreja do Porto, procurando nada perder do que a história
nos transmite em herança, em dinamismo apostólico, em recursos humanos, em
estruturas edificadas e em desafios pastorais.
A apresentação agora feita a toda a Diocese vai a partir daqui
multiplicar-se e replicar-se em cada vigararia, paróquia, secretariado
diocesano, comunidades religiosas, movimentos, associações e obras da Igreja do
Porto.
É tempo de agradecer o ano pastoral em curso e todos os bens e
dons que Deus nos concedeu no percurso abençoado deste tempo pastoral. Depois
do belo caminho percorrido neste Ano jubilar da Misericórdia e da avaliação
feita por toda a Diocese, queremos continuar, com a ajuda de Deus e guiados
pela mão de Maria, Mãe de Jesus e Mãe da Igreja, a construir o futuro com alegria
e com esperança.
O Plano Diocesano de Pastoral 2015-2020, que há um ano
apresentamos à Diocese, desenvolve-se e desdobra-se em cinco etapas, ao ritmo
de cada ano pastoral. Nas metas traçadas, nos objectivos definidos, nos
caminhos propostos e nas actividades programadas espelha-se a consciência da
Igreja que somos no Porto e projecta-se o horizonte temporal do trabalho
eclesial que nos propomos realizar e do caminho sinodal que desejamos
percorrer.
Somos conduzidos neste caminho pelo amor misericordioso de Deus em
cada passo dado, em cada meta proposta, em cada objectivo procurado. Vemos este
amor de Deus em Cristo, Seu Filho e rosto da misericórdia do Pai, e sabemo-nos
animados pelo Espírito Santo, alma da Igreja.
O lema que nos conduz “A Alegria do Evangelho é nossa missão”,
constitui a força inspiradora da programação pastoral e a matriz unificadora da
calendarização pastoral ao longo de todo o quinquénio. Esta certeza de missão
reforça o nosso vínculo à Palavra de Deus e à Boa Nova de Jesus, que
diariamente nos convoca para proclamar as bem-aventuranças e para realizar as
obras de misericórdia com alegria! Sentimos que este é um tempo propício e
oportuno para o anúncio do Evangelho.
Neste paradigma de missão e neste programa de acção pastoral
traduzimos a Palavra de Deus e o Evangelho de Jesus para o nosso tempo humano e
para o nosso espaço cultural e social. Encontramos no magistério da Igreja,
concretamente nos documentos conciliares e na vida, nas palavras e nos gestos
do Papa Francisco orientações, instrumentos e contributos indispensáveis para a
nossa missão.
Acompanham-nos ao longo deste Plano quinquenal a Exortação
Evangelii Gaudium, que o Papa Francisco apresentou como texto paradigmático do
seu ministério e programático da sua missão. Juntamos a este texto inspirador a
encíclica Laudato Si e a mais recente Exortação Apostólica Amoris Laetitia
sobre a vida, a vocação e a missão da família.
Temos consciência que são imensos os desafios de iniciação e de
formação cristã que temos pela frente, sobretudo no âmbito da catequese e do
catecumenato, e que são amplos e interpeladores os horizontes novos de presença
transformadora e de intervenção activa dos cristãos no mundo, particularmente
no campo da família, da educação, da cultura e da acção social.
Um Plano Diocesano de Pastoral é um percurso e um processo de um
longo e abençoado caminho, feito em Igreja. Nunca deve ser olhado e entendido
como um produto acabado, uma receita eficaz ou um resultado antecipadamente
adquirido.
Na planificação pastoral diocesana importa que todos compreendamos
que o tempo é sempre maior do que o espaço: o nosso tempo e o tempo da Igreja;
o nosso espaço e o espaço onde a Igreja diariamente se constrói. Mas porque o
lugar também faz a missão, enraizados nos nossos espaços humanos, físicos,
culturais e territoriais devemos olhar para além deles e devemos unir-nos em
redes de trabalho e de comunhão paroquial, inter-paroquial, vicarial e
diocesana.
Só na comunhão afectiva e efectiva da Igreja veremos o que Deus
nos pede e receberemos em abundância os dons que Deus tem oferecido à Igreja do
Porto.
Seria um erro reduzir o Plano Diocesano de Pastoral a uma
metodologia pastoral, mesmo que ancorada em experimentadas pedagogias de práxis
pastoral. O Plano Diocesano de Pastoral vai mais longe ao procurar desde a sua concepção,
à elaboração, à execução e à avaliação delinear o rosto da Igreja: na
colegialidade que expressa, na co-responsabilidade que afirma, na comunhão que
revela e na unidade que constrói.
