SANTA
BARTOLOMEA CAPITANIO
Bartolomea Capitanio nasceu em Lovere, Bérgamo, na
região da Lombardia, no norte da Itália, no dia 13 de Janeiro de 1807, filha de
Modesto e de Catarina Canossi.
Desde menina, Bartolomea mostrou-se precoce e esperta,
e com grande interesse por ensinar. Com todo o seu afã por aprender, aos 11
anos entrou no Mosteiro das Clarissas de Lovere, e em 1822, obteve o diploma de
educadora. Naquele patronato – um espaço educativo extraordinário graças à direcção
de uma superiora culta e piedosa, a Irmã Francisca Parpani - Bartolomea fez grandes
progressos nos estudos e no caminho da perfeição. Dois anos depois, voltou para
casa, onde abriu uma pequena escola para meninas pobres.
Rica de dons e naturalmente expansiva, Bartolomea não
tardou a voltar a sua atenção para outro campo de apostolado: o da juventude
feminina, na qual as ideias péssimas da Revolução Francesa tinham deixado
sinais de ruína e falta de orientação moral.
Devido à sua actividade pedagógica, manteve contacto
com outra pessoa, também original de Lovere, e que, como ela, atingiria a
santidade. De facto, Bartolomea Capitanio entrou em contacto com Vicência Gerosa
que seria sua amiga, sua companheira e com quem executaria os seus planos. Em
1829, Bartolomea começou a trabalhar como directora, no hospital para pobres
que tinha sido fundado pelas irmãs Gerosa, na cidade de Lovere.
Durante uns exercícios espirituais, feitos em Sellere,
em 1829, Bartolomea escreveu a Regra de uma nova Instituição, para a qual havia
conquistado a adesão de Vicência Gerosa. Quando estas duas amigas se conhecem
mais intimamente e trocam ideias, ambas contemplam a grandiosa possibilidade de
trabalharem juntas pela juventude, principalmente pelas jovens.
Assim, fundaram a Congregação das Irmãs de “Maria
Menina”, em 1832, instalando-se num antigo edifício abandonado que tinha o nome
de Casa Gaya, e que as pessoas começaram a chamar "o Conventinho".
Depois de terem feito os votos solenes de pobreza,
obediência e castidade, ofereceram-se para o serviço dos pobres. Nesta casa,
tomaram forma as obras sonhadas e já iniciadas por Bartolomea: uma escola
gratuita para as filhas do povo; um orfanato com dez alunas; reuniões festivas
para as alunas e suas famílias; pias uniões e assistência a quantos buscassem
ajuda moral e material.
Em 22 de Junho de 1833, Bartolomea e Vicência
apresentam o Capítulo Jurídico, em catorze artigos, declarando unir-se numa sociedade
legal, que foi reconhecida pelo governo austríaco (aquela região havia sido
anexada pela Áustria).
A obra de Bartolomea e Vicência foi crescendo com uma
rapidez assombrosa, acolhendo cada vez mais discípulas. Entretanto, Bartolomea
dedicou-se à sua fundação durante pouco tempo: no dia 26 de Julho de 1833, a
morte interrompia a sua existência de breve anos, mas rica de obras.
Bartolomea Capitanio destacou-se na perfeição do
serviço ao próximo.
Foi beatificada no dia 30 de Maio de 1926 e canonizada,
juntamente com Vicência Gerosa, no dia 18 de Maio de 1950, pelo Papa Pio XII.
Com a morte de Bartolomea, o Instituto parecia que
iria naufragar, mas foi-se desenvolvendo lentamente, e sem interrupção. Em 21
de Novembro de 1835, teve lugar a solene tomada de hábito das primeiras Irmãs e
a eleição de Vicência Gerosa como superiora. Em 21 de Maio de 1837, foi criado o
orfanato de Santa Clara, em Bérgamo; em 29 de Junho de 1840, o Instituto recebeu
a aprovação da Santa Sé; em Fevereiro de 1841, recebeu a aprovação definitiva
da Corte de Viena. Em 12 de Março de 1842, foi criada a primeira fundação, em
Milão; em 7 de Fevereiro de 1860, as quatro primeiras Irmãs missionárias
partiram para a Índia (Bengala), chamadas por Mons. Marinoni. As Irmãs de Maria
Menina são hoje cerca de dez mil, compreendendo setecentas casas, em todo o
mundo.
A memória litúrgica de Santa Bartolomea Capitanio
celebra-se no dia 26 de Julho.
