PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…enchei-nos da vossa misericórdia…” (cf. Salmo 89)

Na sociedade de que fazemos parte, reina a indiferença e o egoísmo. É preocupante o espírito de descarte, de abandono, de exclusão. O bem individual está à frente do bem comum. A solidariedade reveste-se mais de fantasia do que de verdade. Neste contexto, a misericórdia é uma urgência a tocar a vida e os sentimentos de todos: coração aberto aos outros, atenção aos mais débeis e sós, partilha de presença e de vida, exigência de caridade fraterna, compreensão diante da fragilidade e do pecado. Pedindo o dom da misericórdia, os crentes querem encher-se da graça de Deus que acolhe, que ama, que perdoa, que consola, que eleva e salva. Encher-se de misericórdia é expressar, em gestos de proximidade e de amor, o bem que vem de Deus e que, no coração humano, se transforma em dádiva de vida. “Enchei-nos, Senhor, da vossa misericórdia” para que sejamos, entre os nossos irmãos, uma fonte de alegria, de paz, de ternura e de esperança.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

EM DESTAQUE



- 6 DE MAIO: DIA DA MÃE

Neste primeiro Domingo de Maio, assinala-se, em Portugal, o Dia da Mãe.
Esta efeméride foi celebrada, durante muitos anos, no dia 8 de Dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição. Por influência da Igreja e dos ideais cristãos, a comemoração do Dia da Mãe foi transferida, num primeiro momento, para o último Domingo e, depois para o Primeiro Domingo de Maio. Em Maio, porque neste mês os católicos fazem a memória da Santíssima Virgem Maria, Mãe de Jesus e nosso Mãe.
Enviamos a todas as mães a bênção de Deus, para que vivam na alegria, na paz e na bondade e recebam dos seus filhos o testemunho da sua dedicação e do seu amor.
Publicamos, em seguida, a Mensagem da Comissão Episcopal do Laicado e Família.


MENSAGEM

A beleza do amor de mãe

“É bom, belo e justo celebrar o Dia da Mãe: agradecer a todas as mães que, dia e noite, todos os dias e todos anos, ao longo da sua vida, se dedicam ao acolhimento amoroso, à educação e ao crescimento integral dos filhos.
Ser mãe não significa somente colocar no mundo um filho, mas é também uma escolha: a de dar a vida. Nada há mais nobre e mais santo!
Na sua terceira exortação apostólica, “Alegrai-vos e exultai”, o Papa Francisco recorda que a santidade é construída na vida de cada dia, com os “pequenos detalhes do amor” (n. 145). Todos sabemos, por experiência própria, que a sacralidade de tantos pequenos gestos das nossas mães deixou um sabor indizível e inesquecível no nosso coração de filhos.
As mães são verdadeiras beneméritas da sociedade, pois sabem cultivar e transmitir, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedicação e a força moral. São também as mães que transmitem o sentido mais profundo da vivência religiosa: nas primeiras orações, nos primeiros gestos de devoção que uma criança aprende, inscrevendo assim, indelevelmente, o valor da fé na vida de um ser humano.
Queridas mães, obrigado por aquilo que nos dais, pelo que sois na família e por aquilo que dais à Igreja e à sociedade. Que a celebração de mais um Dia da Mãe junte, em coro, as nossas vozes à dos decisores políticos e económicos, dos agentes culturais e da comunicação social e todos nos empenhemos a apoiar e a proteger o dom da maternidade que começa na fecundação e nunca deixa de se manifestar.
As mães de todos os tempos têm como modelo Maria, Mãe de Jesus. Que Nossa Senhora abençoe todas as mães! As acolha e proteja sob o seu santo manto.
Como “pequena lembrança” para este dia, aqui deixamos uma singela parábola: ‘Um anjo fugiu do paraíso para dar um passeio pela terra. No findar do dia, decidiu levar algumas lembranças daquela visita. Num jardim, viu algumas rosas: apanhou as mais bonitas e fez um belo ramo para levar para o paraíso.
Mais à frente, viu uma criança sorrir para a mãe. Encantado com a ternura daquela criança, apanhou também o seu sorriso. Estava para partir, quando viu uma mãe olhar com amor para o seu pequenino, no carrinho. O amor jorrava como uma nascente a transbordar.
O anjo pensou: «O amor daquela mãe é o que de mais bonito existe na terra, portanto pegarei também nele». Voou para o céu, mas antes de passar pelos portões azuis, decidiu examinar as recordações para ver como se tinham conservado durante a viagem.
As flores estavam murchas, o sorriso da criança tinha-se esmorecido, mas o amor da mãe ainda tinha todo o seu esplendor e beleza. Pôs de lado as flores murchas e o sorriso apagado, chamou à sua volta todos os hóspedes do céu e disse: “Eis a única coisa que encontrei na terra e que manteve toda a sua beleza durante a viagem para o paraíso: o amor de mãe!”.