Este rosto da Igreja, vivificada pelo Espírito de Deus, alimentada
pela Palavra e fortalecida pelos Sacramentos, mostra ao Mundo a beleza da fé, a
força da esperança e a ousadia da caridade – que são os valores e as virtudes
que o Mundo mais procura na Igreja e mais direito tem a encontrar em nós
cristãos.
O Plano Diocesano de Pastoral deve assumir os desafios humanos,
acolher as intuições pastorais, multiplicar as bênçãos divinas, partilhar as
preocupações, ocupações e atenções de todos os agentes de pastoral e exprimir
as alegrias e as esperanças de todos nós.
O Plano Diocesano de Pastoral não é um mero programa nem se
concretiza por decreto. A sua autoridade intrínseca vem-lhe da procura
incessante do sonho de Deus para a sua Igreja e recebe-a do múnus pastoral que
aos bispos cumpre para conduzir a Igreja, com coração de pastores segundo o
coração de Cristo, o Bom Pastor.
O Plano Diocesano de Pastoral só ganhará esta autoridade quando
nele se manifestar com clareza o nosso amor pela Igreja. O Plano de Pastoral da
nossa Diocese constitui, por isso, necessariamente um sinal muito belo do amor
Deus pela Igreja do Porto e do compromisso generoso de leigos, consagrados
(as), diáconos, presbíteros e bispos, disponíveis e prontos para a missão.
É deste amor de Deus pela Igreja do Porto que nos fala este Plano
de Pastoral, que agora apresentamos à Diocese. Um dos valores primeiros do
trabalho pastoral que neste Plano Diocesano de Pastoral se anuncia está na
abertura de alma de cada um de nós, das comunidades, estruturas e serviços,
movimentos e obras, instituições e grupos ao amor misericordioso de Deus por
nós, acolhido, celebrado, vivido e testemunhado em Igreja.
Cumpre-nos continuar na etapa pastoral que agora começa a
caminhada feita em 2015/2016, centrados no Ano Jubilar da Misericórdia,
proclamando: “Felizes os Misericordiosos” e “praticando as obras de
misericórdia, com alegria!”
Estamos certos de que este Ano Jubilar, vivido com grande
acolhimento e encanto encontrou uma salutar recepção nos cristãos e no mundo e
os seus frutos perdurarão no tempo.
A Igreja deve prosseguir os caminhos que o Papa Francisco
diariamente nos abre e nos convida a percorrer. Deve procurar sempre que a
misericórdia divina lhe modele o coração, para que seja uma Igreja de rosto
terno e de coração materno e nos ensine e eduque a sermos “misericordiosos como
o Pai”.
Recebemos, de 10 de abril a 1 de maio, a visita da Imagem
Peregrina de Nossa Senhora de Fátima que percorreu os caminhos da nossa
Diocese. Se por um lado vimos que ninguém no Porto ficou indiferente à presença
da Virgem Peregrina, sabemos também que Ela levou no seu coração de Mãe esta
Igreja do Porto, sentiu a alma mariana das suas gentes e abriu-nos sendas novas
de evangelização e de missão.
Em sintonia com a celebração do centenário das Aparições de Nossa
Senhora em Fátima aos pastorinhos Francisco, Lúcia e Jacinta, e na perspectiva
da visita do Papa Francisco a Fátima e a Portugal, no próximo mês de maio,
voltamo-nos agora para Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe. Ela é a Virgem
Peregrina, a Mãe de ternura e a Senhora da Mensagem que nos impele para uma
pastoral de proximidade e de acolhimento, nos guia em todos os caminhos de
missão, nos conforta e consola nas aflições, nos fortalece na comunhão e nos
renova nas fontes da alegria.
Que Nossa Senhora, Mãe de Deus, a Senhora mais brilhante do que o
sol, que há 100 anos nos trouxe, em Fátima, uma mensagem de ternura, de graça,
de misericórdia e de paz, nos ilumine e nos guie para que “com Maria, a Igreja
do Porto se renove nas fontes da Alegria!”…»
Porto, 10 de Julho, dia das ordenações de presbíteros e diáconos,
de 2016
D. António Francisco dos
Santos, Bispo do Porto
D. António Bessa Taipa,
Bispo Auxiliar do Porto
D. Pio Alves de Sousa;
Bispo Auxiliar do Porto
D. António Augusto Azevedo,
Bispo Auxiliar do Porto
(cf. Diocese do Porto)

